a evolução do visual, do trabalho desenvolvido e da qualidade técnica deste site, agora com verdadeira arqueologia de vídeos, cada vez mais faz jus aos primorosos textos de seus colaboradores.
Se não é o maior, posto de fato e de direito ocupado pela warm up, com certeza em companhia daquela está, este GPTo, no olimpo entre os melhores. É não só um prazer, mas também, a cada post encontrado, e lido, uma sucessão de imensas alegrias navegar por aqui.
Parabéns e obrigado pelo show!
Há algum tempo venho pensando sobre Rubens Barrichello. Sempre ouço de meus amigos que Rubens é um chorão, um come e dorme da F1. Discordo. O fato de ele estar na F1 já diz muito. Tirando aqueles realmente medíocres que atualmente pagam pra correr (e tem mesmo que pagar pois são horríveis) deve ser muito difícil entrar para o circo.
Ele tem seus predicados, não vou listar mas, 233 corridas, incluindo ai pilotando Ferrari e sendo piloto dos carros da lenda Jack Stewart, têm de ser levados em conta. Não vi correr, mas leio sempre que o escocês era fera, e se era fera entendia, portanto se entendia não iria apostar num medíocre para guiar seus carros, e quase ganhar (aí é estranho, o cara que ganhou uma corrida guiando um Stewart era um desses caras que eu acho medíocres, Johnny Herbert).
Aqui e nas fotos abaixo, o novo Honda de Rubinho e Button, apresentado em sua cor oficial ontem
Bem, tomara mesmo que 2007 seja um divisor de águas para o Rubens, ganhar o campeonato não digo, já que a Honda não me parece tão forte assim. Mas dar umas boas sovas no Button e proporcionar momentos de prazer a quem assiste as provas já seriam gratificantes.
em poucas linhas você foi, como de costume, brilhante. São por colunistas como você que valem a pena ainda ler sobre o automobilismo. Se me permite, esta sua coluna, com os devidos creditos, está publicada no meu blog.
O leitor Marcelo Pilatti no seu “As 7 maravilhas de Senna” esqueceu-se de citar as corridas de Jerez 86, onde o Senna fez mágica ao segurar a Williams do Mansell com motor Honda e pneus novos com a sua Lotus com pneus totalmente gastos e motor Renault, consideravelmente mais fraco pra corridas.
E Mônaco 92, onde o Senna de novo segurou o Mansell nas sete voltas finais, as circunstancias todo mundo sabe. Mas o mais legal é que ele chegou a atravessar o carro na chicane depois do túnel, igual se faz com um kart.
Quando as corridas espetaculares que o Schumacher fez, realmente foram pouquíssimas (as mais destacadas pela imprensa são Spa 95, Espanha 96 e Hungria 98) e sem muito brilho e, claro, contra adversários muito fracos.
A coluna do leitor Marcel Pilatti, sobre as façanhas de Senna, só faz
aumentar o asco e a antipatia dos que realmente entendem de automobilismo em relação aos fãs do brasileiro.
Quando finaliza sua carta com "Com esse artigo, lanço uma espécie de desafio aos leitores fãs de Schumacher e, principalmente, aos detratores de Ayrton Senna: existe algum outro piloto na história da Fórmula 1 que tenha realizado tamanhas façanhas? Talvez Juan Manuel Fangio, talvez Jim Clark... Schumacher certamente não" Marcel cai no lugar comum das chamadas viúvas, que não conseguem enxergar Senna como um fantástico piloto, mas como um Deus, onipresente e infalível.
Acho que o incrível aparato de marketing sobre Senna (que foi usado mais para aumentar a audiência de uma emissora de TV) deixou seus 3% de fãs que entendem de automobilismo, como o leitor Marcel, um pouco cegos.
Parabéns ao Marcel Pilatti pelo texto sobre as grandes corridas do Senna, mas sinceramente achei um pouco fora de contexto falar sobre isso agora, mas sempre é bom falar sobre coisas boas. Mas como aquele comediante que tinha na Escolinha do Professor Raimundo, estava indo muito bem, mas tirou zero por causa do final.
Não precisava comparações idiotas e do mesmo jeito que eu não vou conseguir convence-lo que Schumacher é melhor do que Senna, você
não irá me convencer de que Senna e melhor do que Schumacher. Simples assim!
Marcel, você vinha demonstrando ser muito ponderado e com um belo texto sobre belas corridas do grande Ayrton Senna, mas no final descobri que você também é mais uma viúva...
Gostaria de dar uma opinião sobre o texto escrito pelo Marcel Pilatti.
Acho muito interessante este tipo de exaltação a um ídolo, sempre tive em Senna um grande piloto e etc, mas acho que quando se propõe a escrever algo como o publicado no GPTotal deveria ter mais cuidado com os dados usados como ilustração.
O texto é permeado de equívocos que não resistem a uma análise mais aprofundada. Apenas um exemplo do que você diz:
"Mas nunca é demais lembrar. A McLaren trocara recentemente os Honda pelos Ford; (Vale destacar que a McLaren, como cliente da empresa, apenas recebia esse motor (Cosworth), enquanto a Benetton era sócia, tendo direito ao mais potente (Zetec-Rocan), que tinha 60cv a mais...)"
Bom, em verdade a McLaren realmente recebia um motor inferior aos dados à Benneton. As versões dos motores Ford recebiam nomes respeitando uma seqüência numérica. Versão 4, 5, 6 e assim por diante. Mas somente em 94 a Ford forneceu à Bennetom um motor totalmente novo, que se diferenciava pelo baixo consumo e atingia um número de giros muito maior da que o habitual naquela época. Esse motor recebeu o nome de Zetec-R. Zetec Rocan é o motor que tenho no meu carro (Ou será que meu carro tem o motor do carro do Schumacher e eu não sabia?).
Quanto aos motores usados em 93, digo que é um exagero afirmar que entre as versões havia uma diferença de 60 cavalos. Numa competição tão acirrada como a da F1 moderna não há espaço para milagres de se achar uma evolução tão grande em um motor. Portanto, a diferença entre os motores girava em torno de 15 a 20 cavalos, diferença essa anulada por um chassi melhor e por um iluminado Senna naquele ano.
Há outros pontos estranhos, como aquela passagem do Mansell no GP Brasil de 91. Parece até que o Galvão Bueno se fez presente com seus intermináveis exercícios de adivinhação sobre o que se passa na cabeça de cada piloto.
Mas, para falar a verdade, está história de comparação entre Senna e Schumacher - que na verdade é a razão do texto escrito pelo Marcel - já encheu o saco. Acho lamentável o que se faz nessas discussões. Argumentos sem pé nem cabeça, distorções de fatos de forma irresponsável ou mesmo apaixonada, ofensas de parte a parte... Um absurdo!
Pior ainda é o que fazem com o próprio Senna. Ele é o único piloto na história da F1 que disputa campeonatos depois de morto (vide a discussão sobre se Senna seria campeão em 94, 95, 96...). Deixem a memória do cara em paz.
Quanto ao desafio... haja paciência! Mas cito apenas uma corrida, pois tenho mais o que fazer: GP Brasil 2007. E será que Schumacher foi tão medíocre assim que em seus mais de 200 gps, mais de 80 vitórias, só contou com a sorte e incompetência dos adversários. Pelo amor de Deus!
Acompanho este site há muito tempo. Pouco escrevo, mas sempre leio o que está aqui.
Gostava muito da época em que o conteúdo era sobre Fórmula 1 outros campeonatos.
Mas infelizmente nos últimos tempos aqui só se fala sobre "Fulano disse que Ciclano não era tão bom", "Se o Cara quer ser Homossexual o problema é dele", "A namorada A era melhor que a B" e etc.
Assim pergunto: Não seria a hora de se introduzir algum tipo de moderação no site? Sei que jornalistas odeiam qualquer tipo de censura, e os senhores Eduardo Corrêa e Luis Alberto Pandini como excelentes jornalistas que são (falo isso pois acompanho seus textos em outros veículos), acredito terem o receio de cometer tal erro.
Porém acho que o site tem perdido seu foco ao tratar de assuntos extra competição. Se quero saber sobre a vida pessoal de alguém, ou sobre as curiosidades referentes a predileções sobre qualquer coisa de uma pessoa, existem sites e revistas especializadas para isso. Se quero ver honras e homenagens a alguém, existem fã-clubes por todo o mundo que publicam matéria tanto digital quanto impressa rasgando o sujeito de elogios. Mas aqui procuro o esporte, que sei as vezes estar ligado a vida a pessoal. Não acho errado que se abordem alguns assuntos extra competição, desde que se enquadrem no contexto. Mas ultimamente a coisa ta descambando.
Recentemente um amigo me disse que o direito de um indivíduo deve se pautar pelo bom senso. Todos têm direito de se expressar, mas quando falta o bom senso (e aqui tenho notado isso algumas vezes), seus direitos não devem ser observados. Assim não vejo como censura não se publicar um texto onde se impera a falta de bom senso. Não acho que alguém tenha o direito de destruir as coisas. Digo isso porque já acompanhei alguns leitores aqui dizendo que não acessam mais o site com tanta freqüência pois não agüentam mais ler sobre briguinhas e etc. Eu mesmo sou um destes. Temo que cada vez menos pessoas passem por aqui. Assim sugiro que se alguns não conseguem demonstrar bom senso, os senhores coloquem alguns limites, para voltarmos a ter um excelente conteúdo em todo o site, e não apenas nos textos dos colunitas, que são primorosos, mas também na sessão de leitores.
Vocês deveriam editar as cartas que chegam aí ou devolver e pedir pra reescrever, pra evitar que tantas bobagens cheguem ao site. A última foi um leitor falar que o senna não gostava de preparação física. Só um cara muito desinformado sobre o assunto não sabe que o senna foi pioneiro em excelência em preparação física, mental e espiritual na f1.
Bruno
José e Bruno
restrições a algumas cartas de leitores foram larga e longamente discutidas aqui no site mas acabamos optando pela maior franquia possível desde que as cartas sejam inteligíveis e não sejam pessoalmente ofensivas.
Eu não gosto do rumo que muitos debates tomam aqui mas me policio para não sonegar aos leitores a oportunidade de expor as suas opiniões, ainda que de baixo bom senso, para usar palavras gentis. Acredito, sinceramente, que aprendemos com o debate e não com a falta dele. Também não quero me arvorar no direito de considerar esta ou aquela opinião melhor ou pior, mais inteligente ou menos inteligente. Acredito no bom senso da maioria absoluta dos leitores, que saberá passar por cima daquilo que não quer ler.
Melhor isso do que ficar imaginando aquilo que eu, como editor do site, considerei que os leitores devem ler.
É interessante como uma pessoa possa distorcer tanto um texto, que este atinja um sentido completamente diferente daquele desejado pelo autor.
A interpretação do leitor Flavio Pinheiro realmente chega às raias do absurdo. Ele começa colocando em cheque a autenticidade da entrevista de Gordon Murray a Christopher Hilton e, quanto a isso, recomendo a tantos quantos tiverem a dúvida que leiam as páginas 123 e 124 do livro "Ayrton Senna - As Time Goes By".
Quanto à gramática e aos palavrões de Murray, sugiro ao expert Flavio que lecione inglês e etiqueta ao projetista, que deve ter estudado muita engenharia e negligenciado estas tão elementares regras de concordância verbal e bons costumes...
Deve ser doloroso para um piquetista fanático perceber que seu ídolo é considerado inferior a Senna por alguém que trabalhou de maneira bem próxima aos dois. Por isso chegou a duas conclusões: ou a entrevista é uma farsa, ou ele quis dizer o contrário que disse... Infelizmente, meu caro, as palavras de Gordon Murray não dão margem a dúvidas!
A minha intenção ao postar a entrevista era muito simples: o fato de Osamu Goto achar que Piquet era superior a Senna não significa que isto seja verdade, assim como Murray achar Senna superior a Piquet tampouco comprova algo. Opinião é algo pessoal, e cada um tem seu ponto de vista.
Isto me leva a outra falácia do leitor Flavio Pinheiro: Qualquer ponto de vista denota um "achismo". Tanto Goto quanto Murray colocam suas percepções e "achismos" em suas entrevistas, baseadas tão somente em sua observação e convivência com os dois pilotos.
Talvez o leitor Flavio Pinheiro seja um excelente professor de inglês. Agora só falta a ele aprender interpretação de texto...
O desconhecedor de f1 é você. Só você acha que o Hill desenvolveu carro da Williams. Os maiores responsáveis por fazerem ela vencer foram os engenheiros, os pilotos faziam a parte deles com ressalvas. Assim foi Hill, Villeneuve e Hakkinen. O Senna não aceitou a Ferrari porque ela era uma zona, desorganizada e desestruturada, estava começando a ser arrumada pelo Todt. E, mais uma vez, você demonstra desconhecimento dos fatos, porque ele já tinha aceitado o contrato da Ferrari pra ir pra lá depois que saísse da Willliams.
Só pra terminar, é uma temeridade falar que acertar carros não era a praia do Senna. Eu acredito que um piloto que não saiba acertar não consiga tudo o que ele conseguiu. Ele era bom nisso, haviam melhores, mas em termos de motor, por exemplo, ele era considerado um dos melhores, tanto pra aproveitar a potência quanto pra desenvolver.
Normalmente, costumo ver de camarote a briga que se desenrola no site, envolvendo os incontroláveis fãs de Senna, Schumacher e Piquet.
Mas uma coisa me chamou a atenção no que o João Soares escreveu.
"..contar já na altura com 34 anos e nunca ter sido um grande amante da preparação física, seria que Senna estava no final de sua carreira?"
Acredito que essa informação é totalmente contrária a realidade. Qualquer um que conheça um pouco melhor a história de Senna dentro da Formula 1, sabe que Senna estabeleceu padrões para ela. E um desses padrões, se referia à preparação física. Foi o piloto de sua época que mais se preocupou com isso. E ele mesmo disse isso várias vezes. Usava exemplos da África do Sul em 84, Brasil 91. Em uma época que muitos pilotos sofriam em controlar aqueles carros Turbo de 800, 900, até 1200 cavalos, Senna se destacou.
Isso nos leva a um outro ponto. Senna no final de carreira? A resposta, acredito eu, é um sonoro "NÃO".
Ayrton estava no auge. O ano de 1993 tinha sido um ano crucial na carreira dele. Sem o melhor carro, contra o veterano Prost, contra a estrela ascendente Schumacher, e ele surpreendeu. Venceu 5 provas. Faturou o vice-campeonato. Pode ter ganho corridas na sorte, como Mônaco, mas o que importa, é que ele estava lá para vencer. Se ele fosse um piloto que estivesse perdendo a velocidade, com certeza era outro piloto que teria herdado a vitória.
Senna entrou em 94 rápido. Não com o carro ideal, aquele carro que sempre sonhou, mas fez 3 poles, será que isso não é o suficiente pra mostrar que ele continuava rápido?! Se estivesse em fim de carreira, teria apanhado para Damon Hill até então.
Dizer que Senna rodou em Interlagos por cansaço, na minha opinião, é ridículo. Devemos nos lembrar que no campeonato de 1994 as regras eram outras em relação à 1993, e que a Williams foi a grande, (talvez única) que se ferrou com isso, é só se lembrar que a grande
vantagem da equipe de Sir Frank Williams, foi toda banida. Talvez a mudança de regras fosse só para isso. Junta-se tudo e você tem uma série de mini-fatores que nos levaram a um ano de 94 totalmente contrário do que podia prever Senna.
Mesmo assim ele trabalhou para desenvolver o carro da Williams, e o próprio Frank, disse que Senna foi o principal responsável pelo desenvolvimento do FW16B que colocou Hill no páreo.
Ele até podia não desenvolver carros tão bem quanto Piquet, mas dizer que ele nunca fez nada nas equipes é algo equivocado. Afinal, sem Prost na equipe, ele foi Bi-campeão. Enquanto Prost ganho um vice, e um "tchau" da Ferrari, e na Williams, ficou um ano com um carro pronto, e se eu bem me lembro, Mansell só sabia copiar acertos, principalmente de Piquet.
Então... Senna em 1994 estava em decadência? Será? Se...
faz tempo que não escrevo para o GPTotal mas sobre a carta do leitor João Carlos, São Paulo tenho só algumas considerações a fazer: Sobre o GP da Bélgica 94, o assoalho do carro do Schumacher estava mais baixo devido a uma rodada que ele teve em cima de uma zebra, logo na saída da curva. Essa é uma versão que na minha opinião justifica bastante.
Pode acontecer também de pilotos fazerem parciais ou trechos melhores e não conseguirem a pole, o Mark Weber quando estava na Jaguar fez muito isso. Pode ser característica do carro também, mas não descarto alguns usos indevidos de equipamentos e não foi só a Bennetton. A McLarem também teve denúncias de uso de câmbio automático na mesma temporada.
Sempre teve denúncias e claro que o Schumacher não foi um exemplo de boa índole na condução do carro, mas naquela temporada se contarmos depois de San Marino ou até mesmo de Mônaco onde o Wendlinger bateu e ficou em coma, o Schumacher foi o melhor piloto porém não mereceu o título pelo "conjunto da obra" da temporada.
As discussões sobre 1994 são muito engraçadas pois ainda hoje, quase 13 anos depois, tem gente que insiste em dizer que "Senna morreu tentando superar Schumacher", que "o alemão mostrou ser melhor que Ayrton pois venceu as provas que correu contra ele no talento". Isso realmente é cômico.
Não sei como ainda tem gente que nega de ver o óbvio. No vídeo a seguir, temos o pit-stop do Grande prêmio do Brasil, abertura da temporada:
Alguém acha normal o fato de Schumacher entrar nos boxes com Senna já fazendo reabastecimento e troca de pneus, e sair antes dele, sendo que o box da Benetton era à frente, e ele ainda perdeu o tempo de chegar ali? Ele "tirou" 3 segundos de vantagem no reabastecimento...
Como o Marcel disse neste espaço, e a Alessandra salientou em sua última e brilhante coluna, uma das "suspeitas" que foram comprovadas naquele ano pela FIA foi a de que o "Método" de reabastecimento da dupla dinâmica "Schumy-Briatore" era ilegal...
De acordo com a investigação feita pela entidade após o GP da Alemanha (precisava prova maior que o incêndio de Verstappen?), ficou comprovado que havia algo errado: tirando o chamado "safety filter" da bomba de gasolina, o abastecimento chegava a 13 litros/segundo, possibilitando 3 segundos a menos por pistop numa corrida de duas paradas.
A segunda grande falcatrua foi o sistema de largada: quem assiste as corrida de Fórmula 1 atualmente já deve ter se enjoado de ouvir Mister Galvão Bueno falando que "As Renaults largam excepcionalmente", etc. O chefe da Renault é Flavio Briatore... mera coincidência? Não... Porém, hoje não é ilegal utilizar-se disso.
Mas em 1994 era. E Schumacher se beneficiou e muito disso. Para quem duvidar, ver o vídeo:
=
Lhes pergunto: é normal um piloto pular de 3o para primeiro tão rapidamente? Agora lembrem-se do GP do Pacifico daquele mesmo ano...
Terceira: essa foi a causa da desclassificação de Michael no Grande prêmio da Bélgica daquele ano. o "assoalho" do carro dele estava com um desgaste maior do que o permitido, e ultrapassava também a "margem de tolerãncia", indicada pelo desgaste natural após uma corrida completa.
O de Schumacher ia além disso. É normal?
Quarta roubalheira: controle de tração. Essa nunca foi efetivamente comprovada, mas também "para bom entendedor meia palavra basta".
De acordo com a revista inglesa "AutoSport", eis os números:
Setores 1 e 2 (soma):
Senna = 46.652s
Hill = 47.554s
MS = 48.219s
Aqui Senna foi o primeiro, com 0.9s de vantagem para Damon Hill, o segundo, e 1.6s para Schumacher, terceiro
Setor 3:
Senna = 29.310s
Hill = 30.000s
MS = 28.071s
De repente, não mais que de repente, Schumacher tira 1.2s de vantagem para Senna, e fica quase 2 a frente de Hill...
Isso não foi possível para que Michael fizesse a pole, mas ele ficou em segundo, e Hill, salvo engano, ficaria em quarto atrás de Alesi. lhes pergunto: é normal Schumacher ter tirado mais de 1 segundo de vantagem no trecho final da pista? Claro que não...
Mas para tudo há uma explicação: Nas curvas 10, 11 e 12, tudo consiste basicamente em tração. Freadas fortes, curvas fechadas, subidas... QUando não se tem o controle de tração, perde-se muito tempo, sendo essencial "baixar" o tempo nos setores 1 e 2. mas com o controle de tração tudo transcorre normalmente.
Após essa corrida, a equipe Jordan fez uma reclamação oficial sobre o uso de controle de tração de Schumacher, mas as investigações não seguiram.
E finalizando, além desses aspectos técnicos, o grande Schumacher cometeu outras duas proezas na temporada: a ultrapassar na volta de apresentação + ignorar penalidade (GP da Inglaterra) e ocasionar uma batida proposital (GP da Austrália).
É, meus amigos, acho que as duas desclassificações e as duas suspensões sairam barato p'ro alemão. Merecia o mesmo que sofreu em 1997: exclusão total do campeonato. Talvez ele aprendesse com os erros, e fosse campeão em 97...
Venho a acompanhar o vosso site já há algum tempo, acho o site muito bom, contém muitas curiosidades e permite a leitores mais jovens como eu poderem aceder a informação sobre toda a história da Formula 1. No entanto ao ler as cartas dos leitores vejo-me confrontado com algumas demonstrações de puro fanatismo.
Nos últimos tempos tenho lido muito sobre a discussão de quem teria ganho os campeonatos de 94, 95, 96, 97. Para ser sincero acho tudo um exercício de mera especulação. Tenho visto, nas cartas dos leitores, exercícios de matemática forçada, que, como é obvio, não passam de formulações desprovidas de qualquer base factual.
Schumacher com o Benetton 94
Em 94 a Williams tinha o melhor carro, senão vejamos que na Benetton, Verstappen só marcou 1 ponto e JJ Letho nem isso fez. Pode-se aferir da capacidade destes pilotos, mas no entanto se o carro fosse claramente o melhor estes pilotos teriam com certeza marcado mais pontos.
No que diz respeito ao campeonato creio que o grande favorito era Senna, na altura com 34 anos, as duas primeiras provas foram desastrosas para ele, e em especial a do Brasil onde Ayrton em 2º nas últimas voltas faz um pião.
Sinceramente acho que foi algo de estranho em Senna, não era normal, mesmo sob grande pressão, cometer um erro destes. Isto remete-me para o facto de Senna contar já na altura com 34 anos e nunca ter sido um grande amante da preparação física, seria que Senna estava no final de sua carreira? Se assim fosse como poderia vir a ganhar os campeonatos de 95, 96, e ainda de 97, com a maior margem jamais vista como diriam alguns leitores.
Já para não falar da pseudomudança para a Ferrari em 96 com resultados imediatos em 97, como é possível alguém apresentar esta conjectura? A Ferrari quando Schumacher lá chegou era um caos que o Alemão e os seus pares demoraram 5 penosos anos a arrumar. E a mudança de Senna para a Ferrari em 96, sim nesta altura Senna no seu auge com 36 anos ia reerguer a Ferrari e em 97 com 37 anos ia com certeza ser campeão, já para não falar que a Ferrari dificilmente apostaria num piloto de 36 anos, como se viu este ano, como é obvio isto parece-me no mínimo um exercício de grande imaginação.
A minha opinião é simples: em 94 Senna estava já numa situação difícil, no entanto se não tivesse falecido, no trágico acidente em Imola, teria com certeza lutado com Schumacher pelo título, mas não se podem esquecer de que Schumacher era na altura uma "jovem fera" que iria lutar com Ayrton ombro a ombro com grande irreverência, e muito dificilmente as inúmeras penalizações a Schumacher teriam acontecido, sob pena da FIA ser acusada de favorecer Senna... Ah e as acusações ao carro da Benetton nunca foram provadas, enquanto as penalizações que foram impostas a Schumacher sempre foram vistas como uma forma de trazer mais emoção ao campeonato.
Assim o que concluo é que SE Senna tivesse corrido o campeonato de 94, este teria sido um grande campeonato cujo vencedor nunca saberemos qual seria, pelo simples facto de que prever qual seria o desfecho deste campeonato é impossível.
Assim fica o nome de quem o realmente ganhou: Michael Schumacher, e pra chegar a esta brilhante conclusão não me baseio em nenhum tipo de analise forçada da realidade, basta-me ir ao site da FIA e ver a lista dos vencedores de campeonatos do mundo, e assim chego à conclusão de que Schumacher voltou a ganhar em 95, o (contestado) Damon Hill ganhou em 96 (e para quem o menospreza fica ainda a magnífica corrida na Hungria 97 onde logrou chegar ao 2º lugar com um Arrows-Yamaha), e por fim em 97 foi o filho de Gilles, o Jacques que finalmente colocou o nome dos Villeneuve entre os campeões do mundo de F1.
Toda a discussão à volta do que teria acontecido é inutil e não leva a lado nenhum.
A tirada do diálogo “Tragédia em 2 atos” enviada pelo João Carlos Souza Ferreira e publicada nesse espaço, na 1a quinzena de fevereiro,foi hilária e ao mesmo tempo patética. Não sei como pode certas pessoas perder tanto tempo com um assunto tão desgastado. E ainda certas figuras dizem com orgulho que são "viúvas". Como diria certo narrador de futebol: "O que que é isso minha gente".
O Senna já morreu, o Piquet tá faturando alto com a AutoTrac, e o Schumacher tá dando uns pega naquela louraça dele. Ah, já ia me esquecendo: Assassinaram brutalmente um garotinho de seis anos no Rio. Divirta-se bastante ao lado de Papai do Céu, guri.
É um prazer enorme escrever para vocês pela primeira vez. Como fã da Fórmula 1 desde os anos 70, devo dizer que é um verdadeiro deleite ler as matérias que são aqui postadas, ver as fotos, relembrando de momentos tão marcantes da história do esporte.
Um grande sonho que sempre tive: ver todos os pilotos e carros famosos correndo juntos, num mesmo campeonato, com seus carros nivelados por igual, valendo como diferencial apenas o talento de cada piloto. Isso se tornou realidade, pelo menos lá em casa.
Tenho uma antiga pista de autorama da Estrela, que recentemente reformei. Está linda, com mais de 30 metros de comprimento.
Por ali desfilam (vejam abaixo, em ordem numérica) os seguintes pilotos (alguns verdadeiros coadjuvantes, prá dar mais graça à coisa) e máquinas, num campeonato que vem se mostrando eletrizante:
0 - Damon Hill - Williams Renault FW16
1 - Ronnie Peterson - Lotus Ford 72D
2 - Gilles Villeneuve - Ferrari 312T4
3 - Michael Schumacher - Ferrari F1-2000
4 - Patrick Deppailer - Tyrrel Ford P-34
5 - Nelson Piquet - Brabham Ford BT49C
6 - Nigel Mansell - Williams Honda FW11B
7 - Mika Hakkinen - McLaren Mercedes MP-4/13
8 - Ayrton Senna - McLaren Honda MP-4/4
9 - Jackie Stewart - Tyrrel Ford 003
11 - Niki Lauda - Ferrari 312T
12 - Elio de Angelis - Lotus Renault 96T
14 - Maurício Gugelmin - March Leyton House Judd 881
15 - James Hunt - McLaren Ford M23
21 - Satoru Nakajima - Lotus Honda 99T
22 - Riccardo Patrese - Benneton Ford B194
23 - Andrea de Cesaris - Alfa Romeo 182
24 - Jochen Rindt - Lotus Ford 72C
25 - Didier Pironi - Ligier Ford JS11
26 - Jacques Laffite - Ligier Ford JS11
27 - Alain Prost - Ferrari 641
28 - Emerson Fittipaldi - Copersucar Fittipaldi Ford FD-04
29 - Carlos Reutemann - Brabham Ford BT-34
30 - Wilson Fittipaldi Jr. - Copersucar Fittipaldi Ford FD-03
Quem tiver mais curiosidade em saber como está o campeonato, ou quem quiser participar, por favor, escreva para humbamendes@yahoo.com.br
Alguns comentários sobre a entrevista de Gordon Murray, engenheiro chefe da Brabham nos tempos de Piquet e da McLaren nos tempos de Senna e publicada neste espaço em 26/1/2007. Transcrevo o texto em inglês e depois em português:
Oh yes, Oh Christ yes. Senna was in a different league. Oh, bloody hell, yes."
" I used to talk to him for hours and hours and hours. I loved working with him. He was a much more complete driver than Prost was."
That´s a very controversial statement.
"Well, I think he was and I worked with them both."
And what was he like afterwards?
" He was so different from any other racing driver I have ever worked with, and I've worked with most of the good ones. He handled stress differently, he handled joy differently, he handled winning differently, qualifying differently. I just haven´t worked with anybody like that. I'm really glad I worked alongside him. I had much more fun with Nelson (Piquet) and as much success but I'm really pleased I spent two years engineering the car for him. It´s something that will be with me forever. I´d have loved to have worked with Clark but obviously never got the opportunity.
You can´t compare different eras and cars and so on but you do get feeling for drivers at the time and, since Clark, I haven't had a feeling about a driver – the way he won – until Senna. Schumacher is Piquet level and Senna's was really – well, I don't want to be unkind to Nelson because you don't win three World Championships unless you're a good driver, but you know what I mean. Senna was another level, and Clark was another level."
"Sim, por Cristo, sim. Senna estava em uma categoria diferente ("Oh, bloody hell", neste sentido, equivale ao nosso popular PQP), sim."
"Eu costumava conversar com ele por horas e horas e horas. Adorava trabalhar com ele. Ele era um piloto muito mais complete do que era o Prost."
Este é análise muito controversa.
"Bem, eu acho q ele era e eu trabalhei com os dois"
E como ele lhe parecia depois disso?
"Ele era totalmente diferente de qualquer piloto com quem eu tenha trabalhado, e eu trabalhei com alguns dos melhores. Ele lidava com o stress de uma forma diferente, ele tinha um prazer diferente no que fazia, ele corria para vencer ou qualificar o carro de uma maneira diferente. Eu simplesmente nunca trabalhei com alguém assim e, realmente, orgulho-me em ter trabalhado com ele. Eu me diverti muito mais com o Nelson Piquet e obtive muito mais sucesso mas, realmente, eu tive muito prazer em ser o engenheiro de seu carro durante dois anos. Isto é algo que eu guardarei comigo para sempre. Eu adoraria ter podido trabalhar com Jim Clark mas, obviamente, nunca tive esta oportunidade.
Você não pode comparar épocas e carros diferentes, mas você pode despertar sentimentos por pilotos em seu tempo e sentí-los. Desde Clark eu n ão sentia isso por um piloto – a sua maneira de vencer – até Senna. Schumacher está no mesmo nível do Piquet e Senna era realmente – bem, Eu não quero ser deselegante com o Nelson porque ninguém vence três campeonatos mundiais a não ser que você seja realmente um bom piloto, mas você entende o que eu quero dizer. Senna estava em um outro nível e Clark estava em um outro nível."
Se o texto foi realmente digitado pelo leitor Rodrigo Bernardes sem mudar absolutamente nada, os Ingleses, tão esmerosos que são em sua literatura, cometeram um "quase sacrilégio" com a publicação gratuita de um palavrão (COISA QUE INGLES NÃO FAZ) e ainda ERRARAM NA CONCORDÃNCIA nas frases:
That´s a very controversial statement. (O correto seria This is e não That's pois trata-se da narrativa - um livro é uma narrativa - de um diálogo e não o diálogo em si).
It´s something that will be with me forever (O correto seria This is e não it's ou it is, pelo mesmo motivo acima).
Mas vamos continuar considerando a autenticidade do texto para questionar um outro ponto: Algum dos leitores aqui, ou da redação do GPTotal, viu algum livro escrito em homenagem a alguma pessoa, trazer depoimentos que não fossem só elogios ao homenageado?
Outra coisa: Falando de Senna e suas habilidades e da diversão e sucesso obtidos com o Piquet, a última frase dele é sobre Jim Clark?!?! Assim, do nada?!?!
Eu sempre achei o Senna genial ao volante mas tenho minha própria visão sobre as palavras finais do Gordon Murray (Os ingleses são muito sutis com as palavras e a maioria das pessoas não entendem o verdadeiro sentido que elas estão tentando dar). Ele falou que divertiu-se mais e teve mais sucesso com o Piquet. Ele disse também que nunca viu ninguém ser tão dedicado e trabalhar tanto quanto o Senna. Depois ele disse que Piquet e Schumacher estavam em um nível, que o Senna estava em outro e que o Clark estava em outro.
Se ele comparou o "despertar de sentimento" (sentimento não é análise técnica) que o Clark despertava semelhante ao que o Senna despertava nele, porque ele ele nao colocou "Senna and Clark was another level" e sim "Senna was another level, and Clark was another level." Sutilmente, à inglesa, ele disse que o Senna era fruto do trabalho intenso de um profissional dedicado, imbuído e movido pelo objetivo de querer ser o melhor… Clark era talento! Sendo assim, leia-se: Piquet e Schumacher estão em um nível. Senna estava em outro (ABAIXO). Clark estava em outro (ACIMA).
Preparemo-nos agora para o suicídio em massa das "viúvas".
Para concluir, sobre a entrevista do Osamu Goto, que ao contrário desta, foi desprovida de "achismos", é preciso ser assinante da Autosprint para ter acesso a todo o banco de dados (não apenas até 2004). Até 2004 está aberto para qualquer pessoa que acesse o site.
Eu tinha sete anos de idade quando as equipes embarcaram para Kyalami, na
África do Sul, para a primeira etapa do Mundial de 1993. Rubens Barrichello,
de Jordan, estreou naquela prova. O ambiente era o ideal: Barrichello era
promissor, tendo conquistado os títulos da F-Opel em 1990 e da F-3 Inglesa
em 1991. A Jordan era uma equipe média, a mesma que dera anos antes a
Michael Schumacher sua primeira oportunidade na F-1. E o melhor: em seus
anos de aprendizado, eventuais erros e más escolhas seriam inevitáveis, mas
Barrichello seria respaldado por Ayrton Senna, seu ídolo.
Mas o destino não quis assim. Após conquistar o primeiro pódio na categoria,
no GP do Pacífico, em Aida, Barrichello quase encontrou a morte na Variante
Baixa, em Ímola, durante os treinos de sexta-feira para o GP de San Marino.
Roland Ratzenberger, da Simtek, morreu na Villeneuve durante o treino
classificatório. Abalado, Senna visitou o compatriota no hospital. Na prova,
Senna competia com a bandeira austríaca no bolso do macacão quando colidiu
fortemente na Tamburello. Horas depois, sua morte foi anunciada.
Com o ídolo morto, coube a Barrichello a responsabilidade de levar a
bandeira brasileira de novo ao alto do pódio. Mas ele não tinha um carro e,
principalmente, mentalidade que pudessem lhe dar a chance de vencer. E
mostrou-se incapaz de conviver com as cobranças e a própria ansiedade. No GP do Brasil de 1995, o primeiro pós-Senna, competiu com um capacete semelhante ao do ídolo, mas o resultado foi pífio: largou em 16º e sequer completou a prova. Após a temporada, a parceria Jordan/Peugeot mostrou-se fracassada.
Rubinho nos tempos da Stewart
Para piorar, no começo do ano, Barrichello havia recusado um convite da
Mclaren. Achou que não teria chances de ser titular. Porém Mika Hakkinen foi
o único piloto da equipe que competiu com regularidade. Nigel Mansell, Mark
Blundell e Jan Magnussen revezaram-se durante a temporada.
Outro fato comprometedor foi a troca de seu patrocinador. Barrichello
abandonou a Arisco, que o patrocinara desde os tempos de kart, e assinou
contrato com a Pepsi. Uma infeliz escolha! Ayrton Senna, por exemplo, tentou
vários contatos com possíveis investidores no início de sua carreira. Apenas
o Banco Nacional acreditou em seu potencial. Já consagrado na F-1, várias
empresas e bancos tentaram persuadi-lo com contratos milionários, mas o
piloto permaneceu fiel ao seu antigo patrocinador, que o apoiara nos tempos
mais difíceis.
Depois de reerguer a carreira na Stewart e conquistar bons resultados na
Ferrari, Barrichello agora está na Honda em busca de um possível título
mundial, uma tarefa improvável de ser realizada. Seu primeiro ano na equipe
japonesa não foi bom. Em 2007, parte para aquela que pode ser sua última
temporada na categoria. Barrichello, acredito, continua o mesmo de sempre.
Se não alcançou seus objetivos, acredito que tenha criado mais expectativas
do que deveria. E ainda não aprendeu a abandonar seu coração magoado.
Porém é o último piloto representante da velha geração. Talvez não desperte
a atenção dos mais jovens por sua habilidade, mas deveria ser um pouco mais
apreciado pelo simples fato de, alguma vez em sua vida, ter disputado uma
prova com pilotos como Senna, Prost e Mansell. Contesto-me por qual motivo a
nova geração é tão desvinculada com a história da categoria. Passam a
sensação de que nunca ouviram falar em pilotos como Fangio, Moss, Clark,
Hill e Villeneuve. Ou em circuitos como Rouen, Watkins Glen e Zandvoort. Ou
em equipes como Lotus, Tyrrell, BRM, Lancia e Brabham.
Barrichello conviveu durante anos com Jackie Stewart. Com certeza, ouviu
muitas histórias fascinantes, como o GP da Alemanha de 1968 em Nurburgring,
e outras trágicas, como a morte de François Cevert, em seu GP de despedida.
Alguma vez Fernando Alonso ou Robert Kubica convidou Barrichello para comer um hambúrguer em uma lanchonete e contar histórias sobre Ayrton Senna ou Donnington/93?
Gostaria de falar sobre dois pilotos que gosto muito: Nigel Mansell e René Arnoux
Interessante notar que ambos tinham caracteristicas muto semelhantes.
- Eram arrojados,
- Não tinham muita sensibilidade para acertar ou desenvolver um carro, sendo que nos carros que brilharam tinham companheiros de equipe que tinham um faro muito grande pra acertar carros como Piquet, Prost(outros dois que estão entre meus preferidos) e Jabouille
- Quando estavam inspirados, não tinha nenhum ser que os parasse
Também lembro algumas corridas marcantes em que ganharam ou perderam, como o GP da França de 79 (Arnoux enfrentou Villeneuve pelo 2o lugar) Inglaterra 87 ( Mansell descontou uma desvantagem de 30 segundos,acho, para Piquet e venceu a prova) e Austrália 90 (Mansell perdeu para o mesmo Piquet depois ficar quase toda a corrida tentando a ultrapassagem)
Rene Arnoux com Renault em Monza 82
Quantos aos carros que guiaram, Mansell teve alguns dos maiores canhões da F-1 ( os Williams de 86-87 e 91-92) enquanto Arnoux teve carros que tinham competitividade, mas náo chegarma a ser canhões( os Renaults de 79 a 82, e em menor escala a Ferrari de 83 e a Ligier de 86)
De tudo isso fico feliz por Mansell ter sido um dos grandes da F-1 (embora ele nunca foi e nem pode ser considerado genio) e lamento que Arnoux tenha travado sua carreira em algum lugar, mas isso não diminui meu respeito por ele, e nem por Mansell, e nem me importa se um foi melhor ou não que o outro , o que importa é que são pessoas admiraveis
A meia légua de distância de começar a temporada 2007, ficam apenas
as perguntas.
Sobre a Ferrari, acho que vai sobrar na pista. Na minha opinião tema a melhor dupla da F1 atual. A McLaren vai ser a outra vertente, com Alonso. De resto temos o pelotão "B", que enquadra: Honda, BMW,Red Bull, e talvez a Renault (Vai que o Fisico dá uma dentro), essas equipes a não ser que o Cometa Halley passe pela terra de novo, ou um vendaval em uma corrida vão aparecer na frente!
E a galera do fundão: encabeçando a lista Williams, STR, Spyker e a Toyota (o que tem em dinheiro sobra incompetência...) e a Super Aguri. Nem classe para ser uma Minard elas tem!
E com esta onda de circuitos novos, rios de dinheiro das Arábias, Asiáticos (Índia, Coréia) querendo ver corrida nos horários deles (etâ fuso horário), pode anotar que Interlagos não vai demorar pra sobrar na reta.
Então, até dia 18, vai que eu falei um monte de bobagens e der tudo errado, imagine, campeão 2007: Schumacher..., o Ralf! devido a um alinhamento celeste... hehehheheheheh
Há pouco, estava eu com meus neurônios pensando em algumas coisas como Schumacher ser o novo chefe da Ferrari.
Ao longo da história da F1, grandes pilotos (e alguns nem tanto) montaram suas equipes quando se aposentaram. McLaren, Willians, Stewart, Prost e outras são alguns exemplos. Agora, por que um piloto que ganhou tanto (em dinheiro e em corridas) não poderia tentar algo do tipo? O fator financeiro não acredito que seja um problema, visto que o alemão é o piloto que mais ganhou dinheiro na história.
Pessoal? Eu imagino que também não seja um problema, pois fico imaginando qual o mecânico, engenheiro e tudo mais que não gostaria de trabalhar com Schumacher!?!? O número de equipes que podem disputar, não sei se seria um problema, visto que a equipe que hoje é a Spiker mudou de dono todos os anos.
Na verdade não sei se Schumacher já falou sobre o assunto em alguma entrevista ou se já descartou a possibilidade. Gostaria de ouvir a opinião de vocês...
Depois da declaração do Webber de que a Williams agora é a Toyota B, chego a seguinte conclusão: a Ferrari tem sua equipe B, que é a Spyker. Digo isso, por que não consigo entender por que uma montadora não tem seu próprio motor. A mesma Ferrari ainda fornece propulsores à Toro Rosso, que é a Equipe B da Red Bull, que por sua vez anda com motores Renault. A Honda tem sua equipe B que é a Super Aguri. McLaren é Mercedes e BMW é.... BMW.
Onde quero chegar: Das 11 equipes, apenas Mclaren e BMW não têm ligação com nenhuma outra equipe. Red Bull, Toro Rosso, Spyker, Williams, Super Aguri... não é de se espantar que estas equipes sejam o final do pelotão. Afinal, é totalmente sem lógica imaginar que a Ferrari iria fornecer um motor a Spyker ou Toro Rosso que desse a possibilidades dessas equipes serem mais velozes que a própria Ferrari. A mesma coisa com Toyota, Honda e Renault.
Vocês não acham que o fornecimento de motor atrasa a competitividade da F1?
Valeu, e parabéns pelo site que continua tão bom ou melhor que nunca!!!
Vinícius Ramos Apolinário
Oi Vinícius
Sobre sua primeira pergunta, acho que os pilotos são motivados a continuar na Fórmula 1 principalmente por causa da paixão que os liga ao automobilismo, caso especialmente evidente na família Fittipaldi. Duvido que seja uma questão de dinheiro ainda que isso possa pesar um pouco.
Sobre a questão dos motores, é claro que o fornecimento às equipes B sempre é um fator limitante de desempenho mas não acho que seja o principal. Talvez a Williams e a Red Bull possam nos desmentir este ano mas em todos os casos citados por você, as equipes B têm limitações óbvias em projeto, gestão e pilotos.
Entra ano, sai ano e quando acontece uma pesquisa, uma enquete ou qualquer outro assunto sobre F1 ele está no topo (dessa vez a pesquisa era sobre o mais rápido de todos os tempos, publicado pela F1 Racing).
Sugiro uma enquete do mesmo tipo no GPTotal, sem confrontação apenas a lista de cada um dos leitores que quiserem mandar a sua-10 pilotos ja seriam suficientes.