Desde que entrou no ar, em agosto de 2001, O GPTotal teve o privilégio de abrigar textos de alguns dos melhores cronistas e jornalistas em língua portuguesa, incluindo aí, por exemplo, o saudoso e genial Ricardo Divila, entre uma e outra aventura mundo afora. Neste momento em que celebramos 25 anos de história parece justo e necessário relembrarmos alguns desses textos, que integram o maior acervo da internet brasileira dedicado ao esporte a motor.
E hoje essa viagem é muito especial, pois nos levou a conhecer a incrível história de vida de um personagem até então pouco conhecido. Um furo de reportagem protagonizado pelo grande Luiz Aberto Pandini, um de meus mestres, a quem tenho a alegria de chamar de amigo. Ao querido Panda deixo aqui meus aplausos e minha reverência, revivendo um dos maiores momentos do GPTotal em toda a sua história.

Bernardo Souza Dantas
O 1º brasileiro nas 24 Horas de Le Mans
Por Luiz Alberto Pandini
A história desta entrevista começou durante uma conversa com Paulo Scali, historiador do automobilismo brasileiro e autor dos livros “Circuito da Gávea” e “Chico Landi”, no começo de 2002. Conversávamos sobre o automobilismo de outrora quando Paulo revelou: “Você sabia que o primeiro brasileiro a correr na 24 Horas de Le Mans chamava-se Bernardo Souza Dantas e que isso aconteceu em 1935?”
Eu realmente não sabia. Para mim, o pioneiro havia sido Christian Heins, que morreu durante a 24 Horas de Le Mans de 1963, quando pilotava um Alpine e liderava na sua classe. Heins sofreu um acidente ao escorregar no óleo deixado pelo motor estourado do carro de Bruce McLaren.
Fui conferir a revelação de Paulo Scali, e realmente consta a participação de Bernardo (Bernard, em algumas fontes) Souza Dantas na 24 Horas de Le Mans de 1935. Quase todos os arquivos, porém, atribuíam a ele a nacionalidade francesa. O sobrenome, porém, era o mesmo do embaixador Luiz Martins de Souza Dantas, que exerceu suas funções na França justamente nos anos 30, durante a expansão do nazismo. Souza Dantas, o embaixador, entrou para a história porque não teve dúvida em atropelar os trâmites burocráticos para fornecer passaportes a judeus que fugiam do nazismo. Por essa nobre atitude, chegou a receber punições e advertências, já que o governo de Getúlio Vargas inicialmente nutria simpatia pelos países do “eixo” (Alemanha, Itália e Japão) e só depois ficou claramente ao lado dos aliados (Inglaterra, França, Estados Unidos e União Soviética). Souza Dantas passou a ser conhecido como “o Oskar Schindler brasileiro” – uma alusão ao alemão que, sendo membro do partido nazista, salvou da morte milhares de judeus.
O sobrenome e a proximidade geográfica dos dois Souza Dantas me deixavam poucas dúvidas de que havia algum grau de parentesco entre eles. De qualquer maneira, não tive tempo de checar a história a fundo. Quando chegou o momento de preparar o especial sobre a 24 Horas de Le Mans, ainda em 2002, a única informação disponível sobre a participação de Souza Dantas na corrida de 35 é que ele havia corrido com um Bugatti 57 e abandonado por quebra do câmbio. Preparei o especial e fiz o registro da participação de Bernardo Souza Dantas na 24 Horas de Le Mans, chamando a atenção para a possibilidade de ele ser parente do embaixador Souza Dantas.
Essa citação motivou o historiador carioca Fábio Koifman a enviar um e-mail para o GPtotal, confirmando que Bernardo é primo do embaixador. Fábio estava prestes a lançar seu livro, “Quixote nas Trevas: o embaixador Souza Dantas e os refugiados do nazismo”, e havia entrevistado Bernard. Deu-me ainda uma informação valiosa: o telefone de Bernardo Souza Dantas. “Ele mora em São Paulo, tem quase 90 anos e um vigor total”, escreveu-me Fábio Koifman.
Empolgado, agradeci a Fábio e entrei em contato com Bernardo Souza Dantas para uma entrevista. Semanas depois, cheguei ao apartamento de Bernardo Souza Dantas, em São Paulo, para uma entrevista. Encontrei um personagem ímpar, com uma memória prodigiosa, grande vigor físico e mental, e capaz de façanhas inacreditáveis para um homem com a sua idade.
Com vocês, Bernardo Souza Dantas, o primeiro brasileiro a disputar a 24 Horas de Le Mans. (Luiz Alberto Pandini)
– Como o senhor “descobriu” o automobilismo?
– Eu comecei a dirigir quando era garoto, criança, com os carros da família. Os carros de antigamente eram umas “cristaleiras” enormes e eu dirigia olhando por baixo do volante. Quando fiz 18 anos, tirei a habilitação e pedi ao meu pai para comprar um carro. E o meu primeiro foi um Bugatti, que na época tinha a mesma importância da que a Ferrari tem hoje em dia.
– Era um belo carro esporte…
– Havia várias marcas boas, mas o Bugatti era o carro esporte mais conhecido do mundo, com várias vitórias em Grandes Prêmios. Eu comecei a fazer competições de rally, primeiro com o carro que eu tinha e depois com um outro melhor.
– O senhor se lembra em que ano foi isso?
– Foi em 1931 ou 1932. Naquela época, a 24 Horas de Le Mans era a maior corrida que se fazia, a que tinha mais prestígio no mundo além dos Grandes Prêmios. Para mim, Le Mans, tinha uma vantagem: era corrida com carro esporte. Um carro de Grand Prix já custava uma fortuna naquela época, enquanto um carro esporte era bem mais barato. O regulamento obrigava a ter todos os equipamentos de um carro esporte: equipamento elétrico para dirigir à noite, ter quatro lugares se o motor tivesse mais de 1.500 cm³ e assim por diante. E o regulamento era muito, muito rígido, no sentido de que você não podia parar para reabastecer fora do determinado tempo e outras coisas mais. Então eu mandei preparar o carro para a corrida em 1935. Foi uma experiência muito interessante, mas infelizmente eu não fui muito brilhante.
Neste momento, Bernardo Souza Dantas tornava-se o primeiro brasileiro a disputar a 24 Horas de Le Mans. Era a largada da edição de 1935
– O que o senhor se lembra dessa corrida? O senhor se lembra em que posição largou?
– Na largada das 24 Horas de Le Mans, os carros ficavam enviesados na estrada e os pilotos ficavam parados do outro lado da estrada, corriam até o carro, entravam, davam a partida e saíam (Nota do autor: esse procedimento ficou conhecido como “Largada Le Mans”. Em 1970, a largada passou a ser dada com os pilotos já dentro dos carros, e em 1971 Le Mans adotou a largada em movimento). Isto era antigamente, hoje não é mais assim.
Os carros eram colocados na beira da pista pelo número de corrida, de 1 a 60, começando pela maior cilindrada. Em 1935 havia 60 concorrentes e a minha posição era 6, por causa da cilindrada. Deram a partida e eu segui andando pela minha velocidade, porque numa corrida de 24 horas você tem que seguir um plano de corrida, senão o carro quebra na primeira hora.
Foi interessante porque o circuito tinha 13 quilômetros e você conseguia fazer esses 13 quilômetros uma vez, duas vezes, três vezes, uma vez atrás da outra com uma diferença de segundos. Você repete a mesma coisa: mesma velocidade, mesmo lugar, mudança de marcha… É uma experiência muito boa.
– Foi o senhor quem começou a corrida?
– Eu comecei a corrida. Eu e meu companheiro (o francês Roger Teillac) corremos 19 horas, inclusive com chuva na largada e durante a noite, mas aí o carro quebrou. (O Bugatti de Souza Dantas/Teillac completou 129 voltas; os vencedores deram 222.)
– Como era a sua equipe? Quantos mecânicos o senhor tinha?
– Naquela época era muito mais simples do que hoje em dia. Eram dois mecânicos para fazer o abastecimento, que acontecia a cada duas horas. Você corria duas horas, abastecia, entrava o outro companheiro, fazia duas horas e abastecia de novo. Foi assim por 19 horas até que quebrou. Realmente o carro não estava mais em condições de correr, então paramos.
O Bugatti de Souza Dantas e Teillac na 24 Horas de Le Mans de 1935.
– O senhor se lembra em que posição estava antes do carro começar a ter problemas?
– Eu cheguei a andar em 6º lugar durante um certo tempo. Depois o carro começou a quebrar e fui obrigado a parar para tentar consertá-lo. Aí caímos muito. Paramos por quebra do câmbio quando estávamos em 19º.
– O seu companheiro era francês?
– Era francês. Foi ele quem preparou o carro. Ele era mecânico especializado. Parece que tinha trabalhado na fábrica da Bugatti e depois trabalhou numa oficina especializada em Paris que só tratava de Bugatti. Ele aceitou preparar o carro e correr comigo de graça, mas ele fez alguns erros na preparação que provocaram a quebra.
– O senhor se lembra bem desse carro?
– Muito bem. Era um Bugatti modelo 57, com motor de 8 cilindros (os cilindros eram dispostos em linha e a cilindrada era 3.257 cm³). Era azul-marinho com o número branco. Todos os carros tinham número branco. Nessa corrida não era obrigado a ter o carro com as cores da nacionalidade do competidor. A cor da França era azul, mas em um tom claro.
– Depois o senhor não voltou a correr em Le Mans?
– Não, porque em 1936 não houve 24 Horas de Le Mans. Foi o único ano que não houve a corrida de Le Mans a não ser durante as guerras, porque houveram pequenas revoluções populares da Frente Popular. Houve algumas mortes, um acontecimento de grande repercussão na época, e eles cancelaram a corrida em 1936. Depois disso, eu tive um problema financeiro muito grande. Minha fortuna, que vinha da minha mãe, foi dilapidada por um camarada que pediu falência na companhia onde eu tinha o dinheiro. Fui obrigado a vender o meu carro e obrigado a viver com o que eu tinha. Parei com a competição.
– Onde o senhor nasceu?
– Eu sou brasileiro mas nasci na França, de pai brasileiro e mãe francesa. Nasci em Paris, no dia 26 de junho de 1912. Meus documentos brasileiros têm o nome Bernardo Manoel Pedro de Souza Dantas, mas na França eu sou registrado como Bernard Manoel Pierre. Eu me apresento às pessoas como Bernardo.
O Hotchkiss de Georges Macedo e Bernardo Souza Dantas.
– Quando o senhor veio morar no Brasil?
– Quando tive esse problema financeiro. Depois eu completei a minha escola de engenharia, sou engenheiro aeronáutico. A guerra (Segunda Guerra Mundial) estava se aproximando e todo mundo sabia disso. Em 1937, 1938, Paris estava um caos. Eu comecei a trabalhar numa empresa que fabricava os motores para todos os aviões militares franceses. Aí chegou a guerra e eu estava trabalhando na fábrica. Os alemães entraram na França, ocuparam todo o país e fecharam a fábrica. Eu não podia fazer mais nada lá em Paris. Estava sem dinheiro, sem trabalho e pensei: “Daqui a pouco o Brasil vai entrar em guerra e eles vão me colocar num campo de concentração. Vou embora para o Brasil”. Cheguei aqui em fins de 1940.
– E como o senhor acompanha o automobilismo hoje? O senhor gosta de ver corridas na televisão?
– Sim, sempre gostei. Conheci alguns corredores e sempre gostei. Aqui no Brasil, eu entrei numa corrida que se chamou Prova Presidente Getúlio Vargas. Foi em 1941. Eu era o acompanhante de um amigo, Georges A. Macedo, e o carro era um Hotchkiss.
– Foi em Interlagos?
– Não. Foi nas estradas, que naquela época eram quase todas de terra. Eu entrei nessa prova. Foi uma aventura extraordinária. Quem ganhou foi o Juan Manuel Fangio. (N. do A.: nessa época, Fangio era pouco conhecido fora da Argentina.)
Livreto de bordo dos concorrentes do GP Getúlio Vargas, em 1941.
– O senhor lembra qual era o percurso?
– Lembro, eu tenho a caderneta. (N. do A.: Souza Dantas entrou na área íntima do apartamento e voltou com a caderneta da prova e algumas fotos. A caderneta servia também para anotar os horários de largada e chegada dos carros pelos postos de controle. A largada aconteceu no Rio de Janeiro. Os pilotos foram para as cidades de Belo Horizonte – Bello Horizonte, na grafia da época -, Uberaba, Goiânia – Goyania, na época -, Barretos, Poços de Caldas, São Paulo e novamente Rio de Janeiro. Depois de alguns minutos, retomei o fôlego.) Foi que nem um rally… Isto (mostra a caderneta) é histórico…
– Sem dúvida, é um documento valioso.
– Só que de rally não tinha nada! Era corrida mesmo.
(Apontando a foto) – Que carro era este, senhor Bernardo?
– Era um Hotchkiss que eu comprei no Rio para fazer essa corrida. Só que não tínhamos idéia do que íamos enfrentar. Então eu comprei um carro muito baixo, que em condições normais nos daria mais vantagem. Só que em certos lugares da estrada o carro não podia entrar.
– E quem era o seu acompanhante?
– Era um amigo meu, o George Macedo (N. do A.: Georges A. Macedo, de acordo com a caderneta). Era fabuloso. Nós dirigíamos 6 a 7 horas direto.
– Como foi essa corrida?
– Nós completamos o circuito mas não fomos classificados, porque numa etapa entre Uberaba e Goiânia nós levamos tanto tempo para chegar que o controle já havia fechado. Fomos desclassificados. Depois nós continuamos disputando as etapas, mas não marcaram mais. Você pode ver aqui (mostra na caderneta) que na 1ª etapa levamos 7 horas e 45 minutos. Naquela época, a estrada entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte era como você está vendo na foto, de terra e cercada pela mata. Largamos às 9:32 horas e chegamos às 17:17 horas. Ficamos em 13º lugar. Na segunda etapa, ficamos em 12º lugar. Saímos às 8:19 horas e chegamos às 17:19 horas. (Na terceira folha, etapa Uberaba-Goiânia, consta somente o horário de saída – 8:11 horas. A partir daí, todos os espaços destinados às marcações de tempo ficam em branco).
Souza Dantas e o Hotchkiss na Prova Getúlio Vargas.
– Não tinha parada? Era direto?
– Só parávamos para abastecer. E não havia nada preparado: você tinha que escolher o lugar para parar.
– Os carros de corrida abasteciam em qualquer posto?
– Posto? Naquela época tinham poucos. Era no mato mesmo. Essa foi minha última corrida.
– Hoje em dia o senhor gosta de ver corridas?
– Eu assisto todas as que puder ver na televisão. Antigamente eu até ia a Interlagos, mas agora não mais. Agora, paralelamente ao automobilismo, tem a aviação.
– O senhor gosta muito de aviação…
– Em 1935 eu já pilotava avião.
– Fazia parte da Força Aérea ou de alguma companhia?
– Nem uma coisa nem outra. Eu comprei um avião na Inglaterra e levei-o para Paris. Eu voava, mas com os problemas financeiros fui obrigado a vender o avião. Como eu era formado em Engenharia Aeronáutica e trabalhei numa fábrica de motores, aqui no Brasil eu logo entrei numa companhia de aviação para manutenção. Eu fui superintendente de manutenção da Navegação Aérea Brasileira.
– Nunca ouvi falar dela. Essa companhia virou alguma outra?
– Ela faliu. Começou pequena, cresceu um pouco e faliu durante a guerra. Foi comprada pela Panair. Depois eu entrei na Varig. Fiquei 20 anos lá, como engenheiro. Aí, um belo dia eu resolvi fazer uma aviãozinho para eu voar.
– É esse avião que está lá embaixo? (O sr. Bernardo já havia falado dele antes de ligarmos o gravador. O avião fica guardado em uma garagem fechada do prédio, com as asas desmontadas. O carro do sr. Bernardo, um Chevrolet Opala, fica sob um abrigo, em frente à porta da garagem.)
– É esse avião que está lá embaixo. Eu terminei ele, voei nele e caí com ele.
– Caiu????? (espantado)
– Caí e estou refazendo-o.
– O senhor caiu com o avião??? (Eu ainda achava que não havia entendido direito…)
– Eu decolei e o motor parou no ar. Aí eu caí.
– Caiu como? Pousou de emergência?
– Não, eu pousei duro. Eu quebrei o calcanhar e me machuquei. Não foi grande coisa.
– O senhor levantou vôo de onde? Do Campo de Marte?
– Não, do Campo de Amarange, em Campinas, onde fica o Aeroclube. Estou reconstruindo o avião e quero voltar a voar com ele.
– E quando ele fica pronto?
– Ah, vai demorar uns anos… Caí em 1996, e estou reconstruindo desde essa época. E ainda faltam muitas coisas para ele ficar completo.
– Senhor Bernardo, qual é o seu parentesco com o embaixador Luiz Martins de Souza Dantas?
– Ele era meu primo-irmão.
– Ele era mais velho do que o senhor?
– Bem mais velho. Eu vou falar um pouco da minha família. O meu avô era o Senador Dantas…
– Quase todas as cidades brasileiras têm uma rua ou avenida com esse nome…
– É uma figura conhecida, pois ele ajudou a acabar com a escravatura. Foi Chefe de Governo várias vezes. Esse Senador Dantas, cujas condecorações estão aqui em casa, teve sete filhos e eu sou filho do sétimo, do caçula. O embaixador era filho do primeiro. Então há uma grande diferença de idade. Meu pai casou tarde com uma francesa em Paris. Quando eu nasci, o meu pai tinha 50 anos. Então tem uma grande diferença de idade entre eu e meu primo-irmão, o embaixador Souza Dantas.
– E o senhor tinha contato com ele?
– Frequentemente.
– Ele salvou muitos judeus da perseguição nazista e foi perseguido por isso. O senhor chegou a sofrer alguma consequência por ser parente dele?
– Não. Nós vivíamos absolutamente separados. Ele morava na embaixada e eu morava na casa do meu pai. Depois o meu pai morreu e eu era moço ainda. Meu pai morreu em 1935, depois da corrida de Le Mans. Ele estava doente e eu o trouxe para o Brasil. Ele queria morrer na terra dele.
– O senhor falou que tinha muito relacionamento com os pilotos de Grand Prix da época. Como eram eles? Eles eram acessíveis?
– Os pilotos de Grand Prix sempre tiveram uma certa pose, mas não era que nem hoje em dia. O Chiron (Louis Chiron, piloto monegasco que venceu o GP de Mônaco em 1931, disputou etapas do Mundial nos anos 50 e depois atuou como diretor de prova no GP de seu país até sua morte, em 1979) era um esportista. Eu fazia muito esqui com ele. A gente ia para a Áustria no inverno.
– O senhor ganhou alguma competição?
– Antes de correr em Le Mans, consegui algumas vitórias e segundos lugares em provas de arrancada e de subida de montanha.
– Com o mesmo carro de Le Mans?
– Não, outro. Também era um Bugatti.
– Qual é a melhor recordação que o senhor tem dos tempos de piloto? Qual foi a sua grande corrida que o senhor lembra com carinho?
– Os melhores resultados foram mesmo nos rallies e nas provas de subida de montanha. Mas a grande corrida foi em Le Mans, mesmo sem ter um bom resultado. Era uma corrida muito importante, como até hoje.
1 Comments
Márcio,
Mais uma maravilha da história do automobilismo.
Que maravilha de coluna do Pandini.
Fernando Marques
Niterói RJ