Gratidão

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(L to R): Race winner Valtteri Bottas (FIN) Mercedes AMG F1 in parc ferme with Lewis Hamilton (GBR) Mercedes AMG F1 and Felipe Massa (BRA) Williams. 26.11.2017. Formula 1 World Championship, Rd 20, Abu Dhabi Grand Prix, Yas Marina Circuit, Abu Dhabi, Race Day. - www.xpbimages.com, EMail: [email protected] - copy of publication required for printed pictures. Every used picture is fee-liable. © Copyright: Photo4 / XPB Images

Antes de me deitar, na noite de sábado, fiz o habitual planejamento em tópicos da coluna que pretendia escrever após a corrida em Abu Dhabi, a ser disputada no dia seguinte. Lá havia retrancas como “corrida”, “como essa temporada será lembrada”, a “caça de Hamilton aos números de Schumacher”, a “falta de confrontos diretos entre os melhores pilotos desta geração”, comparações entre 2017 e 1985 através dos desempenhos de Vettel/Alboreto ou Verstappen/Senna, e por fim, “despedida de Massa/fim de uma era”.

O plano era esse, mas ficou pelo caminho. Uma inesperada carga de emoção me fez ficar apenas com o último desses tópicos, e ao longo das quase duas horas no GP embarquei numa viagem pessoal que só ouso dividir aqui por ter certeza de estar entre pares, junto a pessoas que também tiveram a vida afetada em alguma medida por essa marcante história do Brasil na Fórmula 1.

Não sei dizer ao certo como a experiência começou. Mandei uma mensagem ao nosso grupo no WhatsApp destacando a importância do momento, e aparentemente o registro, meio que automático, fez minha própria ficha cair. De repente, notei a voz cansada de Galvão, repetindo seus eternos lugares comuns, meio ranzinza com as novidades tecnológicas e os espinhos da interatividade com quem está em casa, toda hora sendo interrompido para receber orientações ou correções através do ponto eletrônico… E senti empatia. Cresci ouvindo essa mesma voz, e lembro o quanto ele já foi bom. A câmera passeava encantada pela artificialidade estampada nos leds de Abu Dhabi, e me dava a exata dimensão do longo caminho que percorremos desde aquele asfalto remendado de Buenos Aires, dos mecânicos de shortinho, dos pilotos comendo quentinhas sobre pneus em boxes sujos, bigodes, cigarros, mulheres.

De repente, a imagem do sol se pondo na tela ganhou um tremendo significado metafórico para essa história que me enche de gratidão e de orgulho, não por nacionalismos bestas, mas porque estamos todos neste mesmo barco sofrido chamado Brasil. Sentimos na pele as mesmas amarras, as mesmas frustrações, os mesmos vilipêndios, os mesmos handicaps, a mesma carência de autoestima, que em última análise determinou o destino da preciosa equipe brasileira dos Fittipaldi. Senti orgulho ao passear por toda esta história porque nas pistas ousamos sonhar, porque não baixamos a cabeça e, apesar de tudo, vencemos e nos tornamos respeitáveis nessa arena tão exclusivista. Ensinamos um truque ou dois ao mundo, apresentamos autódromos e pilotos muito especiais e, diabos, não foi nada fácil.

A corrida, na televisão, estava uma droga. E eu aqui, sentindo lágrimas descendo pelo rosto.

Nasci no dia 19 de julho de 1978, às 5h da manhã, horário de Brasília. Naquele mesmo dia, às 9h na Inglaterra – na mesma hora, portanto – o jovem Nelson Piquet fazia seu primeiro teste num Fórmula 1. Minhas primeiras lembranças estão profundamente relacionadas a uma Brabham branca, e meu pai tentando me explicar (sem muita didádica, hoje percebo) como era possível o último colocado estar à frente do primeiro. Aprendi minhas primeiras cores descobrindo que a vermelha era a Ferrari e a amarela era a Renault. As primeiras palavras que falei na vida tinham relação direta com carros e corridas. Aprendi o que eram lendas ouvindo relatos sobre Pelé, Garrincha, o antigo time de futebol de botões de meu pai e, claro, Emerson Fittipaldi.

Lembro da primeira vez em que ouvi o nome de Ayrton Senna e do impacto que sua combinação entre velocidade e obstinação rapidamente teve sobre mim, a ponto de sua vitória no Estoril ter me marcado muito mais do que a morte de Tancredo, ocorrida no mesmo dia. E de como foi preciso viver uma vida inteira para perceber que não era pachequismo de minha parte, mas identificação e admiração mesmo. Fico hipnotizado com o talento de Loeb e vibro com Valentino Rossi, por exemplo, tanto quanto me empolgava com a mágica de Ayrton naqueles marcantes anos 80.

E então eu cresci vendo Piquet na Williams, Senna na Lotus e, depois, enfrentando Prost na McLaren, e à tarde ainda podia me dar ao luxo de ligar na Bandeirantes e ver o lendário Emerson em ação. Os pilotos passavam férias no Rio sob pretexto de testar pneus, e todos aqueles carros – e outros anteriores – estavam sempre ao alcance da mão na minha sala, nos pegas de autorama que batia com meu pai. Antes de cada temporada havia os álbuns de figurinhas, e também os preciosos guias que traziam estatísticas que uma criança podia ter dificuldades para encontrar noutras fontes, e foi ali que comecei a decorar os recordes, a lista de campeões, e – nossa, é meio emocionante me dar conta disso agora – comecei a me tornar, e me sentir, bom em alguma coisa.

De repente, meus amigos e primos começaram a me consultar quando queriam falar sobre o tema – e quem não era nascido pode acreditar: falava-se muito sobre este tema. O tradicional almoço familiar na casa de meu avô era plataforma para relembrar a corrida do dia, e guardo lembranças especiais de Jerez 1986. Adorava ficar acordado de madrugada para as provas de Japão e Austrália, e consigo estabelecer uma cronologia precisa sobre os acontecimentos de minha vida tomando como base as corridas que estavam acontecendo.

Nesse sentido a temporada de 1991 foi um divisor de águas para mim. Eu tinha 12/13 anos, e já tinha percebido que vivia uma época especial e deveria gravar aquelas corridas em VHS. E então a Globo começou a transmitir os treinos, e minha cabeça explodiu de vez. A paixão pelas corridas foi multiplicada na medida em que minha compreensão a respeito do esporte se ampliou, e foi no auge desta fascinação, naquela altura já alimentada por jogos como Super Mônaco GP e F1GP, que me deparei com a morte de Senna. O impacto sobre mim, 15 anos à época, foi indescritível, mas o amor sempre foi pelas corridas, e sobreviveu.

Vieram os anos de Barrichello e Massa, tornei-me um colecionador de gravações de corridas e, aos poucos, pude ver Fittipaldi atuando na F1 antes de meu nascimento. Certa vez mandei um e-mail para O Globo que, ao ser publicado com destaque, me indicou a profissão que iria seguir. E cursei jornalismo, e descobri o GPtotal, e li o livro do Edu, e me formei. Alguns de meus melhores amigos devo a esta paixão por corridas, que conjugada ao jornalismo me deu oportunidade de conhecer tantos pilotos e tantas pistas. Lembro do dia em que o Barão Fittipaldi me pediu que transmitisse a Nelson Piquet um abraço seu. E eu fiz isso. Pessoalmente. Ou do dia em que, ao fim de uma entrevista, Roberto Moreno me pediu que escrevesse sua biografia. Quando imaginei que aquele cara que tanto me marcou ao tourear o Benetton nas ruas de Phoenix iria se tornar meu amigo, se hospedar em minha casa?

Olhando agora, tudo parece meio surreal. Essa história da F1 no Brasil não apenas atravessou minha vida, como a pautou, a guiou, me ajudou a descobrir meus talentos e a me dar autoconfiança. Rendeu-me amizades verdadeiras, irmãos, lembranças, histórias. Momentos que enchem a vida e são o único tesouro que realmente acumulamos.

Em 2018 não haverá piloto brasileiro no grid. Outros devem vir no futuro, mas o ciclo dourado de 47 anos se encerrou. Interlagos está ameaçada, o GP Brasil está ameaçado, e é claro que sinto em mim o chamado para defendê-los, bem como estimular o surgimento de novas pistas, certamente num processo de interiorização.

Mas hoje… Caramba. Hoje, a única coisa que eu consigo sentir é gratidão.

Márcio Madeira
Márcio Madeira
Jornalista e Engenheiro mecânico, nasceu no exato momento em que Nelson Piquet entrava pela primeira vez em um F-1. Sempre foi um apaixonado por carros e corridas.

16 Comentários

  1. Tiago disse:

    Olá Marcio, quando vai sair a biografia do Roberto Pupo Moreno?

  2. Cleiton disse:

    Amigo Márcio,
    Lendo sua coluna, foi impossível também não me recordar de lances da história do Brasil na F1 que marcaram minha vida. A lembrança mais remota que tenho não se deve a um brazuca, mas ao Villeneuve voando para a morte em Zolder, mas que despertou em mim, um menino de 9 anos, a curiosidade para acompanhar aqueles malucos de então, voando a 300 km/h em carros dotados de efeito-solo, minissaias, etc. Segui para a fase da brincadeira, na época do despertar da criatividade e da imaginação, com carrinhos de plástico em formato de F1, numerados, e com os quais disputava campeonatos em pistas desenhadas com tijolo no chão de cimento do quintal de casa.
    Passada essa fase, veio a época de acompanhar as corridas pela TV aos domingos de manhã e madrugadas dos GP’s do Japão e Austrália. Vieram as corridas marcantes: Estoril 1985, Jerez 1986, Alemanha 1986, Austrália 1986, o acidente do Piquet em Ímola, o tricampeonato de 1987, Japão 1988, Japão 1989, entre outras.
    E que privilégio o seu, amigo, de conhecer o Barão, o Moreno, o Piquet!!! Quanta honra e quanta felicidade!
    Realmente, a história do Brasil na F1 se confunde com a sua história com a F1. Você tem, mesmo, todos os motivos para sentir-se grato ao Universo!
    Mais uma vez, parabéns pelo excelente e emocionante texto!
    Aquele abraço!

  3. Alexandre Silva disse:

    Márcio,
    esta é a minha primeira participação aqui no seu espaço e está de parabéns pelo texto e seu enfoque. Que profissionais como você jamais deixe o automobilismo morrer aqui no Brasil. Venho também para recomendar a você e seus leitores a acompanhar o trabalho do canal Velocidade Alta na web mantido pelo fã de F1 Dan Moran e situado aí no Rio de Janeiro, a começar pela entrevista que ele fez com o seu colega de profissão Marcelo Courrege sobre o seu trabalho como reporter da F1 pela TV Globo antes dele ir para a Russia como correspondente da próxima Copa do Mundo.
    Um abraço e sucesso!
    Alexandre Silva
    São Paulo/SP

  4. MarcioD disse:

    Caro Marcio,

    Que belo texto carregado de emoção e que me fez imediatamente viajar no tempo!! Impossível conseguir ficar sem falar de como tudo começou para mim!!

    O Vírus do automobilismo entrou em mim quando meu pai aos 5 anos me colocou no colo e deu algumas voltas de Kart comigo. Os filmes Grand Prix e Le Mans que assisti na telona alimentaram muito esta paixão. Ai fiquei sabendo de um cara chamado Jim Clark que era muito rápido, arrojado, talentoso demais e que morrera numa pista de corrida e imediatamente o associei ao Scott Stoddard de Grand Prix. Passei a admira-lo e comecei a ler sobre automobilismo. Em 72 me aparece um Brazuca muito jovem chamado Fittipaldi e que estava confrontando aquele que era considerado o sucessor do Clark, era o melhor piloto à época e que já era bicampeão, Stewart. E houve um GP Brasil não oficial naquele ano em que o carro do Emerson que liderava quebrou e infelizmente um argentino acabou ganhando aquela prova. Comecei a acompanhar tudo através das revistas Placar, Auto Esporte e Quatro Rodas, colei posters de F1 em todas as paredes de meu quarto. Ficava extasiado com a beleza daquela Lotus preta e dourada. Começaram a transmitir corridas pela TV e ai o Rato foi campeão aos 25 anos em cima do Stewart!!!. No ano seguinte meu pai me presenteou com um autorama super pista c/ curva inclinada e os dois carrinhos eram justamente a Lotus e a Tyrrell, foi quando a coisa pegou fogo de vez. E para minha alegria em 81 Piquet foi campeão justamente em cima daquele argentino e em 88 Senna foi campeão em cima de um professor que estava na mesma equipe. Foi muita emoção poder acompanhar tudo isso. E o resto é história……..

    Como o Fernando Marques me sinto privilegiado por ter vivenciado e torcido na conquista dos oito títulos brasileiros. Somos um povo afortunado, o Stewart até já disse que a água que nós bebemos é diferente. Países muito mais desenvolvidos e que tem uma estrutura automobilística muito maior e melhor não tem os resultados que temos cito, p. ex.,Itália e França. E o Japão então, que nunca chegou a um vice do qual temos vários.

    De todo este período só lamento principalmente 3 coisas: A ida prematura de Fittipaldi para a Copersucar, onde o lado de construtor falou mais alto que o de piloto, o erro de julgamento de Piquet ao ir para a Lotus em 88 e onde o $$$$ importou muito mais e a morte de Senna em 94, que além de ter sido uma tragédia, acabou impedindo um confronto maior dele com Schumacher. Não fossem estes fatos éramos para ter na verdade no mínimo uns 12 títulos.

    A F1 me trouxe muitas alegrias em grande parte deste período e por isso te agradeço muito por este texto que me levou a tão agradáveis lembranças.

    Abraços,

    Márcio

    • Salve, xará! Obrigado por dividir suas experiências.
      Por mais que os “se”s sejam sempre perigosos, sua tese é bem interessante. Com certeza havia talento para números ainda mais generosos, mas cada vez mais me convenço que não são os números que fazem lendas. A ida de Emerson com certeza foi precipitada – o próprio Ricardo Divila me disse isso. Mas imagine o que poderia ter acontecido se o País inteiro abraçasse aquele sonho…
      Abraço, e escreva sempre.

  5. Pô Márcio, não me faz chorar não…

  6. Fernando Marques disse:

    Marcio,

    quando pensei ao acabar a corrida de Abu Dabhi que não teríamos mais um piloto brasileiro em 2018, pensei logo no que poderia ser feito para que o Pietro Fittipaldi, Pedro Piquet ou Sette Camara chegasse logo a Formula 1. E me enchi de esperança. Sou sempre otimista.
    Mas lendo a sua coluna, uma era de 47 anos findou.
    O que vi disso.
    A primeira de Emerson eu estava fazendo 10 anos, e soube pela 4Rodas, da qual já era assíduo leitor. Daí em diante passei a acompanhar pela TV e pelas revistas tudo o que se passava na Formula 1 e no automobilismo internacional e brasileiro. Aquele Maverick /berta/Hollywood do L. Pereira Bueno me enchia os olhos.
    No dia 6 de outubro de 1974, comemorei o meu aniversário de 14 anos saboreando o bi do Emerson e o primeiro podio do também aniversariante Jose Carlos Pace. Por falar em PAce, a sua vitoria em Interlagos comemorei como nunca, ainda mais com dobradinha brasileira junto com Emerson (a primeira da historia) .
    Veio Piquet, que é o meu grande ídolo desde que via “a live” correndo na Super Ve aqui no Rio a triunfar na Formula 1. Veio Senna, grandes vitorias, títulos e não esqueço do dia de seu acidente fatal.
    A primeira vitoria de Barrichelo, estava em Rio das Ostras (balneário aqui no norte do Estado) num casamento de um primo e com ressaca e tudo da festa brindei no bar onde assistia a corrida o seu triunfo.
    As vitorias do Massa no Brasil … todas show de bola …
    Foram 47 anos de histórias brasileiras na Formula 1 de muitas vitorias e de fortes emoções … acho que vi quase tudo dela neste tempo …

    Fernandoi Marques
    Niterói RJ

    • Fernando Marques disse:

      Eu não sou um bom escriba … queria terminar o que disse em meu comentário anterior que me sinto um privilegiado em poder ter assistido todos este 47 anos de brasucas na Formula 1 … hoje não guardo revistas ou algo parecido mas adoro quando me lembro de muita coisa que aconteceu nestes anos … confesso que a sensacional coluna do Marcio Madeira mexeu em muito com minhas lembranças …
      Não vou deixar de acompanhar a Formula 1 por causa do fim desta era de 47 anos mas fiquei triste ao comprar um jornal neste domingo passado, jornal O Extra (uma especie de O Globo mais em conta) e ver seu caderno de esporte não fazia nenhuma referência ao GP de Adu Dhabi e muito menos a ultima corrida de Felipe Massa na Formula 1 … erro imperdoável … nos bons tempos dos anos 70, 80 e 90 era comum o jornal O Globo destinar no mínimo 2 paginas para a Formula 1 (ricas em reportagens e entrevistas) e quando o GP era no Brasil um encarte inteiro destinado a corrida …

      Fernando Marques

    • Você é um privilegiado, meu caro.
      A profissão também me deu a honra de entrevistar Luizinho Pereira Bueno, algo que guardo com muito carinho.
      E estava pertinho de você quando Rubinho venceu em Hockenheim. Vi a corrida num hotel em Cabo Frio.
      Abraço!

  7. Rubergil Jr. disse:

    Puxa vida, deixa eu contar uma coisa. Com a experiência, tenho conseguido captar alguns momentos marcantes, “históricos” – e ter filho ajuda muito a criar esta percepção.

    Mas nesta corrida eu estava totalmente alienado, reclamando do circuito horroroso, da corrida (sic), das bobagens do Galvão…. e nem me toquei que estava presenciando o fim de uma era. Olha só como a gente perde alguns momentos. Foi preciso este texto para me cair a ficha.

    Marcio, você é 2 meses mais velho que eu. Então, eu entendi perfeitamente tudo o que você escreveu, quase como se fosse comigo. Especialmente as temporadas 1990/1991.

    Obrigado por me fazer compreender que o GP de Abu Dhabi 2017 foi a pior corrida do ano e talvez a mais importante.

  8. Fernando De Carvalho disse:

    Boa tarde Marcio

    Excelente relato, fica a saudade de épocas não tão passadas.

    Quanto a Biografia de Pupo Moreno, quando sai?

    Cordialmente

    Fernando

    • Salve Fernando!
      Rapaz, essa demora é uma vergonha, mas se deve às agendas apertadas, minha e dele. De qualquer forma, o que posso dizer é que já temos quase 300 páginas prontas, e está ficando muito legal. Espero que valha a espera.
      Abraços!

  9. É isso, grande Mauro. A coisa foi tão forte que, para nós, que vivemos tudo isso, é muito fácil estabelecer amizades, encontrar afinidades, formar grupos.
    É algo que marcou profundamente a nossa geração.
    E o amigo Manuel, que também deixou seu alô por aqui, ainda teve o privilégio de torcer pelo Emerson nos tempos da F1.
    Abraços aos dois.

  10. Mauro Santana disse:

    Caramba meu Amigo, nem sei o que falar, pois estou emocionado escrevendo aqui.

    Nasci em 21/05/1980, e me vi exatamente na mesma situação que vc, exceto que minha primeira lembrança forte da F1, se remete ao GP Brasil de 86, e daí em diante, tal Amor nunca morreu.

    Crescemos numa época incrível, tanto da F1 como na Indy, escutando duas feras na narração brasileira que disputavam palmo a palmo os Ibopes das transmissões esportivas, Galvão Bueno e Luciano do Valle.

    Também sou grato por tudo isso, e a saudade aperta o coração de uma maneira que é difícil não se emocionar.

    Obrigado Márcio, por escrever de maneira tão linda, expressando tal sentimento que só quem viveu aquela época, sabe como fomos gratos.

    Grande abraço!!

    Mauro Santana
    Curitiba PR

  11. Manuel disse:

    Sem palavras !!!

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