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Jim Clark
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Chovia sobre Hockenheim na tarde de 7 de abril de 1968 quando foi dada a largada para mais uma etapa do campeonato europeu de Fórmula 2. Aquele que muitos consideram o maior piloto de todos os tempos estava disputando a prova mas não ia nada bem. Seu carro, um Lotus 48B pintado de vermelho, branco e dourado, tivera problemas durante todo o final de semana. O motor falhava e os pneus Firestone não rendiam bem sob a chuva.

Na 7a volta da corrida, o Lotus teve algum problema, muito provavelmente um pneu furado, e saiu da pista a despeito dos esforços de seu piloto para controla-lo.

Hockenheim, todos sabem, foi construído em meio a uma floresta. Ainda assim, naqueles tempos distantes, onde qualquer proteção para pilotos era confundida com falta de coragem, ninguém se preocupou em cercar a pista com guard rails de forma que o piloto viu-se em meio às árvores e acabou por atingir em cheio uma delas. O choque foi terrível. O carro despedaçou-se, o piloto teve morte instantânea.

Chegava ao fim, trinta e cinco anos atrás, de forma terrivelmente simples e cruel a vida e a carreira de Jim Clark, um piloto que só pode ser comparado a Fangio e Senna.

Neste especial em homenagem à memória do grande piloto, GPTotal lembra algumas passagens da sua carreira.


MONZA 61

Clark com o Lotus 21, que ele usou na temporada 61
Jim Clark, pilotando um Lotus, esteve envolvido no pior acidente da história da Fórmula 1. Em Monza 61, ele disputava posição com Wolfgang von Trips, piloto da Ferrari que liderava o campeonato e garantiria o título se chegasse em 2o.

Na segunda volta da corrida, Clark e von Trips chegaram juntos ao ponto de frenagem para a Curva Parabólica. Clark teria forçado a passagem por fora e von Trips, que vinha por dentro,
Os restos do Ferrari de von Trips após o acidente com Clark
subitamente mudou a trajetória do seu Ferrari, tendo batido com a traseira contra o bico do Lotus. Os dois carros derraparam, tendo o Ferrari voado sobre o público que se aglomerava ao lado da pista. von Trips e mais treze pessoas morreram. Muitas outras ficaram feridas.





Clark saiu rapidamente da Itália, recusando-se a depor no inquérito policial que se seguiu ao acidente, Por isso, ficou algumas horas preso ao retornar ao país, tempos depois. Ele não sabia mas este seria apenas o primeiro trágico incidente da Lotus em Monza. Anos mais tarde perderiam a vida em Monza outros dois pilotos da equipe, Jochen Rindt e Ronnie Peterson

SPA 62

Com o Lotus 25 na Bélgica 62, sua primeria vitória na F1
Jim Clark correu por apenas uma equipe em toda a sua carreira na Fórmula 1, a Lotus. Ele desenvolveu uma profunda amizade e identidade profissional com Colin Chapman, fundador da equipe, formando com ele uma das duplas mais famosas do automobilismo de todos os tempos. Clark estreou na equipe em 60, aos 24 anos, e logo se tornou primeiro piloto.

Clark e Colin Chapman, uma das mais famosas dupla
do automobilismo de todos os tempos
Sua primeira vitória na Fórmula 1 veio em 62, em Spa, uma pista que sempre detestou. Tinha seus motivos. Clark disputou lá, em 58, uma de suas primeiras corridas no exterior e viu morrer um piloto que admirava, Archie Scott-Brown.

Em 1960, durante o seu segundo GP, Clark testemunhou a morte de dois colegas, C.Bristow e Alan Stacey, seu companheiro de equipe na Lotus. Uma ano mais tarde, sempre em Spa, Clark assistiu ao acidente com Cliff Allison, grave a ponto de obrigá-lo a abandonar o automobilismo.

Mesmo assim, Clark não se deixou intimidar por Spa, com suas curvas ultravelozes e muito mais perigosas do que atualmente. Ele dominou seu ódio e venceu os GPs de 62, 63, 64 e 65. Apenas dois pilotos superaram a marca de Clark em Spa, Senna e Schumacher. Detalhe: em 62, Clark venceu porque seu companheiro de equipe recebeu ordem para deixá-lo passar...



ÁFRICA DO SUL 62

Uma porca perdida e lá se vai o título de 62
O campeonato de 61 havia sido disputado com um regulamento totalmente novo: os carros deviam ser equipados com motores de 1 500 cc e peso mínimo de 450 kg. A regra não agradou aos construtores ingleses.

Até então, os carros de Fórmula 1 tinham 2 500 cc sem limitação de peso. Os construtores ingleses consideravam a mudança de regulamento uma manobra esperta da Ferrari. De fato, os carros italianos foram especialmente bem em 61 mas, em 62, os ingleses viraram o jogo, chegando à última etapa do campeonato, a ser disputada na África do Sul, com dois dos seus pilotos com chances de chegar ao título: Graham Hill, da BRM, e Jim Clark.

Clark com o amigo e rival, Graham Hill Ao fundo, o filho de Hill, Damon
Ambos estavam na primeira fila e Clark, como costumava fazer, disparou na frente, restando a Hill apenas defender a 2a posição e aguardar pelos acontecimentos. Sua paciência foi premiada. A vinte volta do final, o motor Climax do Lotus começou a soltar uma fumaça branca. Clark foi para os boxes, onde os mecânicos viram que uma porca havia se soltado, fazendo com que o óleo espirrasse sobre o escapamento do carro. Nada mais havia a fazer. Hill correu tranqüilo em direção à vitória na corrida e no campeonato. Foi o primeiro de uma série de azares de Clark.



INDIANÁPOLIS 63

O Lotus 29, usado por Clark em Indy 63
Ao visitar Indianápolis em 62, a convite do piloto Dan Gurney, Colin Chapman ficou impressionado com duas coisas: o atraso dos construtores americanos em relação aos europeus e os altíssimos prêmios pagos aos vencedores das 500 Milhas. Chapman pensou que poderia adaptar seu Lotus 25 para Indy e, quem sabe, ganhar uns dólares bem fáceis.

E assim, com o apoio da Ford, a Lotus alinhou um carro para Clark nas 500 Milhas de 63. Os americanos acharam graça. Eles corriam - todos eles - em carros com motores dianteiros que mediam e pesavam consideravelmente mais do que o Lotus de Clark.

O carro de Parnelli Jones em Indy 63
Mas rapidamente aprenderam a respeitar o carrinho pintado de verde com faixas amarelas. Veloz e econômico, o Lotus foi capaz de correr as 500 Milhas fazendo apenas dois pitstops ante três de todo o resto do grid. Assim, na fase final da corrida, mesmo sendo menos potente que os carrões americanos, Clark estava em 2o, atrás de Parnelli Jones, que ainda precisava fazer seu último pitstop.

Foi quando o carro do americano começou a soltar óleo na pista. Normalmente isso obrigaria o piloto a parar imediatamente sob risco de ser desclassificado. Mas Jones não parou mesmo depois de ter provocado a derrapagem de dois carros.

Chapman foi protestar. O diretor da corrida calmamente pegou um binóculo, deu uma rápida olhada no carro de Jones e sentenciou: é apenas água o que está vazando. O autódromo inteiro sabia que era óleo mas o diretor, obviamente pensando “estes ingleses metidos não vão ganhar fácil assim da gente” achou melhor ficar na dele.

Algumas voltas mais e o óleo acabou provocando um acidente (o piloto acidentado foi reclamar no dia seguinte com Jones e acabou tomando um soco na cara...). Bandeira amarela, Jones aproveitou para reabastecer seu carro voltando para a pista ainda em primeiro. Clark e a Lotus tiveram de se contentar com o segundo lugar. Mas Indy nunca mais seria a mesma depois desta corrida.

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