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O melhor Rubinho, o Rubinho de sempre 18.09.09


Três grandes momentos de Rubinho em Monza Aqui, superando Kovalainen - Clique para ampliar
Ele tem 37 anos de idade e nenhum sinal de ter perdido o prazer no que faz. Muito menos a sua qualidade técnica. Rubens Barrichello vive em 2009 seu melhor momento na Fórmula 1 e chega à fase final do campeonato na briga pelo título, vestindo o manto de caçador e numa fase ascendente na temporada. O que mudou no piloto para que isto acontecesse? Nada, absolutamente nada.

No ano passado, acompanhei de perto o calvário que o piloto viveu com o péssimo RA108 da Honda. Um cenário que de nenhuma forma diminuiu sua dedicação. O final de semana no Canadá foi o maior exemplo disso. Barrichello teve uma infecção na garganta que ocasionou uma febre muito forte. Nada que o tirasse de uma longa reunião com os engenheiros da equipe no final do sábado – vi Jenson Button sair da mesma muito antes. Um esforço recompensado no domingo: mesmo debilitado, o brasileiro fez uma boa corrida e somou dois pontinhos. Na Inglaterra, todos se lembram, sua decisão em colocar os pneus de chuva na hora certa e seu talento no molhado conseguiram um improvável pódio para o time.

São qualidades que contribuíram decisivamente para que Ross Brawn o confirmasse neste ano. Uma aposta que rendeu dividendos. A temporada de Rubens Barrichello está sendo marcada por uma boa regularidade. Em branco, apenas as corridas da Turquia, em que teve um problema na largada e abandonou por conta dele (mas dificilmente pontuaria depois de sua ocorrência) e da Hungria, quando o incidente na classificação o jogou para o meio do grid e ele teve uma corrida onde foi difícil de se concentrar.

aqui em meio aos bosques de Monza - Clique para ampliar
É preciso destacar também a maneira decisiva com que está pilotando. Em Monza, partiu como um leão para cima de Heikki Kovalainen, que tinha o kers em seu carro, sabendo que era a única maneira de fazer sua estratégia funcionar. Na corrida anterior, em Spa, fez uma ultrapassagem de cinema sobre Mark Webber, por fora na curva Blanchimont. Um arrojo que muito novato no grid não consegue ter.

Além de motivado, constante e agressivo, Barrichello é um piloto autoconfiante. Antes do início da temporada, afirmou com todas as letras que este seria o seu melhor ano na Fórmula 1, o que já pode ser confirmado. E no momento em que Jenson Button enfileirava vitórias, o discurso do brasileiro foi o de que era importante somar pontos, “porque uma hora a coisa vai virar, eu tenho certeza”. Virou. A partir do GP da Inglaterra, Barrichello solucionou o problema com os freios que o atrapalhou nas primeiras corridas (algo muito bem explicado por seu engenheiro Jock Clear em uma matéria que fiz com ele no meu blog - http://www.blog-do-ico.blogspot.com). E passou a ter um desempenho melhor que o de seu companheiro de equipe.

A vantagem de Button, 14 pontos, é significativa e o piloto brasileiro vai precisar de uma combinação de sorte com o seu bom trabalho para descontá-la. Mas mesmo que o título não aconteça, Rubens Barrichello vai encerrar 2009 como um vencedor. Os mesmo jornalistas europeus que o davam como aposentado, hoje reconhecem que ele ainda tem muito a contribuir para a Fórmula 1.

e aqui comemorando com a equipe - Clique para ampliar
Entre os pilotos, seu prestígio também é enorme. Fiz uma entrevista com Timo Glock na Bélgica e ele deixou isso bem claro. “Fico feliz pelo momento que ele vive. Além de ser um grande piloto, é uma ótima pessoa”. Com o advento do Twitter, Barrichello criou um canal direto com o público, eliminado os filtros muitas vezes turvos da imprensa. E ganhou uma legião de fãs com sua maneira aberta e espontânea.

Ele sempre foi assim. Um piloto rápido e dedicado, uma pessoa alegre e amistosa. A maior mudança que explica essa boa fase de Rubens Barrichello não ocorreu nele, mas em seu entorno. Como alguém que dá muito valor para seu lado espiritual, que acredita em energias positivas, ele parece ter encontrado uma força extra num carro vencedor de uma equipe que o apóia e o respeita; e também no carinho enorme que tem recebido dos torcedores através do seu @rubarrichello. Mostrar ao mundo o Rubens Barrichello que tantos amigos cultiva no ambiente hostil de um paddock de Fórmula 1 foi a sua maior vitória neste temporada.

Um abraço e até a próxima!

Luis Fernando Ramos

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