Temos um campeonato.

Imensos desafios
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Pais orgulhosos
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Demorou. Não foi só o período de férias e pré-temporada, adicione também o 2º semestre de 2013. Mas finalmente: temos um campeonato!

Demorou. Não foi só o período de férias e pré-temporada. Demorou o segundo semestre inteiro de 2013 a nossa espera para começar um campeonato novo de Formula 1. Um campeonato com alguma emoção e alguma dose de incerteza, não acontece, lembre-se, desde 25 de Agosto de 2013 quando o senhor Sebastian Vettel resolveu ganhar todas as corridas após a volta das férias de verão.

Nesse começo de 2014, pela primeira vez em muito tempo, temos a curiosidade aguçada não só pela saudade causada pela falta de corridas, mas também pela vontade de entender uma nova categoria, com novas tecnologias e novas forças. E será que teremos novas forças? A gente sabe que carro bonito não ganha corrida e nem que carro feio é lento (e tem carro feio a vontade para escolher), a única coisa que a gente sabe é que tudo se resolve na pista, começando nessa quinta-feira (do Brasil) as 22:30!

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O ano começa em Melbourne, tradicionalmente um circuito não ideal para posicionar as forças de um campeonato. É um circuito de rua, de alto consumo de combustível e freios, sujo e nunca usado para outras competições. Adicione ao tempero um monte de gente querendo mostrar serviço. Temos novatos, temos gente que mudou de casa e gente em sua última chance. Uma mistura preparada com doses de ansiedade que garantem largadas apertadas e diversos toques dos mais afoitos.

Só que esse ano o circuito Australiano pode nos dar um indício mais válido para o restante do ano: quem vai sobreviver à prova e quem vai lutar com quebras durante o ano? Talvez essa seja a única conclusão que poderemos tirar, ao menos para as 4 primeiras corridas do ano, nesse giro inicial longe das fábricas e sem testes possíveis.

Eduardo Correa nos listou uma série de Imensos Desafios que as equipes encontram para esse ano, e os motores dominam as preocupações. Equipes e fornecedores estão quebrando a cabeça quanto a durabilidade e potência e quem sai na frente são Ferrari e Mercedes com suas equipes construindo carros e motores sob a mesma batuta. Simples, a troca de informações não tem segredos e não tem limites. É diferente, por exemplo, a relação da Ferrari com a Marussia e Sauber do que com o pessoal de que faz o chassi do F14T, concordam? Não vamos falar do exemplo da McLaren e da Mercedes porque já é esperando um distanciamento pela troca de fornecedor do time inglês em 2015. A Mercedes parece mais forte, parece! Nos testes. Andou mais, andou mais rápido. Mas era teste e os testes tem sido cruéis com equipes e com os nossos palpites.

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Vamos lembrar 2013?

A última bateria de testes aconteceu em Barcelona. Todo mundo na pista, todos de carros novos. Era hora de “botar pra quebrar!”. Pois bem, peguei, aleatoriamente, dois pilotos que terminaram a bateria de testes juntos na tabela de tempos:

12. Sebastian Vettel, Red Bull, 1:22.197
13. Pastor Maldonado, Williams, 1:22.305

Vamos “reservar” esses dois nome e buscar o tempo deles na classificação da prova de Barcelona, mesma pista, pouco mais de 2 meses depois:
3. Sebastian Vettel, Red Bull, 1:21.054
17. Pastor Maldonado, Williams, 1:23.318

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Se os tempos são relativos, a durabilidade dos carros não é. É fato que as equipes sofrem com os novos carros e toda sua complexidade. Especialmente os empurrados com os motores Renault.

Durante os testes desse ano a velocidade dos Renault nas retas de Jerez e Bahrain chegava a ser até 20 km/h inferior a concorrência. Alerta vermelho para os donos desses motores e uma chuva de críticas ao fabricante francês. O motor quebra fácil e não tem potência. Acusações sobre o péssimo preparo do fabricante até que a Renault engrossou a voz. Sim, há problemas, mas ninguém mandou apertar tudo sem ventilação aí dentro. Recado claro a Red Bull. Chegando em Melbourne, a novidade. Remi Taffin, diretor de operações em pista, explica o problema dos testes: software. Havia um erro que não conseguiam solucionar que fazia o motor “bater pino”. Isso mesmo, em pleno 2014 a turma não ajustou um motor no ponto de explosão correto. A única solução para os testes não serem cancelados para os donos de Renault era trabalhar com um mapeamento de motor com potência reduzida. Limitando a operação do motor, o problema não aconteceria. O mesmo Taffin garante que esse problema foi solucionado e todos os times poderão correr com potência máxima em Melbourne.

Só duas perguntas: Pode mesmo, Mr Taffin? Só o banco de provas testou esse software ajustado. E, agora com potência máxima que ninguém usou nos testes, outros problemas não surgirão? Antes que a gente responda isso (ou veja motores explondindo na Tv), Taffin avisa que só descansarão quando voltarem a vencer e que continuam com o trabalho duro para um início que parece ser complicado.

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httpv://youtu.be/hFHmYFlbFn8

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Tudo está perdido então para a Red Bull no seu décimo ano? De forma alguma. Só devemos ter um campeonato com mais variáveis que o ano passado.

O time das latinhas de energético tem duas características que encantam a todos. São competentes ao extremo e são mestres em aproximar a categoria do público. Quem não lembra dos RB andando pelas cidades, nos pastos do Texas, no Heliponto em Abu Dhabi?

Se a corrida não for boa para eles em Melbourne eles voltarão a disputa mais na frente. Como não estamos nos testes temos que confiar na palavra de quem estava lá. Jeson Button ficou assustado, Ricciardo não o alcançava nas retas, mas depois de uma sequencia de voltas, andando juntos, fez uma ultrapassagem por fora em uma curva. Gary Anderson, o criador da mítica Jordan verde 7Up), afirma, da lateral da pista que o Red Bull é o mais estável nas entradas de curva e o que consegue acelerar primeiro. O carro é balanceado, bom aerodinamicamente, resta saber se as mudanças necessárias para fazer o Renault funcionar manterão esse equilíbrio. Não podemos duvidar do poderio técnico desse time.

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httpv://youtu.be/oRDjCMdtWck

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Deixando a técnica de lado.

O campeonato de 2014 também é um prato cheio para as expectativas sobre os pilotos. É uma festa de gente que trocou de carro, gente que chegou, gente que pode sair. Vamos pela ordem de equipes do Mundial passado.

Ricciardo chega ao time tetracampeão tentando provar que não é só leão de treino com um largo sorriso no rosto. Os dois anos de Toro Rosso, mas alguns passeios com HRT, são sinais que a equipe realmente confia em seu potencial. Mãos a obra!

No time Mercedes a dupla que se manteve nos times de ponta. Alguns dizem que é a mais forte. Fato é que Rosberg sempre está ali batendo na trave de ser um grande piloto. Com algumas temporadas a mais de entrosamento com o time, tem a sua grande chance de beliscar o título. Resta saber se Hamilton está motivado com as corridas ou entretido com uma centena de outros assuntos. Se o inglês estiver focado na F1, será difícil a batalha por pontos e um pode acabar roubando pontos preciosos do outro que podem custar caro numa decisão no fim da temporada. É o mesmo risco que os vermelhos da Ferrari assumiram. Com Kimi e Alonso disputando pontos e atenção em Maranello, pode ter alguém correndo por fora que chegue melhor posicionado lá na frente. Essa é a dupla de “atenção” e esse ano. Kimi mostrou ainda ser rápido e cuidar muito bem do carro durante a prova e Alonso fez alguns pequenos milagres com carros ruins da Ferrari nos últimos anos. O que vai sair daí, ninguém sabe e a conclusão só virá em Abu Dhabi.

Na Lotus, Grosjean luta para mostrar que é bom mesmo. Fez um excelente final de temporada. Só que o carro é uma incógnita e seu parceiro de equipe não é um virtuose. É um time sem muito fôlego financeiro, se o carro vier problemático terá dificuldades para recuperação. Se o carro estiver equilibrado, pode contar com grande apoio da Renault para seguir na frente.

Dennis, Boullier e Magnussen, são os reforços da McLaren para esse ano. A reforma foi grande despois de um ano desastroso e o carro nasceu direitinho. Button não está dando pulos de alegria como em 2009 quando saiu do primeiro teste com a Brawn, mas reconhece que o carro é bom, só precisa ser desenvolvido. Menos mal, o time tem estrutura. Falta saber se investirão durante toda a temporada para maximizar os resultados desse ano ou se vão parar o desenvolvimento focando em 2015 e a chegada da Honda. Magnussen, o novato, impressionou nos treinos. Falta colocar a bola em jogo para confirmar a fama.

Os indianos voltam para 2014 com mais um carro na média. Bem nascido, mas não top de linha. Felizmente têm agora um piloto como Nico Hulkenberg para trazer algum brilho durante a temporada. No começo do ano pode colecionar pontos importantes e com uma base bem nascida, a Force India pode ter aproveitado essa mudança de regulamento para se estabelecer definitivamente bem próxima das “grandes” e se distanciar um pouco do pelotão intermediário.

Quem mais foi prejudicada nessa dança de cadeiras claramente foi a Sauber. No fim das contas, Esteban Gutierrez e Adrian Sutil são um passo atrás na soma dos dois cockpits. O time continua sua eterna luta por dinheiro, a única salvação é seu túnel de vento. Brilhando e impecável, é considerado o melhor da categoria e garante algum nível de desenvolvimento durante o ano.

Nas danças das cadeiras a Sauber não foi bem. E o que podemos falar da Toro Rosso que trocou de Ferrari para Renault nesse momento? A expectativa é ver o jovem russo Daniil Kvyat porque do Jean-Eric Vergne a gente sabe o (pouco) que esperar. Pro russinho, a missão é simples: andar junto do companheiro. E tá bom demais.

E na ordem do campeonato passado, chegamos na Williams. Esse ano vai ser melhor? Vai. Vai brigar por pontos regularmente? Vai. E pronto. Tá bom demais para um time que foi inteiramente reformulado para renascer. A dupla de pilotos é boa e rápida. Só precisa ser constante. Do lado financeiro é importante fazer um parênteses. A Williams, empresa, não passava por problemas financeiros. É uma empresa sólida na Bolsa de Londres, só que não havia dinheiro para torrar na F1. Se apostasse tudo na F1, quebraria o restante da empresa. Fecha parênteses. Agora o time tem o apoio do clássico Martini e dinheiro para manter seu programa de F1 a todo vapor! Ainda acredito em um longo processo para voltar ao topo e ser uma postulante ao título, mas terá bons resultados esses anos.

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Viram a foto de Massa celebrando como se fosse Pace?

Imagine você se fosse outro piloto brasileiro saindo da Ferrari para “renascer” em uma nova equipe? Meu Deus…. O jornalismo nunca foi tão parcial.

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Fechando o pacotão, as nossas queridas nanicas! Marussia anote aí, vai ser a surpresa da temporada e Max Chilton vai levar o carro russo ao final de todas as provas novamente. Jules Bianchi coitado, não tem que fazer nada além de sentar no carro e não fazer besteira. Vai ficar na espera por uma vaga melhor. E só isso.

Já a Caterham, poxa vida, se acostumem, é o último ano da equipe simpática no grid. O chefão já disse que eles precisam parecer ao menos competitivos. Tomar pau da Marussia não é mais opção. Recado dado, colocaram o carro na pista com o bico mais inovador – digamos assim – da turma de 2014. Grande expectativa. Será que acharam o “pulo do gato”? Todo mundo se enganou e o carro não anda. Falta basicamente aderência. Kamui Kobayashi e Marcus Ericsson estão abraçados em um carro mais lento que os GP2. A única coisa que podemos ver será se o jovem sueco acompanha o talentoso japonês.

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Circuito: Albert Park
Voltas: 58
Comprimento: 5.303 km
Distância: 307.574 km
Recorde da Pista: 1:24.125 – M Schumacher (2004)

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Programação
Quinta-Feira: 22h30 – 1º treino livre
Sexta-Feira: 2h30 – 2º treino livre
Sábado: 0h – 3º treino livre e 3h – Classificação
Domingo: 3h – Corrida

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São tantas variáveis nesse ano que mesmo colocando todos os dados na mesa, não existe uma aposta certeira. Não há uma “batida na mesa” para as apostas. O que será desse ano de 2014?

O mais espetacular e imprevisível campeonato da história da F1? Ou alguma equipe vai disparar para o título sem deixar rastros como a Red Bull tem feito?

Deixe nos comentários o que vocês esperam para 2014. No fim do ano voltamos ao assunto para conferir.

Boa Temporada!

Abraços, Flaviz Guerra – @flaviz

Flaviz Guerra
Flaviz Guerra
Apaixonado por automobilismo de todos os tipos, colabora com o GPTotal desde 2004 com sua visão sobre a temporada da F1.

9 Comentários

  1. Fabiano disse:

    Após assistir a corrida deu pra entender um pouco melhor a ordem das equipes.
    Na minha avaliação, NESTE MOMENTO temos:
    1 – Mercedes
    2 – Williams
    3 – Red Bull (se não foi um blefe regado a muita gasolina)
    4 – McLaren
    5 – Ferrari
    6 e 7 Toro Rosso e Force India, praticamente empatadas
    8 – Sauber
    9 – Marussia
    10 – Lotus
    11 – Caterham
    Bom, isso foi o que eu vi na Austrália, mas tudo pode ser diferente na Malásia, pois a pista é muito diferente.
    Mas deu pra perceber algo preocupante também. Acompanhando a disputa entre Ricciardo e Magnussen, observei que o carro da Red Bull é muito rápido em curvas, ou seja, assim que a Renault acertar o motor, eles devem voltar para as cabeças.
    Não dá pra ter certeza, mas acho que as chances da equipe dos energéticos manter os títulos é bem maior do que havia ficado aparente no final da pré-temporada.

  2. Enzo B. Bortolotti disse:

    Mercedes campeã de 2014 ?!?!?!?!.l……

  3. Mauro Santana disse:

    Olá amigos do Gepeto!

    Eu torço para que a Williams volte a brilhar, independente dos pilotos, pois ela tem história e tradição, e com certeza esta numa melhor situação que a Lotus.

    A respeito da dupla de pilotos do cavalinho rampante, eu quero mais é que pego fogo entre os pilotos, e assim, nós amantes deste esporte sejamos brindados com belas disputas na pista.

    Uma excelente temporada para nós todos!

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

  4. Fernando Marques disse:

    Pelo primeiro treino o Vettel já deu sinais que vai incomodar muito mais do que todos imaginam neste inicio de temporada.
    O circuito de Melbourne pode não ser o ideal para se tirar ou chegar a algumas conclusões mas é uma corrida que sempre apresenta surpresas agradáveis. Pode ser um circuito de rua mas é muito mais rápido que Mônaco.
    Como Massa é uma ainda incerteza (seja positiva ou negativa) para 2014 continuo apostando no sucesso do Kimi Raikkonen. Se não for ele que o sucesso seja do Hamilton. Não vou torcer pelo Alonso e nem pelo Vettel (chega de dominio alemão na F1).

    Fernando Marques
    Niterói RJ

    • Flaviz disse:

      Fernando,
      Quando funciona o RB10 realmente parece bom. A cena mais curiosa do treino foi Newey agachado no chão olhando o fundo desmontado do carro de Vettel. Só faltou um balãozinho de quadrinhos “Não é que coube tudo aí?!”.

      Eu ainda acredito no Alonso, ele não for campeão esse ano é capaz dele se mudar para Stock Car Brasil.

      Abraços!

      • Fernando Marques disse:

        Se o Kimi tiver o mesmo plano A que o Alonso sempre teve na Ferrari, e algo que o Massa não tinha, pode ser que até torça pelo Alonso …

        Fernando Marques

  5. Enzo B. Bortolottti disse:

    Alquém conhece alguma tipo de bebida energética??????!!!!!!!!!

    Obrigadooooo

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