Indizível

O pioneiro do ar – parte 2
08/11/2015
Festa de fim-de-ano
13/11/2015

O final da temporada da MotoGP renderá muitos debates ao longo dos futuros anos.

Valentino Rossi não perdeu o campeonato da MotoGP para Jorge Lorenzo. Ele o perdeu para si mesmo.

Na pista, VR46 foi quase perfeito ao longo de todo o ano. O quase, nesta sentença, fica unicamente por conta de sua atuação em Misano, quando julgou mal a evolução meteorológica e demorou a trocar de moto em meio à segunda alteração climática da corrida, deixando de vencer para terminar na 5ª posição. Os 11 pontos que abriu em relação a Lorenzo (que caiu) foram ilusórios. A rigor, naquele dia ele deixou de somar 14 tentos que certamente teriam mudado a dinâmica do campeonato. À exceção deste episódio, no entanto, Valentino colecionou praticamente todos os pontos que sua competitividade permitiu. Não houve falhas, não houve a menor falta de motivação, não houve desculpas, tombos, resfriados, arm pumps ou viseiras embaçadas. Também não dá para dizer, por exemplo, que ele perdeu quatro pontos para Pedrosa em Aragón, sob pena de sermos desrespeitosos com a excelente atuação do piloto da Honda.

Mas até aí tudo bem. Não se pode cobrar a perfeição de ninguém, e a verdade é que, colocados todos os riscos na balança, Rossi chegou absurdamente perto de alcançar esta meta ideal. Andar rápido o ano inteiro, protagonizar duelos memoráveis no limite da coragem – como a briga que teve com as Ducatis no Qatar –, e terminar uma campanha de 18 corridas tendo uma troca de moto fora de hora em meio a uma corrida de clima variável como único erro sério cometido não é coisa para seres humanos convencionais.

Claro que seria possível argumentar que Rossi poderia ter sido mais rápido em um punhado de ocasiões, a julgar pelo desempenho entregue por Lorenzo. De fato, existe alguma verdade em tal afirmação, mas ela é bastante relativa. Para início de conversa, há que se observar que Rossi carrega peso extra em relação a seus concorrentes diretos, e isso o penaliza, sobretudo, nas zonas de aceleração e de frenagem. Além disso, Rossi é sensivelmente mais velho, e moldou sua pilotagem e seus instintos a máquinas cuja condução natural era bastante diversa das configurações atuais.

Um conhecido ditado motociclístico diz que mais vale apostar num piloto rápido que caia, do que num piloto lento que não caia, pois o rápido pode aprender a não cair, enquanto o lento jamais aprenderá a ser rápido. Pois bem, ao longo dos últimos dois anos Rossi fez picadinho deste ditado, reaprendendo a ser rápido fora de suas características, após ter vencido nove títulos mundiais no mais alto nível. Uma estatística produzida após o GP da Austrália indicava que, em corridas disputadas com pista seca em 2015, sua média de voltas havia sido sete milésimos mais rápida que a de Lorenzo. Algo que seria absolutamente impensável ao fim de 2013, e mostra exatamente o tipo de comprometimento de Valentino numa fase da carreira em que não precisaria provar qualquer coisa que fosse a ninguém, exceto a si próprio.

Mas sim, nos treinos ele continua a ser um pouco mais lento que seus melhores adversários, e nas corridas sempre perde tempo até alcançar pista livre, lutando para superar conjuntos inferiores sem dispor da necessária velocidade final em retas para concretizar tais manobras. Poderia ele ter sido melhor sob este aspecto? Possivelmente sim.

Acontece que nada disso custou o titulo a Rossi – ou, ao menos não diretamente. Afinal, apesar de suas fragilidades visíveis, o Doutor iniciou a temporada 2015 com um plano claro de conquista de campeonato, elaborado a partir de uma visão mais ampla do esporte, que, como dissemos, ele executou à perfeição exceto por uma única falha de julgamento.

Empenhado em manter uma constância de bons desempenhos a qualquer custo, Rossi só ficou fora do pódio quando enfrentou condições muito, muito especiais e adversas. Sem tombos, pontos fracos ou dias ruins, o Doutor foi uma máquina de somar pontos que colocou enorme pressão sobre os ombros jovens de seus rapidíssimos adversários, levando-os a erros que realimentavam o ciclo. Que ninguém duvide: quem destruiu Márquez este ano foi Rossi, não Lorenzo. E, claro, nas poucas vezes em que teve a menor chance de vitória, seu comportamento voltava-se para o Plano A, os riscos voltavam a ser altos e o resultado foi um aproveitamento de 80%, com quatro vitórias em cinco oportunidades, todas elas sensacionais e absolutamente populares.

E é aqui que chegamos ao ponto central, indizível, incompatível com os manuais do bom jornalismo, mas que efetivamente custou o título mundial a Rossi.

A senha do problema nos foi dada por Márquez e Lorenzo ao mesmo tempo, após o GP do Japão, em Motegi. “Rossi está liderando o campeonato por sorte”, afirmou Lorenzo. “Rossi tem a sorte dos campeões”, disparou Márquez. Os dois, assim como Stoner antes deles, sabem que são – e são mesmo – mais rápidos que o italiano. Como, então, explicar sua liderança na tabela de pontos? Claro, só pode ser sorte.

Mas a coisa vai além, e é preciso mergulhar nas mentes de Stoner, Jorge e Marc para compreender suas posturas. Todos eles chegaram à categoria rainha tendo Rossi como referência, por um motivo ou por outro. E todos eles descobriram, em algum momento de suas carreiras, que conseguiam pilotar ainda mais rápido que o italiano. Por que, então, o mundo inteiro não vê isso, afinal? Por que continuam exaltando as vitórias de Rossi, por que sempre continuamos a ser perguntados sobre os episódios de Laguna Seca 2008, Barcelona 2009 e Argentina ou Holanda 2015? Por que, corrida após corrida, entrevista após entrevista, demonstração após demonstração de que podemos ser mais rápidos, o mundo inteiro continua dando tratamento diferente a esse sujeito? Por que as arquibancadas continuaram amarelas mesmo quando ele passou três anos sem vencer? Por que todos deliram com suas poucas vitórias, e não têm a mesma reação quando vencemos com frequência muito maior? Por que nossas comemorações, por mais que tentemos, não fazem o mesmo sucesso? Por que, quando corremos em casa, vemos mais torcedores dele do que nossos? Por quê?

Conscientemente ou não, essas perguntas martelam, martelam muito.

Stoner jamais tentou, mas tanto Jorge quanto Marc tentam sim, e muito, serem ídolos como Valentino. Para Stoner o mais importante era o reconhecimento a respeito de sua qualidade como piloto, e não foram poucas as vezes em que demonstrou seu descontentamento com relação ao tratamento dispensado a Rossi, em detrimento ao que ele próprio recebia. Este, aliás, foi certamente um dos motivos que contribuíram para sua aposentadoria precoce.

Para quem tem a convicção de que Valentino não é tão bom quanto dizem, para quem vê uma irritante contradição entre o conceito que faz do rival e a idolatria que o mundo lhe reserva, para quem tantas vezes experimentou o lado duro do italiano em disputas diretas, para quem, enfim, tem que se medir contra suas fragilidades visíveis e suas virtudes invisíveis, simplesmente não parece justo que todos delirem com a hipótese de um título ser conquistado por alguém que não o merece, que não é o santo que pensam, não é tão rápido quanto dizem, mas, ainda assim, é misteriosamente amado e cultuado pelas multidões que não entendem nada do esporte.

Provavelmente, em seus íntimos, todos os três acreditassem que tomariam o lugar de Valentino no topo do esporte quando fossem capazes de batê-lo em desempenho puro. Agora imagine o tamanho da frustração de que estamos falando aqui. Você enfrenta todo tipo de dificuldade, dentro e fora das pistas, arrisca o pescoço, redescobre os próprios limites, aprimora-se, aprimora-se, aprimora-se, escala, quebra diversos ossos do corpo, vive com dores, cumpre as etapas e, quando finalmente chega ao topo, assume ainda mais riscos até vencer o cara que era sua referência. Todos os seus melhores sonhos se realizaram a enorme custo, e você sente que merece cada um deles. Você tem dinheiro para fazer o que quiser, é cortejado pelas mais lindas mulheres, conhece o mundo todo, é bajulado por pessoas próximas, se esforça para ser simpático com todos… E toda vez que esse cara cruza seu caminho, o máximo que você consegue é se tornar o vilão da história. Diabos, o que mais querem que você faça?! Não, não parece justo, e com o tempo este é o tipo de coisa que vai te cansar.

É por isso que digo que Rossi perdeu o título para si mesmo. Não na pista, como deveria ser, mas perdeu para a própria grandeza, para o próprio carisma, para o próprio brilho, para a pressão insuportável que sua mera existência representa aos adversários. Perdeu porque é amado e odiado, porque é maior que o esporte, porque extrapola à lógica de ser o mais rápido, porque onde outros viram sorte, não viram que ele próprio a construiu, peça por peça.

Valentino foi o melhor piloto do ano, e o grande nome do esporte a motor em 2015. Márquez e Lorenzo puderam mudar os números, mas não podem mudar a realidade. Seu vice-campeonato, tal como a atuação de Senna em 1993, encontra-se acima da imensa maioria dos títulos. Que, como o próprio Senna costumava dizer, serão conquistados todos os anos, sejam os vencedores dignos ou não.

E o mesmo pode ser dito a respeito de sua reputação. Sim, a perigosa pirraça de Marc na Malásia levou Rossi a sujar as mãos diante dos olhos do mundo. Pronto, agora finalmente o mundo viu a verdadeira faceta de seu falso ídolo. Será mesmo?

Ora, essa não foi a primeira vez que algum adversário se dispôs a testar Valentino, e em todos os casos sua reação foi sempre igualmente dura. Sua atitude não foi correta, é fato, mas definitivamente foi coerente. Rossi é humano, é competidor, é brigador, e é amado e respeitado por isso. Se for acuado vai reagir, como Senna reagiu, e, desculpem, é cômodo demais bancar o santo sentado no sofá de casa.

Rossi é o que é porque dá gosto torcer por ele, como noutros tempos deu gosto torcer por Senna ou Villeneuve. Porque se for o mais rápido irá vencer, mas se não for, irá lutar do mesmo jeito, como um Rocky Balboa da vida real. Não importa se é trilhardário, não importa se os outros são mais rápidos, não importa se está chovendo canivete, não importa nada. Não existem dias ruins, ele não irá cair, não irá se entregar. O desejo de vencer é o que o move, e se entrar numa disputa na última volta, seja pela vitória ou pela penúltima posição, irá botar a vida em risco para chegar à frente. Não, Rossi nunca foi santo, mas é fiel a seus fãs e irá recompensá-los de todas as formas que puder, nas pistas e fora delas.

A poeira está começando a baixar, e desde já eu aposto que tanto Márquez quanto Lorenzo ainda vão se arrepender muito do tipo de comportamento que tiveram na reta final da temporada. Se não por uma crise de consciência, certamente porque terão de lidar com perguntas e julgamentos por anos sem fim.

Até porque, cá entre nós, é pretensão e ingenuidade demais achar que um ídolo do quilate de Valentino se destrói desta maneira, quando é justamente disso ​que ele se alimenta.

Abraços,

Márcio Madeira

Márcio Madeira
Márcio Madeira
Jornalista e Engenheiro mecânico, nasceu no exato momento em que Nelson Piquet entrava pela primeira vez em um F-1. Sempre foi um apaixonado por carros e corridas.

10 Comentários

  1. Carlos Chiesa disse:

    Permita-me reproduzir seu comentário a respeito da minha última coluna: “Que fase vive o GPTotal. Que maravilha de texto.” Análise espetacular, concorde-se ou não.

  2. Leandro Duarte disse:

    Rapaz, belo texto, parabéns.

    Bela comparação com Senna 1993, caberia até Piquet aqui também.
    Que maravilha a Moto GP com tantos bons competidores.

  3. Mauro Santana disse:

    Perfeito Amigo Márcio, Perfeito!

    Faço minhas as suas palavras, e só acrescento que o que Rossi tem um grande carisma.

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

  4. Fabiano disse:

    Marcio,
    O problema do Stoner sempre foi ele mesmo. Não o Valentino Rossi. Seu problema com lactose e seu emocional foram um problema na carreira do australiano muito mais que o rival italiano.
    Lorenzo é um piloto fenomenal sim. Mas, é um sujeito nada simpático. Este ano eu lembro de vê-lo empurrar uma grid girl achando que a moça estava o atrapalhando naquela imagem que passa todos os pilotos antes da volta de aquecimento. Pior de tudo que ela não tava. Ou seja, não dá pra comparar em simpatia com o Valentino.

  5. Eduardo Trevisan disse:

    Lamentável a atitude do Marquez e o comportamento do Lorenzo. Eu já estava preparado para a corrida terminar como terminou. Foi decepcionante ver o Marquez fazendo a guarda do Lorenzo, inclusive contra o Pedrosa (único momento em que o Marquez se mostrou combativo). Se fosse o Valentino na frente a tal formiga atômica ia insistir até cair. De novo.

    Texto excelente, para ler, reler e recomendar. Impecável.
    Obrigado.

  6. Fernando Marques disse:

    Marcio,

    o mais incrível da sua coluna é o fato do Lorenzo ter sido o campeão sem levar o título de melhor piloto da temporada … perfeito a sua analise …
    Agora creio eu, e nós apenas percebemos isso na coletiva das ultimas duas etapas do Mundial, que o Valentino Rossi já percebia a intenção do Marc Marquez em querer ajudar o Lorenzo a ser campeão, por motivos bem obvios que nós todos sabemos..
    Rossi ciente que esta ajuda viria mesmo começou a jogar pressão nas coletivas numa forma talvez de inibir o Marquez a dar tal ajuda … o que o Rossi não contava era que o Daniel Pedrosa iria fazer parte deste teatro também … e aí ficou uma covardia …
    O que vimos em Valença foi um teatro espanhol … a ponto até, espantosamente para mim, o publico vaiar o teatral pódio e aplaudir o desempenho do Rossi … assim como fez todo o padock da corrida …

    Fernando Marques
    Niterói RJ

  7. Manuel disse:

    Meus caros, temo que Rossi se destruiu a si mesmo. Nao precisou de ajuda de ninguem. Basta ver o seu lamentável comportamento na Malasia.

    Nao consigo compreender como se censura a Marquez por nao atacar a Lorenzo em Valencia sem saber se tinha condiçoes ou nao para fazê-lo e, ao mesmo tempo, nada se diz do comportamento de varios pilotos que nenhuma oposisao ofereceram a que Rossi os superara. Especialmente ridiculo foi o caso de Petrucci que, para dar tanto espaço a Rossi, quase sai fora da pista. Ou o de Iannone quem, desde varios dias antes, já dizia que faria tudo o que pudesse para ajudar Rossi.
    Assim, se aceita o sabido frente comun em favor de Rossi, mas se questiona a soposta ajuda de Marquez a Lorenzo.

    Lorenzo, desde os treinamentos, estava dando tudo e conseguindo tempos fantasticos. Na corrida fez o que melhor faz : escapar na frente. No fim a corrida foi 40 segundos mais rapida do que a do ano pasado. Ou seja, mais de um segundo mais rapida por volta de média. Lorenzo inclusive bateu o recode de volta rapida em mais de 1,5″, portanto, nao parece que houvesse nenhum “pacto” de nao agressao.

    Lorenzo foi o piloto que mais poles conseguiu na temporada, chegando a um total de 61 em sua carreira ( igualando a Rossi neste quesito ). Foi o piloto que conseguiu mais voltas rapidas, mais voltas lideradas e mais vitórias, portanto, como duvidar se merece ou nao o titulo ?

    Recordemos tambem que, após suas quatro vitorias consecutivas, que sugeriam que mais viriam, a Bridgestone decidiu voltar ao pneus da temporada passada, sem que ninguem se estivesse queixando dos atuais, o que cortou sua sequencia de vitorias.

    A rivalidade entre Rossi e Lorenzo vem de longe. Concretamente, desde que o espanhol entrou na Yamaha em 2008 e logo mostrou muito serviço. Entao, Rossi até suspeitou que Lorenzo estava recebendo melhor equipamento e, em certa ocasiao em que o espanhol o estava superando nos tempos, exigiu provar a moto de Lorenzo. O resultado foi que Rossi conseguiu tempos piores que os de Lorenzo, o que deixava claro que nao havia favoritismos.

    Aquele foi um episodio que nao diz nada bom de Rossi e que, jamais havia aconteceu antes com nenhum piloto ( pelo menos sem o consentimento do outro piloto ). Desde entao, Rossi deixou de compartilhar informaçoes e telemetria com Lorenzo, chegando a pedir a instalaçao de uma divisoria nos boxes que o mantivesse separado de Jorge.

    Em 2010, com Lorenzo lutando pelo titulo e Rossi já descartado, o italiano se mostrou especialmente agressivo com Lorenzo no GP do Japao, e só o bom senso do espanhol evitou uma queda de ambos. O italiano parecia, até, querer evitar o titulo de Lorenzo a qualquer preço. No fim da temporada, Rossi abandonaria a equipe para entrar na Ducati em 2011. Contudo, quando Rossi retornou à Yamaha, Lorenzo nada objetou quando foi perguntado ao respeito.

    Rossi, foi durante muito tempo o menino mimado da categoria. Aquele ao que se lhe permitia quase tudo ( Biaggi, Gibernau ou Stoner que o digam ) e, agora, que se enfrenta a um piloto como Marquez que, como ele mesmo, nao se inibe nem se retrai quando a luta corpo a corpo é necessaria, nao gosta nada da situaçao.Se o incidente da Malasia tivesse ocorrido na primeira corrida do ano, nao tenho dúvida de que Rossi teria sido desclassificado. Contudo, por ser quem era e tal como estava a classificaçao do campeonato…

    O que resulta ridiculo é que um tal Alonso, membro do arganizaçao do campeonato, dicesse que nao haviam visto motivos para castigar a Rossi, mas, ao mesmo tempo, se lhe aplicam os 3 pontos de puniçao. Caramba, se o que Rossi fez foi o bastante grave para ser sancionado com 3 pontos, como é possivel que nao houvesse nada para que se lhe castigasse “in situ” ?

    Temo que, uma vez mais, prevaleceu a politica e o negócio antes do que a justiça. Assim, a expectaçao gerada teve um enorme impacto mediatico… e economico.

    • Obrigado pelo retorno, meu amigo.
      Concordamos plenamente quanto à qualidade de Lorenzo. E, como o próprio título do texto já diz, eu não tenho como publicar estas opiniões numa matéria jornalística.
      Numa coluna assinada, no entanto, acredito que haja espaço para este debate.
      Abraço, e saudades.

      • Manuel disse:

        Oi Marcio,
        Somos nos os que devemos agradecer poder desfrutar de textos como os seus !

        No que à materia se refere, creio que nao foi Rossi quem destrui Marquez este ano, foi a Honda.
        Desde o principio do ano Marquez vinha se queixando da nova moto. Dizia que era arisca e pouco estavel. Realmente dava para se ver que Marquez estava claramente expremendo a maquina acima de suas possibilidades. Marquez insistiu tanto em que lhe dessem o chassi do ano passado que a Honda no fim… cedeu. Isto é algo que os japoneses jamais haviam feito antes com ninguem. Com o novo chassi, Marquez resurgiu, mas já era tarde demais.

        Resulta curioso que Rossi se queixe de Marquez e sua combatividade mas nao diga nada de Pedrosa quem, ja descartado no campeonato, apos dura luta com ele, lhe privou da vitoria na Japao e de preciosos 5 pontos. Tampouco explicou como, na Australia, Marquez, o soposto ajudante de Lorenzo, privou a Jorge da vitoria ja no fim da prova.

        um abraço.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *