Tragédia, polêmica e glória

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22/05/2015

Revisitando as 500 Milhas de Indianápolis, edição de 1982.

Às vésperas de mais uma edição da famosa e eterna 500 Milhas de Indianápolis, vamos relembrar uma de suas mais excitantes e inesquecíveis edições. Uma daquelas corridas que nos mostram o real sentido da competição a motor, que nos faz continuar assistindo qualquer tipo de corrida nas manhãs e tardes de domingo, na expectativa de ser agraciado com espetáculos tão memoráveis quanto aquele que aconteceu na tarde de 30 de maio de 1982, em Indianápolis.

1982 foi realmente um ano especial e estranho na história do automobilismo mundial. Tanto para o bem, quanto para o mal. Na F1, ao mesmo tempo em que perdíamos dois jovens pilotos, sendo um deles um dos maiores personagens e talentos da história da F1, Gilles Villeneuve, vimos também o primeiro campeão com apenas uma vitória na temporada desde Mike Hawthorn em 1958: Keke Rosberg.

Do outro lado do Atlântico a situação era, de certa forma, muito parecida. A IndyCar vivia uma fase de mudanças. Da mesma forma que FISA E FOCA se digladiavam na Europa pelos rumos que a F1 deveria tomar, a Indy vivia uma época de reestruturação, com um novo campeonato (que começou em 1979), CART (Championship Auto Racing Teams) organizado pelas equipes, que confrontava o tradicional USAC (United States Auto Club).

Em virtude dessa briga, a sexagésima sexta edição das 500 Milhas não contou pontos para o campeonato da CART de 1982 – assim como já havia acontecido com a prova de 1981. Apesar disso, a maioria das equipes do campeonato CART PPG Indy Car World Series participou da corrida, fazendo da mesma uma autêntica prova daquele campeonato.

O mês de maio havia começado de forma desoladora para o automobilismo mundial, com a morte do eterno Gilles Villeneuve nos treinos para o GP da Bélgica de F1. Sob essa sombra começavam os treinos para a INDY 500, edição 1982. Sombra essa que se tornou um grande véu de escuridão, quando, no dia 15 de Maio, o famoso Pole Day, o norte americano Gordon Smiley, morreu em um dos mais horripilantes acidentes da história do automobilismo mundial.

Na sua segunda (e última) volta de aquecimento, Smiley entrou na curva 3 já em velocidade máxima, quando seu carro saiu de traseira. Smiley corrigiu de forma brusca, o que fez o carro contra-esterçar e embicar em direção ao muro. Bateu como um míssil, em um ângulo até maior que 90 graus, devido à excessiva correção de direção aplicada por Smiley.

Seu March 82C se desintegrou no momento do impacto, com o corpo do piloto sendo arremessado em direção às telas de proteção, acima do muro. O que sobrou do carro prosseguiu capotando pela pista. Seu corpo acabou repousando em meio aos destroços. A cena após o acidente mais lembrava a destruição após algum bombardeio aéreo do que um acidente de carro. Smiley teve morte instantânea.

httpv://youtu.be/lBUFJ2O9nM8

As causas do acidente foram, provavelmente, o conjunto de dois fatores. Em 1982, o número de voltas de aquecimento antes das flying laps foi reduzido de três (que era o número estabelecido desde 1946) para apenas duas. Com isso, muitos pilotos reclamaram de pouca aderência ao começarem suas voltas rápidas. Smiley claramente sofreu desse problema.

Esse fator, aliado a sua correção exagerada no momento em que o carro saiu de traseira (correções essas que vinham assustando os pilotos mais experientes durante todo o mês de maio. Muitos tentaram, sem sucesso, aconselhar Smiley a mudar seu estilo de pilotagem, que tinha sido desenvolvida em circuitos mistos), resultou na tragédia. O depoimento mais impressionante veio do Doutor Steve Olvey, um dos primeiros a chegar na cena do acidente:

“… Enquanto me aproximava do carro reparei pequenas manchas de uma substância cinza por todo asfalto, fazendo uma trilha até onde estava o corpo do piloto. Quando cheguei ao local do acidente fiquei chocado ao ver que seu capacete tinha sido arrancado, assim como o topo de sua cabeça. Essa parte tinha sido arrancada pela cerca de proteção. O material cinzento que estava na pista era em grande parte do seu cérebro. No caminho para o hospital realizei alguns exames rápidos e pude perceber que praticamente todos os ossos do seu corpo estavam quebrados. Ele tinha uma grande ferida do lado do corpo que mais parecia ter sido feita por um grande tubarão. Eu nunca havia visto um trauma dessas proporções” 

A tragédia de Smiley deixou um clima moribundo pelo resto dos treinos. Infelizmente acabou ofuscando grandes momentos, como as sensacionais qualificações do duo da Penske: Rick Mears, mais uma vez na pole, e do novato, e então grande promessa, Kevin Cogan, na segunda posição, ambos quebrando recordes de velocidades anteriores. Ou a luta do simpático mexicano Josele Garza, que ganhou o prêmio de Rookie of The Year na corrida de 1981, para conseguir uma difícil e última trigésima terceira colocação entre os qualificados para a corrida.

Fechando a primeira fila estava o mito AJ Foyt, agora completamente recuperado do terrível acidente em Michigan, um ano antes. Fortes ameaças ao duo da Penske na primeira fila também vinham de Mario Andretti, que agora se dedicava novamente em tempo integral à Indy (quarta posição) e os sempre velozes e candidatos a vitória Gordon “Gordy” Johncock (quinta posição) e Tom Sneva (sétima posição). Pela primeira e única vez na história três irmãos se qualificaram para a corrida, com Don, Bill, e Dale Whittington, todos pilotando March pintados de amarelo.

Mesmo sob a memória recente das tragédias de Villeneuve e Smiley, a festa estava preparada e a expectativa de uma grande corrida fazia se esquecer, em parte, os tristes acontecimentos do mês de maio.

Toda expectativa se transformou em polêmica e discussão, após a caótica largada. Resultado: alguns carros destruídos, um favorito de fora, alguns pilotos raivosos e uma jovem promessa humilhada. Muito se falou nos últimos 33 anos sobre o vexame de Kevin Cogan na largada, mas o certo é que até hoje não se pode ter certeza que o acidente foi causado única e exclusivamente pelo jovem piloto da Penske, que de forma inesperada guinou para a direita, atingindo o carro de AJ Foyt antes de atravessar a pista para o lado interno e eliminar o veterano Mario Andretti.

Dale Whittington e Roger Mears também foram eliminados no processo. A corrida foi imediatamente interrompida e o que se viu em seguida foi um festival de declarações, feitas ao calor do momento, para a rádio e televisão americana. Mario Andretti, sem dúvida o mais exaltado de todos, disse:

“Isso é o que acontece quando você tem crianças fazendo o trabalho de homens lá na frente”

httpv://youtu.be/NxXFsI03X9Q

Foyt foi outro que não poupou o jovem piloto (ao qual chamou de “Coogin” e não de Cogan), o acusando de tentar o truque de usar marchas mais baixas para conseguir um torque extra, não conseguindo domar o carro quando deu aceleração total.

Cogan, visivelmente constrangido, disse que não sabia o que tinha acontecido e que, provavelmente, algo tinha se quebrado no carro, fazendo o mesmo guinar repentinamente para direita.

Culpados à parte, três fatores merecem ser levados em consideração: Rick Mears percorreu a última volta de aquecimento em um ritmo muito mais lento que o normal, o mantendo até o momento da largada, o que causou várias reações inesperadas ao longo do Grid (fato apontado por Bobby Unser, entre outros). Mears teve um acidente idêntico, em testes privados da Penske, o que reforça a ideia de que algo pode ter se quebrado no carro de Cogan e, por fim, Mario Andretti não seria eliminado se não estivesse já bem à frente da sua posição certa, na segunda fila, como bem apontou Gordon Johncock após a corrida.

Tragédias e polêmicas para trás, então veio a corrida. E que corrida.

A liderança inicial e soberana de AJ Foyt, a incrível disputa pela liderança entre “Gordy”, Mears e Sneva (um dos pilotos mais rápidos de sempre em circuitos ovais, ainda tentando a vitória na pista que quase lhe tirou a vida em 1975, foi segundo colocado 3 vezes e 2 vezes o pole position, até 1982. Sua vitória, muito merecida, viria um ano depois), o novo acidente de Danny Ongais (felizmente, muito menos sério do que o ocorrido no ano anterior) ou a incrível determinação de Foyt em continuar na prova, descendo do seu carro, pegando as ferramentas e tentando consertar sozinho os problemas mecânicos que lhe afligiram naquela tarde (transmissão), acabaram sendo apenas panos de fundo para a incrível batalha que aconteceria nas últimas voltas.

Sem dúvida com os carros mais rápidos daquela tarde, o experiente Gordon Johncock (campeão da USAC em 1976 e vencedor das 500 milhas em 1973) e Rick Mears (então bicampeão da CART, vencedor da edição de 1979 das 500 milhas), na época o melhor e mais completo piloto da categoria, nos presentearam com um espetáculo inesquecível, daqueles que contamos nos dedos e que sempre torcemos para acontecerem novamente.

Antes dos pit stops finais, ambos lutavam de forma espetacular, com Jonhcock tendo uma maior velocidade final nas retas e Mears conseguindo chegar muito nas entradas de curvas. Tudo parecia decidido quando Mears teve vários problemas em seu último pit stop, a 18 voltas do fim. Um toque no retardatário Herm Johnson e uma parada inesperadamente longa (com seu mecânico colocando mais gasolina do que o necessário), pareciam selar o destino da prova.

Johncock parou duas voltas mais tarde e após uma genial manobra dentro dos pits para desviar do retardatário Jim Hickman, fez um pit muito mais rápido que o de Mears (a equipe Patrick não cometeu o mesmo erro da Penske e injetou apenas o combustível necessário no carro de Johncock).

Com uma vantagem de 11 segundos, tudo parecia tranquilo para “Gordy” garantir sua segunda vitória em Indianápolis, mas uma infeliz regulagem na asa dianteira (somada ao carro mais leve) deixou Wildcat 8B com uma tendência a sair de frente, especialmente na perigosa curva 3.

Mears, voando baixo, tirou toda a vantagem de Jonhcock e faltando 2 voltas para o final os dois estavam colados. A questão era apenas uma: onde e como atacar? Mears saiu absurdamente mais rápido que Johncock na penúltima passagem pela curva 4 e não teve dúvidas, colocou por dentro na reta principal. Quando parecia que tomaria a ponta, Johncock conseguiu a velocidade necessária para manter a dianteira e com uma tomada perfeita da curva 1 acabou tirando o momentum de Mears.

Restando apenas a última volta, Mears não teria tempo, nem fôlego para mais uma tentativa. Só que, mais uma vez, o inesperado acontece. Na última passagem pela curva 3 Johncock, lutando cada vez mais com seu carro saindo de frente, desceu tanto para a linha interna da pista que atingiu uma ondulação, desequilibrando totalmente seu carro para as duas últimas curvas. Mears viu uma nova oportunidade, ganhando novo momentum e grudando na traseira de Johncock para uma derradeira tentativa, frustrada, em cima da linha.

httpv://youtu.be/QZegezmysOw

“Gordy” vencia sua segunda 500 Milhas de Indianápolis de forma sensacional, mágica e épica, quase como uma compensação para sua triste vitória de 1973, onde saiu da pista para o hospital, ver seu companheiro de equipe Swede Savage, que morreria pouco mais de um mês depois, em decorrência do terrível acidente que sofreu na prova daquele ano.

Infelizmente, mesmo dessa vez, o grande “Gordy” não pode comemorar como queria, já que sua mãe faleceria um dia após sua vitória.

Após as 500 milhas, 1982 prosseguiria com suas lutas, tragédias e estranhezas. Duas semanas depois, em Milwaukee, Gordy e Mears continuariam a batalha de Indianápolis com tanta naturalidade que seus duelos épicos por vezes pareciam brincadeira de criança. O Rookie do ano nas 500 milhas, Jim Hickman, perderia a vida nos treinos para a segunda prova em Milwaukee do ano e a grande revelação da temporada, Bobby Rahal, venceria sua primeira prova  em Cleveland, de forma cômica, comemorando a mesma uma volta antes do final (confundiu a bandeira branca com a quadriculada). Tudo muito estranho, mas bem… em 1982 valeu de tudo.

Agora nos resta torcer para que a nonagésima nona (sim, estamos quase no 100) edição da prova nos guarde boas surpresas, muita competição e nenhuma tragédia.

Abraços,

Júlio

Júlio Oliveira Slayer
Júlio Oliveira Slayer
Músico profissional e professor de bateria, acompanha Fórmula 1 desde o GP da Áustria de 87. Sua grande paixão é a história da categoria.

15 Comentários

  1. felipe ramiro disse:

    Pessoal, e a história de que o Smiley teria perdido parte do cérebro no impacto, é verídica? existe um relato do médico, mas não há confirmação. abçs

  2. Rubergil Jr disse:

    Que coluna, Júlio, que coluna. Abriu meu apetite pela prova de domingo.

    Obrigado pelo fantástico texto!

  3. Robinson Araujo disse:

    Final de semana de corridas antagônicas em características e míticas por essência.

    O velho Mario sempre com suas declarações. Em 1976 alegou que competiria até no topo do Monte Fuji para garantir o título.
    Gostaria, realmente, o que passou em sua mente em Monza 1978.

    No aguardo do espetáculo! Bons GP´s a todos!

  4. JulioSlayer Oliveira disse:

    Aqui está a cena a qual me referi no texto. A.J Foyt tentando consertar seu carro, durante os pits >>> https://www.youtube.com/watch?v=g0mCI-HRljM

  5. JulioSlayer Oliveira disse:

    Mauro e Fernando, obrigado pelos comentários.

    Respondendo as perguntas. Sim, o acidente prejudicou muito a carreira do Kevin Cogan. A campanha contra ele, vinda de pillotos do calibre de Mario Andretti e A.J Foyt, acabaram prejudicando ainda mais seu desempenho. No final do ano foi despedido por Roger Penske por não ter conseguido vencer nenhuma corrida e ser amplamente batido pelo campeão e companheiro de equipe, Rick Mears, que vendeu quatro corridas. Em uma comparação com a F1, podemos dizer que Kevin sofreu algo parecido com Ricardo Patrese, após a morte de Ronnie Peterson em Monza, 1978, quando muitos pilotos o culparam pelo acontecido.

    Após isso a carreira de Kevin Cogan passou por muitos baixos e alguns poucos pontos altos. Sua melhor temporada foi 1986, onde venceu de forma convincente na abertura do campeonato, em Phoenix (e com uma volta de vantagem sobre Tom Sneva) e lutou pela ponta nas 500 milhas. Só que infelizmente Cogan ficará marcado para sempre por seus grandes acidentes, como esse de 1989 que o amigo Fernando postou (eu também estava vendo a corrida e a batida me marcou MUITO). Em 1991 ele teve mais um grave acidente em Indianapolis, com o Roberto Guerrero. Quebrou o braço e a perna no acidente, praticamente encerrando ali sua carreira. Voltou em 1993, pela Galles-Kraco Racing, mas sem correr em todas as provas.

    O acidente de 1991: https://www.youtube.com/watch?v=4ioPV4Y1h90

  6. Raider disse:

    ​Outras curiosidades:

    – 81 pilotos disputavam o gris. Dentre eles uma mulher que teve desempenho apagado na Fórmula 1. Desireé Wilson.
    – Estréias de Chip Ganassi e Danny Sullivan.
    – Estréia de Bobby Rahal.
    – Corrida de muitos pilotos parentes: Tom Sneva e Jerry Sneva; Rick Mears e Roger Mears; ​Dale Wittington, Don Wittington e Bill Wittington.
    ​- O octogésimo primeiro piloto foi George Snider que substituiu Gordon Smiley.
    – Gordon Smiley foi campeão da Fórmula Aurora em 1979, uma categoria que usava chassis antigos da Fórmula 1. Alguém sabe se essa categoria ainda existe?​

  7. Mauro Santana disse:

    Linda coluna, Slayer!

    Parabéns!!

    Realmente a edição de 82 teve de tudo, e o acidente do Smiley foi mesmo devastador.

    A respeito do Kevin Cogan, o Fernando muito bem mencionou, que criticas vindo de nomes como Mario Andretti e A. J. Foyt, pesam e muito sobre os ombros de piltos jovens.

    O que eu lembro e não esqueço por estar assistindo ao vivo, foi o seu acidente na edição das Indy 500 em 89, quando ele deu uma baita porrão na entrada dos pits.

    Lembro bem do saudoso Luciano do Valle que estava narrando a prova, comentando da imagem da câmera que estava localizada bem no bico da mureta de divisa da pista para os pits.

    Realmente foi um acidente assustador.

    https://www.youtube.com/watch?v=9ylon356B7w

    Este domingo para nós amantes do automobilismo, é um verdadeiro “PRATO CHEIO”.

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

    • Fernando Marques disse:

      Mauro,

      vendo este acidente de 89 e comparando com o que ele provocou na largada de 82 repare que perda do controle do carro são bem semelhantes …

      Fernando Marques

      • Mauro Santana disse:

        Pois é Fernando, ambos são parecidos.

        Agora, impressionante também como os carros de 82 eram frágeis.

        • Marcelo C.Souza disse:

          Frágeis demais até,Mauro!

          Isto nos ajuda a explicar porque nas décadas de 1980 e começo de 1990 os acidentes na F-Indy eram quase sempre assustadores.

          Marcelo C.Souza

  8. Fernando Marques disse:

    Julio Oliveira,

    parabéns pelo texto, pela bela historia e lembrança da Indy 500 em 1982.
    As imagens do vídeo do acidente do Gordon Smiley são impressionantes.
    Como ficou a carreira do Kevin Cogan após a lambança que ele fez na largada? A curiosidade é por causa das muitas críticas, ainda mais vido de nomes como Ma rio Andretti, A.J. Foyt, entre outros.
    Este fim de semana, para quem gosta de automobilismo, é o mais espetacular da temporada … tem Indy 500 … tem GP de Monaco

    Fernando Marques
    Niterói RJ

    • JulioSlayer Oliveira disse:

      Olá Fernando! Que bom que gostou do texto! Então, a carreira do Kevin Cogan foi seriamente prejudicada pelo acidente. Com duas figuras tradicionais e famosas no automobilismo americano, como Mario Andretti e A.J. Foyt colocando a culpa sobre ele, foi bastante difícil para o mesmo lidar com as consequências. Como ele não conseguiu vencer nenhuma prova pela Penske nesse mesmo ano e seu companheiro, Rick Mears, foi o campeão com larga vantagem, Roger Penske não teve outra opção e o demitiu ao final de 1982. Após isso sua carreira teve muitos baixos e alguns poucos pontos altos. Sua única vitória aconteceu na abertura do campeonato de 1986, em Phonix pela equipe Patrick. Foi uma bela vitória, colocando uma volta em ninguém menos do que Tom Sneva. Só que, infelizmente, são dos acidentes que sempre vamos lembrar. Ele continuou com sua imensa propensão em bater forte e nos presenteou com imagens como essa, nesse terrível acidente do qual escapou ileso, nas 500 milhas de 1989. Abandonou as pistas em 1993, pela equipe Galles-Kraco Racing, mas sem correr em todas as provas .

      Aqui, a batida de 1989: https://www.youtube.com/watch?v=9ylon356B7w

      Abraços, Júlio

    • Marcelo C.Souza disse:

      Olá Fernando e amigos do GPTotal!

      Este acidente do Gordon Smiley foi,na minha modesta opinião,o mais terrível de toda a história da Indy 500 !!! Ele certamente deveria estar a mais de 370 Km/h(a velocidade máxima dos carros da F-Indy na década de 80) quando saiu da reta oposta para “mergulhar” com tudo no muro da curva 3 e,de certa forma,lembrou o acidente do Stan Fox na largada da edição de 1995 da mítica corrida.

      Quanto à lambança provocada pelo Kevin Cogan na largada,creio que tenha realmente ocorrido algum problema no carro dele. Isto nos faz lembrar,também,do salseiro provocado pelo Jimmy Vasser(campeão da CART em 1996) na edição de 1996 da US 500 em Michigan,quando ele marcou a pole e subitamente esterçou o carro para a direita,causando um “Big One” envolvendo 12 carros.

      Este fim de semana realmente promete! Além do GP de Mônaco da F-1 e da tradicionalíssima Indy 500,não esqueçam também das 600 Milhas de Charlotte da NASCAR Sprint Cup(prova realizada desde 1949,quando a categoria foi criada pelo Bill France).

      Um forte abraço!!!

      Marcelo C.Souza

      • Fernando Marques disse:

        Marcelo,

        acho que no video aponta o G. Smiley com uma velocidade de 320 Km/h … e não resta duvidas do quanto eram frágeis os carros daquela época, se bem que é diíicil acreditar que um carro mais de 300 fique inteiro numa pancada tipo daquelas …
        Pilotos chegados a fazer lambanças sempre fez parte da historia da Indy … este caso do J. Vasser é mais um exemplo …

        Fernando Marques

        • Fernando,

          Como o Jackie Stewart(creio ter sido ele o narrador) disse,o Gordon Smiley deveria estar a cerca de 200 MPH(320 Km/h) quando perdeu o controle do carro e bateu de frente no muro da curva 3,mas é importante salientar que,naqueles idos e vindos dos anos 80,os pilotos tinham que reduzir drasticamente a velocidade máxima ao sair das duas grandes retas para fazer as curvas 1 e 3,uma vez que os carros saiam de traseira com muita facilidade.

          Levando isto em consideração,o Smiley deveria realmente estar acima das 230 MPH(368 Km/h) antes de entrar no miolo das curvas 3 e 4.

          Marcelo C.Souza

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