Trocar de marcha no tempo eu sei. Porém, é totalmente diferente fazer isso num carro a 3000 rpm na rua e fazer numa competição, com a rotação bem mais alta, como você contou em sua coluna de 6/8/2008. E é muito mais simples avançar marchas que reduzir.
Então, conte-nos melhor como você se virou!
Abraços!
Eduardo Pugliese Benvenuti, São Paulo
Prezado Eduardo,
Confesso que fiquei tão surpreso quanto você com a relativa facilidade em trocar as marchas. Antes da quebra do cabo da embreagem, trocava de marcha a 6-6,5 mil rpm. Após a quebra passei a trocar aos 5,5 mil rpm, mais ou menos já que não ficava olhando muito para o instrumento. E em vez de fazer uma troca rapidíssima, espetar a marcha e um abraço, dava um tempinho, mas mínimo. Para reduzir, esse tempinho aumentava e, claro, fazia o essencial punta tacco. Por conta disso, meus tempos de volta aumentaram em cerca 5 ou 6 segundos.
Agresti em ação - por Rodrigo Ruiz
Meu Puma tem um dispositivo que chamam, acho, de “jet-cambio”, algo que reduz o curso da alavanca e que todos que correm com motor VW boxer usam. Presumo que isso ajudou. No mais, tendo o Puma motor longitudinal e acionamento de câmbio por varetas e não cabos de aço como nos motores transversais, há mais precisão e a coisa fica naturalmente facilitada. E mais: as trocas de marcha sempre eram feitas com o carro alinhado, e nunca entrando ou saindo de curva, uma vez que o câmbio e o motor, por serem montados em coxins, se deslocam quando o carro está nessa condição, o que complica os engates.
Espero ter satisfeito tuas dúvidas e em breve pretendo colocar o vídeo que fiz da corrida, onde a câmera mostra exatamente como foi a tocada.
sobre seus comentários na coluna Dercy Piquet, já tinha assistido a esse vídeo e encontrei o original: é um documentário bacanissimo chamado A Era dos Campeões. Tem no youtube, segue o link das partes, assista inteiro que vale a pena!
Vendo inteiro, com as declarações no contexto em que foram ditas, você verá que o sentido é um pouco diferente. Acho que metade desta fama do Piquet em ser boca dura e até mal educado, despertando raiva entre alguns fãs do automobilismo, vem do mau hábito de se propagar as frases soltas, sem contexto. Como foi feito nesse vídeo-resumo, como a imprensa, os anti-piquet e até mesmo seus admiradores o fazem.
em relação ao o que se falou sobre o Nelson Piquet, também acho que foi um absurdo. O cara pode ser marrento, fala o que lhe vem a mente mas melhor ser assim do que um cara falso, que fala dos outros pelas costas.
Quanta bobagem falou dele, hein? Afff, sou Nelson Piquet na veia, aprendi a gostar de Fórmula 1 vendo ele, o tricampeão correndo. Isso a mais de 20 anos atrás, numa época em que o braço e a técnica valiam muito mais que dólares no bolso e coisa e tal. Para mim, quem fala assim do Nelson Piquet (pai) tá com cara de ser viúva do Senna. Fala sério né? Também gostava do Senna e tinha orgulho de vê-lo correr mas macaco que tem rabo não fala do rabo do outro.
Infelizmente, o Senna já se foi, acabou, torço para o Nelsinho e também para que o Bruno não seja mera ilusão
Primeiro, o vídeo é uma edição do documentário A Era dos Campeões e o autor do texto deveria ter tido o trabalho de investigar de onde vinha aquele vídeo de fã todo cortado.
Segundo, exigir que pessoas que se destacam em qualquer coisa por seu mérito pessoal tenham que ser exemplo pra quem quer que seja... Que coisa da vovó que foi na Marcha com Deus pela Liberdade!
Quando a gente tem alguém que assume ser como é, dá as opiniões no que ele acredita serem corretas (independentemente de serem ou não) o cara é criticado. Quer que o cara seja hipócrita? Deixa ele falar palavrão, ora bolas.
Quanto a entrevista do Sr. Nelson Piquet, fica provado o porquê desse cidadão ter ganho, várias vezes, o troféu limão. Pelo jeito, os anos não melhoraram sua educação, ou seja, o sujeito continua sendo um grande mala sem alça.
Realmente o Sr.Nelson Piquet era (é) uma pessoa muito mal educada. Mas acho uma injustiça colocar o nome de Dercy Gonçalves junto ao dele, já que ela foi, talvez, a única pessoa a usar palavras de baixo calão sem ofender ninguém. Além disso o Sr.Piquet demonstrou não ter a menor ética ao criticar o Rubinho daquele jeito.
Enfim, não quero me alongar mas fico pensando: para ele, quem será bom piloto além dele? O filho? É ruim, hein?
PS: Vi apenas o início das declarações e parei o vídeo, tão logo percebi o teor daquilo...
gostaria só de dar um toque: li a gostei muito do especial Nossos Vencedores na F1 mas está bem desatualizada né? Lá só tem uma vitória do Rubens e não consta o Felipe.
Té mais!!
João Samuel Batista, Guarapuava
Você tem toda razão, João. Uma hora dessa a gente atualiza e relança este especial.
Estou chocado! Colocar Alain merde Prost na mesma linha de Clark, Fangio, Stewart e outras lendas da F-1???
Aquele pigmeu patético só ganhou o título em 85 porque a Ferrari de Alboreto começou a quebrar seguidas vezes. Sete vitórias em 84? e daí? Perdeu com toda justiça para um verdadeiro campeão (Niki Lauda)! Em 86 só ganhou porque Patrick Head arruinou as chances da equipe Williams bajulando Mansell e jogando o resto do time contra Piquet e porque o próprio Piquet não botou sua exigência de primeiro piloto no papel, assim podendo neutralizar Head e, por tabela, Mansell. Em 87, derrotado sumariamente, derrota digna de sua mediocridade. Em 88, outra derrota justa (presumo que chorou igual uma criancinha porque perdeu marcando mais pontos) para Senna que chegou a McLaren mostrando quem era piloto de verdade. Em 89, abandonos por possível sabotagem à parte, só ganhou de Senna porque bateu nele.
Tudo que Prost conquistou em sua carreira provavelmente seria de Didier Pironi se esse papagaio anão não tivesse provocado o acidente que estraçalhou as duas pernas de Pironi em Hockenhein 1982 graças à já comprovada covardia absoluta de Prost em condições de pista molhada.
Pode ser feita qualquer análise em relação ao Felipe Massa. Que é um grande piloto ou um piloto medíocre...
Ele já merece minha admiração mesmo se não ganhar um titulo mundial.
Motivo? As duas maiores manobras da temporada: A ultrapassagem dupla no Canadá e a largada na Hungria. Nestes tempos de F1 sem ultrapassagens e de frases feitas, manobras assim são coisas raríssimas...
Hoje em dia somente curto o espetáculo e eventualmente torço pelos brasileiros...
Sempre gostei muito de procurar ouvir as opiniões de todos aqui, mesmo nem sempre concordando e também algumas vezes dividir com todos a minha opinião.
Devo confessar que não sou assim tão assíduo no site, muito embora trate ele da única coisa que ainda me interessa na internet. Atualmente e lamentavelmente, tenho acompanhado uma discussão que me parece fútil o suficiente para que eu sinceramente nem de assim tanta atenção como tem merecido por parte de uma parte dos leitores do site.
O que quero dizer é que, sempre gostei e admirei a democracia reinante aqui. Acho que todos têm o direito de pensarem e escreverem o que pensam e o que desejam, mas vejo que uma parte dos leitores aqui parece somente preocupados em rebater o que pensa o nosso amigo Firmo Neto... Lamentável. Será que esses já pensaram que se ocupam demais em querer discutir o que o Firmo Neto adquiriu ao nascer, que é a liberdade de pensar e se expressar como acha que lhe é conveniente, mesmo que muitos não concordem?
Não acho ser esse um bom motivo para tantas cartas.
Em entrevista, se eu não me engano à Playboy, o próprio Galvão Bueno declarou que o seu “eu já sabia” foi a maior besteira que ele fez na carreira, sendo inclusive advertido pela direção de jornalismo da Globo.
Um comunicador não pode afirmar que sabia algo que ele não sabia, apenas intuía. Ali ele agiu com uma tiete tresloucada e não como narrador de uma das maiores redes de televisão do mundo, uma atitude lamentável e sem justificativas.
Não custa lembrar que o próprio Berger em seu livro criticou a atitude do Senna e disse que ficou magoado, pois considerou que foi uma espécie de humilhação pública (“olha, ele só ganha porque eu deixo”).
Há uns anos, eu conheci um cara que se chamava Tiniti. Achei um nome estranho, e depois de fazer amizade com ele, descobri que era um nome de origem japonesa. Mesmo assim, pensei: pô, mas o que é que leva um pai a colocar o nome do filho de Tiniti? Foi aí que eu perguntei prá ele, que me disse: é uma tradição familiar. Meu pai também é Tiniti, assim como meu avô!
E aí eu fiquei pensando: puxa, ainda por cima tem outros dois com o mesmo nome! Impossível não lembrar dessa história quando eu entro aqui e leio os comentários do caro colega Firmo Neto... Sim, porque além dele, há outros dois Firmo, o pai e o avô!
Cara, você é muito chato! Além de se achar o dono da verdade, monopoliza o site, que em sua grandeza democrática está se perdendo, dando tanto espaço prá você. Por sua causa, amigos de longa data não estão mais entrando aqui nem escrevendo tanto quanto antigamente. Tomo a liberdade de citar apenas os primeiros nomes de alguns, como Marcio, Rogério, Carlos, Ingo, Marcel e outros, que ao contrário de você, Firmo Neto, sempre trouxeram assuntos interessantes e de uma forma polida, educada e tão democrática quanto o GPTotal se propôs ser um dia.
Por favor, meu caro: reveja sua maneira de ser. Você pode até escrever suas abobrinhas, mas contenha-se um pouco. Ou então crie um site próprio, o GPdoFirmo!
Espero que seu pai e seu avô, onde quer que estejam, possam te iluminar e ajudar, inspirando-o a ser mais maleável e flexível.
Perdão pela brincadeira, não tive a intenção de ofender. Apenas gostaria que você considerasse a possibilidade de ser um pouco menos ofensivo e respeitoso àqueles que vêm aqui todos os dias em busca de discussões inteligentes, a fim de trocar conhecimentos.
meu caro, o Eduardo não é só um mero colunista daqui; ele é o idealizador do site. Portanto, você não pode retira-lo daqui, posso não concordar com tudo o que se escreve mas não a ponto de expulsar o dono do site.
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Caro Firmo
apenas reparando um fato histórico (tenho o depoimento gravado em vídeo) eu não gosto das opiniões do Galvão mas concordo com você quanto ao fato dele trazer emoção as transmissões. Assisti e tenho gravado aquela corrida do Japão em 91 mas dias depois o próprio Senna reconheceu que não ia abrir mão daquela vitória e relutou nas últimas voltas a ceder a passagem para Berger. Foi necessária a intervenção de Ron Dennis para que um Senna de maneira até descortês abrisse a passagem na última curva.
Não fiquei chateado depois dele admitir isso até porque ele tinha um espírito extremamente competitivo, o que o tornou tão especial, mas depois que ele esclareceu esse fato passei a achar as opiniões de Galvão desproporcional (para mim, opinião é diferente de narração). Para mim ele se aproveitou da amizade com Senna para tirar proveito profissional, pois é bom recordar também que nessa época o Senna não falava com Reginaldo Leme.
Não quero polemizar até porque respeito suas opiniões mas achei interessante trazer esses fatos aos demais internautas para não haver uma distorção de fatos
Tem gente que posta mensagens aqui elogiando a equipe de transmissão de F1 da Globo, e até dizendo que o Galvão Bueno é um profundo conhecedor do assunto. Sugiro que perguntem ao próprio Galvão a sua própria opinião sobre si mesmo como conhecedor do assunto, porque alguns anos passados ele disse no programa Roda Viva ,de viva voz: de futebol eu não entendo nada e de Fórmula 1 menos ainda. Tem gente que o chama de gênio! Imagina se esse camarada acompanhasse uma prova narrada pelo Edgar de Mello Filho.
Mais mediocridade vem do mesmo internauta dizendo que entre Senna e Berger não havia favorecimentos na McLaren.
Quanto a essa rejeição ao Felipe Massa por parte de alguns, só encontro uma explicação. è que quando o Felipe foi confirmado como piloto da Sauber, para sua primeira temporada de Fórmula 1, em entrevista aqui no Brasil, lhe perguntaram qual era seu ídolo na Fórmula 1 e sua resposta em lugar de apontar Ayrton Senna, apontou Michael Schumacher.
Ainda do mesmo internauta, se dizendo fã da Fórmula 1, o que não é verdade ele é fã do Ayrton Senna.
O mesmo internauta, depois de chamar outro de mal educado, lhe bate com ferraduras de muar: “Caro amigo, não respondo a desinformados e mal educados como você. Você não passa de um imbecil completo”.
Para refletir, havia uma empresa denominada Ayrton Senna Promotions, da qual dizem que o Galvão Bueno era sócio com 50% do próprio, tanto isto pode ser verdadeiro, que o referido jornalista tinha encontros e jantares com seu sócio. Objetivo social da empresa: promover o nome de Airton Senna.
Firmo Neto: eu não concordo com quase nada do que tu escreves, mas sou um soldado na luta pelo teu direito de escrever, de preferência sem ofender ninguém.
Se você está azedo pelo fato de ter que acompanhar nas atuais provas de F-1, Felipe Massa e Nelsinho Piquet, das duas uma: ou vá no Youtube e reveja as vitórias de Nelson Piquet, Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi. Ou não assista mais F-1
Pois eu acredito que quando está tendo algo, ou alguma coisa que não nos satisfaça, ou tentamos mudar, se não conseguir se adaptar ao sistema e em ultimo; Cair Fora!!!
Então irmão! Não me leve a mal não!!
Ou você acostuma com a realidade da F-1, ou então vai ver as vitorias de Senna, Fittipaldi e Piquet no Youtube.
Se você quizer contar as historias de tais pilotos, ai sim!!
Terá todo o meu apoio.
Aos que não gostam do Galvão Bueno; vocês ficarão livres do maior de todos os narradores em Formula 1 da história. Tivemos no rádio vários narradores. o próprio pai do Emerson Fittipaldi narrou corridas, inclusive o título do filho de 1972. Porém, igual ao Galvão, nunca existiu. Ele ficará afastado das corridas enquanto está cobrindo as Olimpíadas. Eu pessoalmente, sentirei falta: da voz, do conhecimento, dos cometários, das narrações próximas da perfeição.
Faço comentários sobre as corridas de F-1 para rádio e sei o quanto é difícil. o Galvão é o melhor de todos.
Gostaria de informá-los que já estão no ar os novos sites do Cristiano da Matta (www.damatta.com) e do Toninho da Matta (www.toninhodamatta.com.br). Os dois sites estão repletos de fotos e estórias sobre a carreira desses dois incríveis pilotos.
Gostaríamos de contar com a ajuda de vocês para divulgar principalmente o site do Toninho que mostra os tempos áureos do automobilismo nacional incluindo varias fotos desde o inicio de sua carreira!!!
Onde eu posso conseguir os sons dos motores de carros para fazer o download?
Vou explicar que sou deficiente visual e preciso desses arquivos que podem ser em Wav ou Mp3, ou qualquer outro formato de som. Eu participo de uma comunidade de deficientes visuais que desenvolve audio games. Esses arquivos são para me ajudar a montar os carros de um jogo chamado Top Speed que foi desenvolvido para os DV.
Saibam mais entrando no site: www.audiogamesbrasil.com; agradeço pela atenção!
Mauricio Donizete Moreira, São Paulo
Oi Mauricio
Sei que há na internet a possibilidade de fazer download dos sons dos carros mas não sei precisar onde. Vamos aguardar pela ajuda dos leitores
Sobre a sua coluna Dercy Piquet, o que sempre mais gostei no Piquet foi a sua maneira de sempre falar o que queria sem medir conseqüências e a sua sinceridade, pois não tinha papas na língua e falava sempre o que lhe dava na cabeça.
Não sei se hoje na Fórmula 1 moderna ele poderia falar tudo o que pensava, pois os patrocinadores o regulariaM ou então o sacariam e colocariam outro piloto, embora ache que às vezes, como neste vídeo, ele exagere um pouco. Mas ele é apenas um curtidor, um gozador, pois não concordo quando dizia que o Barrichello era um segundo mais lento do que os pilotos da frente.
Mas o acho um excelente administrador, pois investiu quase tudo que trouxe da Europa em sua empresa, a Autotrack, e levou para lá amigos e pilotos de infância para administrar, como é o caso de seu parceiro brasiliense Ruyter Pacheco, entre outros.
Ano passado ele foi colocado em uma revista especializada como um dos mais novos bilionários do Brasil, portanto, para mim, o Piquet foi o maior fanfarrão da Fórmula 1, pois viveu muito o que fazia e ainda recebia para fazer o que mais gostava e traçou as mulheres mais gostosas que apareceu por lá.
Aliás, espere por ele, pois nesta semana estava treinando aqui no autódromo de Brasília com seu Ford GT vermelho e logo estará arrepiando na GT3.
Visito diariamente este site que considerava muito legal. Contudo a última coluna do Eduardo Correa me fez repensar no assunto.
Escrever todas as aquelas asneiras do Piquet, e da forma como o fez, demonstra que o Sr. Eduardo não superou o seu estado de viuvez. Recuso-me a ler qualquer outra coisa do Sr. Eduardo, pois demonstrou ser parcial em seus comentários, não merecendo fazer parte dos conceituados colunistas deste site.
quanto a sua colocação sobre a pessoa Nelson Piquet, acho um tanto descabida, pois o Nelson, foi simplesmente ele mesmo. Acho um demérito seu querer julgar o caráter dele, pois conheço e você também vários e vários artista que se fazem de bonzinhos e são viciados em cocaína, promíscuos, ladrões, pederastas, matam e tudo mais.
O caso do nosso querido tri é que ele nunca falou mentira ou acusações infundadas. Agora, um vai tomar no c..., ou um PQP nunca fez mal a ninguém, aliás é muito salutar em certas horas, e pelo que me consta o Nelson mais contribuiu do que atrapalhou a F1, vide reabastecimento, cobertores de pneu etc.
Vejo que bem poucos pilotos ajudaram a desenvolver a F1 como ele. Quanto a falar, bom, quem tem boca fala o que quer. E convenhamos Pelé, Piquet etc, não precisam atender caprichos de nenhum mortal
o vídeo do Piquet faz parte de um documentário (excelente) que está no youtube, chamado A Era dos Campeões.
Apesar de desbocado, Piquet está ótimo no documentário e essa compilação não está no contexto. O vídeo é facilmente achado se você digitar era campeões. Tem dez partes e é muito legal de ver, com participações de Wilson, Emerson, Alex D. Ribeiro, Ingo, Chico, Piquet, Carsughi, Itiberê, Moreno, Gugelmin, entre outros.
Eu digo que vale muito a pena ver esse vídeo. Acho que você vai mudar de opinião em relação à Dercy Piquet...
muitíssimo obrigado pela coluna do Divila. Ele esta devendo Le Mans 2007. Por favor, façam a gentileza de lembra-lo do assunto.
Embora a prioridade seja F1, cada vez que sai uma coluna que trata de Le Mans ou corridas de carros esporte eu fico muito contente.
Aguardo ansioso a segunda parte de Le Mans 2008 e por favor avisem ao Divila que tem brasileiro torcendo por ele aqui bem perto do autódromo de Curitiba.
Tenho algumas curiosidades relativas à técnica e aerodinâmica dos carros desta temporada. Se você puder me ajudar, ficarei grato. É o seguinte:
1 – Eu reparei que principalmente os carros da Renault estão com uma espécie de enorme filete na carenagem, acima do motor. Você sabe me dizer qual a função disso?
2 – Outra coisa que me deixa curioso é uma espécie de “divisão” do aerofólio dianteiro (menos Honda e Ferrari, eu acho), parte passando acima do bico do carro. Por que?
3 – Por fim, aquele “bigode” no bico, que, acho eu, foi a Honda a primeira equipe a colocar. Para que diabos serve aquilo?
Confesso que sou totalmente ignorante na parte técnica. Pudera, com 27 anos e ainda sem habilitação...
Abraços, Fernando Vieira, Rio de Janeiro.
Vamos lá, Fernando:
A bigorna do Force India
1) creio que você se refere às chamadas bigornas, discutidas aqui recentemente. Na teoria, elas têm a responsabilidade de canalizar o fluxo de ar em direção aos aerofólios de maneira mais harmoniosa, seja lá o que isso signifique. Uso uma forma meio debochada de falar porque os aerodinamistas parecem ter pouca convicção de que as tais bigornas provoquem efeitos muito sensíveis, mesmo porque imagino que as conclusões tomadas nos túneis de vento dependam muito da calibragem dos ditos cujos - e freqüentemente ficamos sabendo que os túneis estavam descalibrados, como foi o caso do túnel da Renault no ano passado (e, pelo jeito, neste ano também). Mas o fato é todo mundo já está usando as tais bigornas...
2 e 3) O aerofólio dianteiro e todos aqueles apêndices, além de gerar apoio para a frente do carro, cumprem também o papel de canalizar o ar em direção ao meio do carro, eliminando vórtices que podem ser gerados sobre a carroceria. Por isso, os desenhos cada vez mais exóticos que vemos por aí.
Certa vez vi um vídeo com o Gilles Villeneuve correndo com um carro de duas asas na parte de trás, uma do lado da outra, só que não exatamente na mesma distância. Essas asas se movimentava muito durante corrida.
Em qual ano ele correu com esse carro? Qual o porquê daquelas asas?
Ps: parabéns ao site!
João Paulo, São José dos Campos
O Ferrari de Villeneuve em Long Beach 82
Long Beach 82, João Paulo. Foi uma tentativa da Ferrari em burlar o regulamento, meio de birra com as autoridades esportivas, que exigiam um tamanho máximo para o aerofólio traseiro. A Ferrari entendeu que o regulamento não deixava claro que o carro devia ter um único aerofólio traseiro e saiu-se com esta solução, que aparentemente não fez grande diferença para o desempenho do carro e que foi considerada ilegal depois da corrida, Villeneuve sendo desclassificado do seu 3o lugar.
Que pena esta falta de sorte do Felipe Massa. Fez tudo certinho, mas no final... Como eu disse em outras oportunidades, o que é um esportista sem a parceria da sorte.
Eu li uma recente opinião do David Coulthard, dizendo que o ideal seria não haver mais reabastecimento, pois quando todos largavam com a mesma quantidade de combustível, tinhamos corridas mais emocionantes. Eu também acho que o abastecimento é uma furada, nunca gostei. Gostava de corridas que tinham apenas troca de pneus. Eram oportunidades que os pilotos para arriscar não fazer parada nenhuma para trocar pneu e assim tentar uma boa colocação no fim da corrida. Certa vez, li e vi uma reportagem falando sobre a primeira vitória do Berger com a Benetton no GP do México de 86, onde correndo com pneus duros da Pirelli, ele não precisou fazer pit-stop e venceu o GP. Qual a opinião de vocês? Vocês também acham que sem o reabastecimento, com todos largando com o tanque cheio teríamos uma competitividade maior?
Caro Firmo Neto,
Eu não fico lendo só os seus comentários, porque é um porre só. É muita azedice para se perder tempo. Procuro ler o comentário de todos os amigos do site, para me atualizar, me divertir e aprender cada vez mais sobre automobilismo. Eu posso não ter tanto tempo acompanhando automobilismo como você (comecei à acompanhar mesmo à partir de 90), e lógico sou um grande fã do Senna. Mas, nem por isto desprezo o Piquet, muito pelo contrário, acho que ele foi um baita piloto e fico curioso em saber qual dos dois venceriam se estivessem com equipamentos iguais. Eu puder ver os dois pilotarem de forma espetacular, pois no início da década de 90, havia uma locadora perto de casa que tinha as fitas de video-cassete (é, tô ficando velho!) com as temporadas de 83, 86, 87, 88 e 89, com comentários do seu amigo Reginaldo Leme, ou seja nestas temporadas, Piquet se tornou tri campeão e Senna ganhou o seu 1º título.
Vi disputas incríveis, vi a ultrapassagem de Piquet sobre o Senna na Hungria, vi a ultrapassagem do Mansell sobre o Senna, na mesma Hungria, a fantástica chegada em Jerez de La Frontera (14 milésimos, uau!) vi o Senna e o Mansell darem uma incrível rodada sincronizada em Spa, Prost vencendo em Imola chacoalhando o carro por falta de combustível, lembro vagamente da belissíma Lotus preta nº 12 do Senna, o estouro no pneu do Mansell em Adelaide, a fantástica recuperação de Senna, depois de uma largada horrível no GP do Japão, a fechada de Prost em Senna no ano seguinte, enfim, posso não ter acompanhado estas temporadas citadas acima ao vivo, pois no fim da década de 80 eu era um molequinho de 4, 5 anos, eu era muito novo, estava mais preocupado em brincar do que acompanhar corridas mais a fundo, mas, pude ver todos estes fatos que todos que tem mais tempo na estrada do que eu.
Não me vejo nem um pouco a menos, nem um pouco à mais do que qualquer fanático por F1. Apenas fui atrás, por curiosidade e ma apaixonei cada vez mais por automobilismo. Sou daqueles que onde tem brasileiro eu torço. Então o que eu posso, dizer, com a minha pequena bagagem é que eu também não fico feliz com o que vem acontecendo com os brasileiros no momento, sendo que eu vi uma fase espetacular, mas nem por isto, vou ficar azedo e desandar a criticar os caras, pois nós não fazemos idéia do que acontece lá. Confesso que quando era mais novo eu era extremamente critico, assim como você, mas com o tempo foi aprendendo a analisar mais os fatos e em vez de ficar descendo a lenha. Prefiro ser mais compreensível com os resultados conseguidos pelos brazucas atuais.
Infelizmente, Senna, Piquet, Emerson, Pace, Pelé, Einstein, entre outros, só surgem uma vez à cada 50 ou 100 anos. Enquanto a CBA, não olhar com carinho o atual descaso das competições de monopostos aqui no Brasil, será muito, mas muito difícil mesmo, termos grandes revelações em um futuro próximo. Temo que estes que estão chegando agora (Nelsinho, Bruno Senna, Lucas Di Grassi...) sejam os últimos capazes de estar e nos representar bem na principal categoria do automobilismo mundial.
A tarde de 20 de julho pode parecer indescritível, mas tentarei explicar em palavras a razão de ela ter sido tão mágica.
Depois da vitória em Losail e de um mau começo de temporada, o australiano Casey Stoner, atual campeão da Motogp, voltou a ter atuações como em 2007: venceu com extrema facilidade e soberania as provas em Donington, Assen e Sachsering. A preocupação de Valentino Rossi era visível. O título parecia bem encaminhado para o italiano, mas a maneira avassaladora como Stoner dominara as últimas provas deixava a desconfiança no ar. Com Daniel Pedrosa fora de combate, com a queda em Sachsering, Laguna Seca poderia representar a reabilitação para il dottore.
Mas os treinos começaram, e Stoner estava impossível. Confiram abaixo os tempos de Stoner em comparação com o 2º colocado em todos os treinos livres:
Um domínio realmente acachapante! Valentino chega a declarar, em tom de ironia, que venceria a prova se largasse 30s antes. Diante dos resultados, qualquer outro prognóstico que não incluísse o australiano no topo do pódio seria mera surpresa. Mas, apesar de ter fracassado nos últimos anos, Valentino Rossi estava sempre por perto. E nunca deve-se desconsiderar um heptacampeão mundial.
Sinal verde e, como de praxe, Rossi larga mal e perde posição para Nicky Hayden. Rossi devolve a ultrapassagem logo em seguida. Ele sabe que não pode deixar Stoner fugir na liderança. E Vale arrisca no ponto mais improvável da pista, o Saca-rolha. Stoner é surpreendido pela manobra do italiano e, a partir daí, a história da corrida mudaria: de uma procissão que se previa após os treinos para uma disputa absolutamente excitante.
Rossi sabia que teria de comandar a prova e controlar a corrida, impedindo qualquer tentativa de ultrapassagem de Stoner. O traçado travado ajudava, a reta era curta, o que permitia a Rossi chegar a curva após a reta dos boxes ainda em vantagem. Valentino contava também com uma eventual impaciência de Stoner: liderando, Stoner seria inalcançável; porém, após dizimar os adversários nos treinos, Rossi sabia que Stoner, contando com uma Ducati perfeita, poderia perder a concentração e a corrida caso encontrasse oposição na prova.
Houve um tempo em que Rossi escoltava os adversários e os passava na última volta, apenas para dar um drama a mais às provas. Eram tempos de Max Biaggi e Sete Gibernau, pilotos que nunca tiveram a mesma competência de Rossi. Hoje Rossi não pode mais se dar a esse luxo. Ele sabe que, se bobear, a molecada não toma conhecimento dele. Desde que Rossi perdeu seu primeiro título, em 2006 para o mediano Nicky Hayden, todos querem ver sua caveira.
A disputa entre Rossi e Stoner foi impressionante, com direito a passada pela terra. No Saca-rolha, Rossi arriscou, quase caiu, foi pela terra, mas voltou à frente de Stoner. A manobra lembrou Zanardi passando Bryan Herta em 1996, uma ultrapassagem linda e arrojada. Cada vez que o australiano conseguia superar Rossi, o italiano devolvia a ultrapassagem sem perda de tempo. Apesar da disputa feroz, os dois imprimem um ritmo tão alucinante que chegam a ser um segundo mais rápido por volta do que Chris Vermeulen, que corre tranqüilamente em 3º. O restante dos competidores são irrelevantes para o resultado final. As câmeras mal os procuram. Ninguém poderia imaginar que Rossi resistiria aos ataques de Stoner, com a Ducati melhor acertada para o circuito ianque. E, a cada volta, os pneus da Yamaha de Valentino desgastavam-se com incrível rapidez. Para o atual campeão, bastavam paciência e estratégia.
Mas... Stoner errou, caiu na entrada da reta já perto do fim da prova e deu a tranqüilidade de que Rossi necessitava para poupar o já desgastado equipamento e triunfar pela primeira vez nos Estados Unidos. A vantagem sobre Vermeulen era tão grande que Stoner pôde ainda voltar em 2º.
De certa forma, a vitória em Laguna Seca foi especial para il dottore. Ninguém esperava que ele fosse desafiar Stoner após os resultados dos treinos. Além de ter vencido uma prova à feição da Ducati, ganhou fôlego na liderança do campeonato. Caso conquiste o octacampeonato, poderá dizer que essa foi a vitória mais importante de sua vida. E também a mais bela.
Caro amigo, não respondo a desinformados e mal educados como você. Você não passa de um imbecil completo.
Meu caro Sérgio de São Paulo. ...
Não sei se você realmente é fã de formula 1 como eu sou, mas a narração do Galvão em 1991 no Japão, quando Senna venceu seu terceiro título, foi uma das mais emocionantes da história.
O EU SABIA foi a coisa mais perfeita que já vi. Na verdade Senna estava propositalmente segurando o Mansell para o Berger abrir na frente. Quando o Mansell errou e passou reto, entregando antecipadamente o título para o Senna, o brasileiro tirou toda diferença para o autríaco e passou na reta; aliás uma básica, mas bonita ultrapassagem. Na verdade, eu, na minha casa desconfiava que Senna no final daria a vitória para Gehard. O relacionamento dos dois era fantástico. O piloto 2 da McLaren nunca teve problemas com as vitórias e os títulos do Senna. Tinham um equipamento idêntico, não havendo benefícios na equipe para nenhum dos dois.
Todos desconfiávamos da atitude do Senna. O Galvão tinha jantado com o Senna na noite anterior. Senna não falou nada, até por quê a tática era outra; mas o próprio Galvão desconfiou, sem falar nada. Não tinha motivo para o Senna voar baixo e passar o Gehard, já que já tinha o título.
O EU SABIA ... EU SABIA... foi a narração mais emocionante e a atitude que mostra como era feito um grande ídolo e um grande esportista. O Galvão narrou o que os fanáticos como eu (na época) estávamos pensando. No lugar que estávamos assistindo a corrida, na madrugada, todos choraram. No autódromo muitos com lágrimas nos olhos. No Brasil, muitos caíram em prantos.
Tente assistir uma corrida sem narração. Você vai ver a importância que tem a narração, principalmente em uma corrida de Fórmula 1. O Cara (Galvão) é gênio.... É quase perfeito....