Um sábado de sol em Interlagos

Era um sábado de sol quando fui a Interlagos para ver de perto a prova das 6 Horas de São Paulo. Ela faz parte de um campeonato que tem uma corrida que ainda hei de ver – Le Mans! Qual grande fã de automobilismo não tem vontade de reunir as maiores disputas de carros na pista no seu rol de eventos já presenciados? Eu tenho. Assistir a uma grande prova da Nascar, outra da Indy, uma muito legal da DTM, a da Fórmula 1 obviamente, WRC, WTCC, Rally Dakar, enfim, são tantas…

httpv://video.google.com/videoplay?docid=5866905967968141873&hl=en

Mas, como não tive a chance ainda de acompanhar esses protótipos na França, fui à Zona Sul de São Paulo mesmo. Os carros não deixaram nada a dever, o Audi E-tron Quattro, e o Toyota TS030, lá estavam. Eu ainda não tinha visto esses carros de perto na pista. Já os tinha visto em Goodwood este ano, onde ninguém menos que o próprio Emerson Fittipaldi os apresentou a mim. Lá em território inglês, os membros do time japonês da Toyota falavam da decepção da quebra em Le Mans e da projeção otimista para São Paulo. Lembravam com nostalgia da alegria da arquibancadas na Fórmula 1, visto por eles ainda quando a Toyota tinha sua equipe – boa parte dos integrantes fez parte daquele time. Em Goodwood, me explicaram o funcionamento da motorização elétrica e a aplicação de força somente no eixo traseiro (uma tecnologia bastante parecida à utilizada no carro de passeio Prius), o que se diferencia bastante dos carros da Audi.

Em Goodwood ainda, os alemães falavam de sua tração integral e das maravilhas de última geração. Por dentro, segundo o próprio Emerson, além dos comandos todos que o piloto tem a mão e toda a visualização das condições do motor e gerenciamento do carro, o que chamou a atenção foi a visibilidade. Emerson, mesmo já acostumando também a carros de turismo, ficou impressionado com a pouca visibilidade, devido ao túnel que dividi o cockpit.

Mas, enfim, voltando àquele sábado de sol, muito me empolguei pelos carros e a competição em si. Como tinha visto muita publicidade envolvida, esperava um autódromo tomado de gente. Logo nos arredores, os flanelinhas ofereciam compra e venda de ingressos, como na Fórmula 1, o que me deixou mais crente ainda sobre a presença de público. No entanto, qual não foi minha decepção quando do paddock club vi as arquibancadas vazias, pouquíssimas pessoas ocupando assento diante da reta principal em frente aos boxes. E é uma prova tão legal, de uma categoria tão bacana! Que deu pena de ver. Espero realmente que tenha sido somente pela ocasião da prova de estréia no Brasil, e uma possível associação e relação entre público e prova se estreite, e que nos anos seguintes o público compareça.

Porém, fiquei sabendo também que os preços não ajudaram em nada. Setenta reais pelo ingresso! É muito caro. Muitos afirmam que por ser um evento internacional, uma prova deste porte, e “barari barara”, o preço é justo. Não digo que não é, mas justamente pelo fato de ter sido a estréia da prova no Brasil, e a corrida estar ainda buscando seu público por aqui, melhor teria sido 10 pessoas pagando 7 Reais, do que uma pagando 70! Enfim, mas como de matemática e de sistemas financeiros sei muito pouco, fica aqui somente esta minha impressão.

Na pista, que é o que entendo mais, a vitória da Toyota não chegou a surpreender. Nos treinos, ela já mostrava que estava muito bem (talvez, como um dos membros ingleses da equipe me disse, a caipirinha ajudou!). A Audi falou muito bem de Lucas di Grassi no volante do E-Tron, e eu também gostei muito da participação dele. Aliás, acho que Lucas foi muito injustiçado pelo automobilismo, é um baita piloto! Faltaram oportunidades, vagas, tempo… Esses elementos malucos que na soma contribuem para ajudar com que o piloto mostre seu trabalho de forma eficaz.

Por falar em Lucas, que nas temporadas que disputou na GP2, deixou registrada sua habilidade, a categoria chegou ao fim em Cingapura e como não ocorria desde seu ano de estréia, há 8 anos, o campeonato só foi decido na última etapa, na penúltima prova.

Já tinha expresso, aqui no GPTotal, minha torcida pelo Luiz Razia, não só pelo nacionalismo de ser brasileiro, mas sim pela briga que mostrou na pista ao longo da temporada – confirmação disto é que até na última corrida, com a posição final de campeonato já decidida, disputou posição até a metros da linha de chegada. O italiano Davide Valsecchi levou o título, mas é um piloto apagado aos olhos da Fórmula 1, não se ouve falar dele na categoria – pode até ser que eu queime a língua, mas não sei se vai virar na F1. Lembrando que nos últimos anos, campeões e vices da GP2, efetivaram presença, ou até mesmo já tinham passado por ela, como Giorgio Pantano em 2008. Razia, após quatro vitórias e nove pódios, tem conversado com algumas equipes e recebido elogios como os de Christian Horner, “team principal” da Red Bull, e Emerson Fittipaldi. Toro Rosso, Force Índia e talvez alguma outra surpresa apareça – ele tem um teste agendado com o time B da Red Bull, em Abu Dhabi, em novembro.

O que achei mais louvável na posição conquistada por Razia em 2012 foi justamente o fato de conseguir a proeza de não contar com patrocinadores pesados para isso. É diferente de você ter um baita respaldo e uma grande equipe trabalhando por você nos bastidores. Será bom poder ver outro brasileiro brigador na Fórmula 1.

Quanto aos outros dois brasileiros, Victor Guerin não marcou pontos, não tenho muito o que dizer, vi poucas imagens dele na pista. E quanto a Felipe Nasr, fez bonito, belas disputas, boas colocações na prova, mas também prefiro esperar mais uma temporada. Como diz um amigo meu – ligado a um esporte que envolve uma bola, um gramado e a simples atuação física dos pés e por vezes da cabeça para garantir a vitória – jogar um campeonato bem é fácil como estreante; difícil é provar nos anos seguintes, mesmo que outros jogos em categorias inferiores já tenham sido vencidos. No entanto, a impressão deixada em 2012 por Nasr foi muito positiva.

Resta torcer para que emplaquem, e muitos outros também. Só criando novos talentos e deixando eles aparecerem é que as arquibancadas não ficarão mais vazias, com as de Interlagos naquele sábado de sol.

Até!

Tiago Toricelli

tiagotoricelli@hotmail.com

Massa, cuidado com o Vatapá!

Embora o texto penda mais pro lado confessional e tenha um quê de anedota, é curioso notar que a corrida descrita por Tiago Toricelli acabou sendo o GP onde Felipe Massa recebeu ordens de equipe para deixar Nick Heidfeld passar – video abaixo. E é a mesma Hockenheim onde, 8 anos depois, aconteceria a ordem de equipe da Ferrari e o famoso “Fernando is faster than you”.

Nos últimos dias, estive pensando o que poderia escrever sobre Felipe Massa, um cara que respeito e admiro muito, assim como a Rubens Barrichello. Mas para Felipe, tenho um olhar diferenciado, já que o vi começando na Fórmula 1, quando eu ainda acompanhava toda a temporada, fazendo as reportagens para a Rádio Globo/CBN. E foi em meio a essas memórias que lembrei de algo curioso – uma recordação que pode servir para que o mesmo não se repita, e ele tenha que faltar justo na hora de dar a bandeirada do GP Brasil!

Na época, prometi a Felipe que não sairia espalhando, mas como isso foi em 2002, acho que o prazo já venceu. Massa estava em seu primeiro ano como piloto oficial da equipe Sauber, um time simpático, que tinha como proprietário Peter Sauber, grande fã de charutos. A corrida sobre qual vou falar especificamente é o GP da Alemanha, em Hockenheim. Um autódromo lindo na ocasião, antes da reforma que tirou suas grandes retas que entravam fundo na floresta negra alemã – acho que ficou óbvia minha predileção pelo antigo circuito de lá, não?

Bom, mas antes que o texto desvie de seu rumo, vamos aprumá-lo. Na verdade, quero contar sobre algo que aconteceu fora da pista. Na real, fora do circuito. E sim na casa do Baiano (com B maiúsculo mesmo, ele é tão conhecido assim, que o apelido já ganhou promoção para nome). Baiano era (e me parece que ainda é) o cinegrafista da TV Globo na F1. Então, inevitavelmente, nos encontrávamos a cada 15 dias ou menos. A mesma coisa acontecia com meus colegas de cobertura; Everaldo Marques (pela Jovem Pan, hoje na ESPN), Fábio Seixas (Folha de S. Paulo), Cândido Garcia (saudades… Rádio Transamérica), Flávio Gomes (então pela Rádio Bandeirantes), Graminho (TV Globo, hoje capitaneando na Stock Car), Dentinho e João Pedro Paes Leme (ambos da Globo).

Baiano, casado com uma alemã, morava em uma cidade próxima a Hockenheim, chamada Heidelberg, e que servia de base para todos nós, já que dispunha de boa localização e hotéis justos. Foi lá que nasceu Nelsinho Piquet. Trata-se de uma cidade universitária, com suas construções bem próprias da arquitetura alemã e pontes semicirculares sobre um rio que corta boa parte dela.

Voltando ao assunto, bom baiano que é, Baiano nos convidou a todos para um jantar – claro que “baiano”. Comida baiana em plena Alemanha! Quem recusaria? O prato da noite? Vatapá. Eu nunca tinha comido aquilo e minha curiosidade gastronômica estava despertada. Além de nós, quem foi convidado foi Felipe Massa, que não recusou a ida.

Sexta-feira, lá estávamos todos, mais Massa para provar o quitude. Baiano o descreveu: um típico prato afro-nordestino-baiano, com amendoim moído, farinha de rosca, gengibre, pimenta, castanha de caju, leite de coco, azeite de dendê, carne (peixe, frango), com uma consistência bem cremosa e não me perguntem como ele achou, ou mesmo estocou todos esses ingredientes por lá. É servido com arroz branco, e foi assim que fizemos. O prato realmente estava uma delícia – todos adoraram. Poucos já o conheciam. Não era o meu caso, tampouco de Massa. Comemos bem. Logo após o primeiro prato, emendei um segundo, e ao final um terceiro. Não houve aviso de “o prato é forte”, vindo do Baiano, que me fizesse parar.

Assim, como eu, Massa também emendava uma garfada em outra. O prato realmente é saboroso, recomendo mesmo, o negócio é bom. É bom, mas cuidado! Cuidado… Foi isso que não tive.

A noite, como todas em companhia de bons amigos, foi ótima. Nos despedimos e cada um foi para seu hotel. Tínhamos que dormir cedo, afinal, no dia seguinte pela manhã teríamos o warm-up, e na sequência o treino classificatório. Everaldo, Candido e eu dividíamos o mesmo quarto (bem-vindo ao glamour da cobertura de F-1). Tão logo deitamos, dormimos. Podia-se ouvir os roncos como pano de fundo. No meio da madrugada, contudo, algo aconteceu. Uma onda quente foi tomando conta da minha barriga e, de repente, senti uma necessidade sem igual de ir ao banheiro. Foi chegar na casinha, sentar no trono, e sentir o alívio – foi como se um alien saísse de dentro de mim. Aliviado, voltei para a cama, mas durante a noite toda, ruídos eu ouvia vindos da minha barriga. Fiquei “conversando” com o vatapá a noite toda. Após duas ou três idas ao banheiro durante a madrugada, o despertador anunciou o início de mais uma jornada.

Naquele dia, era minha vez de guiar nosso carro alugado. Do hotel até o circuito, uns 35 km de percurso. É bem possível vencer esse trajeto com enorme facilidade – se não fosse… se não fosse, o que? Sim! O trânsito! Ou você pensa que tráfego pesado em saída de autódromo é só no Brasil que existe? Você não imagina como era o de Silverstone, na Inglaterra, há alguns anos – mas essa é outra história.

Enfim, mal andamos 10 km e tudo parou. Não andava nenhum centímetro sequer, era carro para todos os lados. Conversávamos tranquilamente, tentando esquecer que o horário se apertava quando de repente, não mais que de repente, sinto uma onda de calor, já por mim, àquela altura bastante conhecida, aproximar-se. O calor começou na ponta do dedinho do pé e outra iniciou-se na extremidade do meu fio de cabelo mais longo. Um calor subia, outro descia. Até que se encontraram bem na barriga. Uma revolução ali se instalou e em fração de segundos não via mais nada na minha frente, a não ser a necessidade incontrolável de achar um banheiro… estivesse ele onde fosse.

Desesperado e sabendo onde aquilo poderia terminar, olhei dos lados e vi na mão contraria ao sentido que seguia, uma loja de… bom, sei lá do que. Naquela altura só imaginei que ali deveria haver um banheiro. Sem pensar uma vez, (imagina então duas?), fiz uma manobra que até hoje não sei como não esbarrei em nenhum carro, atravessei um canteiro que separava as vias, acelerei entre os veículos, desci correndo, entrei na loja, atravessei seus corredores sob olhares curiosos das vendedoras, cheguei ao banheiro – assim como o imã procura o ferro -, e ali despejei toda minha angústia… Que alívio! Nossa, que alívio!

Não sei descrever o que senti, mas acho que você imagina. Chegando no autódromo, fui direto para a sala de imprensa, onde acompanhei o final da sessão de warm-up. Dei mais uma passadinha no banheiro, de regra. Após o treino, desci as escadas em direção a pista e encontrei Felipe Massa sentado em uma cadeira, em volta de uma mesa armada perto do motorhome da Sauber.

Putz… você não sabe o que passei com o vatapá de ontem, fui não sei quantas vezes ao banheiro… tá feio o negócio”, eu disse.

httpv://youtu.be/1ol0KTDmO54

Se tá feio pra você, imagina pra mim, que fui ao banheiro a mesma quantidade que você, só que todas as vezes que fui hoje, tive de sair correndo de dentro do carro e tirar o macacão! Você sabe o desespero que dá achar que não vai dar tempo de tirar o macacão? Não vai falar isso pra baiano, heim!”, ‘anunciou’ Massa.

Portanto: Massa, cuidado com o vatapá!!

Bom fim-de-semana a todos.


Coluna publicada originalmente em 09 de outubro de 2009

Goodwood – diversão sobre 2 ou 4 rodas

Pela segunda vez estive em Goodwood, e pode parecer estranho, outros podem até achar que estou querendo me gabar, mas a verdade é que parecia que estava voltando pra casa. Rever os grandes pilotos e os clássicos carros, muitos dos quais havia visto no ano anterior me deu uma sensação de estar em um lugar já bastante familiar. Tive esse impressão ao ver por exemplo John Surtees, campeão na F1 e nas motos, sobre o qual escrevi aqui mesmo no GP Total um texto no ano passado.

Cumprimentei o vitorioso piloto como se já o conhecesse, e pasmem, impressão boba a minha, mas acho que também me reconheceu, e amarramos uma conversa sobre a moto que ele pilotaria nesta edição. A moto era uma Norton, com uma história incrível, como cada um das centenas de carros e motos que aparecem em Goodwood. Segundo Surtees, aquela não era uma moto qualquer.

Só existiu um protótipo feito – e era aquele. A moto foi feita para que Surtees competisse no campeonato mundial de 1955, mas depois de Surtees testar a moto em 1954, a fabrica fechou seu departamento internacional e o projeto de corridas foi desfeito. Com isso, a moto foi desmanchada e as partes foram cada uma para um lugar diferente. Até que em 1982, o próprio Surtees começou a procurar essas peças e a juntá-las, com a ajuda do chefe dos mecânicos original da moto. E foi o resultado desse trabalho todo que Surtees pilotou na pista.

Entre os carros, Goodwood festejou este ano, os 60 anos da Lotus em competição. Lembrando que na F1, a Lotus só começou a correr em 1958, em Monaco, com um carro que estava lá – o Lotus –Climax 12. Este carro hoje pertence a um australiano, com uma paixão imensa pelo veículo. Ele me mostrou um livro que demorou 13 anos para ser finalizado, mas nele, o australiano conseguiu reunir todas as notícias, resultados e informações sobre o carro. Tem lista de resultados oficias das provas, fotos, peças marcadas, enfim, um trabalho magnífico ! E o orgulho com que ele mostrava o livro, dava a mesmo sensação em quem o lia.

Em meio a tantos carros da Lotus, e de tantas lembranças para nós brasileiros, nossos ícones de velocidade estavam lá. Emerson Fittipaldi pilotou o modelo com que estreou na F1, em 1970 no GP da Inglaterra, a Lotus 49 C, vermelha e branca com a estampa Gold Leaf. Emerson, com os olhos marejados lembrava com saudades do dia que se sentou pela primeira vez naquele carro. Disse que as lembranças até do cheiro vinham a memória, e que não tinha idéia de tantas alegrias nas pistas que o futuro lhe reservava.

Fittipaldi andou também na Lotus que lhe deu a primeira vitória, o ainda modelo vermelho 72, nos EUA, em Watkins Glen (perto de Nova York) e na Lotus 72 E, já preta e dourada, modelo com o qual conquistou o primeiro título em 1972, após vencer na Itália.

Ainda sobre nossos heróis brasileiros, lá estava também a Lotus 97 T, o mesmo carro com o qual Ayrton Senna venceu sua primeira corrida na F1, no Estoril, em Portugal. Quem teve a honra de pilotar o carro foi Chris Dinnage, que foi mecânico desse mesmo carro quando Senna o pilotava. Chris não escondia a alegria e a satisfação da ocasião. Me disse para imaginar o que se passava na cabeça dele, afinal aos 24 anos era mecânico desse carro, e agora com mais de 50 iria pilota-lo na frente de milhares de pessoas.

Relembrou também Senna, disse que nunca viu um piloto ser mais completo e ter tantos canais ao mesmo tempo. Disse que enquanto Senna pilotava com um olho, deixava o outro para olhar ao redor, verificar os sistemas do carro, além de usar todos os outros sentidos, tudo ao mesmo tempo, e ouvir o motor, o barulho do freio e o público em volta. Falou com saudades e reverência.

Entre tantos carros icônicos e vitoriosos, como os de efeito-solo e outros tantos turbo, como o primeiro Renault RS01 turbo, de 1978, outros muitos carros, no mínimo curiosos, também estavam por lá, como o Lotus Pratt &Whitney 56 B, com motor de helicóptero, com o qual Emerson Fittipaldi fez apenas 1 corrida das 3 que o carro disputou em 1971. O 56 B criado originalmente para a Indy foi levado para a Fórmula 1 por Colin Chapman, por ser bastante rápido – e isso ele realmente era – mas, acontece que os freios não conseguiam segurar tanta potência. Pense bem, o carro não tinha o freio motor, então somente o conjunto de freio a disco deveria tentar segurar o impossível !

Os carros de 6 rodas também estiveram em Goodwood, seja com 4 rodas na frente ou com 4 rodas atrás. Em especial, falei com o piloto de uma March Cosworth 2-4-0, um protótipo desenvolvido pela March no final de 1976. O carro foi comprado por dois amigos, levado para a oficina e lá terminaram de desenvolve-lo especialmente para provas de subida de montanha, como Goodwood. Segundo ele , o carro é ótimo para pilotar, com uma ótima aderência e nas curvas se sente tração por todos os lados.

Enfim, Goodwood é um parque de diversões. Não há Mikeys, Plutos, Donalds e muito menos Patetas, por outro lado Stirling Moss, Alain Prost, Sebastian Vettel, Mark Webber, Lewis Hamilton e Jackie Stewart são presenças garantidas. Brinquedos então … não faltam!

Até a próxima!!