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Ferrari vs. Ford, parte 1
05/11/2019

Chegamos ao Texas. Chegamos ao Hexa. Se não houve celebração de título no México, a grande festa da Liberty Media vai acontecer em solo Americano, na casa que marcou a vitória de número 50 do inglês em 2016.

O bom Circuito das Américas só não verá a coroação do campeão se algo trágico acontecer. A expectativa pelo título só não é maior que a expectativa de uma boa prova e de que as equipes não estraguem as estratégias de seus pilotos.

Oitavo ano consecutivo de corrida nos Estados Unidos em um circuito que tem entrado no Hall de queridinhos da F1. Bom entretenimento for a e dentro da pista, arquibancadas cheias e elogios dos pilotos em provas agitadas. O GP dos EUA também chega na sua 41º edição, deixando definitivamente para trás a memória fatídica daquele 2005 em Indianapolis.

A Mercedes já está de olho em 2020 (faz tempo) e realmente nada de novo vai aparecer no carro para as corridas. Os treinos? Testes de conceitos e peças pra 2020. Assim, não é esperada mais vitórias fáceis do time prateado que deve continuar contando com os erros do restante do grid pra continuar a sua assombrosa eficiência.

Para os vermelhos, acertaram a mão no motor, até o momento, dentro das regras. Mas o carro e seus pilotos ainda estão erráticos. A prova americana é um bom momento para garantir uma estabilidade do time importante para o fim da temporada.

A Red Bull também precisa contar mais com seus pilotos. Max precisa parar de jogar corridas no lixo quando tem um carro rápido e vencedor. Agora não dá mais pra reclamar no rádio das falhas do motor Renault, tá na sua conta, Max! Impressiona a boa forma de Albon como contraponto ao primeiro semestre de Gasly. Realmente o menino Francês teve algum problema de adaptação


Isso foi realmente estranho.

Não se percam:
Classificação – Sábado, às 18h no SporTV2.
Corrida – Domingo, às 16h10, também do SporTV2.

Novas regras aprovadas. Mas não definidas. Entendeu? A base está aprovada mas cheia de “espaços em branco” e definições que precisam ser tomadas.

A essência da F1 se manter um campeonato de endurance, continua. Unidades de potência limitadas, câmbios também. Agora na lista teremos pastilhas de freios, escapamentos, o escambau…. Tudo terá que durar quase ¼ das corridas do ano.

Desistimos pois de ver um piloto acelerando tudo pra vencer. Vai acelerar para manter aqueles medíocres 2.5 segundos de segurança. Isso é decepcionante para quem prega ser a categoria máxima do esporte motor.

Os motores não mudam, pelo bem de todos e felicidade geral das montadoras. Se já é difícil explicar como funciona, imagina montar um novo. Realmente o bom senso imperou, reconhecidamente esse é o primeiro ano que há algum nível de similaridade entre as fabricantes. Honda e Renault terminam corridas com constância. Ninguém tem largado corridas seguidas do pitlane por punições. Finalmente há uma estabilidade que permite uma competição mínima.

Pilotos são muito sensíveis, não é mesmo? Todos reclama do tempo dedicado a imprensa. Pois é, o regulamento pede 5 minutos, CINCO minutos, depois do treino 2. Nossa! Que difícil!

Racing Point parece que vingou como equipe a longo prazo. Essa semana chegou autorização do governo para construção de uma nova fábrica em Silverstone. É um alívio, apesar de uma das vagas ser vitalícia da família Stroll. A RP é a equipe mais eficiente do grid, um orçamento enxuto e um carro pontuador constante. Obviamente que está empolgada e vem atrás de mais pontos pro seu campeonato. Está empatada com a Toro Rosso-STR-AlphaTauri-AT e somente 9 pontos atrás da Renault. Imaginem só se corresse com dois pilotos?

Nessa disputa, a Renault continua carimbando a faixa de maior fracasso da temporada. Time de fábrica, piloto milionário e um desempenho sofrível. Ficar atrás da Mclaren (depois de tudo de errado que a Mclaren conseguiu fazer nos últimos anos), disputando campeonato com Racing Point, deveria ao menos causar uma troca de comando da equipe. O exemplo é a própria Mclaren. Novamente a luta vai ficar entre essas 3 equipes por uma faixa estreita de pontos.

Com alguma chance de destaque, a Toro Rosso pode misturar esse grupo. O motor Honda mostra que realmente é uma opção viável e tem conseguido manter uma presença constante no Top-10. Gasly se sente realmente bem nesse carro, já tem o dobro de pontos que seu companheiro nas provas que correram juntos (14 x 7).

Quem fica um pouco pra trás é a Sauber. Giovinazzi ainda não é o piloto que se esperava e Kimi já está em ritmo de festas. O time anda com receio de sua parceria com a Ferrari não estar tão evoluída quanto gostariam e ainda pode acabar no fim de 2020. Sem surpresas, italianos e suíços, parece uma mistura tão boa quanto água e óleo.

Faltam somente 3 corridas para Hamilton chegar no seu recorde de corridas nos pontos. São 33, entre 2016 e 2018, que o colocam como recordista nesse quesito.

O que mais impressiona, na realidade, é sequencia nos pontos dos motores. São 214 provas nos pontos para a Mecedes, desde 2008 que a fabricante tem ao menos um pontinho. Essa série incrível (bem antes da era híbrida) começou justamente com Hamilton, na Mclaren. Faltam somente 14 provas para igualar o recorde da Ford (228) e seu lendário Cosworth DFV 3.0: de 1967 até 1983 sempre teve um fordinho empurrando um carro ao pontos.

Detalhe, se a regra de pontos englobasse os 10 primeiros, só haveria a adição de mais uma prova aos números da Ford.

A Formula 1 aprovou uma limite de orçamento. Uma primeira ideia para tentar aproximar os times. É louvável, só que para funcionar teremos que manter esse regulamento por diversos anos. Esse limite só entra em vigor em 2021, ano da estreia dos novos carros. De hoje até 2021, os grandes vão se preparar melhor e ter uma grande vantagem. Como está acontecendo agora com os motores, será preciso alguns anos pra tudo se equalizar.

Para felicidade dos fãs da fórmula 1 tradicional, a Williams não está mais sozinha no fundo do grid! A companheira Haas vem para os Estados Unidos passar essa vergonha em casa e se juntar ao fundo do pelotão. A Dallara sempre gerou desconfiança nas suas passagens pela F1 e esse ano não faz diferente. O carro é o que mais ficou pra trás no grid. A Williams agradece a emoção adicional em suas corridas. As duas equipes vão se arrastar nesse GP americano, só para expor os patrocinadores na televisão quando forem tomar volta dos líderes. Realmente um fim de temporada melancólico para os dois times.

A NASCAR corre no Texas também nesse fim de semana. O que mostra uma incompetência magnifica dos organizadores dos dois eventos. Parabéns aos envolvidos.

Faltando somente 3 provas para o final da temporada e sem mais nada em jogo, os pilotos estão mais livres para uma dedicação corrida-a-corrida- Isso com certeza vai gerar mais provas cheias de variáveis e disputas.

Fora isso, é o momento histórico de coroação de uma hexacampeão. Um privilégio enorme acompanhar um momento como esse.

O título é de Hamilton, mas quem vence a prova de Austin?

Abraços
Flaviz Guerra

Flaviz Guerra
Flaviz Guerra
Apaixonado por automobilismo de todos os tipos, colabora com o GPTotal desde 2004 com sua visão sobre a temporada da F1.

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