Eu vim pra defender a Nascar!

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Nascar é corrida no seu mais puro estado: motor, câmbio manual e borracha queimada. Sem asa móvel, sem baterias elétricas que aumentam a potência, sem frescuras!

Autódromos sempre cheios, aviões passando por cima de um grid com 43 carros, disputas emocionantes com pilotos trocando tinta, motores em plena aceleração na maior parte do tempo, corridas noturnas, finais sensacionais com carros lado a lado, um espetáculo do começo ao fim.

Assim é a Nascar, a maior categoria do automobilismo americano. Mesmo com tudo isso ainda tem quem reclame da categoria. Para mim, é corrida no seu mais puro estado: motor, câmbio manual e borracha queimada. Sem asa móvel, sem baterias elétricas que aumentam a potência, sem frescuras. Muitos criticam o alto número de bandeiras amarelas acionadas durante as corridas, considerando algo forçado para que os carros se aproximem, mas sobre essa questão lhes pergunto: quem é que gosta quando um piloto desaparece na frente e não nos proporciona a emoção de uma disputa acirrada, uma ultrapassagem ousada, a vitória conquistada nos últimos metros? Basta lembrar a incrível disputa entre Rene Arnoux e o grande Gilles Villeneuve em Dijon 79, ou a vitória de Lewis Hamilton sobre Nico Rosberg no Bahrein 2014.

É isso aí, nação GPTo: eu vim pra defender a Nascar! Sugiro que assistam as corridas da Nascar e acompanhem os pegas. Sem dúvida não vão se arrepender. Isso se a nossa gloriosa Fox Sports deixar, claro.

Após a mudança polêmica no ano passado no formato dos playoffs, o famoso “Chase”, a Nascar traz para 2015 uma séria de mudanças técnicas e esportivas. Mas antes de falar sobre elas, vamos lembrar um pouco como era o “Chase” e o que mudou em 2014.

O sistema foi criado em 2004 com a introdução de playoffs após 26 corridas. Esses playoffs traziam os pilotos que estavam no top 10 na tabela de pontuação e qualquer outro que estivesse 400 pontos atrás do líder, formando o grupo de pilotos que poderiam concorrer ao título. A regra mudou em 2007 e, de novo, em 2011: os 10 primeiros no campeonato após 26 etapas estariam classificados para o Chase, com mais dois, entre os classificados entre a 11ª e 20ª posições e que tivessem mais vitórias na temporada.

Desde que o sistema de Chase foi implementado na Nascar, Jimmie Johnson se mostrou o piloto que melhor soube aproveitar o formato, vencendo incríveis seis campeonatos, o último em 2013. No ano passado, porém, as coisas mudaram. Um sistema completamente novo foi utilizado e a garotada mais nova deitou e rolou.

Lembrando muito os campeonatos de futebol nos bons tempos, com oitavas, quartas, semis e final, o Chase trouxe uma série de rodadas que iam eliminando pouco a pouco os pilotos da disputa final. Contando com 16 pilotos inicialmente, o novo sistema riscava quatro pilotos da lista de candidatos ao título a cada três corridas. Sem discussão, sem choro nem vela. Se o piloto estivesse entre os quatro últimos dentre os dezesseis ao final da terceira corrida do Chase, acabavam suas chances. As eliminações se repetiam após a sexta e a nova corrida, quando sobravam somente quatro pilotos.  Uma corrida, pontos iguais, quatro pilotos. Essa era a grande final do Chase, aonde quem chegasse à frente se tornaria o campeão, simples assim. Os eliminados saíam literalmente no tapa com quem os tivesse prejudicado, mas nada com que os fãs da categoria não estivessem acostumados. Brad Keselowski foi quem, na maioria das vezes, levou sopapos de seus colegas. As brigas ajudavam ainda mais a aumentar a audiência, o que sempre é visto com bons olhos por quem manda no negócio. Era algo como “fight is money”.

O sistema implantado em 2014 se tornou um sucesso, não há dúvidas, mas alguns medalhões sofreram para se adaptar e foram eliminados. O primeiro campeão do Chase, Kurt Busch, caiu logo na primeira eliminatória. A segunda foi ainda mais trágica para velhos vencedores. Kyle Busch, Kasey Kahne, Dale Earnhardt Jr. e nada mais nada menos do que o multi-campeão Jimmie Johnson foram os eliminados. Uma grande surpresa, sem dúvida. Na terceira rodada o quatro vezes campeão Jeff Gordon, Carl Edwards, Brad Kaselowski, campeão em 2012, e Matt Kenseth, foram os que deram adeus às chances do título.  A eliminação de Jeff Gordon, que pilotou em 2014 como nos velhos tempos, vencendo corridas, tendo disputas ferozes e sendo por muitas vezes o mais rápido na pista, foi especialmente triste. Ele chegou à penúltima corrida como um dos favoritos, mas uma bandeira amarela no fim da prova e um toque na relargada fizeram suas chances de vencer seu quinto campeonato sumirem como fumaça.

Para a última e decisiva prova sobraram Joey Logano, de apenas 24 anos, o azarão Ryan Newman, o competente Denny Hamlin e o piloto que dominou o ano, Kevin Harvick. Foi um final surpreendente e emocionante com Harvick levando o mais que merecido título.

Chegamos a 2015. O Chase não muda, para alegria da nação Nascar, alguns pilotos trocaram de equipe e grandes mudanças técnicas vêm por aí.

A primeira delas acontece no motor, com a redução de potência de 850 cavalos para “modestos” 725 cavalos. Mesmo com está redução, a organização da categoria prevê que, com as demais mudanças a serem implementadas, a perda de velocidade deve ser de apenas 3 km/h, graças ao novo pacote aerodinâmico, que diminui muito o downforce dos carros.

Outra mudança é a possibilidade de ajuste da barra de suspensão traseira, a chamada “track bar”, permitindo que o piloto deixe o carro mais ou menos solto nas curvas, aumentando ou diminuindo a sua altura. Todo esse controle será feito do lado de dentro do carro, pelo próprio piloto. Até 2014, a regulagem era feitas pelos mecânicos, nas paradas de box.

Para as corridas em pistas mistas, como Watkins Glen e Sonoma, a grande mudança vem da condição meteorológica. Pela primeira vez, os carros poderão ser equipados com pneus de chuva. Uma mudança e tanto para uma categoria tão tradicional.

Há mudanças também no âmbito esportivo. A maior delas é o banimento dos testes privados, o que pode prejudicar os grandes times, que têm mais dinheiro pra gastar.

Equipes como a Hendrick Motorsports, Stewart-Hass, do atual campeão Kevin Harvick, Penske e Joe Gibbs, podem não sentir tanto a falta dos testes privados, por terem uma estrutura grande e estarem sempre bem preparadas, mas não vamos esquecer o exemplo da Ferrari na F1, que depois do banimento dos testes particulares nunca mais produziu carros vencedores.

Como todo apreciador de automobilismo, torço para que os dirigentes da categoria tenham acertado nas novas regras, e que a Nascar continue competitiva, veloz e barulhenta, como sempre. Agora só nos resta esperar o famoso anúncio “Drivers, start your engines”, e que venham boas corridas!

Poucos dias antes do início do campeonato 2015, fomos surpreendidos por uma notícia bombástica: Jeff Gordon decidiu se aposentar ao fim da temporada. Muitos fãs e pilotos vão lamentar essa decisão, já que Gordon foi o símbolo de uma nova geração que chegou à Nascar vencendo corridas e campeonatos de forma avassaladora, deixando as velhas lendas de orelhas em pé.

Mais um grande campeão que se retira e deixa um enorme legado para a categoria. Nos resta acompanhar seu gran finale de pertinho, pois outro piloto desses não vai aparecer tão cedo.

Rafael Mansano

Rafael Mansano
Rafael Mansano
Viciado em F1 desde pequeno, piloto de kart amador e torcedor de pilotos excepcionais.

19 Comentários

  1. Fernando Marques disse:

    Mauro,

    escuta o ronco do novo motor da Ferrari …
    http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/voando-baixo/post/de-grao-em-grao.html

    Fernando Marques

    • Mauro Santana disse:

      Pois é Fernando

      Tem que ver na pista pra saber se vai fazer barulho, pois o ronco da politriz estava mais bonito.

      rsrs

      Abraço!

      Mauro Santana
      Curitiba-PR

  2. Lucas dos Santos disse:

    Seja bem-vindo, Rafael.

    Admito que a Nascar nunca me atraiu. Como eu nunca assisti uma única corrida da categoria não tenho como criticá-la ou elogiá-la.

    Seria interessante se nas suas próximas colunas você pudesse explicar melhor como funcionam as regras, os campeonatos e divisões da Nascar para aqueles que, como eu, só conhecem a categoria de nome.

    Boa sorte e sucesso no GPTotal!

    • Rafael Mansano disse:

      Olá, Lucas.

      Obrigado pelas boas vindas! Vamos tentar abordar os detalhes da categoria e como funciona suas divisões. Recomendo assistir algumas corridas para sentir como são disputadas as provas e tentar entender melhor como funcionam as regras. Espero que goste!

      Abraços!
      Rafael Mansano

  3. Marcelo C.Souza disse:

    Excelente coluna,Rafael !!!

    Será muito interessante ver alguém aqui no GPTotal abordando sobre outras “categorias top” do automobilismo mundial! Afinal de contas,corrida de automóvel não é somente F-1,e seria legal se você também desse mais espaço para a F-Indy,pois,apesar dela não ser tão popular como a NASCAR sempre foi,ela também é tratada com muito carinho pelo público norte-americano.

    Quanto às mudanças no regulamento deste ano,não somente na Sprint Cup(a divisão principal),mas em todas as demais,espero muito que elas melhorem a dinâmica das corridas,uma vez que de 2013 pra cá só temos visto duelos de verdade nos “Mega Speedways” de Daytona ou Talladega e nos circuitos mistos,fazendo os carros andarem próximos de forma mais natural,como ocorria na década de 1990,e fazendo as bandeiras amarelas serem acionadas apenas em caso de acidente,como ocorria naquela época. E,assim como algumas pessoas aqui,também sou contra o Chase e creio que o campeonato deveria voltar a funcionar como era até 2003,premiando o piloto com maior regularidade ao longo de todo o ano.

    Afirmo isto porque a NASCAR atualmente vem apresentando uma queda de público considerável durante as provas do Chase,e o número de fãs da “Era Winston Cup” que rejeitam o formato do Chase só aumenta a cada temporada que passa.

    Sei que talvez você discorde do meu ponto de vista,mas um debate sobre isto é muito bem vindo.

    Um abraço!!!
    Marcelo C.Souza
    Amargosa-BA

    • Rafael Mansano disse:

      Olá Marcelo!

      Que bom que gostou da coluna, espero que continue acompanhando. A promessa dos dirigentes da Nascar é fazer um campeonato competitivo e disputado, as mudanças foram feitas para melhorar o espetáculo, vamos torcer para que dê certo! O Chase é sempre polêmico e divide opiniões. Nossa esperança é que o melhor sempre vença, independente do formato da disputa. O novo formato prioriza a busca pela vitória mas a sorte e o azar podem entrar no jogo, isso pode deixar alguns fãs frustrados, mas nem sempre é possível agradar a todos, certo?

      Obrigado por prestigiar o site! Continue acompanhando as próximas colunas e enviando suas opiniões.

      Grande abraço.
      Rafael Mansano

  4. Ronaldo disse:

    Por menos que gostemos do formato do regulamento, e por mais convincentes que sejam argumentos como “estão fazendo o contrário em tal esporte”, não podemos esquecer que eventos como a Daytona 500 estão entre as maiores audiências em eventos esportivos do mundo, superando inclusive o Super Bowl em algumas ocasiões.
    A NASCAR é um produto americano por excelência, e entendo, embora não concorde às vezes, que com essas credenciais a categoria está em um patamar de lançar tendências e inovar, não precisando olhar para os lados na hora de promover o esporte. Já engoliu a Indy, coloca dificuldades na realização de provas européias no território do Tio Sam… Pode-se fazer qualquer crítica, mas a extrema competência dos donos da franquia é inquestionável.
    Amo a Nascar! Ela carrega o que o automobilismo tem de mais característico, que é levar o ser humano aos limites de sua coragem. A competitividade e o desafio da Stock americana, me perdoem os detratores, não tem par no esporte a motor; NUNCA veremos um Dale Jr da vida abrir a porta para Jimmy Jonhsons…

    • Rafael Mansano disse:

      Olá, Ronaldo!

      A Nascar realmente desperta a paixão dos americanos por corridas e sem dúvida está entre os eventos mais prestigiados por lá, sempre com o patriotismo em alta. O novo Chase alavancou a audiência e foi um sucesso, por mais que alguns fãs de automobilismo não gostem do novo formato.

      Obrigado pelo seu comentário e continue acompanhando o site e as colunas.

      Grande abraço!
      Rafael Mansano

  5. Mauro Santana disse:

    Bela coluna Rafael, Parabéns!

    Olha, nunca fui muito fã da Nascar, o famoso carrossel do capeta, mas respeito e muito esta categoria, pois ela tem tradição, e os carros são muito show, ou seja, o principal quando se fala em automobilismo, são os carros, pois quando olhamos para os carros de corridas, eles tem que lhe atrair, lhe deixar exitado e ao mesmo tempo lhe deixar com medo, pois não é qualquer pessoa que vai conseguir domar estas feras sobre rodas.

    E isso a Nascar tem de sobra, coisa que a F1, na minha opinião perdeu faz muitos anos, pois os carros à tempos não passam mais empolgação e admiração.

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

    • Rafael Mansano disse:

      Olá, Mauro!

      Obrigado pelo comentário! Realmente a NASCAR tem essa tradição e coisas muito bacanas para os fãs de automobilismo, com os carros bem barulhentos e velozes.

      Continue acompanhando a coluna e volte sempre para debater com a gente.

      Grande abraço!
      Rafael Mansano

  6. Adoro a Nascar, mas tem coisas dos quais não gosto, como esse novo Chase, muito complicado e na contramão do que o próprio futebol está fazendo, onde o melhor é quem faz mais pontos no final do campeonato, fazendo justiça ao melhor. Outra coisa que descordo é das bandeiras amarelas por ‘sujeira na pista’. Para mim, essas amarelas são mais por ‘falta de emoção na corrida’.
    Quanto a discussão da Nascar, eu aprendi que não se deve comparar com a F1 ou até mesmo a Indy. É automobilismo, mas é um automobilismo diferente!

    • Rafael Mansano disse:

      Olá, João Carlos!

      Concordo com você que não se deve comparar categorias, pois são mundos muito diferentes. O importante é encontrar algo que te traga a emoção para acompanhar as corridas, torcer por um piloto e vir aqui debater com a gente.

      Espero que esse ano tenhamos boas corridas para assistir muito para falarmos por aqui.

      Grande abraço!
      Rafael Mansano

  7. Fernando Marques disse:

    Rafael Mansano,

    seja bem vindo com a Nascar
    Acho as corridas em ovais coisa de americano braço duro, que sabe acelerar mas não sabe frear e fazer curva. Não conheço um piloto americano que seja bom de braço e casca grossa. Sabem apenas andar em ovais.
    Outra coisa que nunca gostei na Nascar, são esses regulamentos onde um piloto anda bem a temporada toda, soma mais pontos e no fim não é o campeão. Para mim não tem lógica. Se estes regulamentos fossem bons o mundo todo copiava.
    Mas Nascar é automobilismo. Acho os carros irados e pode ser que com suas colunas e mais de 40 carros por corrida alguma coisa venha me chamar a atenção para a categoria.

    Fernando MArques
    Niterói RJ

    • Rafael Mansano disse:

      Olá, Fernando!

      Sem dúvida a NASCAR é uma categoria polêmica e que gera controvérsias entre os fãs de automobilismo, mas é importante debatermos e tentarmos ver o lado bom das coisas, como você bem disso. Espero que com a coluna você possa se interessar mais pela categoria e acompanhar as corridas e nossas conversas por aqui.

      Grande abraço!
      Rafael Mansano

    • Marcelo C.Souza disse:

      Será mesmo,Fernando? Apesar de serem conhecidos mundialmente como a “terra dos ovais”,os EUA também possuem uma porrada de circuitos convencionais(tanto misto como de rua),e as corridas da NASCAR são quase sempre muito disputadas neste tipo de pista. O problema maior é que,na Sprint Cup(a divisão principal da categoria) ocorrem somente duas provas fora dos “speedways”(Sonoma e Watkins Glen) e há até uma pressão dos próprios torcedores norte-americanos pela inclusão de outros circuitos mistos no calendário.

      Pouca gente sabe disto,mas é importante salientar que pilotos da F-Indy(ou melhor,da extinta CART) como Rick Mears e Al Unser Jr. fizeram testes com carros da F-1(o “rei dos ovais” com uma Brabham,e o “Little Al” na Williams) e colocaram o grande Nelson Piquet e o Riccardo Patrese no bolso,respectivamente. Até o Michael Andretti,injustamente desprezado lá no “Velho Mundo”,fracassou na F-1 basicamente por dois motivos:

      1)Ele era um piloto muito agressivo,mas também fazia muitas trapalhadas(como o Mansell).
      2)Para qualquer piloto dar certo na F-1,é indispensável a existência de um “casamento” perfeito entre ele e a máquina(como no caso do canadense Jacques Villeneuve,que saiu da F-Indy para correr na Williams em 1996,estreou com um ótimo vice-campeonato e sagrou-se campeão do mundo no ano seguinte).

      Como vemos,certos pilotos do automobilismo norte-americano(sejam eles estadunidenses ou não)são bem mais versáteis do que pensamos,só não tiveram a chance de ingressar na F-1 pela “equipe certa” e na “hora certa”.

      Um abraço!!!
      Marcelo C.Souza
      Amargosa-BA

  8. Mário Salustiano disse:

    Rafael

    faço o mesmo coro as palavras do Flaviz, muito boa a sua postura de trazer algo que discutimos e conversamos pouco por aqui, parabéns pelo belo começo

    sucesso!!

    Mário

    • Rafael Mansano disse:

      Olá, Mário!

      Obrigado pelas palavras. Legal a participação nas discussões, principlamente para uma categoria polêmica como a NASCAR. Continue acompanhando a coluna e vamos debater cada vez mais.

      Grande abraço!
      Rafael Mansano

  9. Flaviz disse:

    Grande estréia, Rafael!
    Muito banca ter uma discussão mais ampla sobre NASCAR aqui no GPTotal!

    Sucesso!

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