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Hi five!

Não tivemos somente um fim-de-semana de corrida. Tivemos um fim-de-semana de novo pentacampeão do mundo! Lewis Hamilton levantou o título em uma corrida morna, mas histórica!

Finalmente, 2018 nos entrega os 3 pentacampeões prometidos. Hamilton junta-se a Marquez e Dixon. Como João Vianna disse semana passada, uma época gloriosa onde podemos ter, no mesmo fim de semana, três monstros sagrados de suas categorias desfilando suas habilidades.

É uma época incrível no esporte. Vamos aproveitar e celebrar o novo pentacampeão do mundo.

Os finais de semana que possuem chance de consagração de um novo campeão são sempre especiais. Esse não poderia ser nada menos que isso, além do fato de chegarmos ao momento de conhecer um novo campeão, é o dia do desempate entre duas lendas dessa geração. O desempate geracional, torna Hamilton o novo pentacampeão, agora empatado com a lenda Juan Manuel Fangio.

É um feito histórico que habilita Hamilton a buscar os números impressionantes de Schumacher que ainda lhe faltam. Os dois se consagraram campeões pela quinta vez com a mesma idade, um claro indicativo de que ainda existe espaço para o inglês alcançar o alemão.

Um número é certo que não será mais alcançado esse ano: vitórias na mesma temporada. Schumacher e Vettel conseguiram vencer 13 em uma mesmo ano. Com 9 vitórias, não dá mais pra Hamilton.

A construção do título começou na classificação de sábado. A luta de Hamilton contra os Red Bull era prevista e difícil. Hamilton mostrou mais uma vez porque é o campeão do ano: se colocou na melhor posição que seu carro permitia. Sem erros, preciso e arrojado, garantiu a terceira posição. Bottas, veio ainda mais atrás, em quinto. Ficava claro que seria uma corrida de marcação, sem correr riscos, evitando as confusões da largada para levar o carro até o fim. A boa notícia era a presença de uma Red Bull forte, isso deixaria as chances de Vettel vencer ainda mais difíceis.

Frase do dia:
Vocês continuam me mantendo no pneu errado. Como eu perco 1 segundo por volta?

Lewis estava realmente chateado de não brigar pela ponta. Coisas de um campeão, vitória sempre!

Com uma excelente largada, Hamilton se colocou, novamente, numa posição que o carro não permitia. As dúvidas sobre a capacidade da Mercedes em dominar a corrida foram esclarecidas logo no começo. Um carro que não se adaptou a pista em nenhum dos treinos mostrou suas deficiências. Verstappen não deixou barato e completou a primeira curva na ponta, seguido por Hamilton e Ricciardo. Na primeira volta, Verstappen, Hamilton, Ricciardo, Vettel e Bottas completaram os cinco primeiros.

Em dez voltas todos os pilotos começaram a se preocupar com os pneus. Menos a turminha da Red Bull. O carro com excelente equilíbrio, não permitia o popular “macarrãozinho” que atacava os demais. Volta 11 e todo mundo pro box. Estava decretada a falência da estratégia da Mercedes, seriam duas paradas e com pneus que não casavam com a pista.

Já na volta 28, das 71 previstas, a Red Bull sacramentava o fim da corrida: Max, diminua o ritmo, todos os pilotos atrás estão sofrendo com os pneus. Com essa mensagem de rádio, todos (torcedores e equipes) já sabiam que a vitória ficaria com um dos pilotos da Red Bull.

A corrida se desenvolvia para um cenário de duas paradas, com carros espalhados na pista e sem muitas disputas pelas posições principais. Menos para o pole-position. Ricciardo queria manter seu carro na pista até o fim. Faltava segurar Vettel e a luta seria dura. Infelizmente, faltando só 10 voltinhas, chegou a certeza que o piloto vitorioso pela Red Bull seria Max, já que a sorte de Ricciardo deixou ele novamente. Mais um abandono, o 8º da temporada. O piloto mais azarado do mundo.

Ricciardo está no famoso “mato sem cachorro”. Uma sequência incrível de abandonos e punições por falhas da unidade de potência e o piloto não pode nem dar uma reclamadinha mais enfática. Pega mal reclamar de quem pagará seu salário nos próximos anos.

O abandono de Ricciardo decretou o fim das emoções da corrida. Hamilton queria só chegar ao fim e ainda contava com seu fiel escudeiro atrás. Em uma prova atípica, também vimos a Mercedes de Bottas tomar uma volta. Os demais, duas voltas!

Quem diria, no começo do ano, que veríamos uma Mercedes tomar uma volta do líder em condições normais de temperatura e pressão? Não teve chuva, padre invadindo a pista, Safety Car misterioso, não teve nada, nada, nada de anormal. Na pista mesmo, Bottas trouxe essa “surpresa” pro campeonato.

Na Espanha, tivemos alguns carros tomando duas voltas. A Haas de Grosjean se juntou a Williams de Siroktin (na mesma Espanha), e agora são os dois únicos pilotos da temporada a serem ultrapassados pelos líderes por 3 vezes na mesma corrida.

Bottas, com uma Mercedes, tomou uma volta de uma Red Bull com motor Renault. Ocon não tem carro para o ano que vem. Significa? Significa! Significa que há um erro de gestão glorioso na Mercedes.

Na ponta do lápis, está custando uma luta difícil no campeonato de construtores. São 131 pontos a menos pro Bottas em relação ao pentacampeão e um tímido quarto lugar na tabela de pilotos.

É muito pouco para um piloto da Mercedes. Os dois deveriam estar brigando pelo título e o campeonato de construtores já deveria estar definido.

Olhando para trás no campeonato, após essa prova do México, fica claro que Vettel e a Ferrari jogaram fora a melhor chance em anos para uma disputa épica do campeonato mundial. O carro vermelho foi melhor em diversas oportunidades e em algumas pistas, como ficou provado hoje, a luta envolvia 3 equipes. Vettel e a Ferrari terão muita roupa suja pra lavar no próximo inverno europeu.

A prova do México também mostrou que a pista apresenta mais desafios do que o esperado. A Haas conseguiu ficar atrás das duas Williams! O chefe do time andou reclamando essa semana que na F1 tudo é muito previsível, você sempre sabe onde vai começar e acabar a corrida. Parece que ele estava bem errado!

Outra supresa – negativa – foi Hartley. Na luta por uma vaguinha no time, tomou outra surra com o companheiro marcando pontos. É uma pena, mas sua metralhadora verbal já indica que está mesmo sem lugar para 2019.

Mais uma prova morna, abaixo da média desse campeonato. Impossível se prender por esse evento isolado, o campeonato de 2018 é surpreendente e coroa o melhor piloto da atualidade. Hamilton é um campeão incontestável.

Ainda não sabemos se terá espaço para ser o maior da história, mas passo a passo ele vai construindo uma história belíssima e recheada de recordes.

Longa carreira ao pentacampeão do mundo!

One thought on “Hi five!

  1. Flavis,

    vou torcer para Hamilton bater os recordes do Schumacher que ainda não foram batidos. Afinal os recordes existem para isso mesmo ou serem batidos. E como vc disse há espaço e tempo para isso.
    A forma como Hamilton pilotou este ano fez dele um piloto quase imbatível. Ele sobrou literalmente no grid. Para mim foi a sua melhor temporada na Formula 1. Enfim ele está maduro e experiente.
    Vettel pode chegar ao penta? Também creio que sim, mas 2018 está registrando o pior de Vettel em termos de pilotagem. Isso vai marcar também a carreira dele.
    A temporada de 2018 está legal, mas Vettel no fim decepcionou, pois poderíamos ter uma final mais empolgante.

    Fernando Marques
    Niterói RJ

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