Tira-Teima!

O começo
26/04/2017
Pelos olhos do vencedor
01/05/2017

Pela quarta vez na história da F1 moderna chegamos ao Parque Olímpico de Sochi para mais uma etapa do maravilhoso campeonato de 2017.

Em terras russas, a F1 vem preparada para uma etapa com potencial para ser o anti-clímax. Um circuito mundialmente famoso por não proporcionar diferenças de estratégias e, tão pouco, ultrapassagens.

Sem deixar o otimismo de lado, vamos para mais uma etapa que serão medidas as forças das temporada antes das mudanças previstas para Barcelona. Uma chance unica para medição do ritmo de corrida dos novos bólidos do regulamento de 2017.

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A Russia não tem sido amigável com as equipes da F1. Desde 2014, na sua primeira corrida, só a Mercedes liderou voltas. Isso mesmo: todas as voltas disputadas na Russia foram completadas com uma Mercedes em primeiro lugar.

É uma combinação de fatores que leva o time prateado ao domínio completo: longas retas, asfalto perfeitamente liso e quase nada abrasivo. Toda eficiência mecânica da suspensão, todo o refino aerodinâmico e a descarga de potencia do motor estão livres, sem o contratempo do desgaste excessivo dos pneus.

Em 2017 há poucas chances disso mudar apesar da proximidade das Ferraris em corrida. Realmente o time alemão sofre em trechos mais longo justamente pela Ferrari ser mais eficiente no controle dos pneus. Na Russia esse desgaste é minimizado e podemos voltar a ter um cenário como em todos os 3 anos anteriores.

Com motores sem apresentar falhas, o maior problema da Mercedes hoje é trabalho com os pneus mais macios da Pirelli. Pena, pra eles. A gama de mais macios é exatamente a disponível para essa corrida.

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Era só o motor Mercedes que vencia corridas? Certeza? A história é diferente. Os dados mostram que nenhum time cliente venceu na era dos motores hibridos.

A ultima vitoria de um time cliente, foi de Vettel com a Toro Rosso (aqui considera-se a Red Bull como time oficial da Renault nos seus tempos do tetra).

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Alonso chega na Russia carregando sua terceira MGU-H e Vandoorne a sua 4º e última antes da punição.
No teste pós-corrida feito no Bahrein, um dia foi de quebra e o segundo foi de milagre. O carro andou sem falhas! Nesse cenário começam as surgir os boatos e o mais quentinho é que a Honda já conta com suporte de analistas/engenheiros/consultores independentes para fazer essa jabironga funcionar.

A turma da Honda confirma mas não diz nomes. Se fala em Ilmor (que saiu do projeto Renault no fim do ano) com apoio e consultoria da Mercedes.

Não, não estranhe. Não podemos esquecer que o regulamento previa para esse uma “equiparação” para que os motores só fossem responsáveis por mais de 0,3s entre os carros. Esse trabalho seria feito sob a análise do desempenho das melhores voltas de cada motor em cada um dos 3 primeiros GPs de 2017.

O resultado dessa análise é mantido em sigilo, como também as medidas que estão em estudo. Talvez nenhuma medida seja tomada na força da lei se as outras equipe colaborarem. Vai saber o que passa na cabeça dessa turma.

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Mas se a vida de Alonso está ruim, quem disse que a da Ferrari está mais fácil? Raikkonen e Vettel chegam para a prova russa com uma 3 unidade de turbo nos carros. Mais uma troca livre e começam as punições.

Só quatro corridas e 3 turbos. Isso pode custar o título para Ferrari.

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Como sempre a nossa turma do meio é a mais animada. Nessa pista é esperado uma melhora da Williams. O carro gosta da baixa pressão aerodinâmica e do asfalto lisinho. Mas não pode esfriar muito, porque o Williams desse ano sofre para esquentar pneus. Nessa etapa podemos até esperar uma troca de tintas com as Red Bulls. Os touros estão testando o carro para validar as mudanças que serão implementadas para aprova de Barcelona.

Nesse bolo, temos a chegada da Renault com um carro que tem evoluído rapidamente (apesar do Palmer) e a Haas com mais um carro “honesto” na sua curta história. Em seu segundo ela prova que não foi “sorte” o desempenho no primeiro ano e que seu planejamento plurianual está funcionando.

Quem pode voltar andar bem é a Force India. Descobriram um problema grave no carro (ainda na China) e para essa prova trouxeram um assoalho novo. É a primeira peça de um pacote maior que será usado em Barcelona. A equipe indica que isso pode ajudar o carro ser mais consistente nas curvas.

Na turma do meio a incógnita fica com a Toro Rosso que não teve ainda claramente um fim de semana sem problemas na temporada. O time do carro mais bonito do grid tem sofrido muito com a confiabilidade do conjunto e não tem apresentado uma boa curva de evolução.

Com a Toro Rosso ficando para trás, há espaço para Sauber e Mclaren se misturarem na pista. Sempre acompanhadas do jovem Lance Stroll. Sem maldades, o cara não pegou a mão da brincadeira, né? Não é possível tamanha distância para o seu companheiro de equipe. Na garagem da Sauber, a chegada de Werhlein gera clima de festa. Ele tem uma missão esse ano (como falamos), bater Ericson. No Bahrein fez com larga folga e tem que continuar assim até o fim do ano para almejar algum lugarzinho melhor em 2018.

Sobre a McLaren, voltaremos a falar da equipe na Indy 500. Alonso não terminou nenhuma corrida de F1 esse ano, quem sabe em Indianapolis.

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23 anos do acidente fatal de Ayrton Senna. O tempo nos pega de surpresa.

Se tiver um tempinho nesse feriado, visite o Especial, com textos dos nossos colunistas sobre o tricampeão.

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Ficha do Grande Premio da Russia de Fórmula 1

VTB RUSSIAN GRAND PRIX

Edições: 4 (2014-2017)
Perímetro: 5848 metros
Voltas: 53 (309.745 km)
Volta mais rápida: 1’35.337 (2016 – Nico Rosberg – Mercedes)

Lembrando 2016

Vitória: Nico Rosberg – Mercedes – 1:32’41.997
Pole position: 1’35.417 (Nico Rosberg – Mercedes)
Volta mais rápida (em corrida): 1’39.094 (Nico Rosberg- Mercedes)

Pirelli - Macios - Super Macios - Ultra Macios

Traçado GP da Russia

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Na Russia a torcida é por uma corrida movimentada pelas aparições constantes do Safety Car. Se ele não aparecer, teremos de ver um belo tira-teima do ritmo de corrida dos postulantes ao título de 2017.

Não dá pra perder!

Abraços
Flaviz Guerra

Flaviz Guerra
Flaviz Guerra
Apaixonado por automobilismo de todos os tipos, colabora com o GPTotal desde 2004 com sua visão sobre a temporada da F1.

2 Comentários

  1. Fernando Marques disse:

    Flavis,

    como é bom ler as colunas do GEPETO e ter informações e tomando como exemplo a Ferrari já está no seu terceiro turbo e que mais uma troca tome punição … isso aí o Galvão não fala e muito menos o Reginaldo … hehehehe
    E dentro desta questão até onde vale como blefe (ou não) a Mercedes pedir imediatamente o banimento das tais asas “T” que vem quebrando e dando prejuízo de 50 mil euros quando quebra ? …

    Fernando Marques
    Niterói RJ

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