Bem-vindos a Índia!

Saudades
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Namastê, Vettel!
31/10/2011

O Buddh International Circuit é o máximo do esgotamento ‘criativo’ de Tilke, e temos no traçado a junção de vários pedaços de outros circuitos, Monza, Malásia, Istambul. Trechos de curvas rápidas, pé embaixo, para lembrar Spa. Tudo isso espalhados em 5.1km de circuito.

A Fórmula 1 chega a Índia pela primeira vez. A missão de buscar novos destinos de Bernie Ecclestone abre mais um circuito para apresentação do Mundial. Em um cenário em qual todos os títulos em disputa estão definidos, a nova pista se torna a atração principal. Os organizadores da prova correram contra o tempo, o circuito foi inaugurado oficialmente somente duas semanas atrás. Mas, mesmo assim, existe a promessa de um grande espetáculo.

Não vamos ficar batendo na mesma tecla: todos sabem que o projetista é o velho conhecido Hermann Tilke. Não esperamos então um traçado emocionante, temos a receita básica de duas longas retas, pista extremamente larga e um miolo de sequência de curvas. Qualquer semelhança com China, Malásia, Coréia e Bahrein não é mera coincidência. Fora da pista, o luxo impecável de um shopping center, tudo isso nos arredores de Nova Delhi.

O Buddh International Circuit é o máximo do esgotamento ‘criativo’ de Tilke, e temos no traçado a junção de vários pedaços de outros circuitos. Uma reta grandiosa para simular as altas velocidades do Oriente e lembrar a reta de Monza. No final da reta de largada uma sequência lenta que pede uma freada forte, como na Malásia. Um complexo de curvas parecido com a famosa curva tripla de Istambul. Trechos de curvas rápidas, pé embaixo, para lembrar Spa. Tudo isso espalhados em 5.1km de circuito.

Apesar do asfalto novo, aparentemente liso o suficiente para ser comparado a um carpete, o desafio deve ser grande para os pneus. Temos na Índia uma combinação de curvas com inclinação, pista verde e suja e um calor acima da média vista na temporada. As temperaturas devem ficar na casa dos 30º, com possibilidades de rondar os 40º, sem uma mísera chance de chuva. Para encarar o desafio, a Pirelli leva os compostos Prata e Amarelo, os mesmos que foram disponibilizados para Silverstone.

 

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httpv://www.youtube.com/watch?v=dKtKxy8zJC4
Uma volta virtual coma RedBull
 

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As equipes e a Pirelli indicam que deve ser um dos circuitos mais velozes da temporada. A média de velocidade deve superar um pouco os 250 km/h, ainda que com a contribuição de duas zonas de acionamento de asa móvel estabelecidas. Os computadores previam que uma volta não deve levar mais que 1m26 para ser completada. Mas a realidade rebelou-se: nos primeiros treinos, nesta sexta-feira, Felipe Massa foi o mais rápido, assinalando 1m25m7. É de se esperar que os tempos caiam amanhã

 

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O campeonato já está decidido tanto para pilotos quanto construtores. O grande desafio agora para os times de ponta será desenvolver partes aerodinâmicas para os carros de 2012. A Red Bull ainda busca alguns recordes para Vettel e uma possível dobradinha no campeonato de pilotos. Para a Ferrari, não importa mais a disputa pelo vice, já desprezado pelo seu piloto principal. O grande problema do time vermelho é que uma atualização já pensando no carro de 2012 não funcionou na Coréia. A McLaren espera manter a competividade de Japão e Coréia, com atualizações que funcionaram muito bem. Na busca do salto de competividade para 2012, a Mercedes testa uma asa dianteira com o mesmo conceito de F-Duct usado nas asas traseiras no ano passado.

No pelotão do meio, a Renault Lotus cumpre tabela e faz vestibular com Bruno Senna. O brasileiro precisa mostrar um desempenho melhor se quiser ficar no time para o ano que vem. A única pequena de chance de disputa está entre Toro Rosso, Force India e Sauber. Separadas por 12 pontos, a luta continua por alguns milhões a mais no orçamento do ano que vem.

A turma do fundão continua com a presença desoladora da Williams, na luta pra não terminar o ano disputando com a Virgin e a HRT. O Team Lotus mostra um caminho de evolução, se distanciando das duas piores equipes do grid, mas ainda com um longo caminho para chegar no pelotão do meio.

 

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A Índia chega a F1 pelos milhões do governo e o forte lobby de Vijay Mallya, empresário e dono da Force India. O seu projeto foi tachado de “aventureiro” no começo mas aos pouco foi conquistando respeito dentro da categoria. Não vimos venda de lugares para pilotos medíocres e sim um bom pacote técnico acordado com a Mercedes. Hoje, temos uma corrida na Índia, com um time indiano e dois pilotos indianos na pista, ao menos no treino livre 1. Pode não parecer nada, mas o povo indiano parece orgulhoso disso. E o Brasil, oito vezes campeão mundial, ex-construtor de bólidos, o que teremos na nossa corrida local?

httpv://www.youtube.com/watch?v=_uY9sLoUZls
Neel Jani e a primeira volta de F1 na Índia

 

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Narain Karthikeyan e Karun Chandhok garantiram acordos comerciais para seus times e vão participar das atividades desse fim de semana. Além disso, a Force India estreia a pintura com o nome de seu novo investidor, o grupo indiano Sahara.

Chandhok somente participa do treino livre e teve como melhor resultado na sua passagem pela F1 um 14º em 2010, na Austrália, pela HRT. Narain Karthikeyan, com um repertório maior de corridas, tem um 4º lugar em Indianapolis como melhor resultado. Tirando essa corrida (a famosa que ninguém de Michelin andou), seu melhor resultado foi um 11º na Malásia, em 2005.

 

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No fundo, a corrida tem tudo para ser um espetáculo cheio de desafios e pilotos sem nada a perder. Parece que sem “pressão”, as corridas tendem a nos presentear com surpresas. Veja o caso da Coréia, que surpreendentemente nos ofereceu disputas até seu final. Quem diria?

Boa corrida! Quem vence domingo? Participe conosco pelo Twitter com os comentários do treino classificatório e da corrida, em tempo real, no twitter.

“Assistam” a corrida conosco, nos seguindo em @GPTotal.

 

Abraços,

 

Flaviz Guerra – @Flaviz

 

 

Informações da Pista
Dimensão:
5.125 km
Voltas: 60
Distancia:
307.249 km
Volta mais Rápida*:
1:??.??? – ?.??????? (2011)
Circuito da India
*Volta mais rápida em corrida
Flaviz Guerra
Flaviz Guerra
Apaixonado por automobilismo de todos os tipos, colabora com o GPTotal desde 2004 com sua visão sobre a temporada da F1.

4 Comentários

  1. Fernando Marques disse:

    O que eu vi da pilotagem do Massa na India me faz chegar a conclusão que se ele tivesse uma RBR do Vettel nas mãos continuaria andando antras do Alonso, Vettel, Webber, Button e Hamilton … está dificil torcer por ele …

    Fernando Marques
    Niterói RJ

  2. Flaviz Guerra disse:

    Lucas R,

    E o que mais entristece a F1 é que o circuito continua ativo.
    http://www.kyalamiracing.co.za/

    Abraços

  3. Lucas R disse:

    O desenho do mapa desse circuito lembra o de Kyalami, que sediava o GP da Africa do Sul há vários anos atrás.

  4. Mauro Santana disse:

    Olá Amigos do GPTotal!

    Esse Barrichello não tem vergonha mesmo!

    http://grandepremio.ig.com.br/formula1/2011/10/28/barrichello+cobra+definicao+da+williams+sobre+2012+nao+sou+menino+10526503.html

    A hora já chegou faz tempo, ou um raio como a Brawn GP vai cair no mesmo lugar duas vezes!?

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