As maiores (não) vitórias

Adrian Chapman, Jim Vettel
20/12/2012
O Recordista do Avesso
09/01/2013

Nem sempre o melhor vence. Nem sempre a performance mais genial é agraciada com o primeiro lugar.

No último domingo*, aconteceu uma daquelas histórias curiosas do futebol: o Caxias classificou-se para a final do primeiro turno do campeonato gaúcho ao bater o São José, graças ao goleiro André Sangalli, que defendeu nada menos do que 4 das 5 penalidades do time adversário. Mas chamou a atenção o placar final da disputa por pênaltis: 2 a 1.

Isso aconteceu porque o goleiro adversário, Tiago Volpi, também foi excelente, defendendo 2 penalidades (uma terceira parou no travessão). Normalmente, goleiros que defendem duas cobranças praticamente garantem a vitória de uma equipe. Então, pode-se dizer que Volpi não fez o seu papel, que não tentou ao máximo e no que dependesse dele o São José não seria o finalista?

Não. Volpi foi fantástico, mas ele não poderia converter as cobranças do seu time.

Na Fórmula 1 não é muito diferente: é muito comum vermos gente debatendo quem foi o maior piloto, a melhor corrida, a mais bela ultrapassagem, etc. Sempre o enfoque é dado em algum feito ou conquista. Mas que tal invertermos esse quadro e falarmos de pilotos que defenderam dois pênaltis mas não foram ajudados por suas equipes? Pilotos que tiveram performances impecáveis mas que, no último momento, sucumbiram a alguma falha mecânica, algum defeito técnico ou erro de estratégia?

Na história, temos grandes casos em que o carro aniquilou um título certeiro: os mais notáveis são o famigerado GP da Austrália de 1986, quando Nigel Mansell precisava apenas de uma 3ª posição para o título e teve um pneu estourado, e a incrível derrota de Jim Clark, na África do Sul-1962, quando, na última corrida, liderava com meio minuto de vantagem e o óleo começa a vazar de seu carro.

Mas vou falar aqui daquelas que considero as corridas com vitórias/derrotas mais inesperadas. Poderíamos falar naquele que foi o derradeiro triunfo de Nelson Piquet, no Canadá-91. Porém, ela não entra no top 5 porque não se tratou de um “infortúnio” mas por Mansell ter cometido uma de suas históricas trapalhadas. “Quando vi o carro parando, quase tive um orgasmo”, diria Piquet.

O início da lista das grandes “injustiças”, por assim dizer, é San Marino, 1985.

httpv://youtu.be/MqprucQUbdc

Senna fez a pole na pista que terminaria por ceifar-lhe a vida. Com um carro muito inferior às McLaren e Ferrari, domina o GP de forma inquestionável, inclusive evitando ultrapassagens de Prost simplesmente porque tangenciava melhor nas curvas, enquanto que o francês só conseguia ameaçá-lo nas retas.

Ayrton abandona na 57ª de 60 voltas, por falta de gasolina – um problema crônico do Lotus Renault-Turbo, ao qual Senna teria de se adaptar mesmo a contragosto –, e a vitória fica com Prost, que seria desclassificado. De Angelis terminara em segundo, quase 40 segundos atrás, e ganhou de presente uma vitória em casa.

A quarta colocada da nossa lista é uma que muitos lembram claramente.

GP da Europa (Nurburgring) de 2005. Kimi Räikkonen liderava a etapa com Fernando Alonso em segundo, coisa de 1 segundo atrás. Kimi abre a última volta, e na curva seguinte… bum! A suspensão do seu McLaren se arrebenta, por pouco não atingindo sua cabeça, e por mílimetros não acertando a BAR-Honda que vinha à frente, como retardatário.

httpv://youtu.be/Uw-USwauS9s

Antes da corrida, Alonso estava com 49 pontos e o finlandês somava 27. Em outras palavras, com uma vitória, o finlandês iria a 37 e ficaria 20 pontos atrás. Com a suspensão quebrada, a diferença ficou em 32 pontos, e seria impossível de se reduzir.

Kimi, que já vinha com um campeonato ‘perdido’ em 2003, estamparia pra sempre a fama de azarado. E Alonso a de sortudo.

Para a terceira posição, o GP da Espanha de 2001.

Mika Häkkinen tinha pouca inspiração e quase nenhuma aspiração em 2001. Ao fim daquela temporada, penduraria o capacete. O bicampeão de 1998-99 já não aguentava mais a rotina e o desgaste do calendário, e ficou todo o campeonato atrás de David Coulthard – que assumia o papel de primeiro piloto (!).

httpv://youtu.be/vcuBqhja7GA

Mas em Montmeló Häkkinen foi avassalador: largou em segundo, chegou a liderar por algumas voltas na metade da corrida e conseguiu passar Schumy nas 20 voltas finais. Quando o fez, “foi embora”.

Abriu a última volta na liderança, e tinha mais de 30 segundos sobre Schumacher. No entanto, faltando 5 curvas para o final, Mika começa a andar lento e, de repente, a fumaça aparece. Schumacher estava começando a abrir sua volta quando Mika já encostava o carro.

Inesquecível a cena do finlandês saindo do carro. Ainda que ele vencesse duas corridas naquele ano, essa foi uma espécie de “último suspiro” do campeão.

A vice campeã das injustiças é a mais recente delas.

Felipe Massa já foi várias vezes criticado, inclusive por este colunista, mas houve um dado momento em que ele conseguiu se aproximar dos grandes de todos os tempos: após um início de temporada ruim, Massa foi se recuperando em 2008, e chegou em Hungaroring apenas 4 pontos atrás de Hamilton.

Nos treinos, Felipe conquista a terceira posição, e tem de partir pro tudo ou nada, uma vez que o inglês marcara a pole. E foi o que ele fez.

httpv://youtu.be/kC7-Qdcj7wQ

A largada de Massa foi melhor que a de Ayrton Senna nessa mesma pista em 1992 e, guardadas as devidas proporções, sua ultrapassagem sobre Hamilton evocou a obra-prima de Nelson Piquet, também ali, em 1986.

A 3 voltas do fim, com a prova já ganha e Hamilton com problemas nos pneus, o motor da Ferrari quebra. Era preciso ter muito equilíbrio. Felipe seria vice-campeão mundial por apenas um ponto ao fim do ano.

E pra provar que não seria mera coincidência, a pista da Hungria foi o palco da maior “não-vitória” de todos os tempos.

O ano era 1997. Damon Hill, o atual campeão do mundo, foi dispensado pela Williams, que contratou o alemão Heinz-Harald Frentzen para o seu lugar, e promovia o canadense Jacques Villeneuve a primeiro piloto.

Hill foi para a Arrows, equipe que na temporada de 1996 sequer havia participado do campeonato: desde 1990 a equipe não alinhava no grid. E o motor? Yamaha.

O britânico havia conquistado seu primeiro ponto (em dez corridas!) duas etapas antes, na Inglaterra, quando completou a prova na sexta colocação. Em Hungaroring, os treinos por si só já seriam assombrosos: Hill marca o terceiro melhor tempo (ele sequer havia ficado entre os 8 melhores, até ali).

À sua frente, apenas os dois postulantes ao título, Schumacher – pole – e Villeneuve. Jacques tem problemas e cai para quinto na primeira volta. Hill se mantém em segundo e na décima-primeira volta ultrapassa o então líder do mundial, Schumy.

httpv://youtu.be/adZD6xAFM0U

Hill liderou a prova por sessenta voltas até que, na última delas, seu carro começa a andar mais lento: pane hidráulica. A desolação no box da Arrows, muito mais que as comuns demonstrações de irritação de chefes de equipe quando alguma falha ocorre, mostra bem o que foi aquela derrota e o que seria aquela vitória.

Ninguém se lembra de Damon Hill por esse feito, e ele é tido como um dos piores campeões mundiais de todos os tempos. É que na F-1, como no futebol e na vida, a história é contada pelos vencedores.

Abraços a todos. Tenham uma ótima semana!

Marcel Pilatti

*coluna publicada originalmente em 01 de março de 2011

Marcel Pilatti
Marcel Pilatti
Chegou a cursar jornalismo, mas é formado em Letras. Sua primeira lembrança na F1 é o GP do Japão de 1990.

7 Comments

  1. Lucas disse:

    Será que não seria bacana um artigo do tipo “revisitando a temporada” para 2001? Eu sempre tenho a sensação de que Mika Hakkinen é meio injustiçado em relação à sua última temporada antes da aposentadoria. É sempre algo parecido com “no seu último ano, estava tão decadente que teve que ser segundo piloto pro Coulthard”. Os números de fato sugerem isso: Hakkinen com 37 pontos num mixuruca quinto lugar, Coulthard em segundo. Só que Hakkinen completou apenas nove corridas aquele ano (algo fatal numa época em que a Ferrari já tinha um carro que quase nunca quebrava), nem sempre por sua própria culpa. A meu ver, não há nada que sugira que o Hakkinen tenha “perdido sua velocidade” (embora as más línguas falem que isso tenha acontecido – e por causa do álcool!).

    Na austrália a Ferrari já mostrou logo de cara que era o carro a ser batido e fechou a primeira fila, mas Hakkinen, que largou logo atrás (Coulthard só conseguiu um sexto, atrás também de uma Williams e uma Jordan), aproveitou-se da má largada de Barrichello e foi pra segunda posição (Coulthard caiu pra sétimo ao fim da primeira volta). Quando as coisas se estabilizaram a ordem era Schumacher, Hakkinen, Barrichello e Coulthard, o que durou até a volta 25, quando Hakkinen, que fazia o que podia para tentar se aproximar de Schumacher, teve uma falha na suspensão, resultando num acidente daqueles. Coulthard chega em segundo graças a um momento em que Barrichello se enrola ao encontrar um já surpreendente Fernando Alonso (que corria na Minardi, tradicionalmente o pior carro do grid, e passou a corrida inteira dando trabalho a pilotos com carros bem melhores que o seu), e temos seis pontos pra Coulthard, nada pra Hakkinen.

    Na Malásia, mais uma vez Hakkinen classifica bem melhor que Coulthard (P4 vs. P8), numa corrida que levantou várias suspeitas contra a Ferrari (seus dois carros andavam 5s mais rápido que os demais na chuva), mas numa largada problemática Ralf Schumacher (sempre ele) tem um daqueles seus típicos momentos com Barrichello, trazendo o caos pra quem vinha atrás. Coulthard consegue fugir da confusão pela grama e ganha quatro posições, Hakkinen não tem a mesma sorte e perde a mesma quantidade de posições – ao fim da primeira volta os dois pilotos tem as mesmas posições da largada, só que invertidas. Ambos conseguiram pouco progresso durante a corrida, e deu Coulthard em terceiro, Hakkinen em sexto. No Brasil, novamente Hakkinen bate Coulthard na qualificação (P3 vs. P5), mas a alegria dura pouquíssimo – falha mecânica já na largada. A corrida teve momentos memoráveis como a ultrapassagem de Montoya sobre Schumacher – o colombiano tinha tudo pra ganhar a corrida, até que foi atropelado pelo retardatário Jos “vaca louca” Verstappen. A ultrapassagem de Montoya deve ter deixado Schumacher bem nervoso, pelo que se via na sua tocada, e a outra Ferrari já era história (Barrichello abandonou em um acidente envolvendo adivinhem quem?). Schumacher teve um pit stop lento e ainda por cima não conseguia responder às voltas rápidas de Montoya. Com Hakkinen fora já no início, Barrichello fora, Montoya atropelado por Verstappen e Schumacher fazendo uma corrida apática após o pit stop ruim, sobrou pra quem? Ele mesmo, David Coulthard. Em três corridas, a diferença já era 20 a 1, e não dá pra dizer que Hakkinen tinha muita culpa por isso. Já em San Marino, aí sim Coulthard fez por merecer, batendo Hakkinen na classificação (a única primeira fila da McLaren naquele ano) e na corrida (P2 vs. P4). Na Espanha, porém, Hakkinen de novo bate Coulthard na classificação, faz uma corrida brilhante, toma a liderança de Schumacher e… tem nova falha mecânica na *última* volta da corrida. Coulthard, que teve um acidente na largada e foi pro fim do grid, salva um quinto lugar.

    Coulthard consegue largar uma posição à frente de Hakkinen na Austria, mas, mais uma vez, a sorte dos dois pilotos é bem diferente: Hakkinen tem falha eletrônica e abandona, Coulthard vence a corrida. A essa altura, é meio óbvio que a McLaren tinha mesmo que apostar todas as fichas em Coulthard, mas eu pergunto: foi porque Hakkinen estava “decadente” e tinha se tornado um piloto pior que Coulthard? A meu ver, nem de longe. Aí aconteceu o esperado, posto de #1 para Coulthard, mas ainda muito azar para Hakkinen ao longo do ano: na corrida seguinte o carro nem sequer larga, na alemanha tem um motor estourado quando andava à frente de Coulthard. É bom que se diga que Hakkinen teve também seus momentos de apatia (em especial no GP da Europa e em Monza), mas por outro lado teve também vitórias em Silverstone (onde também bateu Coulthard na classificação) e nos EUA (idem, e isso após os comissários tirarem sua melhor volta, que lhe daria a segunda posição, e indo de quinto ao fim da primeira volta até a vitória logo após sua fraca corrida em Monza). Terminou o ano mais uma vez batendo Coulthard na qualificação e durante praticamente toda a corrida em Suzuka, até ceder a posição ao companheiro de equipe e se despedir das pistas.

    • Marcel Pilatti disse:

      Oi Lucas. Desculpe pela resposta tardia. Só agora vi sua publicação.

      Curioso que minha primeira coluna desse ano será uma revistando Dois mil e… dois.

      Mas concordo com sua observação. No texto acima, como o objetivo não era um aprofundamento da análise, posso ter transparecido uma certa análise superficial da temporada do Mika.

      Mas não: acho de fato que ele ainda tinha muita “lenha pra queimar” e que foi perdendo a motivação ao longo do ano. No entanto, ele a “reencontrava” em alguns momentos.

      Como em Indy e Silverstone, dois templos sagrados onde não havia vencido. ou em algumas poucas voltas de Suzuka, contra Schumacher. E acho que o GP da Espanha, caso ele vencesse, teria mudado o rumo daquela temporada, e talvez ele ainda corresse mais um ano. Sei lá.

      Nesse video ele explica bem a decisão de se aposentar:
      http://www.youtube.com/watch?v=nwPBWOT6vC0

      Abraço e escreva sempre!

    • Lucas disse:

      Opa, fico feliz em saber, eu gosto um bocado dessas colunas. Daqui a dez anos, vamos ter muita coisa a falar ainda sobre 2012.

  2. Arlindo Silva disse:

    Incluiria outros 5 casos, esses mais antigos, um deles inclusive citado recentemente no facebook:

    GP da África do Sul de 1967, O rodesiano (atual Zimbabue) John Love lidera com um Cooper Climax alugado e parece caminhar firme para a vitória mais surpreendente da história da categoria, até que faltando sete voltas para o final ele tem de entrar no boxe para colocar mais combustível. Ele ainda consegue voltar a pista e acabar em segundo atrás de Pedro Rodriguez. O fator mais cruel é que não havia falta de combustível no carro de Love, apenas uma bomba de gasolina defeituosa.

    GP da Inglaterra de 1974, Niki Lauda lidera a maior parte da prova até que faltando poucas voltas para o fim, devido a uma pedra seu pneu traseiro direito começa a perder pressão. Niki permanece na pista, acreditando que poderia cumprir a distância e vencer a prova. Mas ao fim das contas, ele tem de ceder a liderança para Jody Scheckter. A crueldade maior com Niki: Na última volta, ele decide ir trocar o pneu defeituoso. Mas a saída do boxe estava fechada pelos fotógrafos que estavam próximos ao pódio para tirar a foto do vencedor.

    GP dos Estados Unidos Oeste 1977, Jody Scheckter tem um arranque sensacional e assume a liderança logo na largada do GP. Ele tem de sustentar a ponta diante do ataque firme de Mario Andretti e Niki Lauda nas ruas apertadas de Long Beach. Até que… faltando 2 voltas para o fim, seu pneu perde pressão e ele tem de ceder a liderança para Andretti e o segundo lugar para Lauda.

    GP da França de 1977, John Watson assumiu a liderança logo no princípio da prova (quando James Hunt começou a acusar problemas estomacais devido a uma noitada) e resistiu a pressão de Mario Andretti durante as 80 voltas daquele GP. Era um ano duro pra Brabham que sofria com o pesado motor Alfa Romeo e tinha perdido José Carlos Pace num acidente aéreo. Tudo parecia caminhar para uma vitória de Watson até que na última curva da última volta o motor Alfa Romeo engasga e Wattie tem de ceder a vitória para Andretti.

    GP da Austria de 1982, na velocíssima pista de Osterreichring Alain Prost é o único piloto capaz de andar próximo dos pilotos da Brabham BMW (na pista mais veloz da F1 na época, com o motor mais potente e carros mais leves devido ao reabastecimento era quase covardia a vantagem de Piquet e Patrese, mesmo para os pilotos com carros turbo), Riccardo Patrese e Nélson Piquet. Piquet abandona a prova e Patrese consegue fazer seu pit stop para reabastecimento e retornar a pista a frente de Prost. Voltas depois, o turbo de Patrese quebra e ele acaba rodando deixando assim a liderança para Prost. Alain havia vencido as duas primeiras provas do campeonato e após um período turbulento parecia fazer as pazes com a vitória. Só que a 5 voltas do fim uma peça do custo de 15 francos quebra e Prost tem de abandonar. Vence Elio de Angelis cruzando virtualmente lado a lado com Keke Rosberg. A crueldade com Prost vem aí: caso tivesse vencido a prova com Rosberg em terceiro, seria ele o campeão daquele ano (teria 44 pontos contra 42 de Rosberg).

  3. Fernando Marques disse:

    Olá amigos do Gepeto … que bom que 2013 começou para o GP Total … e com uma bela coluna sem duvidas … tem uma corrida para mim inesquecivel pois estava presente em Jacarépaguá no Rio, se não me engano em 1981, e vi o Nelson Piquet dar um show de direção , inclusive com uma ultrapassagem épica em cima do Gilles Villenueve, vi o Piquet no lugar mais alto do podium comemorar a sua vitoria e ao chegar em casa ele havia sido desclassificado por irregularidades no carro. Alias ele e o Keke Rosberg e a vitoria caiu no colo do Prost …

    Fernando Marques
    Niterói RJ

    • Marcel Pilatti disse:

      Boa, Fernando!

      Um excelente 2013 pra você também!

      O GP a que você se refere foi mesmo especial. Uma brevíssima correção: foi em 1982.

      Abração!

  4. Marcel Pilatti disse:

    Dois outros GPs que eu poderia ter colocado na lista:

    Canadá, 1989: uma das melhores corridas de Senna na chuva, aniquilada a 3 voltas do final por um motor quebrado: http://www.youtube.com/watch?v=Zh08GubD9yE

    Hungria, 2006: até hoje uma das duas melhores corridas de Alonso (ao lado de Valência-12), uma superioridade fora do comum aniquilada pelo pneu mau ajustado a 19 voltas do fim: http://www.youtube.com/watch?v=UJ5R3tbgSkQ

    Japão, 2006: Schumacher e o motor: http://www.youtube.com/watch?v=bzlJaVm32nk

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