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Home » Colunas » Eduardo Correa » 20.08.08
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Hegemonias I 20.08.08
Depois de publicar minha coluna Eu quero uma hegemonia, pensei que poderia ser útil desenhá-las. Foi o que fiz, com ajuda da minha filha Letícia. Aprimoramentos de formato, facilidades de navegação, interação com imagens e vídeos ficam para o futuro, contando, desde já, com a ajuda e sugestão dos amigos leitores.





No dicionário, hegemonia é o figurativo de preponderância, supremacia, superioridade (originalmente, a palavra expressava a supremacia de uma cidade sobre outras). É assim que eu a entendo aqui. Claro que a superioridade comporta variação e discussões. Supremacias são comuns na categoria mas não supremacias asfixiantes, como a da equipe Mercedes em meados dos anos 50 (nove vitórias em doze GPs) ou da McLaren nos anos Senna-Prost (25 vitórias em 32 GPs).



Neste período, vale registrar que a hegemonia da Mercedes não cobre todo o ano de 54 porque a equipe só estreou em julho, quando já haviam sido disputados dois GPs. E creio que ninguém vai discordar de eu não ter considerado Juan Manuel Fangio hegemônico em 56.
Fangio seguido por Ascari em Monza 54
Apesar de ele ter levado o título da temporada, só o conseguiu depois de disputa muito apertada com Stirling Moss, Peter Collins e Jean Behra. Fangio pontuou em seis dos sete GPs mas em deles GPs teve de pegar o carro dos companheiros de equipe para completar a prova...

E a Fórmula 1 teve de esperar por 58 para conhecer o seu primeiro ano sem uma hegemonia, Mike Hawthorn ganhando o título por um ponto de vantagem sobre Moss que, magnífico cavalheiro, rogou aos organizadores do GP de Portugal que não desclassificassem Hawthorn, acusado de ter trafegado em sentido contrário depois de uma escapada da pista. Se Moss tivesse se calado, ficaria com o título.


Neste período de doze anos, a Fórmula 1 só esteve totalmente livre de hegemonias nos primeiros meses de 62, antes que Jim Clark e a
Brabham à frente de Clark, na Holanda 66
Lotus acertassem o passo, o título do ano tendo batido asas pela perda de um parafuso do sistema de lubrificação faltando 20 voltas para o final da corrida decisiva, na África do Sul.

Fato que não se observou nos anos anteriores, aqui surgem as hegemonias de motores separadas daquelas das equipes e carros. Era o começo do reinado dos garagistas ingleses, como eram chamados por Enzo Ferrari, que não tinham a menor possibilidade de fabricar o próprio motor, como fizeram Alfa, Ferrari e Mercedes.



É nesta fase que a Fórmula 1 ganha contornos verdadeiramente globais, empurrada pelas transmissões ao vivo e pela generalização dos patrocínios. E nesta fase também que a categoria é mordida pela serpente e começa a flertar com quantias verdadeiramente grandes de dinheiro, o que lhe permite estimular os engenheiros a voarem alto, o ponto de ruptura sendo 1977, com o aperfeiçoamento do conceito do efeito-solo e o ingresso da Renault e de seus motores turbo na categoria, a partir do GP da Inglaterra.
Elio de Angelis com Lotus Cosworth em Long Beach 81
Por isso, a mim parece perfeitamente explicável que a categoria observe neste período, pela primeira vez na sua história, um período mais longo sem hegemonias, e não me refiro apenas às temporadas de 82 e 83, já que nos dois anos anteriores apenas a supremacia dos motores Cosworth persistiu, o que não significa muita coisa já que eles equipavam a maioria dos carros do grid (por exemplo: na corrida inicial de 81, em Long Beach, Estados Unidos, dos 24 carros que largaram, 16 eram empurrados por motores Ford Cosworth).

Tamanha foi a força da renovação ditada pelo dinheiro e tecnologia que as equipes da categoria ou sucumbiram ou foram reinventadas inteiras, caso da McLaren, por exemplo, que mudou de proprietários neste período. Foi esta revolução impiedosa que, em minha opinião, ditou o fracasso da equipe Fittipaldi.

Em nosso próximo encontro, concluo o mapa das hegemonias na Fórmula 1.

Uma boa semana a todos



Eduardo Correa
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