Plano B

Um pouco de história, parte 2
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A provável conquista de Valentino Rossi no Mundial de 2015 em muito lembra Nelson Piquet em 1987 e Niki Lauda em 1984

Uma das eternas discussões de mesa de bar a respeito do esporte a motor, geralmente utilizada como muleta para dar pretensões científicas a preferências essencialmente pessoais, gira em torno daqueles campeonatos que teriam sido vencidos ao volante (ou ao guidão) de equipamento inferior à concorrência. Desnecessário afirmar, claro, que os exemplos geralmente apontados para esse tipo de situação passam longe de qualquer consenso.

Ainda assim, a valorização destes contextos destaca a premissa de que o campeão será naturalmente aquele a formar o conjunto mais forte, quer seja por uma vantagem estabelecida pelo próprio desempenho pessoal, quer seja por vantagens mecânicas em relação aos melhores concorrentes, quer seja pela combinação dos dois fatores. Premissa essa, aliás, que faz todo o sentido numa época em que as temporadas são decididas ao longo de 19 ou 20 etapas, deixando pouco espaço para interferências circunstanciais.

De fato, exemplos recentes sugerem que nas poucas vezes em que esta regra foi quebrada, quase sempre fatores externos limitando o desempenho do(s) conjunto(s) favorito(s) contribuíram de forma decisiva para os rumos do campeonato. Basta lembrar, por exemplo, que Piquet se beneficiou da guerra entre Jones e Reutemann em 1981; Prost capitalizou os pontos jogados fora enquanto Piquet e Mansell guerreavam pelo título de 1986; Kimi Räikkönen foi o maior vencedor da batalha entre Alonso e Hamilton pelo domínio nos boxes da McLaren, e por aí vai.

E, claro, há situações nas quais faltou confiabilidade ao conjunto mais forte. Poderíamos dizer que o primeiro campeonato da F1 foi decidido assim, e depois dele vários outros, como 1964, 1967, 1976, 1983, 1989, 2005, entre outros. Não raramente tais triunfos são vistos com ressalvas, ignorando que, no fim das contas, a conquista de um campeonato mundial representa o resultado de um esforço coletivo.

Mas, e quando o próprio piloto não é o mais rápido do grid? E quando ele não é nem mesmo o mais rápido da própria equipe? Será que, ainda assim, ele pode almejar ser campeão do mundo na base da estratégia, sem ter que contar com infortúnios ou situações desfavoráveis por parte da concorrência?

A história diz que sim, essa é uma situação possível. Mas ainda assim é rara. Muito rara.

Analisando de 1980 para cá, poderíamos argumentar que tanto Niki Lauda quanto Nelson Piquet lançaram mão deste tipo de visão mais abrangente do esporte para alcançarem seus respectivos tricampeonatos em 1984 e 1987. Alain Prost em 1989 talvez pudesse se enquadrar aqui também, mas suas atuações na Alemanha e no Japão, bem como a série de falhas mecânicas no carro de Senna contaminam o cenário.

Fiquemos com Lauda e Nelson, portanto. Nas campanhas citadas, tanto um quanto outro estavam longe de suas melhores formas. Lauda já havia driblado a morte um par de vezes e até mesmo se aposentado das pistas por dois anos, ao passo que Piquet se arrebentaria contra a imperdoável Tamburello logo na segunda etapa do ano, ficando de fora da corrida e levando para o restante da temporada um déficit próximo a 1s por volta decorrente de problemas com o sono e a percepção de profundidade. Para piorar o cenário, Lauda tinha pela frente o jovem Prost, enquanto Nelson tinha que derrotar parte da própria equipe e um Leão inglês no auge de sua velocidade, especialmente faminto após sentir o gosto do título em 1986.

Revisitando o passado tantos anos depois seria fácil “culpar” Prost e Mansell pelos títulos “perdidos” em 84 e 87. Mas seria igualmente injusto com os méritos de dois grandes campeões que foram capazes de fazer uma análise precisa e mais abrangente a respeito das rotinas que fazem um campeão, a partir das limitadas cartas que tinham em mãos.

Dois casos em 35 anos. Feitos hercúleos restritos a monstros sagrados do esporte. E neste exato momento, todos nós estamos em vias de ver algo assim se repetir na MotoGP, pelas mãos de Valentino Rossi.

O raciocínio por trás de tais estratégias basicamente é o seguinte: as campanhas de todos os pilotos tendem a descrever uma ampla variação de resultados ao longo da temporada, numa amplitude limitada por cima pelas vitórias, e por baixo pelos abandonos. O somatório de todos esses resultados irá definir a sorte de cada competidor, de tal modo que, no frigir dos ovos, o que importa é o desempenho médio ao longo de todos os desafios enfrentados ao longo do campeonato, e não apenas a exuberância dos melhores dias.

Noutras palavras, um campeonato não se ganha apenas nos dias em que o competidor consegue aplicar seu plano A, mas também na forma como consegue manter a consistência e minimizar os prejuízos quando não tem condições de vencer. Tanto mais num cenário esportivo sem a regra dos melhores resultados (descartes) e com pontuação elevada, de modo a fazer pontuar boa parte do grid, no qual abandonos acabam tendo peso muito maior do que vitórias na classificação final.

Ora, se o plano funcionou com Piquet lá atrás, quando ainda havia descartes e o vencedor somava apenas nove pontos, parece claro que a estratégia continuaria sendo válida para a MotoGP atual, onde, além de estarem sujeitos às mesmas falhas mecânicas, os pilotos ainda precisam lidar constantemente com a possibilidade de uma queda.

O maior problema de Rossi é que Marc Márquez e Jorge Lorenzo já venceram dois títulos mundiais cada, e poder-se-ia argumentar que representam ameaças muito mais completas do que Nigel Mansell em 1987.

Apenas dois anos atrás, Valentino Rossi era um piloto obsoleto. Acostumado a um estilo apropriado para motos de outros tempos, o Doutor ficou muito aquém do desempenho entregue por Lorenzo, tanto em treinos quanto em corridas. E então, após 18 anos competindo em nível mundial, tendo sido campeão em metade deles, foi humilde (e inteligente) o suficiente para estudar o estilo de seu companheiro de equipe, honesto para assumir isso publicamente, e competente para conseguir incorporar movimentos e posturas que tornaram-no, já em 2014, extremamente competitivo. A ponto, inclusive, de somar mais pontos que Jorge.

Tendo elevado seus picos a níveis quase tão altos quanto os de seus rivais diretos, Rossi foi o único top rider a dar o devido valor às depressões, ao plano B, a manter uma média alta. Desde o início do ano ele quis passar a mensagem de que iria brigar pelo campeonato, mantendo os jovens adversários sob pressão, mais sujeitos a erros, na desconfortável posição de caçadores.

À espetacular e estratégica vitória no Qatar seguiu-se uma impressionante sequência de provas nas quais ele somou o máximo de pontos que poderia almejar, diante de sua competitividade. Foi terceiro em Austin (havia sido 8º em 2014), e voltou a vencer de forma antológica na Argentina após uma perseguição implacável a Marc Márquez – que foi ao chão pela 1ª vez no ano, ao não aceitar a derrota. De modo dramático, o atual bicampeão mundial era arrancado assim de sua zona de conforto, ainda no início da campanha.

A partir de Jerez, Lorenzo contra-ataca, emendando uma sequência de quatro vitórias consecutivas. Rossi coleciona boas atuações, mas o mau desempenhos nos treinos não o permite ir além de somar dois segundos e dois terceiros. Ao fim do GP da Catalunha a folgada margem na tabela de pontos havia sido limada para apenas um tento, ao passo que Márquez praticamente dava adeus à disputa com dois tombos seguidos, na Itália e em Barcelona.

Após tantas provas em que sustentou a liderança com base na força de seu plano B, Rossi foi para a Holanda sabendo que precisava vencer para continuar forte na briga pelo título. E foi justamente o que fez, mais uma vez de forma épica, ao conquistar a pole e bater na corrida um Marc Márquez cada vez mais franco-atirador, de novo competitivo após o retorno da Honda ao quadro de 2014. Lorenzo foi o terceiro, a 14s do companheiro. De novo o recado aos competidores era claro como sol: a sequência de pódios não era sinal de fraqueza, mas sim de estratégia. O objetivo era não cair, não se machucar, deixar os riscos para os adversários. Mas se fosse preciso subir as apostas e voltar ao plano A, Rossi estava disposto a ir até o fim.

Na Alemanha a Honda emplaca uma dobradinha, com Márquez à frente. Rossi é terceiro, à frente de Lorenzo. De lá para Indianápolis, onde Márquez bate Lorenzo na luta pela vitória e Rossi luta duramente para superar Pedrosa, mantendo sua sequência de pódios. O resultado não é bom o bastante, e quando Lorenzo vence em Brno e Márquez chega em segundo, a terceira posição não basta para manter Rossi na liderança do mundial. Lorenzo o alcança na tabela de pontos, e leva vantagem por ter duas vitórias a mais.

De novo Rossi sabe que precisa vencer, e sua determinação é duramente testada em Silverstone, em novo embate com Márquez, desta vez com pista molhada. Mesmo tendo tudo a perder Rossi assume riscos elevados, conquistando sua quarta vitória ante nova queda de Márquez, agora definitivamente fora da disputa. Lorenzo, único rival que resta, é apenas o quarto. A liderança havia sido recuperada.

Em Misano, diante de sua torcida, Rossi descumpre seu plano pela primeira vez no ano, ao demorar demais a trocar de moto, numa corrida disputada sob clima variável. Tinha ritmo para vencer mas termina apenas na 5ª posição, pondo fim a uma incrível sequência de 16 corridas no pódio. O prejuízo, contudo, acaba mascarado graças ao tombo de Lorenzo, que eleva a vantagem do italiano para confortáveis 23 pontos, a cinco provas do fim da temporada.

Em Áragon Jorge dá o troco, conquistando uma vitória dominante, enquanto Rossi descumpre seu plano pela segunda vez consecutiva, deixando que Pedrosa se coloque entre as duas Yamahas após um pega dramático e perigoso nas últimas voltas do GP. E então vem Motegi, onde novamente sob chuva Valentino supera o companheiro de equipe, ao administrar melhor os pneus biscoito numa pista secando. Com 18 pontos de vantagem a três provas do fim do ano, o italiano já não precisa mais vencer para ser campeão do mundo pela décima vez.

A tensão subiu bastante no fim de semana do Japão.

Depois de afirmar que a troca de informações entre os engenheiros vem beneficiando seu companheiro de equipe, Lorenzo insinuou que a liderança de Rossi é fruto de sorte e do acaso. Márquez, na mesma linha, disse que Valentino tem a sorte dos campeões.

Diante de tais afirmações, VR46 indignou-se de forma compreensível. Afinal, ele planejou muito bem tudo o que está fazendo, e os riscos que decidiu assumir. Por outro lado, contudo, é igualmente compreensível a afirmação feita por seus principais rivais. Afinal, se eles tivessem a mesma compreensão privilegiada a respeito do que é necessário para se vencer um campeonato, provavelmente Rossi não estaria hoje com as mãos no título mais importante do motociclismo de velocidade em todo o mundo.

Por tudo o que está em jogo, as três provas que restam na temporada 2015 são absolutamente imperdíveis a qualquer fã do esporte a motor.

Forte abraço a todos.

Márcio Madeira
Márcio Madeira
Jornalista e Engenheiro mecânico, nasceu no exato momento em que Nelson Piquet entrava pela primeira vez em um F-1. Sempre foi um apaixonado por carros e corridas.

12 Comentários

  1. Sandro disse:

    https://www.youtube.com/watch?v=b9Fkgf2UtOA
    O futuro chegou… 21 de outubro de 2015… mais ou menos! 😉

  2. Rodrigo Felix disse:

    Que brilhante análise Márcio.
    De fato somos privilegiados por testemunhar esse embate na motogp deste ano.
    Na sua opinião, a ausência de Pedrosa no início do ano prejudicou a Honda no desenvolvimento? Pq Aoyama n ajudou muito. E Lorenzo? Ainda existe o muro no meio dos boxes?

    • Salve Rodrigo! Acredito que o problema da Honda tenha sido mais filosófico. Eles se preocuparam em construir um canhão, acreditando que depois não seria difícil domesticar a besta, mas não foi bem o caso. A moto é rápida, mas traiçoeira, especialmente no eixo dianteiro. Márquez havia se acostumado a um estilo abusado de pilotagem que o quadro de 2015 simplesmente não tolera. Já a Yamaha continua com seu déficit de potência, mas mel vou sensivelmente nas frenagens e continua excelente em curvas.
      O muro não existe mais, e hoje quem reclama disso é Lorenzo. O bicampeão, ironia do destino, tem afirmado que a troca de informações o está prejudicando.
      Abraço, meu caro.

  3. Marcio disse:

    Só complementando o meu raciocínio anterior: Poles/vitorias (MOTO GP) Rossi:51/86=0,593 Lorenzo 34/39=0,871 Marquez 29/23: 1,261 (1,261+0,593)/2=0,927 Stoner 39/38=1,026
    Em termos um pouco toscos diriamos que o velocista converte pouco uma vantagem inicial(pole) em vitoria ao passo que o cerebral transforma mais desvantagem inicial (não pole ) em vitoria.Leiam o relato da 1ª vitoria brasileira na F1 do “cerebral” Fittipaldi ( Watkins Glenn 70), que recentemente completou 45 anos, e isto se torna claro.
    Vejam esta proporção para bi campeões e acima na F1 (para evitar números pequenos que levam a distorções) em ordem crescente: Fittipaldi 0,428 Stewart 0,629 Prost 0,647 Alonso 0,688 Schumacher 0,747 Gr Hill 0,928 Brabham 0,929 Lauda 0,960
    Piquet 1,043 Ascari 1,076 Vettel 1,097 Fangio1,166 Hamilton1,166, Hakkinen1,300 Clark 1,320 Senna 1,585. Frase do “velocista” Senna : O 2º colocado é o primeiro dos perdedores.Isto refletiu seu comportamento na pista. Acho que esta proporção “não bate” com o comportamento de Lauda . Para o “sueco voador ” Ronnie Peterson bate 14/10 1,40 Para Mansell 32/31 1,032 não. Na verdade são só números que podem ajudar nossa interpretação.

  4. Rubergil Jr disse:

    Que coluna senhores! Belíssimo trabalho e análise Marcio.

  5. Marcio disse:

    Confesso que há uns quatro anos venho deixando a F1 meio de lado e acompanhando mais a Moto GP onde tem havido mais disputas e algo impessável na F1 que é a ALTERNANCIA de posições durante a corrida. Na minha opinião os circuitos também são bem mais interessantes. A unica coisa que tenho a lamentar é a retirada do Stoner, muito mais piloto que o Pedrosa . Com a presença dele ao lado de Marquez este campeonato seria um dos mais “incendiarios” de todos os tempos.
    Com relação à disputa Lorenzo x Marquez x Valentino trata-se da velha disputa velocistas x cerebrais onde os primeiros fazem mais poles, imprimem um ritmo inicial mais forte , arriscam mais , forçam mais e acabam QUEBRANDO E CAINDO MAIS. FAZEM TUDO PELA VITORIA . Os cerebrais fazem menos poles, arriscam menos , forçam menos, são mais regulares , costumam imprimir um ritmo forte mais tardio, apostam na quebra ou queda dos adversários, são mais estratégicos, FAZEM TUDO PELOS PONTOS.Acho a sorte um elemento de pouco peso neste processo.
    Cerebral tipico: Fittipaldi poles/vitorias 6/14=0,428 velocista tipico: Senna 65/41=1,585
    meio termo: Piquet 24/23= 1,043 (0,428+1,585)/2=1,0065.Há campeonatos decididos entre cerebrais ex.Stewart x Fittipaldi (72,73) ,Prost x Lauda (84) velocistas x cerebrais Senna x Prost (88,89) e velocistas Senna x Mansell (91).
    Quanto ao Piquet excelente piloto,conhecedor de mecânica ,ótimo acertador e inovador cometeu um grande erro esportivo ao ir para a Lotus em 88 em vez da Mclaren apostando na força do motor Honda em comparação ao Renault anterior.Lógico que ganhou muito em termos financeiros mas nós entusiastas perdemos a oportunidade única de vermos um embate de um tricampeão x bicampeão na mesma equipe, coisa que para mim nunca mais vai acontecer.Certamente os seus números de campeonatos vitorias e poles seriam bem maiores.A sorte para nós Brasileiros é que um outro brasileiro, Senna, foi para lá e pode manifestar ao mundo a sua genialidade, arrojo, velocidade e pericia.Sou grande admirador destes três grandes campeões brasileiros, os
    quais acompanho desde 72 cada qual com suas virtudes,mas dos dois PERDEDORES não.

    • Análise muito interessante, xará.
      Geralmente me refiro aos diferentes perfis como ascendente, horizontal e descendente, mas as interpretações são basicamente as mesmas.
      E me uno ao coro que lamenta a ausência do grande Stoner num período como este.
      Abraço!

      • Fernando Marques disse:

        Piquet em 88 tinha duas opções: ficar na Willians ou procurar uma outra equipe que pudesse usar o motor Honda, já que tinha esta carta na manga. A Mclaren nunca foi uma opção, em razão de Senna e Prost já estarem fechados com a equipe … na Willians, se ele ficasse o Mansel também teria o motor Honda , algo que ele não queria … a Lotus era a opção até por que já usava os motores da Honda … o que ele não contava era ter um projeto tão ruim quanto ele teve na Lotus …

        Fernando marques

  6. Fernando Marques disse:

    Marcio,

    creio que o principal fator pró Valentino neste duelo com seu companheiro de equipe seja o fator psicológico … a partir do momento que Lorenzo apela para a sorte de Rossi como justificativa de se estar atrás na tabela é sinal que o psico do espanhol está lá em baixo.
    O Marc Marquez é a fera da vez e vai certamente dominar a Moto 3 nos próximos anos, mas este ano ele vai se babar todo com Rossi. O Doctore está guiando o fino e assim como Mauro a minha torcida é toda para ele ser o campeão de 2015.
    Esta temporada entrará para a história. Seja pelo seu enredo seja pelo seu resultado final.
    Parabens pela coluna … está perfeita!!!

    Fernando Marques
    Niterói RJ

    • Com certeza, Fernando.
      As declarações de Lorenzo são sinal de que Rossi finalmente conseguiu entrar em sua cabeça.
      É aquela velha história: o tempo pode te roubar um pouco da velocidade, mas te compensa em experiência.
      Uma coisa é certa: se Rossi conseguir andar em ritmo parecido aos melhores, ele será sempre o favorito ao título, por saber exatamente as horas em que deve arriscar. Um piloto que não cai e vai sempre ao pódio é muito difícil de ser batido ao longo de um campeonato inteiro.
      Abraço!

  7. Mauro Santana disse:

    Colunaaaaça amigo Márcio!!!

    Rossi é muito Fera, e vai levar o caneco.

    Este GP de madruga vai ser daqueles clássicos que ficam na história.

    Bora acelerar junto com o VR46!!!!

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitib-Pr

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