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Home » Convidados » Carlos Chiesa » 29.06.11
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E o toureiro não apareceu 29.06.11


Uma grande corrida de Jaime Alguerssuari - Clique para ampliar
Charlie Whiting & Co. bem que tentaram, mas o golpe de caneta não diminuiu em nada o ímpeto da Red Bull. E olhe que não há lugar melhor que a Espanha para parar um touro. A única surpresa foi um cavalo preto na frente do segundo touro. Pouca emoção, é consenso. Mas, para os apreciadores da F1 que não se limitam a olhar o que ocorre na superfície, existem outras atrações dignas de nota.

Vai ver, por exemplo, que um outro touro vermelho, bem menos conceituado, cometeu uma façanha. Talvez não tenha chamado muita atenção no meio da sonolência generalizada, mas Alguersuari, com a cabeça a prêmio, tratou de guiar como se estivesse com a cabeça do Button e andou impressionantes 23 voltas com pneus macios. Não só isso, andou o tempo todo no mesmo ritmo de Mercedes e Renault nesse stint. Parece que ainda é um mistério como ele conseguiu virar tempos competitivos por tanto tempo, especialmente porque as Toro Rosso não têm se mostrado nem de longe parecidas com as Sauber no quesito boas maneiras com a Pirelli. Portanto não foi o mesmo milagre do Perez. Aliás, a maioria das equipes tinha pensado em fazer duas paradas, calculando que poderia gerar uma vantagem de até 8 segundos sobre a estratégia de 3 paradas. Mas, no domingo, com o asfalto uns 20º mais quentinho, a perspectiva mudou. O baralho ficou mais complicado porque que ninguém sabia como os pneus médios se comportariam com essa temperatura carioca. O que se sabia é que pneus macios gastos ainda eram mais rápidos que médios novos. Para coroar a que deve ter sido a melhor corrida de sua vida, o outro espanhol na F1 ainda conseguiu se manter na frente de Sutil no final, ambos com pneus médios, mesmo este tendo chance de usar o DRS. Sair do 18º posto e chegar em 8º com esse equipamento, nessa pista e com este regulamento cada vez mais ridículo, é uma façanha equivalente a espetar um miura sem pano vermelho.





Petrov - Clique para ampliar
No quesito estratégia desta vez a turma do cavalo preto se saiu razoavelmente bem, conseguindo enfiar seu primeiro piloto na frente do australiano.

Detalhes fazem toda a diferença. Como Webber ficou bloqueado atrás de D. Fernando I no primeiro stint, Horner e turma decidiram antecipar sua parada. Desta vez a Ferrari não aproveitou a promoção oferecida e manteve o asturiano na pista. Parando mais tarde, preocupado em poupar ao máximo os sapatos de borracha, Alonso voltou com todo cuidado, sem sequer acelerar a fundo na saída dos boxes, tratando de aquecer os pneus por inteiro e não apenas a banda de rodagem. Ficar na pista por mais três voltas com pneus macios quando Webber estava nos boxes pondo os médios foi o que fez Don Fernando I voltar ao pódio. Novamente, pneus macios gastos mostraram valer mais a pena que médios novos, ao menos nesse circuito. Mas a Ferrari surpreendeu sendo rápida também com os pneus médios, coisa que não tinha ocorrido anteriormente.





Schumacher sem a asa dianteira - Clique para ampliar
E o que teremos de novo em Silverstone?

Sendo Valência um circuito atípico, que não precisa de muito downforce, a maioria das equipes preferiu deixar os pacotes completos para Silverstone, apenas testando alguns componentes novos. A McLaren levou um novo modelo de spoiler, derivado do usado em Barcelona. Apareceu uma fenda no centro do spoiler, desenhada para diminuir a resistência ao avanço e ao mesmo tempo melhorar o downforce. As modificações incluíam ainda uma dupla entrada de ar com a função de dirigir melhor o fluxo de ar para o lado interno das rodas dianteiras. A Ferrari experimentou na sexta evolução da sua suspensão traseira. O objetivo é abaixar o centro de rolagem e melhorar o camber. Se gerar melhor aproveitamento dos pneus Felipe, frequentemente encrencado nesse quesito, deverá agradecer. Também a Red Bull pôs novos artigos na vitrine. Houve uma mudança de posição dos defletores centrais dianteiros, agora diretamente ligada ao chassi e não ao bico. Parece que gostaram do resultado pois não tiraram mais do carro.





Sergio Perez e seu Sauber nas ruas de Valência - Clique para ampliar
A busca por um outro Newey continua. A Williams, andando mais de ré do que para a frente, tratou de incorporar mais dois engenheiros. Ingleses, é claro. Meu amigo Gigante, profundo conhecedor do automobilismo em geral, acha que os engenheiros aeronáuticos, como Newey, é que são os magos Merlim da F1 atual. Eu concordo e adiciono: sim, mas ingleses, de preferência. Caso contrario, como a Mercedes, com uma equipe all german, uma autêntica tentativa de resgate da época em que dominava tudo, deixaria a chefia para um "Tommy" (como os alemães denominavam os ingleses na 2a. Guerra)?





O que terá pensado Juan Manuel Fangio, lá em cima naquele céu de brigadeiro de Valencia? Provavelmente em como a FIA tem se mostrado tão equivocadamente criativa. Bastava voltar ao regulamento da época em que a emoção não era artificial.

Carlos Chiesa

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