Na pista.

Voando em Spa
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Coletivo vs Individual
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São nove corridas em 14 finais de semana! Depois das férias da F1 queremos carros na pista!

Acabaram-se as férias. Acabaram as fábricas fechadas. Acabou esse intervalo incômodo – para os fãs – de 4 semanas sem corridas e de duas semanas sem os times trabalharem.

É um acordo que nos incomoda. E que gera uma bagunça no calendário. Mas é uma pausa necessária para que trabalha nas equipes. É a única chance de descanso durante o verão europeu. Depois disso, serão 9 corridas em 14 semanas. Nesse ritmo frenético ainda é necessário viajar até o Japão, visitar o Texas, passar pelo Oriente Médio e chegar ao Brasil.

O ritmo é intenso e apesar de Vettel começar a segunda metade do campeonato a frente da tabela com certa vantagem, nada está decidido. Ainda existem muitas dúvidas sobre o ritmo que as equipes voltarão nessa segunda fase, quem trabalhou melhor nas fábricas e com seus simuladores e, principalmente, o ritmo de desenvolvimento que será mantido, já com foco no novo regulamento de 2014. Vale lembrar que não é só motor que muda, existe uma revisão aerodinâmica esperando as pranchetas e computadores dos engenheiros.

Para completar o cenário desolador para o torcedor, um caminhão de especulações pipocam na internet. E todos os efeitos colaterais: jornalistas que empurram boatos como se fossem verdade, jornalistas que não querem dar opinião para não parecer boato, e um mundo de comentários sobre o disse-que-disse-quem-disse. Quem perde, é o torcedor, sempre.

É um cenário de incertezas que começa a ganhar contornos nesse fim-de-semana. Por que decisões deveriam ser sempre tomadas onde é devido: na pista!

Antes disso tudo acontecer, temos algumas pinceladas sobre o GPTotal para dividir com vocês!

Nesse novo formato, o GPTotal chega ao seu segundo ano completo. O site cresceu, chegamos ao Twitter e ao Facebook. Ano passado, nossa página no facebook tinha 300 “seguidores”, hoje já passamos de 12.500. As colunas do GPTotal foram vistas por mais de 55.500 pessoas diferentes. Tem gente de todo lugar, pessoas de 106 países diferentes chegaram até aqui e deixaram mais de 2300 comentários.

E na sequencia, 7 dias depois, na próxima segunda-feira, 26 de Agosto, termino meu segundo ano de GPTotal como “contribuinte” das colunas de “pré-corrida”. A colonua de hoje é a minha quadragésima terceira.

Para finalizar! No dia 19 de Agosto de 2013, o GPTotal completou 12 anos de vida. São muitas histórias, muitas colunas e muita contribuição dos leitores! Não é possível pensar o GPTotal sem a batuta do Maestro (e Mestre) Eduardo Correa e a interação com os leitores. Parabéns a vocês! É um grande trabalho diário do Marcel, da Alessandra, do Carlos, do Marcio, do Eduardo, do Lucas, do Roberto, do Manuel e do Tiago, para trazer conteúdo original, de opinião e exclusivo para o site.

Para essa volta das férias imagine um exercício simplório de geografia e matemática de como será a vida da simpática equipe Lotus nesse segundo semestre. Não é um levantamento científico, só uma brincadeira.

O time precisa começar sua jornada nos portões da sua fábrica. De lá, são 9 países e mais, supostamente, 5 visitas a sede antes do retorno definitivo. Tudo isso espremido em 14 semanas. Veja a baixo o roteiro básico:

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Spa-Francorchamps – 23/25 Agosto
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Monza – 06/08 Setembro
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Cingapura – 20/22 Setembro
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Coréia do Sul – 04/06 Outubro
Suzuka – 11/13 Outubro
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India – 25/27 Outubro
Abu Dhabi – 01/03 Novembro
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Austin – 15/17 Novembro
São Paulo – 22/24 Novembro
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Logicamente as distâncias não são precisas, não dá pra considerar todos os aspectos logísticos. Como por exemplo o deslocamento para São Paulo onde o vôo das equipes chega em Campinas e depois se direciona para São Paulo. Mas dá para dimensionar o tamanho do desafio que os times enfrentam.

Por cima, aproximando, são 80.000 km entre indas e vindas.

É muita coisa em pouquíssimo tempo.

Giedo van der Garde e depois a Pirelli explicam os desafio de Spa

A corrida na pista de Spa é sempre uma das mais esperadas do calendário. A tradição de correr em um circuito clássico é incomparável. Pilotos, fãs, mecânicos, jornalistas…todos adoram a pista e suas histórias.

A pista de alta velocidade e muito seletiva favorece os carros de boa aerodinâmica, predominantemente com pouco arrasto. Os motores são muito exigidos mas não há um esforço muito grande nos freios: há tempo suficiente para eles sere refrigerados e os sintomas de fadiga são menores.

Esse misto de particularidades da pista e as incompreensíveis mudanças de tempo, dão a corrida um tempero especial e muitos resultados improváveis. Podemos lembrar da única pole da história da Force India, com Fisichella em 2009. Ou um pouco mais atrás, a primeira pole de Barrichello em 1994. Há ainda a grande chances de acidentes. A primeira curva é especial. Grosjean é grande fã, por exemplo.

É uma prova de resistência e sobrevivência.

Fernando Alonso, vejam só, nunca venceu em Spa. É um único circuito clássico que ele não tem troféu. Pra piorar, nem uma única primeira fila sequer ele conseguiu. Nessa volta das férias, a esperança de Alonso é ter carro para reverter essa situação. A Ferrari deu declarações que ainda não desistiu do campeonato. Pelo menos o de pilotos. Nos construtores, tudo depende de Massa. Ele precisa de pontos para conseguir ajudar a equipe e conseguir um lugar para 2014. Desculpas, mesmo que sinceras, não ajudarão mais.

Na RedBull, velocidade de cruzeiro. O time sempre é muito discreto em suas declarações técnicas e não abre o jogo. O carro tem uma característica única de pouca velocidade em reta o que o torna presa fácil, principalmente na largada. Tirando 2010, Vettel perdeu posições na primeira volta em todas as 6 vezes que largou lá. Mas não é fator de preocupação, é uma corrida para salvar pontos e manter a liderança do campeonato, basicamente chegar a frente de Alonso e Raikonnen.

A grande surpresa (não tão surpreendente assim) pode ser a confirmação da boa fase da Mercedes. Realmente os novos pneus fizeram bem ao carro prata e agora a prova de Spa pode confirmar se não foi um brilhareco. Mais do que isso, uma vitória de Hamilton pode colocá-lo como um candidato forte a acabar com sonho do tetra de Vettel. Ele está somente 9 pontos atrás de Alonso e 10 atrás de Kimi, os dois considerados concorrentes mais próximos do alemão.

Para a turma do meio, Force India espera repetir os desempenhos vistosos de sempre e abrir alguns pontos de frente para a McLaren. McLaren jura que está na briga por vitórias em 2013, mas vai ter que vencer mesmo o desânimo de seus pilotos em relação ao carro. Sauber e Toro Rosso, continuam na sua fase de figuração. Certamente pensando em como resolver os orçamento e o carro de 2014.

No pelotão que fecha o grid, a novidade é Pat Symonds na Williams. Como foco em 2014, mas acreditando que ainda consegue contribuir com alguma coisa para o carro de 2013. Para esse ano não devemos esperar nada mais da Williams além de reclamações de Maldonado. Catherhan e Marussia estão animadas, com 2014. Não há nada a fazer nesse ano, é sentar e esperar.

Fora das pistas a boataria é o tema principal. Quem vai pra RedBull? Massa continua na Ferrari? O carro preto e dourado vai continuar com Kimi?

São tantas variáveis e só duas certezas: a dupla da Mercedes não muda e Pastor Maldonado continua sendo patrocinado pela PDVSA.

Raikkonen pode estar em um mato sem cachorro. Ficar na Lotus sem dinheiro para fazer um carro competitivo ao longo de 2014, correr em uma RedBull com o possível tetra-campeão do mundo ou encarar os desafetos em Maranello. Ele não vai passar por necessidades financeiras, nem ficar a pé. Mas parece que as decisões que ele precisa tomar não são das mais fáceis.

Alonso anda pressionando o mercado, diz que quer sair. Mas não sai. É rei em uma equipe cheia de dinheiro e não vai dividir carro com piloto de ponta. Exatamente, Massa não é piloto de ponta.

As mudanças da temporada dependem desse xadrez iniciado no momento do anúncio da aposentadoria de Webber. Mas acredito que as principais mudanças ocorrerão no pelotão intermediário.

O que vocês acham?

 

Informações da Pista
Dimensão:
7.004 km
Voltas: 44
Distancia:
308.052 km
Volta mais Rápida*:
1:45.108 – K Raikkonen (2004)
Circuito de Spa
*Volta mais rápida em corrida

São nove corridas em 14 finais de semana disponíveis até o fim do novembro brasileiro. O ritmo é intenso e a distrações para tirar o foco do possível tetra-campeonato de VEttel são fortes.

Mas nós só queremos uma coisa: carros na pista!

Abraços
Flaviz Guerra – @Flaviz

Flaviz Guerra
Flaviz Guerra
Apaixonado por automobilismo de todos os tipos, colabora com o GPTotal desde 2004 com sua visão sobre a temporada da F1.

2 Comments

  1. Mauro Santana disse:

    E vamos para o GP da Bélgica sem os excelentes comentários do Reginaldo Leme.

    Essa Globo é uma merda mesmo!!!

    Boa corrida a todos!

    Abraço

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

  2. Lucas disse:

    Curiosidade: alguém consegue lembrar, de bate pronto, quando foi a última vez em que um piloto foi campeão graças à sua equipe voltar muito mais forte que as demais após as “férias de verão” e assim reverter uma situação desfavorável? Só puxando rapidamente pela memória, a Red Bull estava muito melhor que a Brawn na segunda metade de 2009, assim como a Ferrari nadava de braçada em cima da Renault na segunda metade de 2006, mas nem assim os campeonatos foram revertidos.

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