A escolha de Chapman

Há pouco mais de 48 anos, Colin Chapman, dono da Lotus, elegeu Emerson Fittipaldi para integrar a sua equipe de Fórmula 1. O convite deu-se provavelmente no final de junho e a estreia em 18 de julho, no GP da Inglaterra, quinze – quinze! – meses depois de Emerson ter desembarcado na Europa, vindo de um país que naquela altura era tão relevante para o automobilismo quanto a Samoa é para o futebol hoje.

Por que Chapman escolheu Emerson para fazer parte da equipe-referência da época, a mais rica e inovadora e líder do Mundial, caminhando para seu quarto título, a casa de Stirling Moss, Jim Clark, Graham Hill e Jochen Rindt? Continue reading

Pecunia non olet! – final

Outras equipes além da Ferrari também se beneficiaram – e beneficiam – de seu envolvimento no terreno militar.

Assim temos a McLaren, cuja colaboração com a BAE Systems lhe rendeu muitos bons resultados. A BAE é uma das maiores empresas no ramo da alta tecnologia militar, com cerca de cem mil empregados em vários países. Em 1996, McLaren e BAE chegam a um acordo de patrocínio e colaboração mediante o qual a McLaren receberia a assistência da BAE em programas CFD (dinâmica de fluidos computacional), para o desenvolvimento da aerodinâmica de seus carros em túnel de vento.

Por sua parte, a McLaren se ocuparia de ajudar no desenvolvimento e provas de novos programas e sistemas para a BAE, que se beneficiava da versatilidade dos engenheiros da McLaren e dos testes que a equipe levaria a cabo de seus novos sistemas nas duras e exigentes condições da competição.

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