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Mais um fim de semana dos sonhos…

Novamente estamos no fim de semana mais incrível do automobilismo mundial. Temos Mônaco. Temos Indy 500. Temos Coca-Cola 600 da Nascar em Charlote. É um final de semana para os amantes da arte automobilística.

No asfalto da Formula 1, uma nova etapa para escrever mais um capítulo do grande campeonato de 2018. As Mercedes mostraram toda sua força em Barcelona e agora encontram uma pista que não bate com as características históricas do seu carro.

Monaco mostrará um ano diferente para a Mercedes ou um novo balanço nas forças do campeonato.

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Os carros da Formula 1 chegam ao mais espetacular desafio do calendário. É uma corrida contra o relógio num pista estreitíssima. Teremos um grande salto de performance pela inclusão dos Hipersofts da Pirelli que tornará, principalmente, a classificação mais espetacular do que nunca.

Para a corrida, as baixas velocidades e a baixa abrasividade da pista, somadas ao alto nível de downforce que impede os carros de escorregarem nas curvas, vão permitir um corrida de única parada mesmo para quem largar com hypersofts. Esse pneu, em Barcelona, nos testes pós-corrida, conseguiram andar stints de 30 voltas sem sustos. Portanto, é um pneu rápido e que se degrada menos do que o previsto na sua fabricação.

Na estratégia, não dará para ganhar. Para quem não largar na pole, a vitória vai ter q vir na pista. E na raça.

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A corrida tem tudo para ser um tumulto graças a Max Verstappen. O holandês fez mais uma besteira imensa no terceiro treino livre e não vai se classificar pra corrida. Larga em último.

Espera-se uma corrida histórica dele. Pela recuperação ou por algum erro para sua coleção. Max, é a aposta para as equipes garantirem um desenho de estratégia com ao menos um Safety Car

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1988, Mônaco, uma volta de classificação histórica. Senna levou seu McLaren Honda à volta perfeita. Nada mais, nada menos, do que 1.427 segundos de vantagem para seu companheiro de equipe que desfrutava de um mesmo equipamento.

Um assombro. E esse assombro não tem nenhum registro em video. Exato, a própria Mclaren não tem imagens do que foi essa volta.

30 anos atrás, uma lembrança que só temos pela planilha de tempos e as palavras do Campeão. 1’23.998 foram necessário para percorrer o traçado do principado. Com a diferença que abriu pra Prost, seria possível, em 2017, colocar até o 9º colocado. Isso mesmo, se fosse em 2017, Prost largaria em 10º.

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Para as equipes que correm contra a Mercedes hoje, Monaco é a grande pista para se colecionar pontos. Os prateados são otimizados para circuitos tradicionais. A pista de rua, travada, não proporciona uma chance de bom desempenho pro time. O ponto aqui será minimizar danos. Um pódio, já seria incrivel.

Logicamente, os demais times não podem fazer o que fizeram, por exemplo, em Cingapura 2017. Qualquer atitude precipitada pode ser fatal e um enorme desperdício para as pretensões ao campeonato.

Aqui a briga será acirrada entre Red Bull e Ferrari. São dois carros muito equilibrados para essa situação. Os azuis tem leve vantagem e uma dupla de pilotos que hoje parece estar em melhor momento. O problema continua sendo os erros constantes de Max. E esse problema não parece ter solução rápida.

Na Ferrari, o clima é confiança para mostrar serviço. O time sofreu duro golpe na prova da Espanha, a prova de Mônaco é a grande chance de se mostrar vivo no campeonato. O carro vermelho é o melhor dos últimos anos e tem mantido uma grande curva de desenvolvimento. Nos bastidores, Raikkonen precisa de alguma motivação e não servir somente de escudeiro de Vettel.

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Seria legal se fosse verdade a Mclaren ter o seu autoproclamado melhor chassi do grid. Imagina?

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No pelotão do meio, nossa tradicional salada. Esperasse muito da Hass e da Toro Rosso nessa pista. A Hass para provar a consistência de um carro bastante eficiente, o elo mais forte de um time que não está tão forte assim. Erros operacionais e erros de pilotos, seguidamente, não tem mostrado na tabela o potencial do time. Pela STR, serápossível saber quanto é a culpa da Honda no desempenho do time esse ano. Há mesmo uma grande defasagem de motor ou é só um conjunto mediano como um todo?

Para a Force India, McLaren e Renault, a mesma briga de sempre pelas baixas posições nos pontos. Possivelmente um carro de cada equipe deve estar entre os 10 primeiros. A Renault e McLaren continuam na sua briguinha particular pelo melhor desempenho entre os detentores do motor francês (a Red Bull já provou que está na liga de cima). É uma briga interessante no campeonato, e talvez de uma boa amostra do que se esperar desses times em 2019 já que 2018 é uma fase de consolidação das duas equipes.

No fundão, nada a esperar da Williams. Absolutamente nada. O carro é uma desgraça mesmo e seus pilotos não sabem o que fazer com ele. Na Sauber, uma atração: Leclerc correndo em casa. Grande atração da temporada, aparece fazendo o esperado: bater o medíocre piloto-milionário Ericsson.

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Um campeonato com cores prateadas sendo definidas mais uma vez. Monaco é uma chance incrível para barrar o momento crescente da Mercedes e tirar pontos do time alemão.

A corrida só pode ter surpresas por conta de safetycars, de resto, quem largar à frente deve conduzir o carro para vitória. Mas não esqueçam, tem mais 5 ou 6 horas de corrida depois da F1. ( ;

Em quem vocês apostam?

Abraços, Flaviz Guerra – @flaviz

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