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Márcio Madeira
Jornalista e Engenheiro mecânico, nasceu no exato momento em que Nelson Piquet entrava pela primeira vez em um F-1. Sempre foi um apaixonado por carros e corridas.

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04/04/2012 Revisitando 2007

 

Aqui no GPtotal já vimos muitas vezes que num esporte complexo como o automobilismo de competição, o passado nem sempre é imutável. A cada nova corrida não apenas lançam-se as sementes para acontecimentos futuros, como também surgem novos elementos de interpretação que dialogam com a história e nos conduzem a inexploradas linhas de pensamento. No fim, não é apenas o tempo providenciando o devido distanciamento analítico. Fatos recentes efetivamente jogam nova luz sobre acontecimentos passados.

A excelente atuação de Fernando Alonso, bem como o mais novo refugo de Felipe Massa no GP da Malásia, por exemplo, deram a deixa para um assunto que já há algum tempo merecia voltar à pauta do dia: as reais circunstâncias envolvendo a disputa entre Alonso e Hamilton dentro da McLaren, cinco anos atrás. Afinal, de um lado temos o natural questionamento a respeito da grandeza histórica deste asturiano, sempre limitada pela má impressão deixada em 2007; e de outro temos um grupo de destacados jornalistas brasileiros – talvez já não tão isentos, em função da amizade com Felipe e sua família – insistindo na tese de que Massa ainda sofre para se adaptar aos pneus utilizados pela F1.

E pneus, como veremos, têm tudo a ver com o que aconteceu naquela temporada.

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Programando nosso DeLorean para o fim de 2006, encontraremos um jovem espanhol conquistando seu 2º título mundial, após vencer na pista um duro duelo contra aqueles que muitos consideram o maior de todos os tempos. Tendo sido tão rápido quanto Schumacher ao longo da temporada, e indiscutivelmente cometido menos erros para atingir tal patamar, Alonso credenciava-se como o novo fenômenos da categoria. Caberia a ele o papel de astro e referência, principalmente considerando que o heptacampeão mundial estava se aposentando.

Naquele mesmo ano um jovem inglês vinha fazendo estragos na GP2, ao volante do excelente carro da ART Grand Prix. Seu nome era Lewis Hamilton, protegido de Ron Dennis desde os tempos do kart, e no fim da temporada ele iria derrotar Nelsinho Piquet na briga pelo título da categoria. Com a transferência de Alonso para a McLaren, e as saídas de Räikkönen e Pedro de la Rosa, Hamilton não apenas subiria o último degrau, como faria sua estreia entre os grandes numa das principais equipes da categoria máxima. Para completar, ele cumpriria uma extensa bateria de testes pré-temporada, e ainda poderia aprender com o companheiro de equipe sem estar exposto a pressões por resultados imediatos. O tipo de situação que parecia boa para todos.

As coisas, no entanto, começaram a fugir ao script na 3ª corrida do ano, no Bahrein, quando Hamilton se posicionou à frente do espanhol. A primeira ‘encrenca’ pública aconteceu em Mônaco, quando Hamilton reclamou da estratégia, e Alonso disse não se sentir ‘em casa’ na McLaren. E tudo azedou de vez com as duas vitórias consecutivas do inglês no Canadá e nos EUA, especialmente após a dura batalha entre ambos no templo de Indianápolis. Por fim, o caldo entornou pra valer durante a qualificação para o GP da Hungria, com Alonso atrasando deliberadamente o rival na saída dos boxes, justamente num instante em que todos os pilotos deveriam buscar suas voltas mais rápidas.

No fim os dois terminariam marcando o mesmo número de pontos (e também de vitórias e pódios!), perdendo o título para Kimi Räikkönen por 110 a 109 num dos finais mais apertados e inesperados de todos os tempos. Todavia, a impressão geral era a de que Lewis havia sido superior, não apenas por se tratar de um iniciante, mas também porque o inglês tinha o título praticamente assegurado a duas provas do fim, antes de perdê-lo através de uma série inacreditável de erros de pilotagem. Apesar da qualidade de Hamilton, a verdade é que se esperava mais por parte de Alonso, o bicampeão que havia “aposentado” Schumacher.

Desde então, Alonso parece ter deixado a lista dos maiores pilotos de todos os tempos, pois sempre há quem lembre que Hamilton o derrotou (conforme os critérios de desempate), quando ambos tiveram equipamento equivalente.

Mas… Será que as condições foram mesmo tão iguais para os dois pilotos?

Dentro da própria imprensa inglesa, conhecida pelo protecionismo que devota aos pilotos insulares, começa a ganhar força a impressão de que os números não foram completamente justos com Alonso, naquela temporada.

De um lado, é importante lembrar que Hamilton – a exemplo de Jacques Villeneuve – chegou à F1 contando com uma enorme bagagem de testes, dentro de uma realidade totalmente diferente daquela enfrentada pelos estreantes desde então. Ao mesmo tempo – e este é o detalhe que tem feito muita gente reconsiderar a “derrota” de Alonso –, é preciso lembrar que o asturiano jamais havia tido contato com qualquer pneu que não fosse fabricado pela Michelin, desde que havia estreado na F1. A Bridgestone, que para Hamilton representava apenas um aprendizado natural, para Fernando era um universo completamente novo, com reações e comportamentos misteriosos, aos quais ele tinha que se adaptar rapidamente.

Óbvio que ele teve acesso aos mesmos testes que Hamilton. Ainda assim, existe uma diferença fundamental entre aprender as manhas de um pneu a partir de uma página em branco, e ter que reaprender tudo que sabia, tendo que alterar hábitos longamente trabalhados. Alguém se lembra, por exemplo, da forma extravagante como Fernando costumava aquecer os pneus de sua Renault, atravessando-a a ângulos incríveis em plena reta? Está aí uma cena que não vemos há muito tempo…

O tempo tratou de mostrar o que Hamilton é capaz de fazer, para o bem ou para o mal. Ninguém em sã consciência questiona sua velocidade ou seu potencial, e suas virtudes apenas fazem justiça ao desempenho do espanhol, tanto mais quando consideramos o quanto ele estava fora de sua zona de conforto. Tanto em termos pessoais quanto esportivos.

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Minha opinião pessoal? Hamilton é ligeiramente mais rápido, mas Alonso é mais completo. O espanhol encarna um perfil bastante raro entre os pilotos, ao qual dou o nome de perfil horizontal (sem características ascendentes ou descendentes). O último grande campeão a seguir esta receita foi Nelson Piquet.

Sem ser o melhor em nenhum dos quesitos de avaliação, Alonso é muito forte em todos eles. Bom no seco ou na chuva, rápido em qualificações ou corridas, arrojado no trato com retardatários, bom acertador de carros, comete poucos erros, centraliza a equipe e por aí vai. A impressão que passa é a de que está sempre superpilotando o carro, e por isso mesmo sua postura não muda muito ao longo das etapas do fim de semana.

Conforme minha leitura, é um dos maiores pilotos que a F1 já viu. E os amigos, o que pensam sobre o espanhol?

Forte abraço,
Márcio Madeira

  • Pingback: Cenários | GPTotal

  • Alonso é um dos 20 maiores da F1, certamente. Poderia ser melhor colocado, mas escolhas erradas e falhas em GPs decisivos (como Abu Dhabi 2010 e Suzuka 2012) lhe tiraram títulos que tornariam sua carreira muito mais grandiosa. Ele é realmente o mais equilibrado do grid atual, não é um poleman como Hamilton e Vettel, mas seu ritmo de corrida é bem forte e se livra fácil do tráfego. Seu estilo me lembra o Prost, o cara que erra pouco, é constante e forte aos domingos. Só devia, se queria superar Schumacher, ter aprendido com o alemão a não jogar no ventilador. Ficasse calado em 2007 na McLaren, teria ficado lá e sido campeão em 2008, por exemplo. E agora está queimado na Ferrari pelo mesmo motivo.

  • Lucas

    Para quem ainda contesta a inclusão de Alonso entre os melhores de todos os tempos, alguns fatos:
    1) Alonso é o quinto maior vencedor de corridas da F1. Mas não é o quinto lugar que é importante: é o fato de que todos os pilotos acima dele tiveram, sem exceção, pelo menos um carro completamente dominante, isto é, daqueles carros que só não saía uma dobradinha da equipe se acontecesse algo de muito sério com um dos carros – Schumacher teve as Ferraris de 2002 e 2004, Prost e Senna dividiram entre si as McLarens de 88 e 89, Mansell teve a Williams de 92. As Renaults de 2005 e 2006 eram grandes carros, mas em 2005 a McLaren era mais rápida (embora perdesse em confiabilidade), e em 2006 a Ferrari estava muito próxima na primeira metade do campeonato e bem superior na segunda – tanto é que o Massa, na segunda metade, não somente superava com facilidade o Fisichella (piloto que o havia batido por grande diferença quando os dois foram companheiros na Sauber) mas em alguns casos até o próprio Alonso – e acredito não ser necessário dizer o quanto o Alonso é melhor que o Massa. Logo, Alonso consegue esse número de vitórias impressionante mesmo sem nunca ter corrido com largas vantagens (vale lembrar que Schumacher também sempre teve a vantagem de correr em equipes de um piloto só – enquanto o Prost, por exemplo, foi companheiro de vários campeões).
    2) Alonso é, de longe, o melhor “tirador de leite de pedra” da categoria desde a época de Senna e Prost. Sei que afirmar isso vai fazer muita gente ficar de cabelo em pé, mas é fato. Schumacher, mesmo sendo o que é, nunca venceu uma corrida num carro que não fosse pelo menos o terceiro entre os construtores (e na maioria da sua primeira carreira teve o primeiro ou o segundo melhor carro do grid). Aliás, não chegou mesmo a fazer pódios nessas condições, mesmo que com o quarto melhor carro de 91 (em que Schumacher fez cinco corridas), Piquet tenha feito três pódios e uma vitória, e com a Mercedes de 2010 (também o quarto melhor do grid) Rosberg tenha feito três pódios. Com o quarto melhor carro de 2003, Alonso fez quatro pódios, duas poles e uma vitória. Venceu no Japão e foi segundo no Brasil com a Renault de 2008 (quarto entre os construtores daquele ano). Com um carro pior ainda em 2009 (a Renault foi oitava entre os construtores e nenhum outro piloto sequer conseguiu pontuar com aquele carro), fez um pódio. Quase foi campeão do mundo com o terceiro melhor carro de 2010. Fez dez pódios e uma vitória com um carro que seu companheiro de equipe nunca terminou acima de quinto lugar em 2011 (a título de comparação, Schumacher jamais ganhou uma corrida com um carro com o qual seus companheiros, em geral de nível igual ou inferior ao Massa, não tenham pelo menos ido ao pódio). E agora acaba de ganhar uma corrida com um carro que, com muitíssima boa vontade, seria o quinto melhor do grid. Acho que é suficiente para dizer que, no que se refere a extrair bons resultados de carros inferiores, Alonso supera Schumacher com folga e não faz feio ao lado de Senna na Toleman/Lotus, ou de Prost quando foi campeão em cima da Williams de 86.

  • Allan

    Tenho opinião bem diferente dos amigos sobre 2007, McLaren, Alonso, Hamilton e pneus.
    1) Não se pode dizer que Alonso foi “prejudicado” naquele 2007 por quebra de motor e problemas no freio. Falando assim até se justifica a choradeira do Barrichello ao enfrentar Schumacher e Button em anos de “ponta”. E olha que Rubens de fato comprovou que os freios era um empecilho que lhe tirava alguns segundos, e isso em várias corridas… Isso quanto não tinha problema hidráulico, o carro ficava no cavalete, etc. Outra coisa: aparentemente Hamilton teve carro perfeito e muita sorte durante o campeonato inteiro, ou melhor, até a China… Seria isso mesmo? Duvido.
    2) Não há que se falar em preferência dentro da McLaren, ainda que Hamilton tenha sido agraciado por Ron Dennis. Não se enganem: “deus” JAMAIS passou a mão na cabeça de qualquer piloto, e seu objetivo final SEMPRE foi ganhar – vitórias, títulos, grana. Não iria investir em um (bi-)campeão do mundo para tratá-lo como “trampolim” para o rookie. Não tem como imaginar algo diferente: o plano era Hamilton aprender com Alonso, que deveria se sagrar campeão naquela temporada. Acontece que o moleque saiu “melhor que encomenda”, andando na frente do “cara” do momento, e sem cometer erros! Ao menos até a China, Hamilton vinha em uma soberba condução, com a cabeça no lugar e vendo que tinha afetado emocionalmente seu bi-campeão companheiro de equipe (ninguém segura alguém nos boxes, muito menos companheiro de equipe, se não estiver muito mal da cabeça…). Aliás, acredito piamente que Alonso, a partir da Hungria, simplesmente desistiu de ser campeão do mundo apenas para infernizar a equipe (foi ele quem dedurou a equipe à FIA, alguma dúvida?), que não lhe tratava como primeiro piloto… Exigências vista claramente nos anos seguintes de Renault e Ferrari.
    3) Sobre Hamilton. Em 2007, sofreu com problemas que até hoje o incomodam e certamente atrapalham seu posicionamento em corridas: a falta de cabeça em aceitar uma posição inferior e marcar pontos. Quantas corridas jogou fora por excessos (incluindo “soberbas”) ou desatenções desde a China 2007? Só no Canadá, onde ganhou sua primeira corrida e bateu a Red Bull em 2010, foram duas corridas jogadas no lixo simplesmente por desatenção (2008) ou excesso (2011, muito embora eu culpe Button pelo acidente, por ter alterado a trajetória, mas corridas com chuva não se resolvem no início…). Ao que parece, na metade de 2007, internamente Hamilton se viu um campeão (teve até a história da biografia “antecipada”), e não mais um piloto muito talentoso e futuro vencedor. Daí a soberba o dominou por completo. Desconfio inclusive que ele até hoje não fez qualquer tratamento mental para resolver o problema, algo que lhe faria muito bem… Neste ano sua constância está, ao menos, dando certo: mesmo sob críticas de que não está guiando como Alonso ou Button, marcou bons pontos nas duas primeiras provas, sendo o único a subir em ambas no pódio. Continuando assim, pode vir a ser líder do mundial na China, ainda que Button venha a vencer. O problema é seu emburramento, a soberba, o fato de achar que deve ser mais rápido o levar a cometer erros inacreditáveis como… Na China em 2007.
    4) Sobre pneus: a mudança de compostos, quando os sulcados deram lugar aos lisos, e de quebra a borrachas que exigem cuidados redobrados, aumentou ainda mais o problema de Hamilton. Ao contrário do que li nas interpretações dos amigos, Hamilton jamais teve que “entender” como os pneus funcionam. Bastava sentar no bólido e andar sempre perto do limite. Aliás, este é um problema que até Schumacher tem, já que o alemão simplesmente não consegue poupar pneus. Quando entraram os Pirelli, então… Se fosse no videogame, Hamilton seria aquele piloto que deixaria os pneus sempre “vermelhos” e “esfumaçando”, já que não consegue trabalhar no “frio” (cito o Gran Turismo 5). E ele parece simplesmente se recusar a aprender com Button a tocar o carro de modo mais suave e poupar os pneus – ou não: pode estar fazendo isso em silêncio. Mas vai demorar, pelo jeito, a pegar o jeito da coisa…
    Abraços

    • Legal seu ponto de vista, Allan. Escreva sempre.

      Abraço,

    • Allan

      Passando apenas para corroborar meu entendimento de que Hamilton não é mais o mesmo… Aliás, já merece uma coluna. Na China, foi bem mais comedido nas tentativas de ultrapassagem do que o próprio Button, esse sim, um leão na hora de recuperar posições. Hamilton só arriscou mesmo com Vettel, certamente mirando na liderança do campeonato. Está feliz? Talvez não, mas com a cabeça no lugar lidera o campeonato, mesmo tendo tomado “pau” do Button em termos de tempo (em corrida) nas duas provas “ordinárias”.

  • Marcel Pilatti

    Sou da seguinte opinião.

    Alonso e Hamilton ficaram rigorosamente empatados em vitórias, pódios e pontos, o inglês teve mais poles e o espanhol mais voltas mais rápidas em corrida.

    Ok. É fácil atribuir a Hamilton a perda do título – e o ‘empate’ de Alonso – salientando que o inglês errou feio nas últimas provas. Mas, como havia acontecido em 2006, contra Schumacher, aquele momento final apenas ‘renivelou’ uma disputa que foi muito próxima desde o começo.

    Ora, em quantas corridas naquele ano Hamilton sofreu com problemas mecânicos? Nenhuma! Somente se pode falar algo próximo disso no GP da Turquia (pneus), onde ele terminou em 5º.

    Já Alonso, teve de encarar um motor quebrado antes do Q3 na frança, o que o fez largar em décimo e chegar a 5º, mas terminou em sétimo devido ao forte ritmo de recuperação. Houve ainda a etapa do Canadá, em que Alonso teve fortes problemas nos freios que o fizeram despencar para a sétima posição (foi facilmente ultrapassado por Takuma Sato com uma Super Aguri nas voltas finais!).

    Tudo isso sem esquecer do GP do Japão, onde o espanhol cometeu seu erro – a única corrida do ano que não pontuou – ao aquaplanar. Naquele momento, Hamilton tinha apenas dois pontos de vantagem para Alonso e, numa prova com largada de safety-car, haveria pouca ou nenhuma mudança no quadro.

    No entanto, como alguém salientou em outra situação, em 10 das 17 corridas Fernando se classificou à frente de Lewis, e este é um dado bastante relevante.

    Outro dado importante é que, depois dos citados problemas no canadá e na França, Hamilton abriu 14 pontos de vantagem para Alonso, e estes foram reduzidos para apenas dois nas duas etapas posteriores, Inglaterra (Alonso segundo e Hamilton terceiro) e Nurburgring (Alonso 1º, Hamilton 9º).

    Coincidência ou não, foi justamente no GP inglês que Alonso decidiu não mais compartilhar as informações com Seu companheiro de equipe. Somou 14 pontos a mais, isso contando com a punição na Hungria, quando foi obrigado a largar em sexto, chegando na quarta posição. Por mais que Alonso tenha de fato prejudicado o companheiro, a punição foi arbitrária e SEM EMBASAMENTO no regulamento.

    Alonso superou Hamilton em pistas distintas e com desafios diferentes, Spa e Monza, antes de chegar no japão e ver a sua desvantagem aumentar de 2 para 12 pontos.

    Houve ainda o problema dos pneus nos treinos da China, em que havia uma grave discrepância na calibragem e pressão. Mas lá, ‘por linhas tortas’, aconteceu o que era pra ter acontecido: Alonso novamente à frente de Hamilton, que dava a primeira demonstração de não saber lidar com pneus. Não foi um erro de pilotagem qualquer, e sim um problema que se revelou crônico nas temporadas posteriores.

    Com o passar dos anos, aliás, vimos Alonso sempre com carros no máximo de igual desempenho aos de Hamilton (caso de 2010), obter desempenhos até melhores que os do inglês, basta ver que o espanhol terminou à frente de Lewis nos últimos dois anos, e no ano passado tinha um carro consideravelmente inferior.

    Quanto a 2006, é impressionante ver como ainda tem gente que insiste em dizer que Alonso só ganhou “porque o motor de Schumacher estourou em Suzuka”. Alonso liderava o GP da Hungria com larga vantagem quando teve uma roda solta de seu carro. Eram 10 pontos garantidos. Depois disso, teve o motor estourado em Monza, a 5 voltas do fim, quando era terceiro. 6 pontos garantidos. Ainda houve erros de estratégia, para os dois lados (alonso na china, schumacher na Turquia) que custaram alguns pontos.

    Mas vamos nos ater ás falhas mecânicas, somente: Alonso chegaria ao Japão já campeão do mundo! afinal, na China o “placar moral” seria 132 a 106 para o Espanhol. Não tem o que discutir. E não se esqueçam da proibição dos amortecedores de massa – estes mesmos que foram LEGALIZADOS pela FIA ao longo de 2005.

    É absurdo pensar que Schumacher merecia o título de 2006.

    • Arlindo Silva

      Marcel, eu até não acho absurdo pensar que o Schumacher merecia o título de 2006, porque algumas de suas vitórias como em San Marino e na China (ambas corridas em que tecnicamente ele não tinha chances de vencer) foram de suas melhores na carreira.

      Acho que o alemão perdeu o campeonato muito mais pelos erros de pilotagem cometidos e quebras ocorridas em determinados momentos do ano. Coisas que em anos anteriores não haviam ocorrido nem com a Ferrari, nem com o heptacampeão.

      Senão vejamos:
      Em Sepang ele e Massa tiveram de trocar motores antes do qualifying (Felipe teve de trocar 2 vezes!) e a Ferrari se mostrou incapaz na corrida de igualar o ritmo da então novata BMW Sauber.

      Em Melbourne a Bridgestone levou uma surra do clima frio e Schumacher sequer entrou no Q3 (a Ferrari também aprontou das suas ao libera-lo para a pista com o sistema de refrigeração de freios acoplados ao carro). Na corrida, o alemão claramente andava acima do limite do carro e poderia até chegar em quarto, mas acabou batendo quando se aproximava de Button.

      Em Monaco houve a história do qualifying, com a estacionada em La Rascasse. Considerando as dificuldades que Alonso teve com Raikkonen ao longo de toda aquela prova e o fato de Schumacher ter saído do último lugar até o quinto, ele poderia ter vencido aquela prova.

      Em Hungaroring, Schumacher jogou no mínimo um quarto lugar fora ao defender uma posição virtualmente perdida para Nick Heidfeld, quando corria com intermediários numa pista sem uma gota de água.

      Em Istambul o alemão perdeu a chance de vencer primeiro ao errar no qualifying, depois ao errar na curva 8 no meio da corrida, perdendo preciosos 6 segundos que lhe fizeram falta no stint final contra Alonso e consequentemente no jogo de equipe com Massa.

      E nas duas provas finais Schumacher teve problemas mecânicos (motor quebrado no Japão e pressão de combustível no treino do GP Brasil).

      Alonso por sua vez teve poucos problemas mecânicos (roda solta quando era 2º na Hungria e motor quebrado em Monza) e alguns problemas estratégicos (excesso de combustível no qualifying de Sepang, pit stop na hora errada em San Marino). Com relação a troca de pneus intermediários na China, é bom salientar que eles foram trocados porque o espanhol simplesmente devorou eles na primeira fase da prova e a equipe os trocou por precaução.

      Houveram ainda algumas punições estranhas naquele ano. Schumacher no qualifying da Hungria e Alonso no de Monza foram punidos de modo estranhíssimo (especialmente o espanhol).

      Em resumo, creio que, como Alonso e Hamilton em 2007, a disputa foi muito parelha, mas os “erros não forçados” de Schumacher e da Ferrari definiram a disputa.

      Sobre Alonso e Hamilton em 2007, o único acréscimo que faço é que a partir de Montreal a McLaren passou a usar discos de freio da marca solicitada por Alonso (Carbone Industries, pois até ali a McLaren usava Hitco), isso somado ao melhor entendimento de funcionamento dos Bridgestone e ter deixado de fornecer o acerto para Hamilton deu mais força ao espanhol na 2ª metade do ano.

    • Jay Cutler

      Perfeita sua análise.

    • Jay Cutler

      O Alonso também foi punido na Hungria/06… e se aquela vitória se confirmasse – o que era claro naquele momento da prova – teria sido uma das maiores da história, vide as primeiras voltas.

    • Allan

      Taí o grande Arlindreo, nosso “Marlboro Guide man”, esclarecendo inclusive sobre os freios do Alonso, algo que salvo engano ocorreu com Barrichello enquanto na PetroBRawn…

    • Lucas

      Acho que os argumentos postados pelo Arlindo só reforçam a idéia de que seria absurdo pensar que Schumacher merecia o título de 2006. Como dá pra ver claramente, Schumacher perdeu pontos demais por erros próprios (bateu sozinho na Austrália, largou em último em Mônaco por culpa do que fez na classificação, jogou fora pontos importantíssimos na Hungria), enquanto Alonso praticamente não cometeu erros na temporada inteira – a maior parte de seus pontos perdidos foram culpa do carro (como no estouro do motor na Itália quando estava em terceiro) ou da equipe (ter sido abastecido duas vezes na Malásia, porca solta na Hungria quando fazia uma corrida pra entrar pra história que acabou em abandono quando liderava). Ter decidido colocar dois pneus diferentes na China foi provavelmente o único grande erro de Alonso naquela temporada, mas ainda assim ele fez um excelente trabalho de “minimização de prejuízo” quando, após perder um monte de tempo no stint com pneus diferentes (foi parar em sexto), após colocar pneus corretos fez uma recuperação assombrosa e terminou em segundo, só 3s atrás do Schumacher. No fim das contas fica claro que há uma assimetria entre a quantidade de pontos perdidos pelos dois pilotos: Alonso perdeu muito mais devido a fatos fora de seu controle que por sua própria culpa, enquanto o oposto aconteceu com o Schumacher. Daí, fica bem claro que, como se escreveu ao fim de 2006 (não lembro se foi o Correa ou o Pandini), “Alonso mostrou que, no momento, é um piloto melhor que Schumacher”.

  • Rafael Carvalho de Oliveira

    O Alonso quando acertou com a Mclaren pensou que fosse ter a preferencia dentro da equipe como em anos anteriores. O que ele queria? Primeiro a equipe é inglesa, tinha um piloto estreante que o Ron Denis investiu pesado desde os tempos do cart, era obvio que que a treta iria estourar cedo ou tarde! Não acho o Alonso melhor como todo mundo vem dizendo. Ele é um piloto que joga sujo. Eu não me lembro em que ano ocorreu este fato, mas lembro que foi em Nurburgring em que este Alonso de Renault disputava posição com Coulthard de Mclaren. Naquele dia eles disputavam a 5ª posição se não me engando, quando antes da chegada da curva que antecede a reta o escoces da foi para o tudo ou nada para ultrapassar o espanhol, quando este vendo que seria ultrapassado tirou o pé do acelerador obrigando o escoces fazer um milagre para não sobrevoar na trazeira da Renault. Para evitar a batida o Coulthard tirou para o lado da area de escape e o carro rodou e capotou umas 5 vezes! Isso é ser um piloto completo? Quero que a Ferrari e ele morram abraçados!

    • Arlindo Silva

      Isso foi em Nurburgring 2003 Rafael…

      Só que o Alonso tinha problemas de freios, tanto assim que o Schumacher (mesmo com o carro meia bomba após um toque e rodada com o Montoya) reduziu 17 segundos de atraso em 3 voltas e acabou a corrida colado nele.

      Pessoalmente, acho que Alonso já é sim um dos maiores de todos os tempos. Sua carreira em alguns aspectos se assemelhando a de Schumacher. Vale lembrar que Alonso não corre com o melhor carro do grid (ou algo próximo disso) faz cerca de 5 anos. E isso não o impede de ser contendor regular pelas vitórias. Sua entrega e dedicação dentro e fora das pistas (onde de fato parece estar sempre guiando além do que o seu equipamento permite) lembra o desempenho de Schumacher nos seus primeiros anos de Ferrari. A vitória dele em Sepang com um carro que, no melhor dos cenários é somente o quinto melhor do grid atual reflete bastante suas habilidades.

      Acho que o duelo travado entre ele e o alemão na temporada de 2006 foi excelente, com um altíssimo nível de disputa, com constantes disputas diretas de posição entre eles nas pistas, algo que por exemplo não acontecia com a mesma frequência entre Senna e Prost (convenhamos que disputas diretas na pista entre esses dois não ocorriam sempre).

      Eu não creio que Alonso vá bater os recordes de Schumacher como em determinado ponto da carreira parecia que iria acontecer, mas certamente ele pode sim ganhar mais um ou dois campeonatos e brilhar por pelo menos mais 5 anos no grid da F1 atual.

  • Mauro Santana

    Amigos do GPTotal!

    Tenho uma pergunta:

    Estava em casa revisando algumas revista Grid de 1987, e me deparei com o troféu Jim Clark para carros aspirados.

    Este troféu foi somente para a temporada de 1987?

    Não lembro de nenhum cometário a respeito na temporada de 1988.

    Abraço a todos!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

    • Pois é Mauro. Ao fim de 1986 a morte dos motores turbo já estava anunciada, mas o distanciamento de desempenhos em relação aos competidores aspirados ainda teria que durar um pouco mais. Assim, para a temporada de 1987 a organização deixou de ignorar o fracasso de suas fórmulas de equivalência, criando este campeonato paralelo que muito bem poderia ser encarado como um prêmio de consolação, ou uma menção honrosa. O melhor construtor aspirado iria receber o troféu Colin Chapman, e o melhor piloto de carro aspirado o troféu Jim Clark.
      Tyrrell-Ford e Jonathan Palmer foram os campeões, respectivamente.
      Em 1988, com os tanques de combustível limitados a 150 litros (para os turbos) e as válvulas pop-off regularas para um teto de 2,5 bar, esperava-se que voltasse a haver um equilíbrio entre as fórmulas, e por isso o campeonato paralelo foi abolido.
      De fato, se não fosse pela McLaren, isso teria sido alcançado em 1988.
      Abraço!

  • Christian Feltrin

    Pra mim, o maior cagäo de todos os tempos, nunca vai estar no nível de Senna, Prost, Schumy e Piquet

  • Christian Feltrin

    Um dos maiores pilotos da F1 Màrcio ? Desculpa amigo, pra mim o maior sortudo de todos os tempos e de todas as categorias. Lembrando, que em 2005 o El Cagon, disputou o título com o Kime e somente ganhou o tìtulo porque o homem de gelo quando näo quebrava, batia. Em 2006, só ganhou porque o motor da ferrari quebrou na China, coisa que näo acontecia a uns 50 anos, e o sapateirio fez 0 pontos. Resumindo, ganhou 2 campeonatos, puramente na cagada . Colocar o El Cagon no mesmo nível de Piquet, Schumy, Prost, Senna é uma grave ofensa a estes verdadeiros campeöes. Quero ver ganhar campeonato com um equipamento inferior, como fizeram Piquet, Prost, Shumy

    • Lucas R

      Eu só discordo da parte que o Alonso só ganhou o título de 2006 porque o motor do Schumacher quebrou no Japão. Aquilo apenas igualou a disputa.

      Se o Schumacher tivesse ganho o título em 2006 seria apenas porque o motor do Alonso quebrou em Monza.

    • Roberto Andrade

      Schumy campeão com equipamento inferior?

  • Rubergiil Jr

    Márcio, como você mesmo citou, e completando o raciocínio do comentário do Lucas, essa análise também é reveladora sobre o desempenho de Felipe Massa. Não tenho dúvidas que o acidente também o afetou, mas a questão dos pneus parece que faz grande diferença.

    Também sempre achei o Alonso com um quê de Piquet, e não só na pista…

    Parabéns pela coluna.

  • Mauro Santana

    Amigos do GPTotal!

    Acabo de ler esta notícia no Grande Premio.

    http://www.grandepremio.com.br/noticias/argentina-assina-em-maio-contrato-de-tres-anos-com-f1-para-sediar-corrida-em-mar-del-plata/

    Será que o GP Brasil não corre o risco de alternar com o GP da Argentina num futuro próximo?

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

    • Fernando Marques

      O risco faz sentido. Até quando vale o atual contrato do GP do Brasil com o todo poderoso?

      Fernando MArques
      Niterói RJ

    • Não dá para descartar a possibilidade, Mauro. Por outro lado, a realização de um evento vizinho também iria reduzir os custos logísticos relativos do GP Brasil. No fim das contas, se São Paulo continuar pagando o que paga, devemos continuar a ter um GP. Já a Argentina geralmente se envolve durante ciclos curtos, e resta ver se desta vez será diferente.
      Abraços, e obrigado a todos pelas opiniões.

  • Fernando Marques

    Será que Michael Schumacher teria alcançado todos seus recordes se não fosse o todo queridinho e protegido da Ferrari?

    Fernando Marques
    Niterói RJ

    • Mauro Santana

      Fernando

      A minha opinião sempre foi que ele não conseguiria, pois sempre ficou claro na F1 que o reinado de um piloto não é de longo prazo, pois isso ficou claro que somente aconteceu com Schumy.

      Abraço!

      Mauro Santana
      Curitiba-PR

  • Mauro Santana

    Olá Amigos do GPTotal!

    1° Alonso não cometeu o mesmo erro no ano de Mclaren quando assinou com a Ferrari.

    2° Na Hungria, Alonso poderia ter segurado o Hamilton de outra maneira, fazendo o seu Mclaren apagar o motor umas 3 vezes no pit, e assim, talvez conseguisse enganar o patrão.

    3° Nesta temporada, Massa mandou o famoso “Va cagare” para o espanholo, e se ao invés do Alonso ter escolhido a Mclaren e sim a Ferrari, teria se engalfinhado com o brasileiro também!?

    Parabéns pelo texto Marcio, e que aquela briga da Hungria foi boa, ahh isso foi!!!

    Abraço a todos!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

  • Alexandre

    Na verdade, Alonso foi dominado e o empate em pontos se deu por erros grotescos do ingles nas duas ultimas corridas.
    Alem disso, por mais argumentos que se tenham em favor do espanhol, é dificil imaginar um top (senna, schumacher, clark, prost, etc) sendo batido por um estreante. Melhor dizendo, um bi-campeao do mundo sendo batido. Alonso, mais que qualquer outro, precisa de um suporte psicologico de toda a equipe pra render. Daí ter renovado com a Ferrari ate 2016, se definindo claramente como o piloto do time. Esse talvez seja seu maior ponto fraco.
    Alonso é otimo, mas nao entra na lista dos maiores de todos. E essa fama de acertador nao se sabe de onde vem… Vamos aguardar pra ver se ele ajuda a recolocar a Ferrari nos eixos, pq desde que chegou a coisa tem ido pra tras (2010 foi uma ilusao, onde a Red Bull quase deu o titulo pra Ferrai).
    Hamilton anda meio por baixo e tem que se provar ainda, contudo. Mas fez de sua temporada de estreia a melhor ate hoje. Um estreante que mostrou o caminho a um bi. É so rever a temporada.
    Abs!

    • Fernando Marques

      Concordo em muito com que dis o Alexandre.O Alonso só rende se for o todo poderoso como fez o Schumacher na Ferrari … se tivesse conseguido este status na Mclaren duvido que tinha saido de lá e o Hamilton não seria o que é hoje … mas atualmente ele é o melhor piuloto da Formula 1. O L. Hamilton me parece mais um maluco na Formula 1 que nunca foi muito generosa em termos de resultado final com estes malucos. Ganham corridas mas não ganham titulos (vide G. Villenueve e R. Perterson e talvez o Hamilton seja excessão). E o Vettel, estando claro ter um carro inferior aos demais, mostrar que tem um algo a mais …

      Fernando Marques
      Niterói RJ

  • Lucas Giavoni

    Assino embaixo, amigão.

    Quanto a situação Alonso-Hamilton em 2007, há ainda mais agravantes a serem considerados.

    - Primeiramente, coube a Fernando liderar os testes de desenvolvimento da McLaren daquele ano, enquanto Hamilton teve mais liberdade para se acostumar com o carro. Muitas análises apontaram que a temporada 2006 da McLaren foi fraca simplesmente porque Montoya e Räikkönen não sabiam o que queriam do carro.

    - Não obstante, durante as primeiras provas, quem tinha que carregar o piano nas sextas-feiras para achar o set-up ideal para a corrida era o espanhol, enquanto o protegido de Dennis só chupava as informações, uma vez que ainda não tinha bagagem para tal tarefa. Se não me engano, só depois de Indy ficou cada um no seu quadrado.

    - O furdunço em Hungaroring aconteceu porque Hamilton deliberadamente inverteu a ordem dos carros no qualify, e Alonso deu o troco segurando-o no box, sendo injustamente punido (caso não fosse, poderia pontuar mais e ganharia o campeonato).

    - Dennis deliberadamente começou a jogar contra Alonso depois da Hungria, tratando-o como um Reutemann qualquer. Tanto que entre os pilotos não existem rusgas escancaradas: o que ficou foi a fúria de Alonso contra Ron, que passava pelo pior momento de sua carreira por conta do Spygate e a pressão de Mosley para dizimá-lo.

    [Nesse ponto, tenho que dizer que Mack Mouse conseguiu o que queria: implodiu o ambiente da McLaren, fazendo a equipe perder os dois campeonatos e ainda estremeceu a relação do time com a Mercedes, aposentando o arqui-inimigo, que passou o bastão para Martin Whitmarsh]

    - O comportamento dinâmico do carro em 2007 também era muito diferente, no auge da guerra dos apêndices, os asquerosos pneus sulcados e, sobretudo, com os abastecimentos permitidos. A borracha era farta, porque era trocada a cada refuel, o que mascarava a grande fraqueza de Hamilton: seu apetite por borracha.

    - Na F1 de 2007 você tinha que ser diabolicamente rápido de 15 em 15 voltas: não havia variações desse jogo, era só sentar a bota até a gasolina acabar e fazer novo pit. Do mesmo modo, agora sabemos, isso mascarava as virtudes de Button, corroborando com a ideia de que o presente joga luzes diferentes e podemos reinterpretar o passado de uma maneira mais profunda e contextualizada.

    Abração!

    Lucas Giavoni

  • Flaviz Guerra

    É o melhor da atualidade, em grande forma. Só falta o título, um tricampeonato lhe daria o destaque merecido.

  • Jay Cutler

    Excelente post!
    Concordo com tudo e acrescento mais. Apesar do empate em pontos na classificação final, Alonso chegou a frente de Hamilton em 10 das 17 corridas.

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