Bandeira verde!

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Olá, amigos!

Na tarde de ontem tivemos a primeira bandeira verde da temporada 2021 da Nascar com a Daytona 500, a maior corrida do continente americano. Uma nova temporada, com esperanças renovadas de, com a chegada das vacinas, passarmos pelo problema da Covid e de termos a presença cada vez maior dos torcedores nas arquibancadas.

Para esse ano, temos muitas mudanças e novidades no grid:

  • talvez a maior mudança seja a ausência de Jimmie Johnson. O sete vezes campeão se aposentou e o famoso carro número 48 agora tem Alex Bowman ao volante.
  • Michael Jordan agora faz parte da família da Nascar, comandando o time do carro número 23 ao lado de Denny Hamlin. Quem vai carregar o time nas pistas é Bubba Wallace.
  • O jovem Christopher Bell assumiu o carro número 20 da Gibbs e deve vir forte, assim que estiver habituado ao novo time. Erik Jones, que deixou a Gibbs, agora comanda o lendário carro 43 da equipe de Richard Petty.
  • Clint Bowyer também se aposentou e o carro número 14 da Stewart Haas agora tem Chase Briscoe no comando.
  • Não podemos esquecer do retorno de Kyle Larson, que ficou ausente na maior parte de 2020, após uma polêmica durante uma corrida virtual, e agora está guiando pela gigante equipe Hendrick, com o carro número 5.
  • Na equipe Ganassi, temos a chegada de Ross Chastain, uma promessa das categorias de base.
  • Em uma notícia surpreendente, Kyle Busch não vai mais contar com Adam Stevens, seu chefe de equipe nos últimos seis anos e vencedor de dois títulos com o piloto do carro 18. Ambos discordaram sobre mudanças dentro do time e resolveram seguir em caminhos separados. Agora quem está no comando da equipe do carro 18 é Ben Beshore.

Começando bem o ano, tivemos o retorno dos testes e qualificação para a prova de Daytona e a Hendrick não decepcionou. Alex Bowman e William Byron dominaram a primeira fila, sendo que o novo piloto do carro 48 colocou mais de dois décimos em cima do companheiro, com certeza um desempenho surpreendente.

Com a possibilidade de realizar treinos, com certeza os chefes de equipe devem se sentir mais tranquilos para a largada da corrida, assim com os pilotos, que podem testar os limites do carro com mais tranquilidade.

Chegada a hora, tivemos o hino americano cantado, os aviões militares rasgando o céu e o tão esperado comando para pilotos ligarem os motores.

Bandeira verde! A largada ocorreu sem problemas e na terceira volta praticamente todas as pessoas presentes na pista levantaram as mãos com o número 3 em seus dedos, uma justa homenagem para Dale Earnhardt, já que este ano se completa vinte anos de sua morte, nessa mesma pista. A prova caminhava para um início tranquilo, mas logo na quarta volta tivemos a primeira bandeira amarela. Derrike Cope bateu no muro após um furo no pneu. Pista limpa e rapidamente temos bandeira verde.

Harvick relargou puxando o pelotão e tendo uma prova consistente nesse início, sempre entre os primeiros, já Hamlin adotou uma tática diferente, seguindo no fundo do pelotão para escapar de um possível Big One. A tática de Hamlin, apesar de um pouco covarde, foi eficiente, já que na volta quatorze tivemos o primeiro Big One da prova. Andando em segundo, Aric Almirola rodou após ter sido empurrado por Christopher Bell, levando nada menos do que quinze carros com ele.

Muitos nomes de peso foram envolvidos no acidente, entre eles Kurt Busch, Ryan Newman, Ryan Blaney, Alex Bowman, Martin Truex Jr., William Byron e Erik Jones. Após o Big One a prova foi interrompida por raios nas proximidades da pista, seguida pela chuva.

Depois de algumas horas, tivemos a relargada. Com o cair da noite e as luzes da pista acessas, os pilotos tiveram que se adaptar à temperatura diferente. Hamlin mudou sua tática e passou a andar na frente, puxando o pelotão. Curiosamente, Bubba Wallace seguiu a mesma estratégia do chefe. Mantendo sua posição na frente dos demais, Denny Hamlin foi o vencedor do primeiro stage, levando os pontos extras para casa.

Durante o segundo stage, Christopher Bell acabou rodando após um furo no pneu traseiro esquerdo. Apesar da rodada, o novato mostrou um bom controle, já que estava no meio do pelotão e coletou poucos carros no acidente. Poderia ter sido bem pior, mas não foi. O final do segundo stage foi uma indicação de como seria o final da corrida, com disputas nervosas e agressivas. Hamlin novamente levou os pontos extras com a segunda vitória.

No terceiro segmento, os carros se mantiveram a maior parte do tempo em fila indiana, como um trem no trilho. Obviamente essa estratégia utilizada por todos tinha o objetivo de minimizar as chances de toques e rodadas, algo bem comum nesse tipo de superspeedway.

Faltando trinta voltas para o fim, começaram os pits stops em bandeira verde, com as montadoras mantendo seus carros unidos na estratégia. Mesmo com muitos bons carros tendo saído da prova por conta do Big One, restaram nomes de peso para disputar a vitória: Harvick, Logano, o atual campeão Elliott, Kyle Busch, Hamlin, Larson, em uma corrida muito consistente, Kaselowski e Dillon.

Apenas dez voltas para a bandeira quadriculada e Logano puxava a fila única, seguido de Harvick e Kaselowski. Ao se aproximar das duas últimas voltas os ânimos começaram a se agitar, com Kaselowski descendo para empurrar Logano, porém em um toque inesperado os dois carros da Penske perderam a chance de levar a maior prova da Nascar. Kyle Busch gerou uma leve preocupação ao demorar para sair do seu carro, mas felizmente foi apenas um susto. Outros carros se envolveram no acidente, que levantou muito fogo, porém todos saíram de seus carros sem problemas.

A surpresa foi ainda maior com a vitória de Michael Mcdowell, que inesperadamente apareceu no meio do caos levando a prova, segurando Chase Elliott e Austin Dillon.

Mcdowell é um nome que não tem muito protagonismo na Nascar, mas sua carreira já tem mais de trezes anos e 358 corridas. Sua vitória em Daytona foi a primeira e o décimo segundo top 10 de sua carreira.

Início de campeonato com chuva, atraso, mas sem decepção na pista. Uma corrida com vários ingredientes emocionantes, com estreias de equipes, pilotos em novos times, Big One e um final emocionante. Um bom começo de ano para a Nascar. Que venham as próximas provas!

Abraços,

Rafael Mansano

 

Rafael Mansano
Rafael Mansano
Viciado em F1 desde pequeno, piloto de kart amador e torcedor de pilotos excepcionais.

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