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Eduardo Correa
Jornalista, autor do livro "Fórmula 1, Pela Glória e Pela Pátria", acompanha a categoria desde 1968

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25/07/2012 Alonso não está com esta bola toda

 

O sistema solar se derrete em elogios a Fernando Alonso. Parecem ser merecidos mas prefiro me calar por enquanto. Como Chu En-lai, quero aguardar um pouco mais antes de me juntar ao coro de loas ao espanhol (perguntado sobre o que achava da Revolução Francesa, o ex premier chinês, falecido em 1976, disse achar ser ainda cedo para tecer algum comentário sobre os efeitos dela…).

Não me passa pela cabeça discutir a qualidade dos resultados conquistados por Alonso, principalmente nas últimas provas, mas considerem por um momento que pode não ter sido ele a fazer a diferença e sim a engenharia da Ferrari, modificando e aperfeiçoando um projeto latrinário no berço. Ou ainda: talvez o Ferrari seja apenas um carro razoável frente a uma oposição perdida e incapaz de solidificar uma supremacia brevemente conquistada – caso da Mercedes na China, da RBR no Bahrein e depois em Valência e, vá lá, da McLaren no Canadá.

Por mais que relutemos em admitir, são os carros e, por trás deles, os engenheiros quem fazem a diferença na Fórmula 1 contemporânea. As vitórias na categoria nascem nas pranchetas dos engenheiros, não na pilotagem inspirada de qualquer piloto, não importa quão superior ele possa ser aos adversários. O alcance da ação dos pilotos está subordinado à capacidade dos engenheiros, não o contrário. Pilotos podem até influenciar no estado de espírito das suas equipes – Alonso e Michael Schumacher são craques nisso -, motivá-las e até dirigir os seus esforços nesta ou naquela direção mas nunca fazer com que um carro mal nascido supere uma joia da engenharia. Ah sim: pilotos também podem por a perder o melhor carro de todos os tempos, mas não é este o caso.

E, vamos combinar? A safra 2012 de carros não é nenhum prodígio de engenharia, a não ser que sejam ponderadas as dificuldades em fazê-los rodar com os pneus Pirelli. Deem uma olhada na tabela das melhores voltas dos últimos quatro GPs neste e em dois anos passados. Os tempos até caíram discretamente no Canadá mas subiram vergonhosamente em Valência, Silverstone e Hockenheim. Na pista espanhola, Jenson Button andou em 1m38s766 em 2010 e Nico Rosberg em 1m42s163 neste ano. Em Silverstone, Alonso marcou 1m30s874 em 2010 e Kimi Raikkonen 1m34s884 neste ano. Em Hockenheim, Sebastian Vettel marcou 1m15s824 em 2010 enquanto Schumacher não passou de 1m18s725 no domingo.

Por essas e outras, tenho visto este campeonato não como uma vitória da diversidade, da multiplicidade, do inesperado, etc. e tal, mas sim como uma rara demonstração de incapacidade dos engenheiros em obter e fixar uma supremacia, creio que em grande parte decorrente da loteria pneumática que se estabeleceu na categoria. Para vencer, não é sempre necessário ter em mãos um super carro. Basta que a oposição não o tenha…

É por isso que acho que Alonso não está com esta bola toda.

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Meu raciocínio é uma retratação por uma coluna minha, escrita em 2008 e que pode ser lida aqui. Nela, eu superestimava os talentos da nova geração de pilotos, surgidos a partir de 2006, que se juntavam a outros, não tão jovens mas de potencial já comprovado, num total de dez viventes.

Passados quatro anos da minha coluna vimos, por diferentes motivos, cinco destes pilotos – Robert Kubica, HeikkiKovalainen, Nico, Juan Pablo Montoya e Felipe Massa – mergulharem no vazio ou não serem capazes de escapar dele.  Dois dos pilotos confirmaram as expectativas – Alonso e Sebastian Vettel -, ainda que um observador azedo possa questionar a incapacidade deles em se diferenciar tendo nas mãos um carro apenas “normal”, como o RBR deste ano ou o Ferrari do ano passado. Três dos pilotos, finalmente, seguem numa condição sem dúvida positiva mas muito longe de permitir taxa-los de “fazer a diferença” – Kimi, Mark Webber e Lewis Hamilton.

Fazendo uma autocrítica, creio ter me deixado levar pelo entusiasmo em ver tantos jovens pilotos com potencial juntos na pista e esquecido por um momento a preponderância dos engenheiros. Não me deixem repetir este erro no futuro.

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AutoSprint contou quantas vezes Romain Grosjean logrou escapar da pista durante o GP alemão: doze! Se ele é o futuro da Fórmula 1, vamos nos divertir a valer nos próximos anos.

A revista, naturalmente entusiasmada com o desempenho de Alonso, a quem chamou de Super Homem depois do GP da Alemanha, festeja a evolução do Ferrari depois do Canadá e atribui o bom desempenho do carro ao acerto da posição do escapamento. AutoSprint considera, porém, que a RBR é favorita à vitória na Hungria.

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Injustiça é isso aí, bicho!

Dia desses, passando diante da vitrine da Livraria Cultura, em São Paulo, vi livro do veterano fotógrafo Rainer Schlegelmilch, chamado The Golden Age of Formula 1. Entrei pra dar uma olhada e, por azar, bati direto nas páginas sobre Nelson Piquet.

O primeiro parágrafo do breve texto que apresenta o tricampeão brasileiro é mais ou menos assim, em tradução pedestre da minha própria autoria: “Piquet correspondeu à tradição dos grandes pilotos do Brasil. Mas, acima de tudo e em contraste com Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna, seu sucesso teve raízes, a despeito de flashes de brilho e gênio, na sorte e no seu talento em conhecer as pessoas certas, dirigindo o carro certo no momento certo, e tirando proveito do azar dos outros”.

FDP! “flashes de brilho e gênio”? “Dirigir o carro certo no momento certo”? “Transformar o azar dos outros em sua própria vantagem”?

Quem escreveu o texto não tem a menor noção do que foi a carreira de Piquet. Me aponte quantas vezes a sorte foi preponderante nos resultados dele, além do Canadá 91? Quantas vezes ele teve um carro minimamente superior à oposição, exceção feita a 87, quando teve de roer o osso mais duro da sua carreira, na figura do companheiro de Williams, Nigel Mansell? E como assim sorte? Sorte tem quem ganha um título! Piquet ganhou três, com motores aspirado e turbo, de quatro e seis cilindros. Além disso, foi o principal responsável pelo desenvolvimento dos motores BMW e dos pneus Pirelli, tendo sacrificado no mínimo duas temporadas para tanto. Isso tudo sem contar que, quando deveria ter tido a vida mansa na Lotus Honda, em 88, pegou uma cadeira elétrica que, de tão ruim, dá até pra desconfiar que foi projetada assim de propósito, para ferra-lo e deixar a pista livre pra oposição.

Piquet sempre construiu cada tijolo da sua carreira às custas de grandes sacrifícios e muito trabalho. Ele não precisa desta defesa e nem o livro do alemão vai macular as suas conquistas. Ele sempre fez a diferença no braço e a história da Fórmula 1 sabe disso.

Abraço a todos

Eduardo Correa

  • luis fernando-rio de janeiro

    boa tarde a todos realmente a mídia nacional está inebriada com o alonso,eu também não vejo nada de expecional na mclaren foi pressionado pelo novato lewis hamilton.teve como companheiros fisichella,kovalainen,piquet jr, grosjean e agora o fraquissímo felipe massa.

  • luis fernando-rio de janeiro

    boa tarde a todos realmente a mídia nacional está inebriada com o alonso,eu também não vejo nada de expecional na mclaren foi pressionado pelo novato lewis hamilton.teve como companheiros fisichella,kovalainen,piquet jr, grosjean e agora o fraquissímo felipe massa.

  • Sandro

    Lembro que Prost disse sobre o titulo de Piquet em 1987 que “Piquet teve sorte!”.
    A resposta de Piquet: “Azar dele!” :p

    Em 87 teve quase teve um acidente fatal na Curva Tamburello – dia primeiro de maio. Ele tinha feito o melhor tempo no treino classificatorio de sexta-feira. Na segunda tentativa a Williams-Honda turbo atinge 325 km/h na “Reta Torta”… de repente alguma coisa acontece no carro (suspensão) e bate na parede de concreto. Um tremendo susto. Depois disso Piquet dormia apenas 4 horas por dia. Levou anos para se recuperar daquela pancada.

    Em Monza, Piquet vence com a suspensão ativa. Mansell era incompetente demais para fazer o setup da revolucionaria tecnica da engenharia mecatronica. Na corrida seguinte foi cancelado o projeto e voltou-se a suspensão normal. Piquet tinha ficado quase invencivel frente ao “idiota veloz”!

    Fui! ^-^

    • Allan

      Prost, definitivamente, não sabia perder… Não sou fã do Piquet, mas só cego “dos dois óios” pra achar que ele teve sorte em 1987. Tinha o melhor carro/motor, é verdade, mas a equipe era declarada “contra” ele e Mansell estava já numa grande fase, rápido pra caramba. E ainda teve a Tamburello… Nunca dei risada das gozações de Piquet, mas se Mansell se deixou cair, azar o dele. Prost, por outro lado, se sofria com o período de gestação do MP4/4 (sendo o anterior abandonado desde 1986) aguardando a estréia deste, por outro devia ficar quieto e mostrar que era “professor”, coisa que não fez naquele ano.

  • Fernando Marques

    Eu acho o que mais vale na Formula 1 é conjunto … e nesta temporada Alonso/Ferrari parece ser o melhor … e repito o que eu disse na coluna anterior … a Ferrari no inicio da temporada não era tão ruim quanto se pensava e nem a oposição tão boa tambem …

    Fernando Marques
    Niterói RJ

  • Allan

    Bem, Edu, Piquet teve sorte em pelo menos mais uma vez – desta vez o premiando com o título mundial. Desculpe-me aos fãs e torcedores, mas é quase inadmissível o lider do campeonato largar na pole position e ir perdendo posições durante a corrida sem qualquer explicação, tomando volta do lider e vencedor da prova, que era exatamente seu companheiro de equipe, com o “mesmo” carro! Sem entrar em teorias de conspiração, Reutmann tinha tudo para faturar aquele título, mas a sorte sorriu para Piquet, que ainda corria adoentado, conforme eu li por aí… Conseguindo marcar os pontos necessários tão somente para ultrapassar o argentino.
    Mas teve azar ao não arriscar e parar nos boxes para trocar os pneus na Austrália, 1986. Se furasse o pneu, azar, pois ficou claro que perderia o título de qualquer forma, salvo se Prost quebrasse ou batesse (e precisaria chover para isso, que o Francês era excepcional).
    Isto não tira o fato do Piquet ser gênio nas pistas. Bem, Jack Stewart falou isso em outras palavras, então não sou eu quem vou discordar…

    • Manuel

      Oi Allan, tudo bem ?

      Tenho entendido que Piquet parou na Autralia por indicaçao da equipe, para prevenir algum possível acidente por estouro de pneu, como no caso de Mansell. Porém, segundo os engenheiros, o estilo muito mais refinado de Piquet nao havia causado tanto desgaste aos pneus quanto o estilo mais agressivo de Mansell, e o brasileiro tería podido acabar a prova perfeitamente.

    • Mauro Santana

      Concordo contigo Allan.

      Eu no lugar do Piquet não pararia nos Box na Australia 1986, iria diminuir o ritmo e tentar levar o carro até o final, já que Piquet tinha uma tocada acima da média no quesito “poupar” equipamento, pois perdido por 1, perdido por 10.

      Desde aquele GP, este sempre foi a minha opinião.

      Nesta mesma temporada de 1986, Piquet também seria brindado com um péssimo jogo de pneus na sua primeira troca no GP do Canadá, tendo que voltar para troca novamente algumas voltas mais tarde, sendo visível nas câmeras de TV um friso enorme bem no meio do pneu traseiro esquerdo.

      Mauro Santana
      Curitiba-PR

    • Edu

      Oi Allan

      revendo a temporada de 87, além de duas vitórias do Piquet q podem ser atribuídas à sorte (como citei mais abaixo, na resposta ao Rafael), temos de lembrar tb q ele teve azar – ou falta de sorte, como queira – no México, Espanha, Inglaterra e Bélgica. Nestes quatro GPs, ele poderia ter obtido colocação melhor do q obteve

      Abraços

      Edu

  • ronaldo

    Ainda quero ver alguém contar mais detalhes da história entre Piquet e Lotus em 1988. Li há alguns anos aqui no gepeto, mais queria todas as especulações na mesa. Quando vocês vão nos brindar com os detalhes sórdidos?

    • Edu

      Alguém precisará dar com a língua nos dentes, Ronaldo, trazendo fatos a uma discussão q, por eqto, se apoia em fofoca ou maldade. No meu caso, foi maldade…

      Abraços

      Edu

  • Rafael Macedo de Souza

    Discordo Edu, acho que a pilotagem do Alonso este ano ratifica a citação dele entre os maiores, não o maior, porque isso nunca poderá ser definido realmente.
    Por que não admitir que o campeonato desse ano é muito competitivo? Em que esse campeonato fica devendo aos mais disputados da história? Já sei, faltam Senna, Prost, Fangio, Ascari, Brabham, Lauda, Stewart. Felizmente esses senhores fazem parte da rica história da F-1, que está sendo escrita agora, nesse ano, por Alonso, Vettel, Hamilton, Webber, Button… enfim, os pilotos que compõem o atual grid.
    Temos que lembrar do passado e enaltece-lo sim, mas também é necessário vermos o presente como ele é, e não encara-lo com olhos saudosos, afinal o passado não volta, mas com certeza foi belo e muito digno de admiração.
    Lembro que em 1987, em três vitórias do Piquet ele estava em segundo faltando cinco voltas para acabar a corrida, quando algo acontecia com seus adversários e ele assumia a ponta. Isso diminui o brilho de Piquet na conquista de seu tri-campeonato? Com certeza não. E se acontecesse o mesmo com Alonso, Hamilton ou Raikkonen, quais seriam os comentários: “ganhou na sorte”, “não merecia ser campeão”, enfim, o que quero dizer com isso é que há mas carinho com o passado e muita má vontade com o presente.
    Desculpem-me se me estendi nos comentários.

    • Edu

      Olá Rafael

      Vc lembrou bem: Piquet teve duas vitórias em 87 q podem, de um jeito ou outro, ser atribuídas à sorte, na Alemanha e Hungria. Na primeira, Prost abandonou, não lembro bem em q circunstâncias. Na hungria, foi a famosa porca da roda do Mansell q voo longe. Mas a terceira vitória dele no ano, em Monza, nada teve a ver com sorte, pelo contrário!

      Abraço

      Edu

  • Lucas

    Também achei a crítica um pouco infundada. Qual o sentido de julgar a capacidade de um piloto em se diferenciar tomando como base uma única temporada e esquecer todas as outras? O Alonso fez boas corridas na Minardi de 2001, marcou duas poles, quatro pódios e uma vitória com a Renault de 2003 (ano em que as “três grandes” ainda eram Ferrari, Williams e McLaren), venceu no Japão com a fraca Renault de 2008 arrancou um pódio com o sofrível R29, com a qual seus dois companheiros (Nelsinho e Grosjean) sequer conseguiram pontuar, disputou um campeonato até a última corrida num carro que era só o terceiro melhor de 2010 e é um piloto que “não se destaca em carro normal” só por causa da temporada de 2011, como se todas essas outras nunca tivessem ocorrido? E, francamente, se o que ele fez com o carro que a Ferrari tinha nas quatro primeiras corridas deste ano não é motivo para todos esses elogios, eu sinceramente não sei o que seria. Juntando todo o conjunto da obra (e não simplesmente pegando uma temporada fraca para julgar o todo), Alonso certamente é o maior “tirador de leite de pedra” desde os tempos de Senna/Prost/Piquet. Nesse quesito, nem Schumacher chega perto. E já que você falou no Piquet, que foi campeão num carro que foi só terceiro lugar entre os construtores, embora tal feito ainda não tenha sido replicado, dois pilotos chegaram muito perto disso, com chances matemáticas de serem campeões na última corrida tendo um carro inferior aos de duas outras equipes: um foi Kimi em 2003, e o outro foi justamente o Alonso em 2010. McLaren e Red Bull têm dado seus tropeços esse ano, mas é fato que, em condições normais, são praticamente sempre melhores que a Ferrari (até agora só houve uma corrida em que a Ferrari de fato pareceu ser o carro a ser batido em pista seca – Silverstone, e, ainda assim, só com os pneus duros). Ao que parece, há sim bons motivos para elogiar tanto o espanhol.

  • Cassio

    Olá Edu;

    Entendo sua posição em aguardar antes de fazer elogios exacerbados à pilotagem de Alonso nesta temporada. No entanto, nao podemos deixar de dizer que o espanhol lidera este campeonato também por méritos próprios, e não apenas pela melhora do carro. A temporada de Massa é um dos pontos que apontam nesta direção.

    Na F1, considero que o sucesso de um conjunto carro-piloto se divide em 70% carro e 30% piloto, de forma que sempre existe uma margem na qual o piloto deve trabalhar para levar o carro ao pico de performance. Quando você fala de um piloto “nunca fazer com que um carro mal nascido supere uma jóia da engenharia”, me vem à cabeça o início da temporada de 93 (que o Márcio Madeira lembrou na última coluna). As variações climáticas aproximaram as condições de competitidade entre McLaren e Williams no GP da Europa, mas o desempenho de Senna foi tamanho que as Williams pareciam um carro qualquer do grid.

    Sobre o fato de a oposição de Alonso não ter conseguido confirmar a supremacia por incompetencia das próprias equipes, vejo muita influencia dos pneus Pirelli nesta questão. Mesmo assim, todos correm com este tipo de pneu, e se Alonso conseguiu pontuar de forma constante enquanto os adversários ficam patinando, mais um mérito para o espanhol.

    ///

    Quanto à Piquet, foi sem dúvida um gênio da F1, e tudo que você disse eu assino embaixo. Mas acreditar que o carro foi projetado “torto” de propósito apenas para prejudicá-lo me parece coisa de teoristas da conspiração.

    Abraços

    • Edu

      Também acho q o lance da Lotus-Doucarouge-Senna é teoria da conspiração, Cassio. É o tipo da coisa q nem vendo dá pra acreditar – mas q foi mt estranho, isso foi!

      Abraços

      Edu

  • Manuel

    Salve caro Edu !

    Talvez o Chou En-Lai estava muito ocupado com sua “Própria” revoluçao para comentar outras !

    Em 2010 os pneus eram Bridgestone, o que podería explicar os melhores tempos.

  • Manuel

    Salve caro Edu !

    Tamvez o Chou En-Lai estava muito ocupado com sua “Própria” revoluçao para comentar outras !

    Em 2010 os pneus eram Bridgestone, o que podería explicar os melhores tempos.

  • Eduardo, faz muito tempo que não passo aqui para apreciar as suas belas e inteligentes matérias. A sua visão única, sobre a atual formula 1 e, especialmente, sobre Alonso, nos leva a rever os nossos conceitos sobre formula 1, muitas vezes, até estimulado pela mídia televisiva. Sobre o Piquet, você disse tudo: conheço o Piqeut pessoalmente desde as suas primeiras corridas de fusca patrocinado pelo restaurante Beirute aqui de Brasília e até hoje mantemos contatos e tenho o privilégio de ouvir muitas histórias que ele conta para a gente em encontros de ex pilotos aqui em Brasília. Hoje mesmo, deveremos nos encontrar. Em relação ao seu campeonato de 83 com motor BMW turbo, ele mesmo me falou: “os motores BMW 4 cilindros que ele diz que tiravam até 1500 cv nos treinos e que davam apenas para no máximo 3 voltas,estes melhores motores eles achavam nos ferros velhos lá na alemanha. Não sei a explicação disto, mas eram os motores que mais resistiam”, falou o tricampeão de quem sou fã incondicional. Abs. Jovino/Brasilia

  • Mauro Santana

    Grande Edu!

    É fato na história da F1 que o carro sempre fez e sempre fará a diferença, exemplo é o de Button, que podemos dividir a sua carreira antes Brawn GP e após Brawn GP.

    São raros os momentos na F1 em que um piloto com um carro inferior conseguiu momentos de brilho.

    E nem esquente com o que este fotógrafo veterano Rainer Schlegelmilch escreveu a respeito do grande Piquet, ele deve ser vesgo e provavelmente sua memória já esta em curto.

    rsrs

    O que Piquet fez na F1, esta cravado numa rocha, e nunca será apagado ou esquecido!

    Grande abraço!!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

  • DANIEL RICCIELY ALVES

    Bom dia Edu.

    A historia do melhor de todos os tempos é sempre controversa e sempre irá do gosto do freguês, mas concordo com você que após 3 vitórias de Alonso esse ano o mundo já o proclama como um dos cinco maiores de todos os tempos e assim vai.
    Oras, todos já estamos cansados de saber que como nunca, esse ano carro e principalmente a charada que são os pneus da Pirelli comandam o quadro de forças da temporada, e como você bem disse, acho válida a hipótese de que equipes e pilotos estão sofrendo demais para impor uma supremacia frente a esta situação.
    Não questiono também a capacidade de Alonso, mas já coroar o espanhol como o melhor da história é exagero, querendo ou não, ele passou de 2007 pra cá, mais perrengues do que alegrias. Em 2007 disputou o título e foi batido, 2008 e 2009 passou sofrendo com a carroça da Renault, se fosse tão bom assim, não teria despontado mais? Em 2010, disputou um titulo estranho até o final e não foi capaz de levar, 2011 mais um fiasco e esse ano lidera uma loteria mais na sorte talvez do que no braço.
    Como falei, gosto é gosto, e essa é minha opnião, ano passado quando tinha um Red Bull de outro planeta como diria Senna, Seb também passou por esse crivo de já ser elevado ao top 5, e esse ano que faz um campeonato mais apagado do que vitorioso, esqueceram do prodigio alemão, não é mesmo? E veja só como isso é de momento, antes de 2009, Button era mais lembrado pela sua fama de playboy do que propriamente sua pilotagem. Ganhou o titulo com 6 corridas no ano se não me falhe a memoria porque sentou num foguete que so tinha verba pra ir até a metade da temporada, depois disso só administrou, foi campeão, e de repente oras, o rapaz passou a ser conhecido como um piloto inteligente, de tocada suave, o que melhor trata os pneus, etc e tal. Então acho que essa euforia a Alonso se deve ao fato dele ter conseguido nessa loteria de 2012, ganhar 3 vezes.

    Parabéns pela coluna.

  • Sérgio Balbino

    Com todo o respeito Edu, mas tú está azedo pra porra. Se realmente os engenheiros são os responsáveis diretos pelo sucesso do Alonso (Claro que sem os engenheiros para dar um carro decente, piloto nenhum faz milagre), o que dizer então do carro do Massa? São engenheiros da Minardi que estão no carro do brasileiro?

    Se fosse o Piquet neste carro, você estaria escrevendo odes ao genialismo (sim, Piquet foi um dos maiores, genio mesmo!) do grande Nelsão!

    Menos azedume, Edu e curta um campeonato bem legal como este de 2012!

    • Edu

      Não estou azedo não, Sérgio, pelo menos desta vez, e estou curtindo o campeonato. De tempos em tempos sempre há um campeonato assim, sem uma força dominante.

      Quanto ao desempenho do Massa, acho que os problemas dele nada têm a ver com os da equipe; estão todos na cabela dele…

      Abraços

      Edu

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