A Órbita de Saturno

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Rápido, decidido, tático, bom de chuva, dedicado e prematuro, Vettel é um daqueles bilhetes premiados que surge a cada órbita de Saturno.

Antes de comentarmos o campeonato, uma breve avaliação da corrida.

Muito se especulou antes dos treinos sobre qual a estratégia que seria adotada por cada equipe. A razão, muito simples, era o elevado grau de desgaste dos pneus macios na pista indiana, especialmente nos carros da Red Bull. Largar com eles (já machucados durante a classificação) poderia significar uma troca prematura, devolvendo o piloto à pista em meio a tráfego pesado. Esperava-se que apenas a Ferrari pudesse arriscar tal estratégia, uma vez que Fernando Alonso completou 14 voltas rápidas com esse tipo de pneu na sexta-feira, apesar das cinco voltas em que sofreu com pesado esfarelamento.

A realidade, no entanto, foi exatamente a oposta. A Red Bull mandou Vettel à pista com pneus macios, mas sem convicção suficiente para repetir a mesma postura em relação a Mark Webber. Alonso, por sua vez, iniciou a prova com pneus duros, e a explicação para a decisão diz muito a respeito do atual momento da categoria: “Só podemos pensar em vitória se adotarmos estratégias diferentes da Red Bull”.

Para o plano de Vettel funcionar, portanto, ele precisava fazer a curva 1 na liderança, e a partir daí atacar ao máximo nas voltas iniciais, buscando abrir vantagem superior ao tempo gasto na troca de pneus sobre o maior número possível de conjuntos. Não foi o que ocorreu. Disposto a não correr riscos com um composto que poderia não suportar as cargas, Vettel limitou-se a duas voltas rápidas antes de rumar aos boxes. Sua vida, ademais, estava ainda mais tranquila pela presença de Felipe Massa na 2ª posição, e pelos problemas enfrentados por Alonso desde a curva 1, quando Webber (também de pneus médios), esparramou à sua frente e encontrou a Lotus de Räikkönen, perdendo tempo na aceleração e se transformando num obstáculo ao avanço da Ferrari. Com o toque resultante, a Ferrari perdeu aderência dianteira, indo depois chocar-se também contra a McLaren de Button, justo num momento de saída de frente. A partir daí, nem mesmo a troca do bico devolveu a já restrita competitividade do cavalinho.

Dia de cão para Alonso, corrida animada para os demais.

Felipe Massa chegou a liderar durante algumas voltas após a parada de Vettel, confirmando a boa relação estabelecida entre o carro vermelho e os pneus macios. Ao fazer sua própria troca o brasileiro retornou à pista 2s atrás do novo tetracampeão, e então suas deficiências vieram à tona.

Com a vantagem da borracha mais nova, Felipe foi incapaz de realizar as ultrapassagens necessárias para garantir o posicionamento que o permitiria andar conforme o próprio ritmo. Em vez disso ficou preso atrás de gente como Gutierrez e Adrian (neste fim de semana mais Sutil do que nunca no trato com os pneus), permitindo que tanto Rosberg quanto Grosjean o superassem no fechar da conta.

Aliás, já passou da hora de dedicar algumas palavras a Romain Grosjean e Nico Hülkenberg.

Um dos poucos pilotos capazes de desafiar Vettel e Hamilton em termos de velocidade pura, Grosjean sempre foi seu próprio sabotador ao volante. Ansioso, selvagem, afoito e inconstante, o ex-bancário construiu uma reputação tão sólida quanto negativa ao longo dos muitos anos que levou para encontrar a serenidade. Nas provas mais recentes, contudo, suas atuações têm sido dignas dos melhores top drivers, com destaque para a excelente corrida em Suzuka. Seja quem for seu companheiro em 2014, a manter essa forma a Lotus não estará desprovida de piloto.

Já em relação ao Hulk, sua consistência sempre chamou a atenção, desde os dias de A1GP e GP2. Tipo do piloto que cresce em corridas e que lida bem com a pressão de conjuntos mais fortes nos retrovisores, ele representa provavelmente a melhor relação custo x benefício do mercado. Especialmente porque é bom demais para os carros que guiou, e não faria grandes exigências pela chance de pilotar um carro de ponta.

Juntamente a nomes como Rosberg, Webber, Ricciardo e Sutil, os dois compõem um segundo time que é certamente um dos mais fortes na história da categoria.

Sebastian Vettel tetracampeão. Quatro títulos mundiais consecutivos e um vice-campeonato em apenas seis temporadas completas; 36 vitórias; 43 poles; 59 pódios; 88 pontuações; 1376 pontos. Tudo isso em apenas 117 largadas.

Diante de um feito dessa grandeza, todo apaixonado pela história do esporte acaba mergulhando em suas próprias avaliações para interpretar a realidade atual e inseri-la de forma apropriada dentro de um contexto histórico. Cada um, a partir dos próprios critérios e valores, irá responder para si mesmo o que significam esses números, e qual a importância do que acabou de ver. Trata-se de algo absolutamente subjetivo, portanto.

Em minha opinião, e venho afirmando a mesma coisa desde as corridas finais de 2007, Sebastian Vettel é o piloto mais brilhante que a Fórmula 1 revelou desde a morte de Ayrton Senna. Se é fato que sua carreira ainda não o colocou diante de vários desafios que certamente virão, e que por isso mesmo ele ainda tem importantes lições a aprender, é igualmente possível argumentar que ele representa o maior potencial dentre os pilotos do grid.

Rápido, decidido, tático, bom de chuva, dedicado e prematuro, Vettel é um daqueles bilhetes premiados que surge a cada órbita de Saturno. É verdade sim que a evolução do esporte a motor favoreceu a concentração de números, gerando distorções estatísticas que não fazem justiça aos ases dos primórdios (e valorizam ainda mais os feitos de Fangio). Do mesmo modo, é fato que Vettel tem alinhado o melhor carro do grid – com raríssimas exceções, desde o GP da Inglaterra de 2009. Nenhum problema nisso, ele mesmo foi o primeiro a reconhecer hoje, diante dos olhos do mundo, o papel da equipe e do carro em seu sucesso.

Nenhum desses atenuantes, no entanto, diminui a competência de um piloto que dificilmente poderia ter feito mais do que fez. E que, nas poucas chances que teve, mostrou ser capaz de competir (e vencer) também com equipamento inferior, como na China em 2009, e acima de tudo Monza em 2008. Não que a Toro Rosso de 2008 fosse ruim como se costuma dizer, longe disso. A equipe, afinal, ainda funcionava como uma extensão da Red Bull, e teve mais tempo para refinar o projeto do que a equipe principal. Mas, ainda assim, aquele não era um carro vencedor, e não podia, de forma alguma, render o que rendeu naquele e em muitos outros dias (Interlagos 2008 foi outra apresentação de gala).

A rigor a gente quase se esquece que Vettel tem apenas 26 anos, e pelo menos uma década de corridas pela frente. Mesmo após esses quatro títulos eu continuo olhando para ele como um garoto de imenso potencial, que ainda está em evolução. Não tenho pressa em posicioná-lo numa lista dos melhores, por mais que saiba que ele está lá, em algum lugar. Sabemos que seu auge ainda vem por aí, e que grandes disputas e grandes corridas ainda hão de enriquecer sua biografia e seu legado.

Por ora o que me satisfaz mais é ter a certeza de que ele é um representante extremamente digno do seletíssimo clube dos tetracampeões mundiais, e nós somos muito sortudos de vê-lo correndo contra gente da qualidade de Fernando Alonso e cia. Ano que vem, com nova fórmula, um novo capítulo dessa história começa a ser escrito, e certamente sua carreira há de ganhar em profundidade.

Com a corrida na Índia praticamente descartada para 2014, Sebastian Vettel tem tudo para acumular uma estatística bastante curiosa: ele terá sido o único piloto a vencer nessa pista, num universo de três possibilidades. Casos semelhantes ocorreram com Emerson Fittipaldi em Nivelles (1972 e 1974) e com Michael Schumacher em Aida (1994 e 1995), numa amostragem de duas corridas. A exemplo de Vettel, os dois foram campeões nos respectivos anos.

Apesar de ter sido decidido na Índia, este campeonato acabou, de fato, nas curvas de Silverstone, impiedosas demais para os frágeis pilares redondos da competitividade das primeiras provas. Qualquer chance de um campeão mundial diferente dos últimos anos explodiu junto com os compostos de Lewis Hamilton, Felipe Massa, Sergio Pérez e Jean-Éric Vergne.

Já faz tempo, mas todos devem recordar o discurso reclamão da Red Bull afirmando que seu carro poderia ser mais de 2s por volta mais rápido, se não estivesse correndo sob a limitação da borracha. Pois é, depois de Silverstone essa realidade veio à tona, e as reclamações cessaram.

Menos mal. Se fizeram o melhor carro, e Vettel tirou proveito disso, então o título ficou onde merecia ficar.

Após a vitória consagradora, Vettel protagonizou o momento de maior proximidade entre um campeão e sua torcida em muitos, muitos anos. Quando parou o carro na reta e desenhou suas rosquinhas, quando subiu no carro e trocou energia com a torcida, quando fez reverência à sua garota vencedora e jogou as luvas ao público, Vettel fez aquilo que todo fã que se dispõe a pagar uma fortuna para ir à pista, ou a acordar 6:30 da manhã para ver uma corrida, sonha e espera. Ele foi humano, caramba.

As pessoas deliraram na arquibancada, e a energia do momento fluiu pelos satélites. E então, horas depois, a gente fica sabendo que sim, esses frígidos da organização tiveram a pequenez de o repreender e multar a equipe em 25 mil euros por ter quebrado o protocolo de retorno ao parque fechado.

É preciso fazer um grande esforço para evitar xingamentos ao abordar o assunto. Entendo perfeitamente que o regulamento seja claro a esse respeito, com a mesma clareza com que identifico a boçalidade da regra. Ora, é preciso cumprir horários? Sim, claro. Mas e quando chove, e quando há safety car? A corrida não ganha alguns minutos? Que mal terá feito á imagem da F1 ou às audiências mundo afora o espetáculo de Vettel e sua máquina em sintonia com o público, curtindo o momento mais importante de sua vida até aqui?

O grande problema em relação ao assunto, é que foi justamente sob a bandeira da criação de emoções (uma situação absurda em si mesma) que nós vimos os maiores crimes contra o esporte serem cometidos em anos recentes. Não preciso elaborar a lista, até porque seria longa demais. Mas o mínimo que podemos esperar é que, diante de uma emoção legítima, essa máfia tenha a decência de ser coerente e respeitar a grandeza do momento.

Lamentável.

Apenas para não passar em branco, Robert Kubica conquistou nesse domingo o título do WRC2 com mais uma vitória esmagadora. O polonês segue agora para a divisão principal, com olhos também para o WTCC e sonhando com um retorno à F1 no futuro. O talento, ao menos, continua intacto.

Na MotoGP Jorge Lorenzo conseguiu (mais) uma vitória de 1ª grandeza em Motegi, e levou a decisão do mundial para a última etapa, em Valência. Nossa página no facebook contém a análise da prova, além de muitas outras informações para quem ama esse esporte.

Forte abraço, e uma ótima semana a todos.

Márcio Madeira
Márcio Madeira
Jornalista e Engenheiro mecânico, nasceu no exato momento em que Nelson Piquet entrava pela primeira vez em um F-1. Sempre foi um apaixonado por carros e corridas.

9 Comentários

  1. Lucas dos Santos disse:

    Somente hoje pude ver como foi o Rally da Espanha no WRC.

    Impressionante como os pilotos da VW Motorsport não se dão bem com o asfalto. Sempre acabam cometendo algum erro ou tendo problemas ali. Já com Daniel Sordo, da Citroën, é o contrário: o cara manda muito bem no asfalto, mas tem um desempenho bastante fraco no cascalho, que é onde ocorre a maioria das provas. Foi uma pena o espanhol ter abandonado em sua prova em casa. Ele estava recebendo um enorme apoio da torcida.

    Mas, nesse fim de semana, todos os olhos estava voltados para o WRC2. Kubica se mostrou um excelente piloto. Não estava acostumado a correr no cascalho, mas se adaptou; passou por problemas nas primeiras provas, quando o câmbio borboleta – exceção aberta exclusivamente para o piloto devido a suas limitações físicas – falhou e ele se obrigou a usar o câmbio de alavanca; protagonizou os acidentes que são marca registrada dele, mas amadureceu muito rápido.

    Estou ansioso para vê-lo pilotando o Citroën da categoria principal no próximo rally. Tenho certeza que ele vai mandar bem por lá. E espero que ele consiga uma vaga para o ano que vem, pois já está claro que o lugar dele é na categoria principal e não na de suporte. Se der certo, Sebatien Ogier pode ter um concorrente à altura e Mikko Hirvonen não vai ter tranquilidade se o polonês for o seu novo companheiro de equipe.

  2. Fernando Marques disse:

    Salve o Rei Sebastian Vettel!!!!
    Durante o televisionamento do GP da India, GB e Reginaldo Leme indagaram sobre a possibilidade do Vettel superar alguns recordes hoje em mãos do Schumacher como o de ser 7 vezes campeão mundial e de ter suas mais que 90 vitorias. O RL acredita que o Vettel deverá ao menos igualar os 7 titulos do Queixudo mas não crê que o numero de vitorias seja superado, face ao dominio da Ferrari naqueles tempos.
    Vettel está na sua 7ª temporada e o Schumacher disputou 19. Como a longetividade na Formula 1 é um caso consumado, é bem possivel que o Vettel possa cumprir 19 temporadas também. Hoje ele tem 36 vitorias. Considerando as 12 temporadas ainda a cumprir, mantendo uma media de 5 a 6 vitorias por temporada, , eu discordo do RL e acho algo bem possivel dele conseguir tendo ele uma RBR em suas mãos.
    O que muito me chamou a atenção neste GP da India foi o deprimente desempenho da Ferrari do ALonso. Para quem era o unico que podia sonhar com alguma coisa, ver a Ferrari sem nenhum poder de reação foi uma coisa decepcionante. Tudo bem que corridas são corridas e muita coisa pode acontecer, como aconteceu com Alonso na largada onde o incidente com Webber acabou com sua estrategia. Mas vendo o desempenho dele no restante da corrida … sei lá … penso que não haveria estrategia que desse jeito …
    O Massa até que foi bem. Me intriga por que ele nunca consegue ganhar alguma vantagem nos pit stops. Ele sempre perde …
    Fico imaginando como estava o clima nos boxes da Lotus após a corrida …

    Fernando MArques
    Niterói RJ

    • Mário Salustiano disse:

      Fernando,

      concordo com tuas colocações, existe uma possibilidade muito forte de Vettel chegar em número inimagináveis, talvez o único fator que possa pará-lo seja: o próprio Vettel, vai que de repente ele corre mais uns 4 ou 5 anos competitivos e cansa de vencer e para de correr.
      Sobre a corrida de ontem, vocês todos já fizeram ótimos comentários, não vou chover no molhado, agora palpite sobre a corrida do Alonso é que ele cansou no começo, não cansaço físico mas mental, para mim ele teve um momento humano e jogou a toalha quando se viu na vigésima posição, se foi isso não o critico afinal vez ou outra mostrar que ele também faz parte desse mundo não faz mal para mim, e sobre mostrar o lado humano.
      Admito que ontem o Galvão foi elegante quando narrou o desfecho da prova porque soube dosar a emoção que o momento representou, com Vettel na sequência comemorando de forma absolutamente sensacional. Achei que ele teve uma dose de humildade e personalidade ao reverenciar o carro, sim personalidade porque não seria qualquer um a fazer o mesmo, sabendo que meio mundo iria entender que ele estava reconhecendo que foi o carro que ganhou, uma rápida passada ontem pelas mídias sociais e já estavam infestadas por esse tipo de comentário, uma pena quem está vivendo esse momento e pode acompanhar ao vivo e a cores a história se desenrolando na frente e tem a pequenez de querer menosprezar o que esse garoto está fazendo nos últimos anos.
      Bem faltou falar sobre a multa de ontem, olha quando eu li eu não acreditei, até hoje pela manhã eu estava furioso e fiquei muito p…da vida, agora mais calmo eu só tenho a dizer que até para ser idiota é preciso um mínimo de inteligência e resolvi parar de querer ofender a classe dos idiotas colocando os comissários de ontem nessa categoria, os idiotas não merecem tamanha falta de respeito

      abraços

      Mário

      • Fernando Marques disse:

        Com relação a multa tenho certeza que Vettel sabia o que ia acontecer e pode ter certeza vai pagar do próprio bolso feliz da vida … após a corrida pensei que isto poderia acontecer e que até aonde iria o bom senso da direção da prova … pelo visto prevaleceu o regulamento …
        Acho correto o seu comentário sobre o Alonso … mas creio que nem se divertir na corrida ele pode tão ruim era o desempenho da sua Ferrari …
        O Galvão matou as saudades da Copa de 94 … É TETRA!!! … É TETRA!!! …. hehehehe

        Fernando Marques

      • Leonardo - RS disse:

        Sobre a infestação nas redes sociais, parece que algumas pessoas precisam diminuir os feitos de um piloto como o Vettel para exaltar outro piloto para quem elas torcem.
        Tem ainda os fãs mais fanáticos pelo Ayrton, a sensação que tive é como se o Vettel estivesse prestes a roubar o seu trono daí a preocupação em diminuir suas vitórias e títulos. Mas não são todos acho que a grande maioria, embora saudosistas e fãs do Ayrton, sabem apreciar o esporte como um todo e reconhecer o talento de um outro piloto.

      • Lucas dos Santos disse:

        Sobre a punição de Vettel, tenho uma opinião diferente.

        Uma comemoração dessas é algo extremamente banal em categorias norte-americanas, mas, justamente pela Fórmula 1 ser uma categoria “certinha” e cheia de “não-podes” é que aquele momento foi excepcional. Eu fiquei realmente surpreso ao ver essa cena, pois não me lembro de ter visto algo parecido nesses poucos anos que acompanho a Fórmula 1. Se não me engano, na única vez que vi pilotos comemorando com “zerinhos” ou “rosquinhas”, tal manobra foi feita em alguma área de escape, antes de retornar aos boxes.

        Quando a Globo foi para os comerciais antes da cerimônia do pódio, acessei a internet e sintonizei o canal britânico Sky Sports F1 para acompanhar a volta de comemoração ao vivo. Durante a comemoração, um dos comentaristas disse na hora que isso poderia render uma punição ao piloto, mas que, provavelmente, não passaria de uma multa.

        No entanto, não acho a punição tão sem sentido assim. Afinal, regras são regras e o piloto as conhece. Se forem abertas exceções, vira bagunça, e o pessoal vai querer transformar isso em uma brecha. Logo, todos estão cientes que, se for para quebrar regras, será necessário pagar por isso.

        Felizmente foi apenas uma multa. Não foi nada que alterasse o resultado da corrida. Eu ficaria realmente possesso com a punição apenas se fosse algo como o acréscimo de tempo ao piloto ou a perda de posições no grid seguinte. Mas, da maneira que as coisas correram, serviu apenas para alertar aos demais pilotos que tal atitude tem um preço, logo deve-se pensar bem antes de executá-la. Isso deixará comemorações desse tipo mais raras, e, dizem, quanto mais raro algo é, mais é valorizado. A comemoração de Vettel foi espetacular, única e emocionante. Espero ver mais comemorações assim, mas, com moderação, para não ficarem fadadas à banalização.

        • Entendo seu ponto, Lucas. E concordo com ele. A força do momento ocorreu porque havia um significado histórico por trás daquilo tudo.
          No entanto, se a gente parar para pensar, a comemoração já teria um preço por si só, uma vez que os componentes mecânicos que foram estressados na brincadeira ainda terão de ser utilizados em corridas próximas.
          Na MotoGP, por exemplo, era comum ver pilotos queimando o pneu traseiro após as vitórias, e essa cena desapareceu a partir da severa restrição no número de motores utilizados durante o ano. Da mesma forma, se Vettel tivesse feito zerinhos a cada vitória conquistada, certamente teria sofrido mais panes mecânicas do que sofreu.
          Eu continuo achando que alguns absurdos foram cometidos em nome da geração de emoções, e que por isso é uma grande incoerência punir momentos de emoção legítima. Pegar bandeira, dar carona a outro piloto (seguindo certas regras), e comemorar junto ao público são imagens que ajudam muito a criar identificação com a torcida.
          Abraço!

  3. Mauro Santana disse:

    Parabéns Vettel, você merece!

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

  4. Flaviz disse:

    Vettel foi genial!
    Veremos uma prova de fogo para o campeão em 2014, mas não há indícios que ele não continuará seu domínio.

    Sobre Hulk e a Lotus. Eu torço para ida de Maldonado para Lotus. Nenhuma notícia que chega do paddock aponta um futuro sólido para equipe de Enstone. Todo dia alguém duvida da capacidade finaceira do time que já perdeu piloto e engenheiros. A chegada de Hulk ao time nesse momento pode ser tornar mais uma vez no famoso “piloto certo, na hora errada”, que já surpreendeu o Hulk na F1.

    Abraços
    Flaviz

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