Os silêncios de Imola

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Nosso colunista esteve no Autódromo Enzo & Dino Ferrari, em Imola, San Marino.

Uma das experiências mais marcantes que podem ser vividas por um legítimo fã do esporte a motor é conhecer autódromos. E não falo aqui apenas de visitas em dias de corrida ou track days, mas também em ocasiões sem qualquer atividade, nas quais, no máximo, será possível caminhar a pé pelo traçado ou pelos boxes.

E vou além. Sempre que possível, o ideal é chegar à pista caminhando, prestando atenção a todos os detalhes, todos os sinais, sentindo a presença se manifestar aos poucos, preparando o espírito gradualmente como um peregrino a caminho de uma terra santa. É muito comum, aliás, encontrar nos mais diversos idiomas comparações entre pistas e “templos sagrados”, ouvir falar em “deuses da velocidade”, mas na maioria das vezes a analogia busca apenas ressaltar a importância do local, ou valorizar o esporte elevando-o ao status de religião. Todavia, quem já viveu a experiência de caminhar sozinho por uma pista de tradição, distante de qualquer barulho, sabe que os dois ambientes têm em comum características muito mais intensas e insuspeitas. O fato é que existe algo de profundamente místico numa pista vazia. Acredite, autódromos tradicionais, assim como igrejas, possuem e cultivam seus fantasmas.

Não estamos falando de algo fácil de ser traduzido em palavras. Talvez por serem palco habitual de alguns dos sons mais imponentes que o homem já foi capaz de produzir, ou então por terem sido concebidos para que tudo dentro de seus muros aconteça da maneira mais rápida e impressionante possível, o fato é que o silêncio, a imobilidade e a solidão ganham significados completamente diferentes no isolamento de um autódromo inativo.

É o tipo de coisa que é preciso experimentar para compreender.

Não apenas a trabalho, mas também muitas vezes fazendo esse tipo específico de turismo, tive a sorte de conhecer diversas pistas que serviram de cenário para momentos que, de uma forma ou de outra, marcaram minha vida.

Vivi inúmeros momentos assim na saudosa Jacarepaguá, sozinho ou na companhia de gente como o amigo Francisco Santos ou os ídolos Emerson Fittipaldi e Ingo Hoffmann. Tive oportunidade de caminhar por uma Interlagos vazia ao lado de meu irmão Lucas Giavoni; de dar uma volta em Brasília na carona de Roberto Pupo Moreno; ou andar à noite pela pista de Curitiba, após um dia de trabalho. Caminhei pelas instalações de Valência com nosso querido Manuel Blanco; percorri as curvas do circuito da Boavista, no Porto; e pulei os muros do Estoril para caminhar sozinho pela pista, debaixo de uma chuva batismal.

Nessas e noutras pistas experimentei uma espécie de comunhão com os ases do passado que só encontra paralelo na fruição em bons museus, ou ao visitar locais de interesse sacro. Fui capaz de sentir suas presenças e ouvir o ronco de seus motores ainda ecoando em zonas de aceleração. Sintonizei o testemunho de guard rails, asfalto, muros. Vi Lotus, Williams e McLarens espectrais, guiadas por vultos debaixo de capacetes em cores brasileiras, britânicas, francesas ou no formato de uma gota d’água escorrendo para o lado. Sentei em mesas de restaurantes próximos, imaginando quem já teria feito a mesma coisa, do mesmo jeito, e quais pratos teriam pedido.

De alguma forma as vibrações continuam em tais lugares, e tenho absoluta certeza que nosso chefe Edu viveu as mesmas sensações quando caminhou pelas míticas curvas inclinadas de Monza, alguns anos atrás.

O dia é 22 de janeiro, perto de 9h da manhã, e o termômetro do trem indica quatro graus negativos do lado de fora da janela. Provavelmente não está tão frio assim, mas certamente não está muito longe disso. Alguns minutos após deixar a estação central de Bologna o painel eletrônico dá a senha. Próxima parada: Imola.

Pelo tamanho da estação já dá para ver que a cidade não é grande. Apenas três plataformas bastante simples, e poucas opções de comércio, todas elas típicas de interior. A vista fora da estação, contudo, é bem agradável. Ainda que modesto, o lugar é bonito e bem cuidado.

Ao perguntar sobre o autódromo, um morador indica um ônibus. Recuso. Apesar da esposa grávida de cinco meses, queremos ir a pé. “Ok. Então vá até o primeiro sinal, vire à esquerda e siga pela estrada principal até encontrar o rio. O autódromo é lá”. Beleza, parece fácil.

Não andamos quinhentos metros antes de surgir a primeira placa indicando nosso objetivo. Aos poucos vai caindo a ficha de que o autódromo é o ponto mais famoso e importante da cidade, o diferencial que a tornou mundialmente conhecida. A população local compreende isso perfeitamente, e o visitante é exposto a esta realidade gradativamente, sem precisar perguntar.

O trânsito é pacato, a ponto de ser tranquilo caminhar pelas ruas. Impossível não imaginar como deveriam ficar essas mesmas vias em dias de Grandes Prêmios. Simplesmente parece não haver estrutura disponível capaz de receber tantos visitantes.

Vinte ou trinta minutos se passam sem perceber, até que a parte externa das arquibancadas e o rio Santerno surgem ao mesmo tempo. Mais alguns metros, e na esquina da Via Antonio Graziadei o horizonte já é amplo o bastante para visualizar a inconfundível torre, e perceber que estamos à direita da reta de chegada.

É preciso atravessar toda a via até que seja possível cruzar o rio, o mesmo rio que 21 anos atrás impediu o afastamento do muro na curva Tamburello. Fazemos isso, e damos de cara com o letreiro que ostenta o pomposo nome da pista – Enzo e Dino Ferrari – e a Piazza Ayrton Senna, logo na entrada principal do autódromo. É apenas a primeira de incontáveis referências ao tricampeão. Nas grandes fotos do lado de fora do museu, o brasileiro divide momentaneamente o destaque com Gilles Villeneuve. Basta cruzar a porta decorada com a frase “Ayrton Senna Sempre”, no entanto, para ver camisas e livros dedicados ao brasileiro tomarem mais uma vez conta da paisagem.

“A pista só abre em março”, diz a atendente, visivelmente constrangida. Uma informação que não pareceu importante o bastante para ser incluída no site do autódromo, embora hoje eu agradeça por isso. Afinal, do contrário, provavelmente eu teria perdido a oportunidade de conhecer o local. Em seguida, talvez tentando me agradar, e mesma atendente lembra a grande homenagem feita a Senna no ano anterior, dizendo que outra já estava sendo preparada para este ano. Pergunto então sobre Ratzenberger, e a resposta de que algo deve ser feito nos próximos anos dá a nítida impressão de que ela não sabia de quem eu estava falando. É apenas a primeira de incontáveis negligências ao piloto austríaco.

Apesar dos portões fechados, o que está aberto é bom o bastante. Seguimos no sentido da volta, passando por baixo da pista pouco antes da Tamburello, a caminho do Parco Acque minerali. O traçado está logo ao lado, separado apenas por uma grade, e o silêncio é absoluto. Diversas placas indicam o caminho para o monumento a Ayrton Senna, enquanto na pista outras marcam a distância para o local onde antes existia a curva de altíssima velocidade. A mudança no traçado, aliás, gera certa angústia num passeio pedonal. Afinal sabemos que logo ali, em algum lugar a Williams de Piquet se espatifou em 1987. Ali, em algum lugar, Gerhard Berger foi engolido por uma bola de fogo em 1989. Acima de tudo ali, em algum lugar, Ayrton Senna encontrou seu destino. Mas onde exatamente, afinal?!

É quando surgem as famosas bandeiras, cartas, camisas e demais homenagens espontâneas, que antes de acrescentarem emoções pelas mensagens que sustentam, o fazem pelo marco que representam. Foi ali, afinal.

De forma quase inevitável, à mente vem a imagem de um corpo deitado no chão, o inesquecível helicóptero aguardando sobre o asfalto, e aquela cena toda que marcou minha juventude de forma tão profunda. Mais alguns metros e surge o monumento, especialmente tocante num dia como esse. Afinal lá está a estátua de Senna, a pose que lhe era característica, sozinho e em silêncio num canto do parque, com o rosto molhado pelo orvalho e lágrimas que naquele instante a natureza emprestou à escultura. À sua frente o local do impacto, e as dezenas de homenagens nos mais diversos idiomas.

O silêncio ruge alto naquela curva que não existe mais.

Deixo então minha esposa e minha cunhada descansando num banquinho próximo, e parto em busca da antiga curva Villeneuve, e do local onde pereceu Roland Ratzenberger. Estou agora definitivamente sozinho, e é com muito desconforto que encontro a antiga curva completamente vazia, sem a menor menção à memória do piloto que perdeu a vida ali. Nada, absolutamente nada. Remando contra a maré faço uma breve oração pelo austríaco, lamentando o fato de que, daqui a muitos anos, quem passar pelo local saberá que houve um piloto especial chamado Ayrton Senna da Silva, que perdeu a vida naquele lugar de tanta paz. Mas provavelmente não fará a menor ideia de que, apenas um dia antes, um ser humano tão especial quanto, perdeu ali sua vida enquanto batalhava pelos próprios sonhos ao volante de um carro muito menos seguro e competitivo.

No fim, claro, todas essas experiências só chegaram a mim porque nasci com esse receptor a tais vibrações, que é o vírus da velocidade no sangue. Tenho a consciência de que, para um psicólogo não infectado, seria muito fácil traçar um perfil psicológico severamente patológico a partir de uma narrativa como esta.

Sei contudo, que aqui estou entre iguais, e posso falar abertamente sobre os três diferentes silêncios que escutei em Imola. O primeiro deles, compartilhado com outras pistas importantes mundo afora, é o poderoso vácuo deixado pelos melhores carros e pilotos do planeta (que no caso de Imola recebem a preciosa companhia dos ases da motovelocidade, uma vez que Freddie Spencer conquistou ali seu primeiro título na 500cc) quando deixam o local após protagonizarem grandes disputas. Sem muito esforço, por exemplo, é possível ver os espectros da Lotus preta de Senna e do McLaren de Prost disputando freadas em 1985, ou Piquet dando seu show no molhado em 1981.

O segundo silêncio é fruto da melhor definição prática do termo “presença da ausência” que já encontrei em qualquer lugar. Por onde quer que se vá nos arredores da pista, a ausência de Ayrton Senna se faz sentir. Não dá para esquecer dele em nenhum momento, e alguns dos sinais deixados devem continuar por ali por muitos e muitos anos, dado o valor que os italianos dão a obras de arte e registros históricos.

Por fim, o terceiro e mais brando dos silêncios poderia ser definido de maneira antagônica ao anterior. A ausência da presença de Ratzenberger incomoda profundamente, principalmente porque só pode ser percebida por quem conhece a história de antemão, e leva consigo alguma expectativa. Para a maior parte das pessoas não está faltando nada ali, e é triste imaginar que daqui a algum tempo esse importante silêncio já não possa mais ser ouvido por quem pisar aquele solo.

Levando em conta a carga do local e a dimensão dos legados que ali nasceram, tanto Roland quanto o próprio Senna – que no dia de sua morte tinha a intenção de empunhar uma bandeira austríaca – mereciam a paz de um descanso mais justo.

Aqui no Gepeto, ao menos, Roland jamais será esquecido.

Um ótimo dia a todos.

Márcio Madeira
Márcio Madeira
Jornalista e Engenheiro mecânico, nasceu no exato momento em que Nelson Piquet entrava pela primeira vez em um F-1. Sempre foi um apaixonado por carros e corridas.

13 Comments

  1. Paulo disse:

    Prezados Amigos do GPTotal

    Escrevo ainda emocionado, pela leitura da fantástica coluna do Márcio Madeira!

    Compactuo e humildemente me incluo dentre aqueles que possuem os tais receptores sabiamente mencionados, inerentes à quem tem no sangue o bendito vírus da velocidade e tudo o que não desejamos é a cura. Na verdade, suplicamos para que tal vírus infecte também a nossa alma para que possamos portá-lo eternamente.

    De igual modo, entendo perfeitamente a sensação descrita (e certamente experimentada por todos que amam a velocidade) quando ousamos expressar tais sentimentos, para aqueles “não infectados“. Simplesmente nos sentimos alienígenas em planeta estranho e hostil.

    Portanto, faço coro com o Márcio, dizendo: como é bom poder exprimir-se abertamente, entre os iguais! Este meio garante a certeza de estarmos sendo compreendidos em nossos dizeres e sentimentos mais íntimos. Nossa percepção e amor pela velocidade se irmana, nas mesmas frequências vibratórias.

    Certamente as mesmas que nos permitem a sintonia com os silêncios místicos de um autódromo com o seu circuito vazio ou a percepção da sufocante e antagônica “presença da ausência”, conforme palavras do próprio Márcio.

    Talvez ao desenvolver esta sábia e profunda expressão, ele não tenha percebido a sua total extensão, profundidade e eloquência com a qual tal expressão preenche os vazios e expressa nossos mais íntimos sentimentos. Somente por esta preciosa frase, o meu muito obrigado, Márcio.

    Também importante e necessário mencionar a justa busca pela memória do piloto Roland Ratzemberger, injustamente – porém não intencionalmente – ofuscado pela majestade do grande Ayrton Senna da Silva.

    Rapidamente e sem entrar em detalhes, para não tornar mais longo e enfadonho o meu texto, posso dizer que tive por diversas vezes a sorte e o privilégio de ter a mesma experiência do Márcio e do Edu em caminhar por um autódromo, com o seu circuito vazio (em diversas fases do dia, tarde e noite, inclusive) e sentindo os mesmos tipos de presenças e sensações. No meu caso, foi em Tarumã. E com a narrativa do vento, penso ter ouvido o sussurro dos que lá pereceram, dizendo-me: VALEU A PENA!

    De igual modo, a experiência relatada, torna inevitável a lembrança do final poético do filme Grand Prix, onde o personagem Pete Aron (interpretado pelo saudoso James Garner) caminha pelo então vazio circuito de Monza e percebe os misteriosos e místicos ecos, mencionados na referida coluna.

    Finalizando (ufa!) devo dizer que na minha opinião esta sua Coluna, passa a ser sua Obra-Prima literária no GPTotal, juntando-se à também lendária coluna do Edu, sob o título de “Enterrem o meu coração em Monza“.

    Forte abraço à Família GPTotal.

    Paulo C. Winckler, Porto Alegre

  2. Marcelo C.Souza disse:

    Que coluna comovente,Márcio! Parabéns!

    Seria muito interessante se houvesse um “universo paralelo” àquele onde vivemos… onde o Ayrton Senna tivesse vencido aquele trágico GP de San Marino de 1994 e erguido a bandeira da Áustria num tributo ao falecimento do Roland Ratzenberger,mas infelizmente o destino cobrou a vida de ambos e,o que é pior,o piloto austríaco dificilmente é lembrado pela maioria dos fãs no mundo todo,pois,apesar de estar estreando em uma equipe fraquíssima(a Simtek),ele evidentemente estava exposto ao mesmo risco(certamente,até mais) que os pilotos das grandes equipes.

    Mas uma coisa é inegável: depois daquele fim de semana terrível em Ímola,a F-1 nunca mais foi a mesma!

    Um forte abraço!
    Marcelo C.Souza
    Amargosa-BA

  3. Belíssimo texto!
    Também me incomoda esse ‘esquecimento’ de Ratzenberger quando se aproxima de primeiro de maio…

  4. Mauro Santana disse:

    Márcio

    Vendo pelo Google maps, notei que no Parco Acque minerali tem várias quadras de tênis, um campo de futebol, e e talvez algo mais que via net não foi possível ver.

    Pergunto

    Sempre existiu estas instalações dentro do autódromo?

    Achei interessante, pois não são todos os autódromos que possuem tais instalações no seu miolo.

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

    • Salve, Mauro!
      Meu amigo, eu acho que o mais apropriado seria dizer que o autódromo foi construído em meio ao parque, de forma mais ou menos semelhante ao que fizeram em Sochi, por exemplo.
      Não sei dizer a data de cada instalação, mas essa característica sempre existiu em Imola sim.
      Abraço!

  5. Ronaldo disse:

    Diferente de tudo que li no GPTO, valeu Marcio!

    Não sou desses saudosistas, mas esse autódromo perdeu muito com a descaracterização do circuito. As chicanes que apareceram a partir de 1995 tornaram a pista um curral, apertada e difíicil de ultrapassar. O desafio no traçado de Ímola ficou no passado.

  6. Rubergil Jr disse:

    O que dizer depois de um texto como esse?

    Essa sua patologia nós também temos, ainda que em menor grau. Eu lembro que fiquei muito feliz e emocionado de conhecer Spa-Francorchamps (com chuva, claro) e de poder dar uma volta no Nordschleife.

    Mas a sua foi com certeza mais rica e emocionante, devido a tudo que envolve o circuito de Ímola para nós, brasileiros.

    Continue a nos brindar com suas reflexões maravilhosa e visite outros circuitos!

    Abraço!

  7. Victor dos Santos Rossi disse:

    Olha, eu fiquei emocionado.

    Márcio, parabéns pelo lindo texto e obrigado pelas sensações que ele nos traz.

    Abraços,

    Victor
    Alto Rio Novo/ES.

  8. Lucas dos Santos disse:

    Fantástico texto.

    Se tem uma coisa a qual eu sou muito grato, é o fato de, hoje, termos acesso à tecnologia. Enquanto lia o texto, encontrei Ímola no Google Maps e, pelo Street View, “refiz” o caminho narrado pelo Márcio, desde a estação, justamente para tentar “viver” um pouco do que o texto passa.

    Obviamente, não foi possível passar exatamente pelos mesmo lugares que ele passou, mas foi bastante interessante. E não pensem os colegas leitores, que isso substitui a sensação de estar pessoalmente lá. Pelo contrário: só nos faz desejar ainda mais conhecer tudo aquilo de perto, em um passeio tão carregado de emoções.

    Mais do que parabenizar o Márcio Madeira pelo texto, quero agradecê-lo por ter compartilhado conosco a sua experiência.

    Para quem tiver interesse em conhecer o local, mesmo que virtualmente, basta seguir o link (desde a estação): http://goo.gl/maps/vxUTS

    ========

    Quanto a pista em si, ela pode até estar descaracterizada, mas gostei muito das reformas que recebeu nos últimos anos. Não é mais nem sombra daquele local “sucateado” e “apertado”, que recebeu a Fórmula 1 pela última vez em 2006. Está pronta para receber novamente a categoria máxima do automobilismo!

  9. Stephano Zerlottini Isaac disse:

    Ah, Márcio… Que espetáculo de texto…

  10. Mauro Santana disse:

    Amigo Márcio, Parabéns, que TEXTO!

    Olha, quanto mais eu lia, mais e mais queria ler.

    Até 94, Imola era pra mim uma das pistas prediletas do calendário, por ser de alta e por ser na Itália, país que eu admiro muito.

    Claro que ela ficou marcada pela tragédia, e depois da mudança do traçado então, nunca mais foi a mesma.

    Mas, como o amigo Fernando bem mencionou, também não sei descrever qual seria minha reação num passeio desses, do qual tão logo espero um dia realizar também.

    Parabéns mais uma vez!

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

  11. Fernando Marques disse:

    Marcio,

    nem sei bem o que dizer ao imaginar qual seria a minha reação num passeio desse … é muita emoção …

    Fernando Marques
    Niterói RJ

  12. Manuel disse:

    Sublime, amigo Márcio !

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