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Senna foi humilhado por Piquet em Hungaroring, 1986? Ora, quero eu ser humilhado desse jeito!

Há cerca de quinze dias eu tive a idéia de editar um vídeo com o “pega” de Hungaroring e escrever um texto sobre ele. Qual não foi a minha surpresa ao ver que o GPtotal se antecipou, e fez as duas coisas antes de mim. No entanto, após ler as colunas dos mestres Pandini e Edu, bem como as sempre boas cartas dos leitores, percebi que meu texto não estava invalidado. Na verdade, Panda me poupou o trabalho de descrever a corrida (e o fez muito melhor do que eu faria). Além disso, os comentários que reproduziu, bem como as observações dos leitores, são exatamente o que eu precisava para defender meu ponto-de-vista.

Antes de desenvolver minha argumentação quero dizer que esta foi a ultrapassagem mais linda que eu já vi, e que considero Piquet o piloto mais talentoso dentre os que acompanhei na Fórmula-1. Mas nem por isso o melhor deles.

Esta ultrapassagem é um assunto cíclico entre os leitores. A grande maioria concorda com Flávio Gomes, e não hesita em dizer que Piquet humilhou Senna na pista aquele dia. Alguns “sennistas” concordam; a maioria se cala, e uns poucos se arriscam, dizendo que Ayrton deixou Piquet ultrapassar, que Senna não quis assumir riscos, que ele não lutaria com outro brasileiro, ou coisas do gênero. Os fãs de Ayrton sofrem sempre as conseqüências deste tipo de defesa, que, me perdoem, é patética. Senna não tem nada a ver com os absurdos que escrevem sobre ele.

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Bem, eu discordo redondamente do que escreveu Flávio Gomes. Se eu fosse Senna, não teria nenhuma razão para sair de Budapeste em 1986 humilhado. Ayrton teve um fim de semana brilhante na Hungria, a começar pela qualificação. Com sua velocidade natural, o brasileiro conseguiu aproveitar toda a potência do motor de treinos da Renault e compensar a deficiência de chassis de seu Lotus, numa pista travada e sem muita aderência. Conquistou a pole com mais de 3 décimos de vantagem para Piquet, se posicionando imediatamente à frente de Williams e Mclarens. Carros superiores, pilotados por 4 campeões mundiais, que somados abocanharam nada menos que 9 títulos.

Os motores Renault eram famosos pelo alto consumo, e isso reduzia drasticamente seu desempenho em corridas – numa época em que o reabastecimento era proibido. Se não fosse, Ayrton teria disputado prova a prova os títulos de 85 e 86. Pistas como Hungaroring, Mônaco e Jerez, bem como corridas debaixo de chuva, eram as poucas oportunidades que ele tinha de acompanhar os pilotos das duas equipes inglesas. Vale dizer que – em condições de corrida – seu Lotus não era majoritariamente superior às Ferraris ou Benettons, nem muito menos ao Mclaren de Rosberg. E Senna superou todos estes no decorrer do campeonato.

Ao longo da corrida, Ayrton e Nélson confirmaram seus estilos diferentes. Senna, descendente, pulou na ponta ditando o ritmo da prova. Para ele, a primeira volta era a mais importante de uma corrida. Por isso, tal como Clark, era comum ver Senna posicionado muito à frente do que seu equipamento poderia sugerir. Senna tinha o mesmo objetivo de Fangio – outro piloto descendente – ou seja: ganhar, andando o mínimo possível.

Piquet, ao contrário, não dava tanto peso às qualificações, nem era tão rápido quanto Ayrton – o que, aliás, ninguém era. Costumeiramente também largava mal. Tinha um perfil notadamente ascendente. Suas vitórias eram construídas a partir de uma preparação fina do carro (e nisso Piquet era imbatível), de um ritmo extremamente forte de corrida (cuidadosamente conjugado com um aguçado senso de preservação do equipamento), e, sobretudo, de fartas e belas ultrapassagens. Piquet assina, além desta, muitas das mais belas manobras já vistas na categoria.

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Vejamos rapidamente um pouco de teoria:

Para que exista uma ultrapassagem, é fundamental que um conjunto carro-piloto mais veloz esteja, por alguma razão, posicionado atrás de um conjunto mais lento. Quanto maior esta diferença de rendimento, mais provável a ultrapassagem, e menos provável o “pega”. Por outro lado, se o rendimento de ambos é parecido, requer-se mais arrojo e perícia de quem vem atrás para uma tentativa bem sucedida. E uma reação por parte de quem vem à frente não pode ser descartada. Foi o que ocorreu na Hungria, e acontece na maioria das grandes ultrapassagens.

Ora, de acordo com esta lógica, Senna já teria muitos méritos só por conseguir, no terço final da prova, ainda estar posicionado em primeiro. Mais que isso: ele estava mais de uma volta à frente do terceiro colocado – nada menos que Nigel Mansell pilotando um carro muito superior. Não é justo resumir a coisa a um “Piquet humilhou Senna”, quando Senna, num carro inferior, foi o único piloto a brigar com Nélson naquele dia. Mais justo seria dizer: Piquet humilhou Mansell, ou Piquet humilhou a todos. Senna, dos que estavam lá, foi quem mais mereceu estar fora deste título. Não fosse sua raça, Piquet não teria tido a chance de assinar sua obra-prima.

httpv://www.youtube.com/watch?v=z6HixXpf9Ns

Pelo mesmo raciocínio, a disputa só teve lugar porque Piquet largou mal e se posicionou mal em relação a Ayrton por boa parte da prova, tendo de lutar para ocupar um lugar (à frente de Senna) que seria seu por direito. É bem verdade que se atrasou em sua troca de pneus, mas não foi este o fator decisivo. Em sua arrancada final, Piquet mostrou ter muito mais equipamento, e as imagens deixam claro o quanto ele era mais veloz nas retas. Em geral, o público valoriza mais as corridas de recuperação. Mas pouca gente se lembra que muitas delas seriam desnecessárias caso o conjunto mais forte estivesse posicionado conforme seu potencial, desde o início da competição.

Outro ponto importante: Se Ayrton fosse um piloto comum, bastaria a Piquet realizar uma manobra convencional. Na 12ª volta, Piquet ataca Senna e este não se defende. Foi assim, também, que Piquet superou Mansell ainda mais cedo. Mas a coisa muda de figura quando a prova se aproxima de seu fim. Agora Senna se defende, e não resta a Nélson nada menos que ser brilhante. Ele extrapola, e reinventa a pilotagem.

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Pensando bem, não poderia ser diferente. Coloque na liderança um piloto extremamente veloz e totalmente comprometido com a vitória, guiando um equipamento competitivo, porém inferior. Acrescente a este piloto um talento especial para evitar ser ultrapassado. Atrás dele, ponha um piloto muito talentoso – talvez o mais talentoso de todos – e de ritmo extremamente forte, num carro excelente e muito bem acertado, que largue quase sempre mal e que seja o maior especialista em ultrapassagens da Fórmula-1 moderna. Seria bom se este piloto estivesse numa fase conturbada, precisando muito da vitória. Conceda aos dois qualidades que os permitam vencer, cada um, ao menos 3 títulos mundiais em tempos de grande competitividade. Ah, escolha uma pista travada, que dê chances ao primeiro de se defender e obrigue o de trás a mostrar todo seu repertório. Tá bom? Ainda não. Falta o principal: os dois podem ter a mesma nacionalidade, e devem nutrir uma enorme rivalidade mútua, a maior que se possa conceber, penetrando, preferencialmente, a vida íntima de cada um.

Pronto. Eis o panorama que se desenhou para aquela corrida. A verdade é que para uma manobra como esta acontecer, não basta um piloto superdotado. O ultrapassado também precisa ser fantástico. E isso acontece em muitos dos casos em que se fala de humilhação.

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Por fim, a todos os que insistem nesta tese: Se o que vocês entendem por humilhação é:

1- ganhar uma fortuna para ser o primeiro piloto de uma legendária Lotus preta JPS;

2- protagonizar uma das mais belas disputas da rica história da categoria máxima do automobilismo, ainda mais na primeira corrida disputada na Cortina de Ferro;

3- dispondo de equipamento inferior, ser capaz de dar uma volta em Mansell e levar um tricampeão do quilate de Piquet a tal extremo de pilotagem;

4- ter a chance de acompanhar in loco, no mais privilegiado dos ângulos, a maior demonstração de controle sobre um carro, a mais bela ultrapassagem já mostrada pela televisão, bem, então ser humilhado é o sonho da minha vida.

__________

Publicado originalmente em 31 de março de 2005

Márcio Madeira
Márcio Madeira
Jornalista e Engenheiro mecânico, nasceu no exato momento em que Nelson Piquet entrava pela primeira vez em um F-1. Sempre foi um apaixonado por carros e corridas.

16 Comments

  1. Alessandro disse:

    Márcio, seu texto é genial!

    E concordo contigo: bobagem querer dizer que “fulano” humilhou “ciclano”; o que vi, garoto encantado com a F-1 que era, foi o duelo de dois gênios, em sua máxima forma, das coisas mais lindas que já vi nas pistas.

    Nada mais…

  2. geraldo luiz rodrigues saraiva disse:

    Em 40 anos,já vi ultrapasagens históricas, a do Rubinho no Schumacher, quase espremido no muro. Mas a ultrapassagem do Piquet na hungria em 1986, quem viveu na hora a experiencia de dois brasileiros disputando roda a roda e ver o piquet fazer o impensavel, numa curva parabólica ultrapassar por fora e pra piorar saindo de quatro,de traseira, cara foi a ultrapassagem da hitória, arrojo, técnica, coragem, inteligencia e um pouco de loucura. Piquet tu ainda é o meu idolo.

  3. O Flávio Gomes é parecido com o Reginaldo e Galvão, toma partido contra ou a favor de quem ele gosta. No caso o Piquet, que ele reputa como o “mais talentoso piloto brasileiro”, é o preferido dele. Prost, Lauda, Stewart, Clark, etc. já foram ultrapassados de várias formas até mesmo por cabeças-de-bagre em dia de rara inspiração. A ultrapassagem foi bonita sim, mas não dá pra resumir a história dos dois só com isso…

  4. ed disse:

    Bom texto. Só não acho que valha a pena gastar tantas linhas discursando sobre se Senna foi ou não humilhado.

    Ninguém desmerece Senna ou sua pilotagem por essa corrida, usando isso na verdade, pra enaltecer ainda mais e com justiça, a espetacular manobra de Piquet.

  5. Rogerio disse:

    Concordo com o texto em todos os sentidos.

    A ultrapassagem de Piquet foi genial e algo genial nunca humilha ninguem.

  6. Márcio disse:

    Concordo com cada colocação dos participantes deste site. Mas sem dúvida foi uma grande ultrapassagem e o Senna odiou ser batido daquele jeito. Entretanto digo se o senna tivesse vivido o suficiente para andar com carros que pudessem usar vários jogos de pneus e abastacer como foi até pouco tempo, teria dado uma outra dimensão de pilotagem possivelmente mais espetacular do que já tinha feito. Talvez seguramente era este período o mais favoravel para mostrar toda a sua velocidade.

  7. Mauro Santana disse:

    Olá Amigos do GPTotal!

    Estou ansioso para ver este novo modelo que a Ferrari vai utilizar em 2012, foi batizado com o codinome 663.

    Fica aqui uma pergunta, será que ele vai ser mesmo um modelo revolucionário como ficou bastante comentado no terço final da temporada de 2011!?

    Segue matéria publicada no Grande Premio.

    http://grandepremio.ig.com.br/formula1/2012/01/12/modelo+2012+da+ferrari+foi+reprovado+no+crash+test+da+fia+afirma+jornal+10541992.html

    Abraço a todos!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

  8. Leandro disse:

    hahahaha. Essa de mostrar o dedo pro Senna depois da ultrapassagem, confesso que uma época eu fui um dos que ficou procurando a imagem no vídeo kkkkkkkk
    É óbvio que é o maior caô do Piquet (um dos muitos). Depois de uma manobra difícil dessas, impossível ainda se dar ao luxo de fazer um gesto desse. Ele era habilidoso mas não era deus rsrs.

  9. Fernando Marques disse:

    Caros João e Mauro Santana,

    quem disse que mandou foi o Piquet … pede a prova a ele … o que não muda a minha opinião a respeito da ultrapassagem humilhante (ou com outro adjetivo semelhante) que ele aplicou em Senna naquele dia … principalmente por resolver atacar por fora, entortar o carro e não permitir que o Senna lhe aplicasse o “x” que aplicou na volta anterior … o Senna, apesar da belissima corrida que fez, teve que ir pra casa calado, pois sabe que tinha tomado uma ultrapassagem historica …

    Fernando Marques
    Niterói RJ

  10. Mauro Santana disse:

    Concordo com o João, isso é pura lenda do Piquet!

    Mas isso que era legal na F1, os pilotos se alfinetavam e falavam o que vinham na cabeça.

    Hoje, é tudo robótico, e o garotinhos não podem falar um “A” diferente que já pegam gancho.

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

  11. Joao disse:

    Caro Fernando Marques, essa história do “mandar tomar naquele lugar” foi uma das maiores fanfarronices do Piquet, apenas depois de espalhar o boato da homossexualidade. E o mais incrível é que, nos dois casos, ainda tem gente que jure ser verdade. Mostre-me UMA imagem em que Piquet tenha a mão para fora…

  12. Fernando Marques disse:

    Nunca eu iria ficar fora deste debate … até por que sou da opinião que Piquet humilhou Senna se vista por um outro lado da qual vou expor.
    Pelo ponto de vista do texto certamente o Senna não foi humilhado pela corrida que fez botando inclusive uma volta em MAnsell/Willians que chegou em terceiro fora o tempo que botou em cima das Mclarens. Ninguem duvida que Senna fez uma belissilima corrida naquele domingo.
    Mas vale lembrar que na volta anterior a ultrapassagem, Senna deu um “X” no Piquet evitando assim a perda da liderança e que na volta seguinte se preparou ou para evitar que Piquet tentasse a ultrapassagem novamente por dentro ou se possivel poder meter outro “X”. Jamais imaginou que Piquet fosse tentar por fora como fez e ainda mais segurar no braço 1000 cavalos de força na traseira doidos pra ir para a grama … e mais ainda dando tempo de manda-lo tomar naquele lugar com uma das mãos. Se isso não é humilhação gostaria de saber qual seria o melhor adjetivo?
    No mais este texto nos invoca a total realidade do que na verdade foi a temporada de 1986, que assim como Mauro Santana, considero a mais emocionante que assisti e que infelizmente não vimos um brasileiro campeão.

    Fernando Marques
    Niterói RJ

    • SEC disse:

      Eram dois mestres em segurar a cavalaria controlando nas entradas e saídas de curvas, naquela velocidade, no final da reta, claro que Senna duvidou, o mundo inteiro que assistiu duvidou…o que acontece hoje? será que Senna não pensou em “espalhar” também como forma de defesa? os dois dessa vez estavam para lá de “Deus me livre”, Piquet direcionou as rodas dianteiras para dentro da curva antes de frear, possibilitando-lhe tomar a frente de Senna e então controloar aquele Boeng, se não fosse assim era grama, iria frear na parte suja, não teria tração, tomava um X e na melhor das hipóteses receberia a “espalhada” de Senna…..o interessante é que no casos dos melhores, não os vemos tomar um X, mas livrarem-se da loteria da espalhada, espalhando cacos para todos os lados e depois reclamações de que estaria sendo perseguido e coisa e tal….os F1 já se poderiam considerar modernos, muitos avanços estavam sendo implantados na categorias e também retirados…então porque nunca mais se viu pilotos de melhor quilate repetindo aquela saída de quatro, freando, esterçando e acelerando algumas vezes até colocar o carro em linha reta? cada carro magnífico que vimos no decorrer desses anos e ninguém com coragem, para não dizer competencia, de realizar a manobra?

  13. Mauro Santana disse:

    Belo texto Márcio!

    Só gostaria de acrescentar um detalhe, que todos os carros do grid estavam equipados com cambio manual, com alavanca e três pedais, ou seja, Piquet teve que fazer “punta taco”, cambear a Williams com a mão direita e doma-la com a esquerda, e ainda por cima, tendo que manter o giro do motor turbo Honda elevado com os leves toques no pedal do acelerador, que era comum naqueles anos dourados.

    Piquet deu show, e ponto final!!!!!!!

    E se não estou enganado, foi após este GP que Piquet apelidou Senna de “freio de mão puxado”.

    Aquilo que aconteceu na Hungria naquela tarde, nunca mais irá acontecer, dois grandes pilotos, a bordo de duas belíssimas bestas feras, cujam ambos motores turbos se desconhecem até hoje a potência final, e ainda por cima, brasileiros de rivalidade extremamente acirrada.

    Já faz alguns meses que estou revendo toda esta belíssima temporada de 86 na íntegra, e é impressionante como Piquet se sentia incomodado com a presença de Senna, principalmente à partir daquele excelente GP de Detroit.

    Vejam esta entrevista que Piquet deu ao Reginaldo Leme logo após ter vencido em Monza 86, duas provas após o GP da Hungria.

    http://www.youtube.com/watch?v=N3V5Tz74IDE

    Na minha opinião, esta foi a temporada mais tesão da história da F1, a que eu mais gostei nestes meus 27 anos acompanhando a categoria máxima do automobilismo.

    E aquela tradicional foto que fora ordenada por Bernie Ecclestone antes da largada do GP de Portugal de 86, com Senna, Prost, Mansell e Piquet abraçados e sentados na mureta do Pit Line, é história e eterna.

    Desculpem a empolgação, mas quando o assunto é a F1 dos anos 80, bate muita saudades!

    Abraço a todos!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

  14. Celso disse:

    Belo texto! A humilhação estava para todoo resto do grid e não para Senna. A uktrapassagem sófoi tão bela em função de tudo que você descreveu e dos protagonistas da mesma. E, também considero Piquet o mais talentoso piloto da F1 moderna que vi. O que não significa ser o melhor ou o mais veloz, do seu tempo ou de todos os tempos.
    Sortudos são aqueles que puderam acompanhar uma fase tão rica da F1 quanto os anos 80/90, com diferentes configurações de carros e estilos de pilotagem convivendo e tendo sucesso.

  15. Allan disse:

    Gostei do texto – isso de “humilhar” é tão pessoal quanto gosto ou b…a, cada um tem o seu, mas resta claro que só surgiu pela briga entre Piquetistas e Sennistas.
    Apenas não concordo quando dizes que cada um tinha 3 títulos na ocasião – óbvio que sabes disso, mas o texto permite interpretar outra coisa, e mesmo considerando o que ambos fizeram na F1, os títulos de Senna e o ultimo de Piquet viriam depois. Senna ainda era inexperiente, e Piquet vivia seu auge, o que deveria, enfim, ter sido considerado por Vossa Senhoria. Aliás, é por ESTA razão que julgo Schumacher também um dos melhores, porque em 92 e 93 (no início da carreira, ou seja, longe do auge) enfrentou Mansell, Senna (este certamente no ápice), Prost e até Piquet, fazendo da Benetton um carro vencedor. Tudo no meio dos melhores…

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