Sobre Hegemonias

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O GP de Cingapura consolida de vez não apenas o tetracampeonato de Sebastian Vettel, mas um domínio absoluto do piloto alemão em sua geração.

Daqui a cinquenta anos, quando alguém buscar na internet o resultado do GP de Cingapura de 2013 e encontrar os nomes de Sebastian Vettel, Fernando Alonso e Kimi Räikkönen entre os três primeiros, será perdoado por supor que a prova não teve nada que interferisse no andamento dos principais conjuntos. Uma corrida straightforward, como se costuma dizer em inglês. Mas, claro, a realidade não foi nada assim.

Se compararmos os fins de semana de Vettel e Alonso, por exemplo, veremos duas formas muito diferentes de alcançar o pódio. De um lado, o virtual tetracampeão mundial conquistou nos treinos mais uma pole position, com folga o bastante para salvar um jogo novo de pneus super macios para a corrida. Alonso, por sua vez, sofria para alinhar numa indigesta sétima posição, sem direito a pneus macios novos para domingo. Kimi, sofrendo com fortes dores nas costas, teria um dia ainda pior: eliminado na Q2 e apenas o 13º lugar no grid.

Numa pista travada como a de Cingapura, as características mais marcantes dos Red Bull assinados por Adrian Newey afloram de forma ainda mais visível. Exemplos concretos da diferença entre rapidez e velocidade, os touros vermelhos estiveram sempre entre os bólidos mais lentos ao fim das retas, ao passo que eram sempre os mais rápidos no contorno e na saída das curvas. Exibindo a menor diferença entre a velocidade máxima na aproximação e a velocidade mínima no apex, os carros azuis jogaram tudo na possibilidade de comandar a prova desde a liderança. Assim, com pista livre, poderiam virar mais rápido e abrir distância. Em meio ao tráfego, contudo, dificilmente teriam velocidade para ultrapassar os rivais.

Por isso a tensão de Sebastian Vettel enquanto olhava pelos monitores as tentativas finais de seus adversários diretos na parte final da Q3. Por isso seu arrojo ao recuperar imediatamente a liderança perdida para Rosberg nos metros iniciais, chutando para o espaço qualquer possibilidade real de luta por parte da concorrência. E então foi abrir dois segundos por volta em relação aos demais, num ritmo tão diferenciado que mereceu um comentário por parte do engenheiro, lembrando que a possibilidade concreta de uma intervenção do safety car tornava desnecessário andar daquela forma.

Alonso, enquanto, isso, arriscava o pescoço numa largada kamikaze, que podia ter custado sua participação na corrida com a mesma propriedade com que lhe valeu quatro posições. Agora, andando em terceiro, ele era obrigado a tirar o pé, simplesmente para não destruir os pneus andando próximo demais da turbulência da Mercedes. Ou seja: além de todos os problemas que já o colocavam em desvantagem em relação a Vettel, agora ele também não podia nem mesmo tirar o desempenho máximo de seu carro.

Não bastassem todos os problemas, a Ferrari ainda pisou na bola ao indicar o pit stop num momento em que a vantagem de Alonso em relação a Paul di Resta era marginal e crítica, dependendo de uma troca perfeita – que não foi realizada – para que o asturiano tivesse pista livre e pudesse atacar Rosberg. Na prática, Alonso ficou encaixotado e viu sua distância para a segunda colocação se aproximar de dez segundos em poucas voltas, até que Ricciado cometeu um erro e chocou-se contra a barreira de proteção (plasticamente lembrando muito a batida de Senna em Adelaide, 1990), provocando a esperada intervenção do carro de segurança.

Já numa de nada a perder, Alonso e Ferrari voltam aos boxes imediatamente, caindo agora para o quinto posto, teoricamente sem grandes vantagens. Afinal, restando mais da metade da corrida pela frente, todos deveriam fazer ao menos mais uma parada.

Bem, teoricamente sim… Mas na prática não foi o que aconteceu. Promovido à segunda colocação com as paradas de Webber, Rosberg e Hamilton, Alonso e a Ferrari dessa vez se mantiveram na pista, trabalhando no melhor ritmo possível para quem tinha pretensões de ir até o fim sem trocar os pneus. E assim, com mais uma grande demonstração de vontade, arrojo e competência, o espanhol conseguiu se colocar na segunda posição, a mais de trinta segundos do vencedor.

Para Kimi Räikkönen, o caminho da 13ª para a 3º posição não foi menos sinuoso. Primeiro, uma parada na 10ª volta simplesmente para ter pneus rápidos e pista livre. Depois, uma parada durante o safety car, e aí pneus durando até o fim da prova. Vindo de trás, o finlandês ainda teve que realizar diversas ultrapassagens, com destaque para a maiúscula manobra sobre o sempre leal Jenson Button, por fora e na raça.

Um pódio previsível, portanto. Mas, nem de longe, uma corrida simples ou direta para o segundo e o terceiro colocados.

Ao fim da prova, um vazamento de água arruinou a corrida de Mark Webber, obrigando-o a abandonar. Era a última corrida antes da troca de câmbio, e já havia dentro da equipe muita gente preocupada com a durabilidade do carro na prova mais longa do ano. Na volta de retorno, Alonso vê o amigo pedindo carona e ignora o artigo 30.9 do regulamento esportivo, parando no meio da pista para levar Mark de volta aos boxes.

Hamilton e Rosberg, que vinham logo atrás, precisam lançar mão de manobras evasivas para evitar uma batida nos moldes de Emerson e Stewart em Mônaco, 1973, e depois criticam abertamente o acontecido. No caminho de volta, Webber cumprimenta os torcedores e é saudado efusivamente por eles. Horas mais tarde seria punido em dez posições no grid para o GP da Coreia, por ter recebido sua terceira advertência no ano.

O episódio levanta a questão sobre a validade desse tipo de regra, e sugere o diálogo a respeito de possíveis formas de regulamentar as “caronas”. A cena, afinal, sempre rende ótimas fotos e representa um grande atrativo ao público, e talvez possa ser feita de maneira segura, como o próprio Hamilton chegou a defender após a prova.

Diz a lenda que certa vez, num teste em Monza, o “Gorila” Vittorio Brambilla teve uma pane mecânica, e teve que encostar o carro às margens da pista. Um mecânico correu então até o veículo e, depois de concluir os reparos, recebeu o convite para a carona.
Ao chegar à Ascari, no entanto, o italiano já havia se esquecido do passageiro, e vinha em ritmo de corrida. Mais tarde, ao descer do carro, alguém lhe pergunta se ele havia deixado o mecânico para trás…

Todos os anos, um ou mais conjuntos podem ser apontados como vencedores quando em condições normais de corrida. Mais do que normal, essa é uma garantia matemática. Como disse Ayrton Senna certa vez: “Todo ano alguém vai vencer o campeonato. É preciso fazer mais do que isso”. Vários pilotos viveram isso um dia. Outros, menos numerosos, viveram isso numa temporada. E desses, um pequeno punhado compôs a conjuntura necessária para estabelecer hegemonias, dominando determinado período da história.

Considerando o grande pacote de mudanças introduzido em 2009, é nítido que este período da história foi completamente dominado por Sebastian Vettel e a Red Bull projetada por Adrian Newey. Ao todo terão sido quatro títulos em cinco anos, com o vice-campeonato de 2009 sendo explicado pelo difusor duplo da Brawn, e a demora da Red Bull em estrear sua versão desenhada sobre essa base, somente em Silvertone daquele ano.

Com quatro anos e meio de duração, a hegemonia de Vettel não é apenas a mais precoce da história, como também é uma das mais longas. Apenas Schumacher viveu período maior, somando-se o biênio 94-95, e depois o período entre 1999 (interrompido pelo acidente na Inglaterra) e 2004. Por fim, a segunda metade de 2006 também lhe rendeu o melhor carro e o domínio das corridas.

Ayrton Senna, por exemplo, teve o melhor carro do grid entre 1988 e 1991, e mesmo assim com ressalvas. Nos dois primeiros anos, claro, ele tinha ninguém menos que Prost, bicampeão pela própria McLaren, correndo a seu lado. E depois, em 90 e 91, a vantagem sobre Ferrari e Williams, respectivamente, flutuou de corrida para corrida. Fangio, por sua vez, construiu a própria hegemonia entre 1954 e 1957, conquistando quatro títulos seguidos por três equipes diferentes, naquele que para sempre será o maior feito de um piloto no campeonato mundial.

Por tudo isso, e apesar do imenso talento de Vettel – a quem desde as corridas no Japão e na China em 2007 eu venho afirmando ser o piloto que mais me encheu os olhos após a morte de Senna – seus números começam a necessitar de alguma explicação. Não por não encontrarem respaldo em seu brilhantismo ao volante, mas simplesmente por não fazerem justiça com gente como Alonso, Kimi ou Hamilton, por exemplo.

Como defende nosso caro Eduardo Correa, hegemonias fazem parte da história do automobilismo, e não há qualquer mal inerente a elas. Mas, por outro lado, é importante que o esporte a motor experimente novas fórmulas de tempos em tempos, criando novos desafios competitivos. Até mesmo para Vettel, será interessante buscar esses desafios na carreira. E ele irá perceber isso logo, se é que já não percebeu.

Sair das asas da Red Bull, com o perdão do trocadilho, negociar os próprios contratos, dividir a equipe com outro campeão, voltar a vencer sem ter o melhor carro. Trocar, enfim, números por vitórias antológicas, como a que ele próprio obteve em Monza cinco anos atrás, ou como o triunfo de Alonso na Malásia em 2012, que lançou as bases para sua incrível campanha na luta por um campeonato impossível.

Pela própria competência, Vettel merece mais do que um caminhão de números. Da mesma forma como nós merecemos ver essa geração competindo entre si, em igualdade de condições.

Que venha 2014!

Forte abraço a todos, e uma ótima semana.

Márcio Madeira
Márcio Madeira
Jornalista e Engenheiro mecânico, nasceu no exato momento em que Nelson Piquet entrava pela primeira vez em um F-1. Sempre foi um apaixonado por carros e corridas.

12 Comentários

  1. Mário Salustiano disse:

    Márcio e amigos

    Sobre hegemonias devemos sempre levar em conta que num esporte onde o binômio homem-máquina são fatores envolvidos e suas respectivas combinações determinantes podemos ou devemos, olhar as situações por diversos ângulos, existiram hegemonias onde o piloto foi fator de dominante, existiram hegemonias onde a máquina foi o fator dominante, agora quando temos no conjunto piloto-máquina uma soma forte ,como acontece atualmente fica muito nítido um desequilíbrio muito mais acentuado, e eu também acho que nesse contexto se for colocado Alonso, Raikkonen ou Hamilton no lugar de Vettel, haveria a mesma grita mundo afora, sim o carro da Red Bull é muito forte, mas para mim isso não diminui os feitos de Vettel, eu o coloco no mesmo patamar dos outros três, tendo como ponto de vantagem o fato de contar hoje com 26 anos e acredito que ainda não atingiu seu ápice como piloto.
    Uma questão pouco falada é a de que estamos vendo uma geração de pilotos de enorme talento correndo juntos, fazia um bom tempo que isso não ocorria, acho que alguns torcedores estão perdendo uma enorme chance de apreciar mais essa turma na pista, para mim por exemplo na corrida de domingo aproveitei o fato da esperada corrida a parte de Vettel e fiquei prestando atenção no que Alonso, Raikkonen e Hamilton e alguns outros fizeram, pagou meu domingo e no pódio dessa corrida estavam os três melhores do momento.
    Quanto ao ponto que Márcio levanta de achar que Vettel deva passar por uma situação em que ele não tenha um carro tão bom eu também acho interessante, seria bom ver como ele se sai, eu particularmente acho que se isso ocorrer em mais dois anos ele vai ratificar ser o enorme talento que vem demonstrando pois terá mais maturidade para lidar com isso.
    Só mais dois pontos, o primeiro sobre a tal das vaias a Vettel, uma demonstração equivocada da torcida ao meu ver e por isso acho que muita gente nas arquibancadas nada entendem de automobilismo, outra sobre o que pensa a maioria como cita o amigo Allan, educadamente claro,para essa coisa de a maioria pensa assim ou assado eu sempre lembro de uma máxima que aprendi cedo na escola com um professor, que nos dizia “cuidado com o que fala ou pensa a maioria, se Galileu ouvisse a maioria ainda estaríamos acreditando que o Sol gira em torno da terra e não o contrário”, o que ele quis dizer na época e que talvez ainda seja válido hoje, nem sempre o que a maioria pensa é a verdade dos fatos, pesquisar e chegar a conclusões dessa forma podem nos tirar a capacidade de ver por prismas diferentes e descobrir o novo
    abraços e boa semana
    Mário

  2. Fernando Marques disse:

    Alguem viu o Massa partir pra cima como prometido?

    hehehehe

    Fernando Marques
    Niterói RJ

  3. Rafael Oliveira disse:

    A corrida só valeu alguma coisa coisa depois que o Ricciardo fez aquele “favorzinho”. De resto foi uma corrida sem graça e sonolenta! O GP de Singapura pode se resumir assim: Vettel fazendo uma corrida particular e o resto se degladiando por algumas migalhas! No domingo se Ricciardo não tivesse ficado no muro, me arrisco a dizer Vettel colocaria uma volta no 3º colocado de tão afrente que estava. Ele fez uma corrida tipica de Schumacher nos tempo de Ferrari. Vocês lembram que em varias oportunidades, Schumacher colocava volta até no 3º colocado de tão longe que estava!
    Vettel virtual campeão de 2014 e Stirling Alonso vai se contentar com mais um vice!

  4. Arlindo Silva disse:

    Cada vez mais eu vejo reações destemperadas ou irônicas a respeito do domínio de Vettel na F1. Parece que, como disse Alessandra Alves algumas vezes, o discurso de Fernando Alonso de que ele disputa contra Adrian Newey e não contra Vettel está mesmo que de modo imperceptível passando a fazer sentido para grande parte do público e opinião. Basta ver que Vettel cada vez mais tem sido (injustamente) vaiado nas cerimônias de pódio.

    Muito se diz sobre a necessidade de Vettel trocar de equipe, ou de buscar novos desafios. Sinceramente não vejo necessidade disso. Historicamente os grandes pilotos SEMPRE quiseram correr no conjunto que lhe desse vantagem para impor domínio. Veja Fangio, que pulava de equipe a equipe buscando tratamento prioritário e o melhor conjunto, veja Senna, que sempre fora fiel a McLaren, mas que quando viu a queda de competitividade da equipe até se ofereceu pra correr de graça na Williams, Veja Alonso, que formou uma Ferrari só pra si (como Schumacher fizera no passado) tão somente para que quando a escuderia passasse a vencer ele tivesse total controle das coisas, Veja Prost que vetou Senna na Williams, e por aí afora. Diante de tantos casos assim no passado, soa como injusta (pelo menos aos meus olhos) a forma como a hegemonia de Vettel é tratada e as sugestões de que ele deveria mudar de equipe pra que seu domínio seja devidamente reconhecido.

    Alonso está começando a convencer a todos…

    Abraços a todos
    Arlindo Silva

    • Allan disse:

      Gozado como a incompreensão (serei educado…) “pega” em todo lugar, não?

    • Allan disse:

      Incompreensão ao óbvio, claro: o talento do Vettel, onde no mundo inteiro alguns acham que é por causa do carro…

      • Arlindo Silva disse:

        Vejo esse ponto Márcio, mas ao mesmo tempo temos um Jim Clark que sempre correu debaixo das asas de Colin Chapman e da Lotus ou Stewart que correu praticamente 70% da sua carreira com Ken Tyrrell. E ambos (especialmente Clark) não tiveram seu papel reduzido históricamente.

        Da mesma forma, pilotos como Senna e Lauda acabaram entrando em períodos menos triunfantes não por que era a opção original deles (Lauda saiu da Ferrari pela forma como era mal tratado na escuderia e Senna enfrentou um período ruim na McLaren porque foi vetado por Prost na Williams). No caso de Senna, assim como ocorreu com Piquet, depois de um momento ruim, ambos lutaram para voltar a ocupar um lugar no melhor conjunto da categoria (coincidentemente, a Williams).

        • Concordo contigo, existem exemplos de casos contrários sim. E é por isso mesmo que acho tão importante considerar o contexto no momento de avaliar as estatísticas, justamente para identificar possíveis distorções.
          Quanto ao Vettel, apenas gostaria de vê-lo dividindo a equipe com algum dos outros grandes, simplesmente para que possamos curtir da melhor forma tudo que essa ótima geração tem a oferecer. De certo modo, a dupla da Ferrari já vai nos proporcionar um pouco disso ano que vem.
          Abraço!

    • Salve Arlindo!
      Bom, só posso fala por mim. De minha parte posso garantir que não tive minha opinião formada por declarações de Alonso. Vejo em Vettel o maior potencial das últimas duas décadas, e não acho que estatísticas sejam capazes de medir o valor de um piloto. Basta ver os números, por exemplo, de Michael Schumacher e Robert Kubica.
      Todavia, acho que as vaias constantes ao campeão refletem a reprovação a atitudes como a que teve na Malásia, e à própria competência do conjunto que ele integra – ou, sendo mais preciso, à longevidade desse domínio.
      Não me incomodo com isso, mas entendo que historicamente a carreira dos grandes pilotos atravessaram fases distintas, e é o desempenho ao longo desses períodos que define seu verdadeiro tamanho histórico. Pense em Brabham, Moss, Emerson, Peterson, Piquet, Lauda, Senna, Schumacher e os próprios Alonso e Hamilton. Todos tiveram períodos mais ou menos dominadores, e também outros em que lutaram sob condições adversas. Muitos assumiram riscos ou adotaram posturas que os afastaram das vitórias, mas os engrandeceram sob outros aspectos. Estou falando do ciclo completo, do período de hegemonia e do momento de enfrentar um campeão dentro da própria equipe, ou de assumir riscos como fez Valentino Rossi em 2003, ao se cansar de ouvir que quem vencia era a Honda, e não ele.
      Acho que as fases difíceis, que certamente virão, nos dirão mais sobre o tamanho de Vettel do que a diferença entre ser tri ou tetracampeão.
      Abraço!

  5. Rodrigo Felix disse:

    F1 como sempre, coxinha ao proibir coisas impagáveis como as caronas, que são um alento em meio ao clima insípido e cínico de correção, polidez e infalível que os dirigentes (leia-se Ecclestone) tentam transmitir. Episódios como o Cingapuragate 08 não deixam de demonstrar que coisas muito mais graves ocorrem nos bastidores sem q ninguém altere as regras ou busque alternativas.
    Quanto à hegemonia do alemãozinho, acredito que a nova era Turbo, se retirar o foco da aerodinâmica, será um bom alento a nós espectadores e ao próprio piloto, pois finalmente sua hegemonia baseada na competência de um ótimo engenheiro terá chegado ao fim.

    • Allan disse:

      Olha, era legal ver isso antigamente, mas hoje é tão inadmissível quanto andar a 320 km/h com carro com efeito-solo em Monza… Se por descuido o piloto cai, vai se esborrachar a mais de 100km/h, no mínimo a 80km/h…

  6. Lucas dos Santos disse:

    Bela corrida – embora eu tenha perdido de ver a primeira metade (antes do Safety Car) por conta de uma tempestade que caiu aqui. 🙁

    Quanto à carona de Alonso para Webber, nada mais justo, hehehe. Afinal, o espanhol estava “devendo” esse “favor” ao australiano após Nurburgring 2011! Pena que isso resultou em uma punição mais severa para o Webber.

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