Os gênios da Nascar, parte 2

Confira o primeiro capítulo desta história clicando aqui.

Olá, amigos!

Sejam bem-vindos a mais uma coluna sobre os gênios da NASCAR. Agora em sua segunda parte, trazendo outros grandes nomes da história do automobilismo em uma comparação direta entre os gênios da América do Norte e da “Europa” . Sem enrolação, direto ao assunto!

Ambos começaram suas carreiras nas principais divisões do automobilismo ainda muito jovens e, em pouco tempo, apresentaram resultados que impressionaram outros pilotos e fãs ao redor do mundo. O representante da F1 levou um pouquinho mais de tempo pra vencer, também por ter iniciado sua carreira em uma equipe pequena (Austrália, 2001), de grande história, mas com resultados modestos para o momento. A diferença para o prodígio da NASCAR é que este começou sua carreira na divisão principal em uma grande equipe (Atlanta, 1992), que já andava na frente e vencia corridas. Conseguiu adivinhar quem são os jovens talentos?

A primeira vitória do garoto da NASCAR veio com apenas 23 anos, numa época em que a maioria dos pilotos eram bem mais velhos. Dale Earnhardt inclusive brincou, antes do início da temporada, dizendo que se o jovem piloto ganhasse uma corrida ele teria que comemorar bebendo leite. E foi isso que ele fez, em uma premiação no fim do ano.

Enquanto isso, no velho continente, o representante da Formula 1 venceu sua primeira corrida com os mesmos 23 anos, ainda que quase uma década depois do piloto da NASCAR. Agora está fácil, hein!?

Exatamente, são eles: Fernando Alonso e Jeff Gordon. Ambos tiveram sucesso muito rápido, venceram corridas e títulos muito jovens, e, com estilo arrojado, desbancaram os velhos dinossauros que coletavam vitórias sem deixar espaço para os demais.

httpv://youtu.be/bKg5uIDndG8
(A felicidade espontânea da primeira vitória de Alonso)

httpv://youtu.be/RS5Gp8fHo8Q
(O choro e emoção da primeira de muitas vitórias)

A história foi um pouco mais generosa com Gordon que até sua aposentadoria venceu 93 corridas e levou 4 títulos. Enquanto isso, Alonso ainda está no páreo, mas estacionou nos 2 títulos – o último em 2006 – e nas 32 vitórias.

Dois grandes pilotos que permaneceram com alma dos jovens vitoriosos.

Não só de ídolos com vitórias precoces vive o automobilismo. Nessa segunda parte da saga dos gênios da NASCAR não é permitido deixar de fora os líderes das estatísticas, os donos dos números mais grandiosos. E com essa introdução, entrego, de “lambuja”, quem são os próximos e ultravencedores pilotos.

Existem aqueles fãs que os consideram os melhores em todos os tempos, cada um na sua categoria. Porém, existem outros que acham que esses dois pilotos tiveram tudo a seu favor, seja na estrutura ao redor, adversários inferiores ou muitos anos nas pistas.

O fato é que ninguém jamais igualou os feitos de ambos. Talvez ninguém consiga e só a história vai nos dizer.

Ambos venceram 7 títulos, um ganhou nada mais nada menos do que 200 corridas, e o outro pulverizou todos os recordes da categoria principal do automobilismo.

Michael Schumacher, o mítico piloto que chegou à F1 ainda nos bons tempos de ouro, desafiou os grandes nomes da época com muita velocidade e técnica, além de uma dose de ousadia. É o recordista de vitórias (91), pole-positions (68), voltas mais rápidas (77), hat-tricks (22), pódios (155), largadas na primeira fila (116), corridas finalizadas nos pontos (221), corridas lideradas (142) e, ufa, voltas lideradas (5111)! Muitos previram grandes duelos entre o alemão e Senna, mas, infelizmente, foram poucos os anos em que dividiram as pistas.

Richard Petty, chamado de O Rei, é o maior vencedor da categoria, correu por 35 (!) anos na categoria principal (1184 corridas), ganhando corridas de 1960 até 1984, disputou campeonatos contra grandes nomes como Cale Yarborough, Ned Jarret, Bobby Allison, A.J. Foyt, Darrell Waltrip, Dale Earnhardt e muitos outros. É impossível ignorar o fato que, mesmo correndo contra grande pilotos, Petty venceu 200 corridas. Pra se ter uma ideia desse feito, o segundo maior vencedor tem “apenas” 105 vitórias. Sim, quase o dobro. Além disso, é o piloto que mais liderou voltas (51406), possui maior quantidade de Top-10 (712) e Top-5 (555).

httpv://youtu.be/9cAsouky1Nc
(A última vitória de Schumacher, ainda em seu auge)

httpv://youtu.be/ExUeGHmWxzo
(A vitória 200)

Após se aposentar, Richard Petty cuidou do seu próprio time, mas sem o mesmo brilho de seus dias de vencedor dentro das pistas. A história de Schumacher ainda está bem fresca na nossa memória, com o retorno às pistas sem grandes resultados e o acidente que o deixou na difícil condição atual, sem grandes esperanças de recuperação plena.

Grandes pilotos que deixaram saudade para os fãs de automobilismo.

Correndo no tempo e chegando aos tempos atuais, o campeonato de 2016 da NASCAR começou de forma eletrizante. O novo regulamento, que traz um pacote aerodinâmico com carros mais “nervosos”, está se provando um sucesso. Muitas disputas estão acontecendo e as chegadas estão sensacionais. Para se ter uma ideia, já tivemos duas corridas decididas no “photochart”. Incrível!

Chase Elliot, o novato que substitui Jeff Gordon no comando do carro número 24, está mostrando que faz jus à história de seu antecessor, iniciando o campeonato com uma pole position em sua primeira Daytona 500. O jovem piloto está sempre andando entre os 10 primeiros, algo que seu experiente companheiro de equipe Kasey Kahne não consegue faz um bom tempo.

O hexacampeão Jimmie Johnson vem forte atrás do seu sétimo título, tendo vencido duas corridas e ultrapassando as 76 vitórias de Dale Earnhardt. Agora, o piloto do carro 48 se tornou o sétimo maior vencedor da categoria.

Kevin Harvick também se mostrou bem forte nesse início de ano, assim como os carros da equipe de Joe Gibbs, com Denny Hamlin levando a grandiosa Daytona 500 e seus companheiros (o atual campeão Kyle Bush, Carl Edwards e Matt Kenseth) andando sempre entre os primeiros.

O campeonato promete ser muito disputado, com vários carros e pilotos com chances de figurar no Chase. Aguardamos ainda o retorno de Tony Stewart, que fará sua temporada derradeira, mas está afastado por ter se machucado em um acidente pré-temporada.

Gostou das comparações da coluna? Tem opinião diferente? Deixe seu comentário e vamos debater nossas opiniões sobre nosso tão amado esporte. Enquanto isso, temos ótimas corridas pra assistir e a chance de testemunhar a história sendo escrita, sempre com muita emoção.

Grande abraço e até a próxima!
Rafael Mansano

6 thoughts on “Os gênios da Nascar, parte 2

  1. Rafael

    Muito interessante seu texto!

    Vejam como são as coisas, quando um piloto tem a estrela de um grande campeão.

    O The King foi conquistar sua vitória de número 200 logo em Daytona.

    Incrível!

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-Pr

    1. Olá Mauro!

      O “The King” foi um piloto realmente espetacular, não apenas pelo seu inacreditável recorde de 200 vitórias, mas também pelo longuíssimo período em que permaneceu em atividade (o Richard Petty disputou a temporada completa da Sprint Cup de 1959 até 1992, quando “pendurou o capacete” de vez aos 55 anos (!), sendo ainda um piloto bastante competitivo).

      É importante salientar, também, que ele conquistou a última vitória da carreira na edição de 1984 da Firecracker 400 (a prova de Daytona do segundo semestre), e não na Daytona 500 daquele ano.

      Um forte abraço a todos do GPTotal !!!

      Marcelo C.Souza

  2. Rafael,

    as 200 vitorias do Richard Petty são realmente um número impressionante. Creio que somente na Nascar isso seja possível de acontecer …

    Fernando Marques
    Niterói RJ

    1. Olá Fernando e amigos do GPTotal!

      Este recorde de vitórias do “The King” (Richard Petty) na Sprint Cup (a divisão principal da NASCAR) é realmente impressionante e digo mais, esta marca fantástica com certeza permanecerá imbatível para sempre porque atualmente o calendário da “era moderna” da categoria foi reduzido para “apenas” 36 provas no máximo (isto, é claro, sem incluir as provas extra oficiais que não contam pontos para o campeonato).

      Lembrem-se de que até a temporada de 1973 ( se não me engano) o calendário chegava a ter até mais de 50 corridas oficiais, o que ajudou o Richard Petty a atingir este número inacreditável de vitórias. Digo e repito, um recorde inalcançável nos dias de hoje!

      Um forte abraço !!!!!

      Marcelo C.Souza
      Amargosa-BA

      1. Olá, Fernando e Marcelo.

        Realmente são números impressionantes. O maior campeonato de todos foi a temporada de 1964. Foram 62 corridas, mas o campeonato começava em 1963 e terminou em 64 (mais ou menos como a NFL).

        1973 e 1985 foram os menores campeonatos (tirando as duas temporadas iniciais), com “somente” 28 corridas!

        Abraços.
        Rafael Mansano

        1. Rafael e Marcelo,

          creio que um piloto como o The King ter 200 vitorias somente numa categoria é um caso único no automobilismo mundial.

          Fernando Marques

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