Gratidão

Antes de me deitar, na noite de sábado, fiz o habitual planejamento em tópicos da coluna que pretendia escrever após a corrida em Abu Dhabi, a ser disputada no dia seguinte. Lá havia retrancas como “corrida”, “como essa temporada será lembrada”, a “caça de Hamilton aos números de Schumacher”, a “falta de confrontos diretos entre os melhores pilotos desta geração”, comparações entre 2017 e 1985 através dos desempenhos de Vettel/Alboreto ou Verstappen/Senna, e por fim, “despedida de Massa/fim de uma era”.

O plano era esse, mas ficou pelo caminho. Uma inesperada carga de emoção me fez ficar apenas com o último desses tópicos, e ao longo das quase duas horas no GP embarquei numa viagem pessoal que só ouso dividir aqui por ter certeza de estar entre pares, junto a pessoas que também tiveram a vida afetada em alguma medida por essa marcante história do Brasil na Fórmula 1.

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Direto ao ponto

Vamos direto ao ponto: Não há muito que dizer sobre a conquista de Marc Márquez de mais um título na semana passada em Valência. Apenas ratificou que o espanhol não está aí para fazer figuração. O negócio dele é ganhar e buscar todos os recordes possíveis. Não resta a menor dúvida de que o menino de Cervera é o melhor piloto do momento, uma coisa que os fãs de Valentino Rossi vão ser obrigados a se acostumar.

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O bom, o mau e o feio

O GP do Brasil de 2017 foi uma corrida bastante interessante — como disse o amigo Mário Salustiano, talvez a melhor dos últimos 5 anos (ano passado foi a chuva que protagonizou e bagunçou). Porém,  muito mais do que a prova em si, o GP foi importante pelos seus simbolismos e suas metáforas. E principalmente pelo que aconteceu fora da pista.

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