Apenas 20 voltas

Passeio Histórico
01/11/2013
O Som Slade
06/11/2013

Demolidor, Sebastian precisou de apenas 20 das 55 voltas para vencer a corrida!

Sebastian Vettel alcançou no mais-artificial-que-ki-suco circuito de Abu Dhabi sua sétima vitória seguida, o que também foi sua 11ª vitória de ponta-a-ponta na carreira. Tal número que o coloca ao lado de Michael Schumacher e Jackie Stewart – faltam apenas oito para alcançar o recordista Ayrton Senna. Foi de maneira demolidora.

Toda corrida começa pelo grid, e da importância de se largar em boa posição. Diferente da F1 do tempo da embreagem e câmbio manual, os controles de largada atuais garantem uma largada, digamos, mais homogênea, pois é mais automatizada. Ninguém mais afoga, ninguém mais queima embreagem, e os níveis de patinagem variam muito menos. Ainda assim Mark Webber sempre larga mal. Eu fico intrigado…

Uma vez na dianteira, ficou muito claro que o conjunto Vettel-Red Bull era pelo menos 1s mais rápido por volta que qualquer um na pista e que se ele quisesse, colocaria PELO MENOS UM MINUTO em todos os adversários. Não é exagero. Vettel está sobrando.

Fui olhar o history chart da corrida para entendê-la melhor. Já na 1ª volta, Vettel livrou 1,9s para Rosberg – apenas para provar que pilota uma barbaridade com pneus frios, coisa que arrancaria aplausos de um Jim Clark. Após a 1ª rodada de pits, quando Webber (mesmo sem kers, que falhou de novo) superou Rosberg no giro 20 e definiu a ordem do pódio, Vettel já tinha absurdos 26s de vantagem para os dois.

Isso quer dizer que, no fim das contas, Sebastian precisou de apenas 20 das 55 voltas para vencer a corrida. Afinal, nas 35 voltas seguintes, o alemão aumentou até a bandeirada míseros 4s para Mark (+30,8s), que teve Nico em seus retrovisores todo o resto do tempo (+33,6s).

A Ferrari, que teve Alonso em 5º e Massa em 8º, insiste em dizer que a batalha pelo vice-campeonato de Construtores, que vale uma grana, ainda não foi perdida. Foi sim, Ferrari. Não há fôlego para atualizar esse carro. Se Rosberg tomou pouco mais de meio minuto, Fernando Alonso voando na parte final em pneus macios tomou um minuto inteiro e mais um pouco. Puro jornalismo declaratório só pra afirmar que não jogaram a toalha.

Sobre a manobra de Alonso na saída dos boxes, eu apenas me atenho às palavras do próprio Jean-Eric Vergne, pivô da situação. Os comissários estão certos em não punir porque o asturiano, ao guinar violentamente pra esquerda (e tomar uma paulada de 28G nas costas), evitou que um acidente ocorresse. Vergne tinha Alonso em seu ponto cego, e não viu no espelho a aproximação do rival – e por isso não deixou espaço.

Na velocidade que estava, a ultrapassagem seria inevitável. Em suma: incidente de corrida. Mas é apenas um ponto de vista. Fiquem à vontade para discordar, lembrando que ferrarismo/antiferrarismo e alonsismo/antialonsismo não são argumentos.

Massa reclamou da estratégia da Ferrari, que no stint final colocou pneus macios para Alonso e médios para ele. Ele finalmente está entendendo que não adianta bancar o “rebelde” após o fim de seu contrato e chutar o balde. Se o relacionamento dele com o time não é harmônico, eles irão privilegiar o 1º piloto. E ponto final.

A hegemonia contra-hegemônica da Red Bull.

Como bem foi citado nas últimas colunas do GPTotal, o domínio da Red Bull começou justamente no momento da 2ª vitória do time, no GP da Inglaterra de 2009, com Vettel. O título não foi possível pelo acúmulo muito grande de pontos de Jenson Button e sua milagrosa Brawn GP, que jamais renderia o mesmo na segunda metade do campeonato. Ainda assim, Sebastian se tornava o mais jovem vice da história, com imberbes 22 anos.

Mas em 2010, com mudança de Bridgestone para Pirelli e fim do reabastecimento, o time do energético já tinha o melhor carro. Só que não tinha o mesmo nível de confiabilidade de Ferrari e McLaren, e isso equilibrou as forças. Em corridas em que nada saía do script, a Red Bull vencia. Em provas caóticas, dava McLaren (lembram-se que Hamilton chegou a ser líder do campeonato por várias rodadas). No fim, a McLaren perdeu fôlego e a Ferrari cresceu, mas a taça acabou com Vettel.

Em 2011, a Red Bull (lê-se Adrian Newey) compreendeu o funcionamento dos pneus Pirelli logo de cara e o resultado foi um verdadeiro massacre de Vettel, que não deu chances. No ano seguinte, 2012, tivemos aquela temporada excepcionalmente diversa, em que muitos venceram no começo, e então nos encaminhamos para uma polarização Vettel-Alonso para finalmente terminar com domínio de Vettel.

Em 2013, ocorreu algo parecido: os primeiros Pirellis fizeram a disputa ficar esparsa, com vários bons desempenhos – lembram-se que Rosberg ganhou em Mônaco? Mas então pneus explodiram demais em Silverstone e uma nova especificação foi feita. Desde então, a nova borracha caiu como uma luva para o novo carro de Newey e à tocada de Vettel.

É uma hegemonia porque dominou o cenário da F1 nos últimos quatro anos e meio. E é contra-hegemônico no sentido de surgir como a nova potência de um esporte que foi dominado por McLaren, Williams e Ferrari nos últimos 30 anos. De 1984 pra cá, essas 3 equipes capitalizaram 21 títulos de 29 possíveis.

Quem me alertou pra essa constatação meu amigo e leitor do GPTotal de longa data Mário Salustiano. Porque às vezes temos que pensar no macro.

Aos zerinhos. Vettel os fez novamente para comemorar a vitória. E ao invés de tomar outros 25 mil dólares de multa (sendo que é de se supor que o valor aumentaria em reincidência), desta vez a FIA disse que, como ele levou o carro de volta e fez suas acrobacias em área de escape, não aplicou multa.

Vamos lembrar que quem disseminou essa comemoração foi o grande Alex Zanardi, nos tempos em que era imbatível com os carros da Chip Ganassi na CART. Ele tomava multas de 10 mil dólares cada vez que fazia isso, até a entidade sacar que aquilo era extremamente popular e parou com a idiotice. E devemos lembrar que na Nascar esse procedimento é praticamente obrigatório.

Vida longa, portanto, aos zerinhos.

Quero encerrar falando de Adrian Newey, o outro gênio (além de Vettel) a conquistar o título.

Poucos se deram conta, mas com a conquista na corrida anterior, Newey chegou ao seu DÉCIMO título mundial como projetista (1992, 1993, 1996, 1997 pela Williams; 1998 e 1999 pela McLaren; e de 2010 pra cá pela Red Bull). Isso são mais que os nove títulos que Enzo Ferrari viu em vida.

De suas pranchetas surgiram nada menos que 144 vitórias na F1. Enzo viu “apenas” 92. E isso é muito mais que as 117 vitórias de Patrick Head – de quem foi parceiro na Williams e compartilhou algumas dessas vitórias.

Desta maneira, Newey tem tudo para se tornar o ser humano mais vitorioso de todos os tempos na F1. O primeiro, em uma metodologia totalmente livre, é Keith Duckworth, desenhista do motor Cosworth DFV, que conseguiu 155 vitórias e 12 títulos de 1967 a 1983. Mas seus motores preenchiam enorme quantidade do grid dessa época, enquanto Newey só tem uma dupla de carros a cada GP…

Vou falar brevemente sobre a transmissão da detentora dos direitos de transmissão televisiva da F1 no Brasil.

Além dos erros cada vez mais recorrentes de narrador e comentarista que insistem em querer lembrar quatro décadas de cabeça e embaralham datas e fato com uma frequência constrangedora, ainda temos que aguentar aquela repórter loirinha a fazer perguntas cretinas – lembremos que ela só está lá porque é casada com o responsável de produção da F1 da emissora, porque nada mais justificaria a presença dela senão o bom e velho nepotismo.

E termino com uma bela alfinetada, que meu irmão Guilherme me falou e eu tive que concordar na hora, em meio a risadas.

– Rubens Barrichello virou o Amaury Jr. do grid de largada.

Aguardemos o que Vettel aprontará em Austin. O cara tem fome de recordes. Newey idem.

Aquele abraço!

Lucas Giavoni

Lucas Giavoni
Lucas Giavoni
Mestre em Comunicação e Cultura, é jornalista e pesquisador acadêmico do esporte a motor. É entusiasta da Era Turbo da F1 e das 24 Horas de Le Mans.

19 Comentários

  1. Mauro Santana disse:

    Essa questão Alonso x Massa deixa claro que o espanhol sabe que o brasileiro é rápido, e por isso quando colocou os dois pés na equipe italiana fez questão de anular o brasileiro nos bastidores de seu novo lar.

    Já vimos outros pilotos fazerem isso no passado, e também discutimos esse assunto várias vezes aqui no gepeto.

    Mas aonde eu quero chegar com esse papo?

    É que, se o Massa vai mesmo acertar com a Williams, que ele desta vez banque o esperto utilizando a malandragem de ser um piloto experiente na F1, e deixe escrito em seu novo contrato, preto no branco, que ele é o primeiro piloto em sua nova casa, com tudo que tem direito.

    E a respeito dos comentários das transmissões da F1, vou falar uma coisa:

    A F1 tem grande parcela de culpa nisso, pois se a audiência anda caindo, é porque a categoria máxima do automobilismo à muito tempo já não é mais aquela de antigamente(não estou falando que ela morreu junto com o Senna), pois já faz tempo que cada vez mais o que pesa é piloto com o bolso cheio de $$$ e muitas vezes, pouquíssimo talento.

    Ou seja, do jeito que a F1 esta caminhando, qualquer um de nós que levasse algumas carretas lotadas de $$$$ teria um lugar pra correr.

    Parece piada, mas é a imagem que muitos leigos no assunto F1 de hoje pensam a respeito da categoria.

    Abraço!

  2. João Carlos disse:

    As transmissões globais estão piorando muito e a loirinha em questão… sem comentários!
    Porém, quando ouço a transmissão da Indy no Bandsports… clamo pela Globo novamente!

    • Flaviz disse:

      João,
      Deve ser muito, muito, muito, difícil transmitir ao vivo (sem ironia, de verdade). Porque você na Band é uma desgraça, na Fox Sports é medonho….

      No fundo, acredito que o grande problema, nos dois casos, é a falta de informação direto do evento. Os locutores vivem do Live Timming (que qualquer usuário de internet tem) e de posts no Twitter/Facebook.

      No fim das contas, só a Globo tem mandado ao menos um repórter para as corridas.

      Abraços

  3. Mário Salustiano disse:

    valeu Lucas

    Ter a oportunidade de conversar contigo pessoalmente tem sido sensacional, valeu pela menção.
    Quanto ao GP esse eu perdi a transmissão da globo, ouvi a corrida pela Band e a noite assisti a reprise, perdi os pastelões que já estão virando moda dos platinados, agora diferente do que pensamos, os patrocinadores não são tão passivos assim, estudos de marketing sobre comportamento de consumidores apontam que a maioria do público que assisti F1 no Brasil, pouco entende do esporte em si e aceita esse tipo de cobertura, os patrocinadores sabem disso e como o interesse deles é a venda de suas marcas, nada farão para interferir nesse atual formato.
    Sobre a corrida de Alonso, me pareceu que dessa vez ele ficou preocupado com a real possibilidade de Massa terminar na sua frente, talvez isso explique o jeito para lá de estabanado quando voltou dos pits, isso para usar palavras educadas, ali poderia de havido uma batida séria e me junto aos que acham estranho os comissários não tomarem uma atitude, e a Ferrari usou das armas de sempre para deixar o austuriano na frente do companheiro, fazer o que né.
    abraços
    Mário

  4. Alayr disse:

    Rapaz, vc é quase tão chato quanto o seu chefe Flávio Gomes…

    • Lucas Giavoni disse:

      HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

      Obrigado por me fazer rir um pouco. Ainda mais se soubesse o quanto eu gosto do supracitado elemento. Por sinal, meu chefe chama-se Edu Correa, esse sim, um cara pra lá de porreta.

      Escreva sempre. Abração!

      Lucas Giavoni

  5. cruz disse:

    chama-se freio a outra opção que alonso tinha para evitar uma possível cagada das grandes. sorte que não aconteceu. vai lá comissário lucas!

    • Lucas Giavoni disse:

      Cruzes, Foca Cruz!

      A questão não é “já que você tem essa opinião, que vire comissário”. Na pele de Alonso eu provavelmente não teria freado. Competidores sempre pensam que “dá pra passar” em caminhos estreitos. Sim, frear poderia ser uma opção. Só não sei o que isso causaria uma freada com pneus frios e em trecho sujo em entrada de zebra. Ah, eu sei sim: rodada seguida de acidente.

      Massss… como eu disse, deixei todos ficarem à vontade para discordar, desde que ferrarismos e alonsismos fossem deixados de lado.

      Abração!

      Lucas Giavoni

      • Fabiano Bastos das Neves disse:

        Caro Lucas,
        Como você disse, podemos discordar.
        Então, sou mais um que discorda da sua análise. Se, como o próprio Vergne disse, Alonso estava em um ponto cego seu, o mesmo não se pode dizer de Alonso, que pode ver toda a aproximação do Toro Rosso e, mesmo sabendo da dificuldade que seu adversário teria em visualizá-lo, optou pela manobra perigosa. Ele nem precisava frear, bastava tirar o pé que o garoto passaria em segurança. E o espanhol ainda levou vantagem ao utilizar a parte externa da pista, e mesmo assim não foi punido (política a favor da Ferrari ????).
        Mudando um pouco de assunto, li que a Lotus não ficou contente com a punição aplicada ao Kimi pelo problema no assoalho do carro, e que havia na telemetria dados que justificariam a redução da rigidez do assoalho (política a favor da Ferrari ????).
        Olhando o resultado das últimas provas, o vice campeonato de construtores estava mais para a Lotus do que para Mercedes e Ferrari, mas a perda dos valiosos pontos do 1º piloto prejudicaram muito a equipe preta e dourada. Pobre da Lotus que ainda terá que contar com a boa vontade do Kimi para buscar o vice campeonato de construtores. Pera aí, ele não está de saída para a Ferrari e brigado com o comando da equipe.
        Será que agora dá pra entender por que a Ferrari continua dizendo que será vice campeã?
        Pobre da Lotus! Na minha opinião ela fez o único carro que conseguiu brigar um pouco com a Red Bull na segunda metade do campeonato. Não fosse a dificuldade enfrentada pelo Kimi nas classificações, talvez ele pudesse ter empurrando a decisão do título para mais longe um pouco. As Lotus deste ano (e do ano passado também) sempre tiveram um ótimo ritmo de corrida, em contrapartida Kimi, desde os tempos de Ferrari, não tem as classificações como ponto forte (perdeu para o Massa em 2007 por 9 x 8 e em 2008 por 12 x 6). Ano passado ele perdeu para o Grosjean por 10 x 9, mesmo com o francês tendo ficado de fora de uma etapa. Na minha opinião, neste ano ele esta ganhando a disputa muito mais por que o francês teve um início de ano muito abaixo do normal.

        • Lucas dos Santos disse:

          Fabiano,

          Não creio que o Alonso tenha tido toda essa visibilidade na saída dos boxes. Não podemos esquecer que aquela saída nada mais é do que uma rampa que sai de um túnel, e que há um muro ao lado que impede a visão da pista.

          Na TV Sky Sports F1 foi mostrada a câmera onboard do Alonso no momento em que ele saía dos boxes. Considerando que a visão do piloto é pior do que a da câmera, muito provavelmente ele só viu o carro do Vergne em cima da hora e teve uma fração de segundos para reagir. Logo, o ponto cego existiu para ambos. Infelizmente não encontrei esse vídeo no site da Sky Sports e nem no YouTube. Uma pena, pois ajudaria a enriquecer o debate. No entanto é possível encontrar o “pós-corrida” completo da Sky Sports digitando “F1.2013.Abu.Dhabi.GP.Post.Race.Sky.F1.HD.720p.50fps.03-11-13” no Google e conferir a análise feita pelo Anthony Davidson, o que recomendo, a fim de adicionar mais um ponto de vista.

          É claro que o incidente também teve uma parcela de culpa do piloto espanhol, afinal é visível a afobação com a qual ele saiu dos boxes a fim de voltar à frente do Massa. Não tenho dúvidas que, no momento em que ele desligou o limitador de velocidade ao sair dos boxes, deve ter ligado o botão do “que se dane” e voltou para a pista sem tomar o mínimo de cuidado, pensando apenas em voltar à frente do companheiro de equipe. Levou sorte em não ser punido, pois conseguiu provar que naquela situação, não tinha para onde ir.

  6. Mauro Santana disse:

    Belo texto Lucas!

    E realmente, a loirinha falando de F1, é um FIASSSSSCO!!!!!!

    Olha, do jeito que andam as coisas, estamos num final de feira daqueles.

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

    • Lucas Giavoni disse:

      Pois é, Mauro,

      Hoje em dia a pedida é realmente ligar a TV, clicar no mudo e aumentar o som da Rádio Bandeirantes com nossa amiga Alessandra Alves nos comentários…

      Só não quero que a detentora dos direitos de Tv no Brasil não diga que não saiba o que está fazendo de errado, e por que perde audiência pro Pica-Pau…

      Abração!

      Lucas Giavoni

  7. Pegou pesado, amigo Lucas Giavoni. Afinal, em qual transmissão mundial você ficaria sabendo que Jim Clark venceu as duas vezes em que disputou Indianápolis(!) e que Alberto Ascari é tetracampeão mundial? furos com f minúsculo e meio século de atraso.

  8. Luiz Paulo disse:

    Na questão do Alonso, Quando um piloto vem muito rápido e da de cara com outro, Se não tiver espaço, freia. Porque se tivesse brita no local, estaria garrado lá até hoje.

    • Flaviz disse:

      Eu sou a favor das volta das britas. Ou de um asfalto como o das ruas de São Paulo: passou fora da faixa, perdeu as rodas!

      • Lucas Giavoni disse:

        Pois é, pessoal,

        Se tivéssemos num circuito não-tilkeano, essa discussão provavelmente não estaria acontecendo…

        Abração!

        Lucas Giavoni

  9. Guilherme disse:

    Perfeita análise, Lucas. Se me permite, só discordo em relação à punição de Alonso. Até concordo com o ponto cego, a falta de visibilidade e que o Alonso teria evitado um acidente. O problema é que a FIA não usa os mesmos critérios. Das outras vezes, não deixa de ter havido semelhança com a situação atual. E se houve no passado( ao meu ver injustamente) punição, agora deveria haver também. Embora, pessoalmente, eu acho isto uma tolice: Se existe espaço para ultrapassagem, seja na pista, na zebra na grama ou na brita, estaria valendo… Mas regulamento é regulamento, né? O problema é a interpretação diferente conforme o piloto…

    Quanto a cobertura televisiva, eu não consigo compreender a passividade dos patrocinadores. EStas empresas colocam um caminhão de dinheiro ano após ano, tem um público que embora restrito é altamente selecionado, e aceitam uma cobertura sofrível, com uma reportagem muito aquém da mediocridade. Aliás, seja da tal loirinha citada, como do outro que as vezes divide com ela os GPS. Não bastasse tudo isto, ainda aceita a não transmissão em alguns eventos… A Globo vai transmitir o GP dos EUA este ano??? Ninguém falou nisto ainda…
    Abçs

    • Lucas Giavoni disse:

      Sim, Guilherme,

      Tenho que concordar que falta coerência em muitas atitudes da FIA. Penso que tudo está sendo julgado demais. E que muitos acidentes já tem como punição o próprio causador, que arrebenta seu carro.

      Abu Dhabi é o ápice da artificialização da F1.

      Abração!

      Lucas Giavoni

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *