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O primeiro dos eventos “além-mar” nesta fase do campenato é o Grande Prêmio de Cingapura, realizado no Marina Bay Circuit. Espetacular, diga-se. O evento possui uma história curta mas significativa, notável não só como primeiro destino de uma corrida noturna na história da categoria, mas também por ter sido palco do famoso "crashgate" de 2008.

 

A temporada européia chegou ao seu fim na Itália e para os eventos finais do Campeonato mais uma vez voamos para terras distantes do berço.

O primeiro dos eventos “além-mar” é o Grande Prêmio de Cingapura, realizado no Marina Bay Circuit. Espetacular, diga-se. O evento possui uma história curta (o que torna difícil falar dele em um GPTotal que é movido pela história da nossa querida F1), mas significativa, notável não só como primeiro destino de uma corrida noturna na história da categoria, mas também por ter sido palco do famoso “crashgate” de 2008. Este ano, para adicionar linhas nobres ao currículo, pode apresentar ao mundo o vencedor do título mundial.

O circuito, de iluminação artificial, está apertado e cercado barreiras no melhor estilo Mônaco. Possui uma série de retas ligadas por grampos; são 23 curvas sobre uma volta de aproximadamente 5 quilômetros. A corrida é composta de 61 giros, que no ano passado, consumiu quase duas horas para agraciar Fernando Alonso como seu vencedor. Nem vamos debater aqui as exigências de um circuito como esse. Sempre serão necessários altos níveis de aderência aerodinâmica e mecânica, com velocidade máxima e potência total em segundo plano se compararmos com a prova anterior em Monza. O fato de ser disputada à noite traz um clima incomum, mas que gira em torno do “muito quente” e bastante úmido.

Os eventos passados em Cingapura não nos dão muitas pistas do que esperar. Na estreia do circuito, em 2008, Massa fez a pole com mais de meio segundo sobre o resto da turma. Por conta de um pitstop infeliz da Ferrari, perdeu a vitória. Além disso, tivemos o famoso incidente para favorecer Alonso. Ainda vivendo da desconfiança de 2008, a corrida seguinte em 2009 viu a luta de Hamilton para defender seu título, vencendo de forma fenomenal. Em 2010, novo domínio de Alonso, dessa vez legítimo. Como piloto da Ferrari, dominou a corrida de ponta a ponta, impulsionando sua campanha para disputa do título até a última etapa. Como todos esses acontecimentos, a lista de vencedores é curtinha: duas vitórias de Alonso, uma de Hamilton. Por equipes temos um cenário melhor: Renault, McLaren e Ferrari. RedBull e Vettel ainda buscam a consagração nesse circuito.

 

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httpv://www.youtube.com/watch?v=mZelJeQ55lY

 

Vettel, de Toro Rosso, já passava Webber no vídeo promocional da RedBull em 2008.

 

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O que Nelson Piquet Jr. fez para o esporte em 2008 não é digno de nota e comentários. Teve até ensaio da rodada! É injustificável um piloto deliberadamente botar sua vida – e de outros pilotos – em risco com um acidente para alcançar um resultado que traga mais dinheiro em patrocinadores.

Para Piquet Jr valeu a pena. Saiu de uma equipe media (em decadência) para o mundo da Nascar, com patrocinadores, o bolso cheio (que nunca esteve vazio, diga-se) e com toda a mídia brasileira idolatrando as aventuras do brasileiro no superprotegido mercado americano.

 

httpv://www.youtube.com/watch?v=dZrCVbU6pWQ

 

 

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Mesmo assim, o que esperar para 2011? A RedBull nos confundiu com performances fortíssimas em Spa e Monza, onde todas as fichas estavam comprometidas em outras apostas. Por conta disso, é bem prudente creditar a eles o favoritismo. Dois outros fatores merecem atenção. O primeiro é que os dois carros estavam no pódio em 2010. Não ganharam, mas estavam ali, pertinho de conquistar o caneco. O segundo a gente pode colocar no colo de Vettel: uma vitória é o caminho mais curto para o título e ele deve vir superestimulado para melhorar o segundo lugar obtido em 2010. A Ferrari parece ser a de melhor desempenho aqui. Massa foi dominante até o mecânico do “lollipop” se entusiasmar demais e acabar com a vida do brasileiro. Mesmo assim a vitória caiu no colo de Alonso, que virou piloto da Ferrari e venceu ano passado no carro vermelho. Do meio do grid para trás, a corrida parece uma grande incógnita totalmente desinteressante. Podemos esperar uma boa performance de Maldonado e Kobayashi, que se destacaram em Mônaco e uma Renault um pouco mais forte e equilibrada que o comum. Já as Mercedes e Force India devem perder terreno com seus carros excelentes em aerodinâmica, potência e sem nenhuma aderência mecânica. Não cabe avaliação HRT, Virgin e Team Lotus, seria repetitivo dizer que serão as três últimas.

Vale olhar com carinho para a corrida de Barrichello. Sempre bem nesse tipo de circuito, o veterano brasileiro não deve mais se apresentar na Fórmula 1 em 2012. É uma pena.

Pensando com frieza e sem o ufanismo midiático, é uma pena porque está difícil de acreditar que manteremos pilotos brasileiros na Fórmula 1 com o automobilismo de base que temos no Brasil. Barrichello está na lista dos últimos que veremos por lá por uma bom tempo.

 

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Sobre o título desse ano, parece bastante óbvio que o Sebastian Vettel pode deixar o pequeno país já com o título na bagagem de mão. Interessante que no ano passado chegamos a Cingapura com o título completamente em aberto, sem o domínio completo do alemãozinho imberbe. Se Vettel conseguir sua terceira vitória consecutiva, Webber e Button não podem chegar em 2o  e Alonso não pode compor o pódio com algum deles. São resultados completamente possíveis considerando os pilotos na disputa e que podem sim adicionar um novo nome na galeria dos bicampeões.

 

Se o campeonato está decidido e você não vê nada que possa parar Vettel, no máximo um suspiro de emoção para adiar o inevitável, não desanime! Corridas com pilotos como Hamilton em situações que não se tem nada a perder, tendem a ser um grande espetáculo.

Um circuito cinematográfico em uma corrida aberta, são ingredientes que indicam um final de semana fenomenal para Fórmula 1.

 

Boa corrida! Participe conosco pelo Twitter com os comentários do treino classificatório e da corrida, em tempo real, no twitter.

“Assistam” a corrida conosco, nos seguindo em @GPTotal.

 

Abraços,

 

Flaviz Guerra – @Flaviz

 

 

Informações da Pista
Dimensão:
5.073 km
Voltas: 61
Distancia:
309.316 km
Volta mais Rápida*:
1:45.599 – K Raikkonen (2008)
Circuito de Cingapura
*Volta mais rápida em corrida
Flaviz Guerra
Flaviz Guerra
Apaixonado por automobilismo de todos os tipos, colabora com o GPTotal desde 2004 com sua visão sobre a temporada da F1.

2 Comentários

  1. Tassio Bruno disse:

    concordo, sem duvida barrichelo para esse ano.
    nao por sua vontade, mas forçado por, q me perdoem, seus resultados.

    ele tem grande chance é como desenvolvedor de carros,
    ate mesmo chefe de equipe. rubens, pensa nisso com
    carinho cara, para vc nao ir para no stock car…

  2. Mauro Santana disse:

    No vídeo de Cingapura de 2008, impressionante a cara do Nelsinho Piquet no final do vídeo.

    Cara de quem fez pum no elevador!

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