Pistas, quebras e respeito

Em nosso animado grupo de WhatsApp, o mestre Eduardo Correa nos lembrou, durante a transmissão do GP da Áustria, de uma verdade em relação à humanidade: não se pode desaprender certas coisas, por mais que todos pudéssemos melhor antes de conhecê-las. Vale para bombas atômicas, vale para o automobilismo em relação à capacidade de gerar carga aerodinâmica, e para muitas outras coisas também.

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Em defesa de Mônaco

“Procissão”, “como acelerar uma moto possante dentro de um apartamento”, “previsível”… Desde que me entendo por gente ouço descrições a respeito do Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 que inevitavelmente remetem a uma corrida enfadonha e anacrônica, que sustenta-se no calendário muito mais pelo glamour, pela tradição, pelos encontros e eventos que promove nos bastidores e pela pujança financeira do local do que pelo aspecto esportivo em si.

Mas, falando sério, será que é só isso mesmo?

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Contraproducente

Um time pode perder, mas dificilmente será goleado num placar demasiadamente elástico se entrar em campo livre de pressões, e concentrado apenas em fazer o melhor trabalho possível, venha o que vier. Já uma postura demasiadamente reativa e tensa, ao contrário, tende a confundir o julgamento na hora de tomar decisões, torna o competidor previsível e suscetível a provocações, e pode se revelar catastrófica quando em situações de adversidade.

Aqui torna-se inevitável lembrar da seleção brasileira em seu vexame nas semifinais da última Copa. Mais do que o desempenho opaco que já vinha sendo apresentado até então, ou a ausência da principal estrela do time, é esse tipo de cenário – o pavor causado por estar perdendo quando tinha a obrigação emocional de vencer, combinado à descrença na própria capacidade de virar a partida – que explica o famoso “apagão” que a seleção brasileira viveu no Mineirão, em 2014, durante o qual sofreu quatro gols em seis minutos.

Certo, mas por que falar disso agora?

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