
Os 25 anos do GPTotal me renderam duas grandes conquistas: as amizades que ele tornou possível e a conquista da confiança de tantos leitores.
Quer prova do que estou dizendo? Dos colunistas atuais, só Chiesa já era amigo. Flaviz, Lucas, João, Manuel, Marcio, Marcel e Mario “começaram” no GPTo como leitores e hoje dividem a edição do site comigo e tocam nossas redes sociais e o canal no YouTube, além de terem se tornado amigos muito próximos e queridos. Sem eles, eu teria desistido do site uns 15 anos atrás.
Aqui e em próximas Inesquecíveis, juntei mensagens recebidas de leitores nos primeiros anos do GPTo (inclusive um muito ilustre, em novembro de 2002), quando ainda não existiam redes sociais. Em algumas delas, deixei também a minha resposta. E já peço mil desculpas pelas inevitáveis omissões, até porque boa parte das mensagens se perderam nos desvãos da internet.
Procurei maneirar nas mensagens com elogios, mas alguns não deu pra evitar…
Valeu leitores! É um prazer de 25 anos dividir este espaço (e também o das nossas redes sociais) com vocês.
Edu
![]()
Eu pensava que era só eu que conhecia algo de Fórmula 1, mas vcs são demais.
Carlos, Brasília, agosto 2002
![]()
Amigos do GPTotal
Estou escrevendo apenas para parabenizá-los pela liberdade de opinião que vocês dão a seus leitores e principalmente ao leitor Kadu Nogueira, de Curitiba, que fez uma ótima explanação no site a respeito do tema: o polêmico “teoria do boicote”. Muito coerente e inteligente.
Um abraço
Jovino Benevenuto Coelho, Brasília-DF, agosto 2002
![]()
Olá Edu
Estava lendo sua carta (8/8) que fala sobre as alterações dos velhos circuitos. Tenho a comentar que concordo plenamente contigo. Hockenheim ficou LIXO!! Como Interlagos ficou péssimo perto do Old Interlagos, aquele que diferenciava os meninos dos homens. Não queremos ver coisas como o acidente do Roger Williamson, Tom Price ou Peterson. Sei que é legal ver um carro se espatifar e ver o piloto sair ileso (o Piquet quase foi linchado por emitir a mesma opinião). Segurança é legal, mas corridas de autorama eu já deixei de gostar há mais de 15 anos.
Comprei uns vídeos de F1 dos anos 70 (bendita internet!!) e realmente a coisa era para macho!! Mas que saudades do Interlagos, Zandvoort, Brands Hatch, Silverstone versão anos 70, Paul Ricard com a Mistral completa e outras. Hoje é uma eterna sequência de pequenas retas, curvas fechadas e lentas e circuitos pasteurizados. Ainda por cima o único circuito decente da temporada, SPA, pode deixar de fazer parte do calendário. Ver os carros de 78 passando a centímetros dos rails na Lesmo é coisa de louco!!
Quanto à segurança, acho legal a preocupação, mas foi preciso morrer um deus para tomarem vergonha na cara. Na dinâmica do acidente do Senna, o maior problema não foi o pneu, o carro, mas sim o absurdo da faixa de grama após o asfalto e ainda era mais alta que a faixa de concreto que vinha depois. Com isso, quando era para desacelerar mais, houve uma faixa inútil (a de grama) onde não se diminuiu 1 km da velocidade e ainda por cima virou uma rampa para que o carro não utilizasse a faixa de concreto para desacelerar. Se fosse como hoje, com asfalto aspero, talvez a batida fosse em menor velocidade e talvez tivéssemos um outro penta campeão. Mas como “se” não existe…
Um abraço
Mauricio Pequim Jr, agosto 2002
![]()
Edu,
estou muito triste com situação do kart baiano.
Até o ano passado tínhamos uma Federação, pobre, mas tínhamos. Um grupo de agitadores fizeram um protesto e culminou na saída dos dirigentes. Ontem (22/8) tive a curiosidade de entrar em contato com um deles, o ex-presidente, para saber das últimas notícias, pois sempre vejo se há uma modalidade nova, mais acessível para mim, e ele me disse que não temos mais Federação e nem campeonato, apenas um grupo de filiados que se reúnem e correm de vez em quando, uma brincadeira na realidade, não um torneio oficial, e que o automobilismo baiano está nas mãos de Minas Gerais perante a CBA, imagine!
Uma cidade que estava sendo cogitada para ter o GP Brasil da CART! isso é vergonhoso para mim. O tal grupo é da mesma linha das ligas que o Piquet, grande piloto e péssimo administrador – isso é uma opinião pessoal – tanto defende, e está certo em defender, mas não têm parâmetros, regras e nem propostas concretas. Destruíram a Federação e o Kart baiano por interesses políticos, e nós, amantes que nos …
Aqui na Bahia há um grande potencial a ser desenvolvido. A Ford está aqui e ninguém explora isso. Ninguém propõe nada. Isso é um absurdo. Desse jeito vou ser piloto de vídeo game, se deixarem!
Um abraço
Avelar, Salvador, agosto 2002
![]()
Queria parabenizá-los pelo trabalho que fazem. Mas vou falar de uma coisa que vã querer brigar comigo.
Quando Shumacher estreou na F1 ele nunca havia pilotado um desses carros e não conhecia a pista também (a conheceu andando de bicicleta). Qual piloto fez o que ele fez nos treinos nas mesmas condições? Quando foi campeão (não me lembro se em 94 ou 95), ele foi desclassificado de três provas e mesmo assim foi campeão. Largou uma equipe de ponta e foi para a falida Ferrari que na época parecia a Minardi de hoje (ou pior). No mesmo ano (96) teve uma prova com chuva (acho que a da Espanha), ele com o carro inferior a todos, passou todo mundo, andava em média 5s mais rápido e ganhou a corrida.
No ano seguinte ele disputou o campeonato com um carro muito superior ao dele e nos anos seguintes também, até 2001 quando ele realmente conseguiu um carro do mesmo nível que os outros, e mesmo assim ele conseguiu os números que conseguiu.
Então não adianta falar que o cara não é bom ele é, pois em quase todos os anos que ele correu, ele disputou corridas com carros perfeitos de se guiar, Hoje ele tem um e foi campeão com seis provas de antecedência. Talvez não exista concorrência para ele na F1 atual, mas talvez também ele é que faz a diferença e não deixa ninguém se aproximar dele.
Caso ele parasse de correr, quatro pilotos estariam disputando o campeonato hoje e todos falariam que eles seriam bons, como foi no passado. Então amigos ele é sim o maior piloto de todos os tempos, só não aceitamos porque a imprensa fez de Ayrton Senna (foto que abre esta coluna, com o McLaren MP4/8, de 93) o melhor piloto que já existiu. Ele não é, pois só foi campeão quando teve o melhor carro na mão, diferente de Piquet que praticamente “construiu” todos os carros que ele foi campeão, e aí entra também o Schumacher. Se fosse o Rubens que tivesse os números do alemão, talvez nós o colocaríamos como melhor piloto de todos os tempos.
Quanto ao Rubens, a única coisa que tenho que falar é que ele não conseguiu ganhar nem do Jonny Herbert na Stewart. Pior: ele quis ultrapassar o Panis (se me lembro bem) para a equipe dar ordens para ele vencer a corrida, então não adianta crucificar a Ferrari pelo que ela fez, pois hoje o alemão esta colhendo o que ele plantou há seis anos.
Crstie Weandal Concimo, Campinas, agosto 2002
![]()
Para o companheiro Crstie Weandal Concimo, de Campinas, tenho algumas coisas a dizer.
Segundo seu comentário publicado no GPTotal, Senna não é o melhor piloto de todos os tempos pelo fato de só ter sido campeão com o melhor carro. Isso ocorreu de fato em 1988, a imbatível McLaren venceu 15 das 16 corridas da temporada. Era um carro muito superior ao dos outros adversários, assim como a Ferrari está sendo no campeonato deste ano. Mas vale lembrar que enquanto o Schumacher tem em seu companheiro de equipe um fiel escudeiro, Senna tinha em seu companheiro de equipe um declarado rival. E não era qualquer rival. Simplesmente Alain Prost, o Professor, tetracampeão do mundo. O equilíbrio entre os dois pilotos era tão grande que nos dois anos que correram juntos cada um ficou com um título. Além de tudo Ron Dennis, chefe da equipe McLaren, permitia toda e qualquer disputa entre seus pilotos na pista, ao contrário do que o Sapo Francês Jean Todt fez este ano todo.
Chega de 1988… vamos falar dos outros títulos…
Em 1990 a McLaren era o melhor carro do grid como em 88 e Senna, sem dúvida, o melhor piloto. Resultado: Senna foi o campeão.
Já em 1991 todos se lembram dos problemas que o McLaren enfrentou durante o ano todo. Apesar de ter ganho as quatro primeiras corridas do ano, ganhou apenas mais duas em outras 12 provas, enquanto a Williams ganhou sete. Será que um carro tão superior ao adversário, como você supôs que a McLaren era, ganharia apenas 2 em 12? Será que a Williams não era o melhor carro da temporada 91?
Claro que era. Apenas um mito com Ayrton poderia levar um McLaren, que mostrava claros problemas, ao título. Isso sem contar a soberba vitória no GP do Brasil.
Schumacher é, sim, um gênio da F1. Estará sempre ao lado de Fangio, Clark e Senna. Mas nunca poderá ser considerado melhor do que estes. A F1 não é feita apenas por números. 90% dela é composta de uma razão passional. Essa razão que nos faz colocar o automobilismo acima de tudo.
Portanto Schumacher nunca será o melhor de todos os tempos. Com certeza é o MAIOR, pois seus detém a maior parte dos recordes da F1. Mas se apenas os números julgassem os pilotos G. Villeneuve não passaria de um bom piloto. E todos nós sabemos que era de uma habilidade extraordinário e de um arrojo sem igual, nem mesmo Senna era tão arrojado. Por isso eu digo que o MAIOR nem sempre é o MELHOR. E vice-versa.
Cassio Augusto Yared, Curitiba, agosto 2002
![]()
Edu
Maravilha o que você escreveu sobre o Piquet. Só você queria ser aquele cara, né?
Os F1maniacos, como nós que temos sangue com algumas octanas nas veias, devem ter estrebuchado na frente dos monitores, lendo e “sentindo” tudo aquilo que você escreveu. Eu também gostaria de ter sido o Piquet, por tudo aquilo que ele foi e é. Eu só ganhei uma dele: Cheguei 4 anos e 3 dias antes dele.
Abraços
Romeu, São Paulo, agosto 2002
![]()
Olá, Edu e Panda
lendo o último Pergunte ao GPTotal tenho algo para acrescentar. A pergunta de Salvador Neto de Belém, é sobre a velocidade máxima dos F1. Vocês comentam que os F1 são projetados para serem rápidos constantemente durante uma volta. Porém os F1 são mais rápidos do que qualquer outra categoria do automobilismo mundial com exceção das provas de Arrancadas.
O grande X da questão, é que não existem retas para que os F1 atinjam sua velocidade máxima. Não devemos esquecer que Hockenhein foi “extinta”, Monza nem se compara aos circuitos ovais da Indy. A evolução tecnológica da F1 esta anos luz a frente de qualquer outra, sem falar nos pneus que são muito melhores do que na Indy, onde se encontram apenas um modelo.
A prova maior foi realmente no Canadá, não devemos levar em conta o tempo das voltas da F1 e Indy, mas sim a velocidade final dos carros que foi de 21 Km/h mais lenta na Indy, isso contando que os motores possuem mais ou menos a mesma potência, de 800 à 900cv. E o peso é similar. Infelizmente o santíssimo Bernie Eclestone, percebeu que se ele tirar todas as pistas de alta velocidade e colocar curvas fechadas para todos os lados o mundo continuará pagando para assistir corridas e ninguém vai precisar “rachar” a cabeça em algum muro para que o dinheiro continue entrando.
Abraços
Aciron Alano, Cascavel, Paraná, setembro 2002
![]()
O trânsito está uma merda, então fiquei para encher o seu saco!
Lembra do primeiro carro a rodar o velho Interlagos abaixo de 3 minutos? Foi uma Ferrari 512 (a que o Enzo odiava) do Conrrado Manfredini e do Gian Piero Moretti (dono da volantes Momo, amigão do Emerson, uma figura) que rodou no treino das Mil Milhas de 1.970 em 2min 58 seg.
Com a prática chegaram a 2:52, um temporal (sem água). Eles perderam a prova porque deu pau na injeção (êta gasolina ruim, sô) mas lembrar do ronco do motorzão 12 é divino. Se ganhar na Sena compro uma só para ficar acelerando na garagem….
Bom fim de semana…
Victor Lagrotta, São Paulo, setembro 2002
![]()
Caros Eduardo e Panda,
Visito com certa irregularidade o site do GPTotal, mas gosto muito dele e acho, dentre os outros que conheço sobre automobilismo e Fórmula 1, o mais completo, não tanto por causa do conteúdo, mas principalmente pelo espaço dado para a opinião dos leitores, constituindo tal fator, na minha opinião, a maior riqueza da página.
Gostaria também de parabenizar pelo especial “30 anos de GP Brasil”, no qual foi possível aprender muita coisa sobre as corridas do passado e os pilotos que escreveram a história da etapa nacional da F1.
Queria, ainda, dar apenas mais uma palavra, desta vez sobre a temporada 2002 da categoria. Michael Schumacher, de fato – pelo menos para mim – é um piloto que não tem concorrentes à altura, ainda mais com o carro de que dispõe atualmente. Não sei se Montoya, como alguns afirmam, pudesse encarar frente a frente, com sucesso, o alemão; acho o colombiano um piloto muito afoito, bom mesmo para a classificação das corridas, mas não regular e consistente a ponto de lutar pelo campeonato.
Apesar de não se igualar, de modo algum, ao seu irmão, eu ainda tenho mais simpatia pela pilotagem de Ralf Schumacher, seu companheiro de equipe.
Desfrutando do patrimônio de conquistas que construiu na F1, Michael tem a equipe Ferrari ao seu dispor, o que, aliado ao melhor carro da categoria, o líder da vanguarda tecnológica que constitui a razão de ser da competição na Fórmula 1 de hoje, não é de se espantar que o alemão continue, num futuro a curto prazo, que conquiste muitas vitórias e mesmo títulos. Isto não o transforma, de per si, no maior piloto de todos os tempos. Basta lembrar da época de Fangio e Clark, quando a F1 era muito diferente – muito mesmo – e itens como segurança e tecnologia, se comparados a hoje, estavam em formas primárias. De qualquer forma, o alemão já escreveu seu nome, devido à quantidade de seus feitos, tanto no automobilismo como no esporte em geral.
Barrichello é simples: um piloto bom, talentoso, mas não genial (como já foi dito no site), e só com uma oportunidade bem clara e real ele poderá, ainda, disputar o título mundial. Pois, mesmo se a Ferrari liberasse ele e Michael para disputarem entre si o título desde o início da temporada, acho que este último venceria, pois seu talento (e experiência também, não esqueçamos), para mim, são inigualáveis entre os pilotos que competem na categoria neste momento.
Bem, já escrevi demais, espero na minha ignorância ter contribuído, ainda que somente na base das opiniões pessoais, para o engrandecimento deste site.
Um grande abraço a vocês dois,
Fernando Gil Portela Vieira, Rio de Janeiro, setembro 2002
![]()
Simplesmente ridículas essas “novas medidas” da FIA (exceto os pneus).
Essa dos treinos foi demais! A velha disputa pelo tempo mais rápido acabou. Um piloto não pode mais retomar uma posição perdida, já que só possui uma volta rápida. Eu quero é pega!!!
Deixa os caras correrem uns atrás dos outros e decidirem quem é o melhor! Mais uma pasteurização de Tio Bernie e cia. Lamentável!
Allan Fagner, Belo Horizonte, outubro 2002
![]()
Olá, amigos, como vão?
sobre a velha discussão, se vale a pena ver corridas de Cart/IRL, a última corrida na Austrália de Cart respondeu a todas as perguntas. E depois falam das marmeladas da Ferrari… A única coisa que vale a pena nessas corridas são os porradões que aqueles roda-duras conseguem dar, não é, Mario Fernandes? E as pinturas dos IRLs, que são bonitas pra chuchu, apesar do carro ser um pouco gordinho, não acham?
Um abraço, galera!
Loreno A. Menegotto Jr., Belo Horizonte/MG, outubro 2002
![]()
“Benditos aqueles que não gostam de Fórmula 1… É fácil ganhar 1000 corridas como o Piquet… Mas é imposível, meu caro alemão, ganhar 1 corrida igual ao Nelson Piquet!!!!!!!!
O alemão até é um excepcional piloto mas… Nelson, Emerson, Moco, Ayrton, Raul, Ingo, Chico, Paulão, André, Gil, Cristiano, Tony, Helinho, Massa, Bernoldi, Moreno, Alex, Barrichello, esses são nossos… são brasileiros… e se tivessem tido, por razões de época, ou se vierem à ter um dia, um carro em igualdades de condições, sem jogos de equipe ridículos, sem “andarem com o freio de mão puxados”, com certeza, estariam “nas orelhas”, do alemão, e alguns deles…deixando o alemão comendo poeira.
Kleber Wedemann, Tatuí, novembro 2002
![]()
Tô contigo Edu: aposentadorias compulsórias para o Bernie e o Max já!
E que Nossa Senhora das Curvas de Alta Perdidas olhe para nós nesse momento difícil. Amém!
Ricardo Ribas, São Paulo, novembro 2002
![]()
Concordo em gênero, número e grau com o Eduardo sobre a aposentadoria de Max Mosely e Bernie Ecclestone. O Max Mosely adora ver os bólidos da F-1 correndo naquelas porcarias de kartódromos. O cancelamento do GP da Bélgica de 2003, foi a pior notícia da semana para mim. E fiquei sabendo que o autódromo de Barhein ou da China será projetado pelo mesmo homem que fez aquela mutilação, aquele atentado ao antigo e belíssimo traçado de Hockenheim. Já fiquei assustadíssimo, esperando pelo pior.
O Sr. Bernie Ecclestone também deve se aposentar de vez. Ele já está velho e muito, mas muito rico. Já tem a vida ganha. No caso dele fazer mais dinheiro já é pura ganância. Dê a chance a pessoas novas, para sangue novo.
A F-1 precisa de alguém que goste de corridas e que se preocupe com a segurança de público e pilotos. Isto não significa entupir longas retas com malditas chicanes. Precisa de uma pessoa que encontre um equilíbrio entre segurança, velocidade, espetáculo, avanços tecnológicos, ganhos, lucros financeiros e principalmente trazer de volta as disputas acirradas em belas pistas que são verdadeiro prazer e desafio aos pilotos.
Se eu fosse o presidente da FIA a primeira coisa que faria seria trazer de volta todas aquelas pistas que adoramos: o antigo Interlagos (nosso templo sagrado), Spa-Francorchamps, Brands Hatch, Paul-Ricard, Zeltweg antigo (o A-1 Ring é uma sombra do antigo circuito, a antiga curva Rindt é fantástica), Hockenheim (mandaria reconstruir o trecho de floresta, para o deleite nosso e dos pilotos e para o desespero daqueles ecologistas) e claro o melhor de todos: o inferno verde de Nürburgring com seus 22,7 km e 174 curvas.
Infelizmente isso é só um sonho, um delírio de um homem apaixonado pela F-1 e pelo automobilismo. Mas acho que não estou só.
Um abraço a todos!
José Paulo de Vicencio Junior, São Paulo, novembro 2002
![]()
Obrigado Edu, e ao Panda também!
Sempre gostei de F1, desde os tempos do Tri do Piquet (tinha à época 8 anos), e como a informação só chegava em finais de semana de GP (com o sinal verde no sábado antes do JN), nunca tive muitos argumentos para formular opiniões, ou tive referências para citar (tinha o Reginaldo Leme, que sempre respeitei, mas todo mundo ouvia o que ele falava e concordava, então não tinha graça).
Muito tempo passou até a chegada da internet em minha vida, e depois de explorá-la de formas bastante convencional, descobri o poder que este meio tem de informar. A partir daí, decidi que faria um site sobre a Fórmula 1, garimpei sites internacionais, a procura de fotos, que o que mais me chama a atenção, ou seja, o visual da coisa, adoro os carros, com suas cores, com suas formas, o desenho dos pneus, os aros das rodas, enfim, toda a parte visual do esporte, mas como não poderia deixar de ser, sempre torcendo pelos nossos pilotos, inclusive comprei a briga de Piquet com Senna, e torci muito pelo Maurício Gugelmin, em sua March Leyton House, o Cristian Fittipaldi, na época o mais jovem piloto a conseguir a superlicença para a Fórmula 1, inclusive foi aqui em Curitiba, se não me engano a corrida em que ele sagrou-se campeão (F3 Sudam?).
No começo deste ano, em um dia calmo no trabalho, estava fuçando a internet a procura de material para montar o site, descobri o www.warmup.com.br, e lá um link para o GPTotal. Isso foi na época do Especial do Piquet, você pode imaginar qual foi a minha alegria ao ver uma matéria tão bem escrita e composta sobre um dos pilotos que mais admirei, ali na minha frente pedindo para ser lida. Em resumo, a partir daí, me tornei um leitor assíduo do site, sempre acompanhando as colunas, perguntas, especiais e tudo do site. Me empolguei com a ideia de montar um site, inclusive ele está no ar, e segue um modelo bem próximo a este.
Quero agradecer mais uma vez por este site maravilhoso, e toda a informação que vocês têm me proporcionado!
OBRIGADO!
OBRIGADO!
OBRIGADO!
Sérgio Leonardo Baumgarten, Curitiba, novembro 2002
![]()
Li a pergunta que um leitor fez a você, sobre se o Senna era um estrategista.
Eu me lembro que uma vez assisti um a palestra do Nuno Cobra em 1995 que era preparador físico do Senna. Ele disse exatamente o que você disse: que o Senna construía suas vitórias no terço inicial das corridas. Se não estou enganado, uma vez ele disse que nos treinos classificatórios para o GP Brasil de 1993 o Senna falou para ele que a pole era muito importante naquele momento, porque os Wiliams de Hill e Prost tinham um conjunto melhor. Então ele, Senna, largando na pole e mantendo a liderança até alcançar o primeiro e o segundo retardatário seria importante pois ele Senna era mais rápido nas negociações com os retardatários. Então, na hora que Prost ou Hill, superassem os retardatários Senna já estava superando outro e assim por diante.
Então dou minha opinião: Senna tinha estratégia até demais
Rubens dos Santos, novembro 2002
![]()
Uma mentira repetida muitas vezes acaba por se tornar uma verdade. Com base nesta frase venho perguntar uma coisa: por que a imprensa especializada insiste em dizer que o SENNA foi “roubado” no título de 1989, uma vez que, após o acidente em Portugal, necessitava vencer as três corridas restantes (Espanha, Japão e Austrália)?
Senna vence na Espanha, se envolve com Prost no famoso acidente de Suzuka e por fim bate em Martin Brundle (Brabham) no aguaceiro que foi o GP da Austrália. Mesmo que lhe fosse devolvida a vitória do Japão, não venceria na Austrália. Tanto que um recurso que a McLaren iria impetrar junto a FIA foi cancelado devido a este acidente na Austrália.
Paulo C. Cicarello, Birigüi – SP, novembro 2002
![]()
Caros amigos,
Lendo a carta do leitor de Curitiba, que tinha dúvidas sobre James Hunt e os duelos Senna vs. Schumacher, lembro-me dos fatos e aqui digo:
1) James Hunt ganhava no GP da França de 1977, quando teve problemas intestinais e teve que abrir caminho. Acabou chegando em 3o.
2) No caso Senna vs. Schumacher, os sopapos que Ayrton deu no alemão foi numa sessão de testes de pneus em Hockenheim em 1992, onde Schumacher fechava Senna toda hora, o impedindo de fazer tempos significativos. A partir de então, surgiram os sopapos e as indiferenças.
Sobre disputas, gostaria de saber como eram as disputas de pista entre Lauda e Prost (1984) e Piquet e Prost (1983).
Affonso Pazzini Junior, Santo André, novembro 2002
![]()
Sobre a pergunta enviada pelo Fabio Kagawa, São Paulo, no Pergunte ao GPTotal da semana passada (é verdade que a Benetton e a Ligier usaram chassis iguais em 1995? Foi fruto de algum acordo entre o Flavio Briatore e o Tom Walkinshaw?).
Sim, aparte os motores diferentes e algumas adaptações para acoplar o câmbio ao motor, era o mesmo carro, tanto que o primeiro chassi veio da Inglaterra. Presenciei isso, pois na época estava já fora da Ligier, mas montando a equipe Apomatox em F3000, em Magny-Cours, ao lado da fábrica da Ligier, e quando passou o caminhão da Rapid Movements, uma empresa especializada na entrega de peças e equipamentos para as equipes de corrida na Europa, ao descarregar a remessa que chegava para a Apomatox, dentro do mesmo caminhão havia um monocoque em carbono, saído da autoclave em Enstone, e com todas etiquetas da Benneton sendo entregue a Ligier. E todas as suspensões…
Outra questão do Fabio: o carro foi construído em conjunto pelas duas equipes ou a Benetton somente vendeu seu chassis para a Ligier? Basicamente como o Briatore estava à testa das duas organizações, simplesmente passaram o carro da Benetton à Ligier. Havia um apoio técnico, mas não uma cooperação estreita. Foi esse o carro que ganhou o GP de Mônaco com o Panis…
Ricardo Divila, Japão, novembro 2002
![]()
É, nesse fim de ano o trabalho vai escasseando e sobra mais tempo para a mente desocupada pensar em formas de matar o tempo.
Então lá vai a sugestão: quais são as suas cinco músicas preferidas para ouvir sozinho no carro, domingão de manhã, uma estrada vaziaça, todos os vidros abertos, som no talo?
As minhas:
Valeu pessoas
Edú Di Lascio, São Paulo, novembro 2002
![]()
Olá
sou Pedro, tenho 13 anos, e sou um fã de F1. Acreditem ou não, sou um admirador de equipes pequenas e fracassadas! Por favor, tirem as minhas dúvidas!
1º = Por que pequenas equipes como: Coloni, AGS, Lambo, Eifelland, Trojan, Token, Onyx/Monteverdi, Fondmetal, Life e outras não conseguiam se qualificar? Existia algum processo de eliminação ou porque era a pré-qualificação?
2º = O que é uma pré-qualificação? Pra que serve? Era um treino somente para pequenas equipes?
3º = Os pneus slick e os bicos baixos, saíram quando da Formula 1?
Pedro, Votorantim, novembro 2002
Olá Pedro
as equipes pequenas citadas por você não foram adiante por uma combinação de falta de recursos e competência técnica, esportiva e comercial.
Note que a F1 nem sempre foi de todo fechada às tentativas valentes e raçudas de novas equipes, como a de Frank Williams que, no começo dos anos 70, era mais pobre – mas muito mais pobre – do que a Minardi é hoje. Claro que o sistema não ajuda muito os jovens e pobres, dando dinheiro ou apoiando tecnicamente. Hoje, aliás, o ambiente é bastante hostil, limitando o número de vagas e exigindo um depósito prévio de US$ 48 milhões antes que o carro possa ir para a pista.
Os bicos altos entraram na F1 pelas mãos da Tyrrell no começo dos anos 90 e os pneus slicks foram-se embora em 98. Talvez voltem um dia.Você encontrará boas explicações sobre as pré-qualificações nas edições mais antigas do Pergunte ao GPTotal.
Abraços
Edu
![]()
Edu
Sou seu xará e já reli seu livro “Pela Glória, Pela Pátria” uma pá de vezes. Nascido em 1959 (acho que sou um tantinho mais velho que vc), fui um dos fãs ‘outsiders’ do Pace numa época em que o ‘in’ era ser Emerson.
Depois da morte do Moco em 77, fiquei uns belos anos afastado das andanças da F1. Com o tempo voltei e vi as carreiras do Piquet, Senna. E tb passei a admirar o fênix do Emerson ressuscitado na Indy. E enfim encontrei afinidades comigo, como ter nascido sob o mesmo signo de sagitário.
A passagem de seu livro (que está presente neste site tb) sobre a carreira do Pace é muito tocante e concordo com vc. Tb acho interessante sua forma de classificar os pilotos em Grandes Senhores da Pistas, Vencedores de GPs etc. O que ocorreu depois da publicação do livro confirma sua teoria. O Grande Senhor do últimos anos obviamente é o Alemão.
Abraços
Eduardo Goo Nakashima, São Paulo
![]()
Dez ideias para melhorar a Fórmula 1
Roberto Madoglio, Sorocaba, novembro 2002
![]()
Olá pessoal
Gostei da descrição do antigo traçado de Interlagos, creio que não sou tão “véio” assim, mas me lembro de assistir algumas corridas televisionadas a partir do circuito paulista.
Realmente, como ele era, seria uma temeridade colocar os atuais F1 lá, Tio Bernie iria ter um treco, imagine que, em Indianápolis, os motores passam uma eternidade de pé em baixo percorrendo o curvão e a reta dos boxes.
Imagine eles descendo, literalmente, o retão de Interlagos? Ia ser de arrepiar, não creio que hoje, na F1 tenha alguém com estômago pra embicar a 1 e a 2 de pé embaixo e enfrentar aquele descidão pra frear lá na 3. Ia ter gente comprando terreno ou fazendo o anel externo de bobeira.
É uma pena que a F1 tenha descaracterizado a pista. Houve durante um tempo uma tentativa de tentar se reativar o velho circuito mas parece que a FIA brecou ou sabotou a idéia. Não sei, talvez tenha sido a falta de grana mesmo, mas a vida é assim, às vezes a evolução tira coisas que nada pode substituir.
Em tempo: não esqueci da foto da Ferrari do Camilo. A pessoa que ficou de me entregá-la simplesmente “esqueçeu” e não sabe onde ela está.
Pelo menos pra matar a minha saudade vi no site do DKW Clube a foto da antiga carreteira do Camilo, quando esteve exposta em Sampa. Pena que ela esteja deteriorada. Será que nenhum empresário irá “adotá-la”?
Abraços a todos e continuem com esse maravilhoso site.
André Buriti, Rio de Janeiro, novembro 2002
![]()
Olá amigos do site
Desculpe a ausência nesses meses. Uma dúvida ainda me intriga. É verdade que o projetista Gordon Coppuck chegou a projetar um bólido em que o piloto ficava em uma posição “de bruços”, como na motovelocidade?
Se não me engano, este projeto não saiu do papel e foi em uma época em que os projetistas lançavam novidades em quase todas as corridas (final da década de 70).
No mais, um abraço e obrigado.
Rodrigo Carelli, São Paulo, novembro 2002
Oi, Rodrigo
Ouço esta história do piloto deitado de frente no carro, mas nunca vi desenho ou qualquer outra evidência sobre ela. Talvez algum leitor possa nos ajudar (Edu)
![]()
Caros amigos
A que se deve a pintura da Lotus de 1980 em azul e vermelho, e não nas cores da JPS?
Victor Serrão, Niterói, RJ, novembro 2002
À troca de patrocínio, Victor, para a Essex, uma petroleira inglesa que acabou falindo espetacularmente anos depois. (Edu)
![]()
Nas próximas semana tem mais Leitores