

Uma vitória do carisma. Monaco trouxe alegria e vida para o pódio da F1, após uma corrida para lá de previsível. Agora é a hora de chegar ao belo circuito de Montreal para uma corrida cheia de possibilidades.
Nas terras canadenses, Hamilton é rei. Só que a concorrência está de olho em manter Hamilton no retrovisor, no melhor estilo GP de Mônaco. Para isso, muito trabalho foi feito pelas equipes para essa corrida.
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Um pista de parque, com caracteristicas que variam de circuito permanente para muros colados de um circuito de rua. O Canada é um prato cheio para carros potentes e pilotos habilidosos que sabem domar suas curvas depois de longas retas.
Não é de se estranhar o domínio de Lewis Hamilton no circuito. Vamos pegar só os pilotos em atividade? Tá bom, vamos lá: 6 vitórias pra Lewis. Temos mais 4 pilotos no grid que venceram nessa pista. São 4 vitórias para… distribuir entre eles. Só uma vitória pra Alonso, Kimi, Vettel e Ricciardo. O que não deixa de ser interessante porque, tirando Alonso, os outros 3 tem carros e totais condições de desafiar Lewis. O problema é que precisa combinar o jogo com Lewis, porque ele mesmo tem o desafio de igualar Michael Schummacher com suas incríveis 7 vitórias.
Para melhorar a brincadeira a Pirelli vai trazer o Hypersoft pra festa. A pista canadense necessita de muita tração e frenagem, mas tem um asfalto lisinho, precisa de quase nada de downforce e o esforço lateral nos pneus é mínimo. Cenário perfeito para o pneu mais mole de fabricante italiana. Com essa opção, é provável mais de uma parada para todos.
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Hoje é dia de comemorar o 300º GP do grande Fernando Alonso. Uma carreira de contrastes e péssimas escolhas.
Apesar de nunca mais ter tido um carro competitivo na F1, Alonso tem proporcionado grandes momentos no automobilismo. Primeiro por ter se tornado um piloto mais simpático com o público e aprendeu a tirar barato de si mesmo. Depois, porque suas investidas em outras categorias tem sido amplamente divulgadas e trazem certa emoção. Não há como não se emocionar e torcer por um cara que sai de um carro de F1, corre uma 500 milhas e depois vai encarar uma 24 horas de Le Mans (depois de ter visitado Daytona).
Suas aventuras não apagam os péssimos números dos últimos anos de carreira de Alonso. A ultima vitória foi em 2013. O último pódio, 2014. Pole-position? Só se voltarmos até o ano da graça de 2012.
Tudo isso para nos perguntarmos: vai saber o que passa na cabeça de Alonso? Afinal de contas ele ainda curte fotos e festas com Flavio Briatore.
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A Mercedes sofre com a gama de pneus macios da Pirelli. É um misto de falta de adaptação do carro e falta de testes durante o inverno. Mas já vimos do que a Mercedes é capaz nos circuitos que ela não domina. Não é carta fora do baralho, só não vai dominar de forma humilhante.
Logo no encalço dos prateados, a Ferrari e Red Bull estão trocando tintas. A Ferrari que se cuide, porque a Renault entrega motores novos para todos os seus times nessa corrida e a RBR promete não decepcionar. Pelo lado Ferrarista, a impressão é de um time apático, sem vibração alguma. Vettel ainda tem mostrado algum brilho, mas sem combatividade.
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Essa apatia também é culpa do regulamento. Pego Mônaco como exemplo. Uma pista dificil de passar, melhor guardar minha unidade de potencia, meu câmbio e minhas baterias pra uma próxima oportunidade. É um anti-climax regulamentado.
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Da mesma forma que a Red Bull pode surpreender com sua nova unidade de potência, será interessante ver nova disputa entre Renault e Mclaren. Enquanto está claro que o melhor chassi impulsionado por um Renault é da RBR, é questão de honra para as duas outras equipes ocuparem o segundo posto desse ranking particular. Grandes chances da estrela de Alonso brilhar e dominar mais uma vez esse ranking particular.
No resto do pelotão do meio, pode haver surpresa com a presença mais adiantada da Toro Rosso. Parece piada, mas não é: Honda vem, finalmente, com atualizações de potencia no motor de combustão. A intenção é chegar até o mesmo nivel da Renault. Será uma surpresa para todos, menos para o time da Honda que já espera por esse momento há algum tempo.
Para o resto do grid, uma salada. Force India, infelizmente, o carro não produz o mesmo nível de performance que o ano passado e obriga seus pilotos a trocarem tintas com a galera da Haas. Além disso, seus donos estão com tantos problemas na justiça que o time precisa ser vendido até o fim da temporada, com os fundadores sendo formalmente afastados. Uma pena, mas esperado. Por conta de tudo isso, Haas e Sauber se juntam a Force India, deixando a Williams como o pior time da temporada (além de Hartley).
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Para alguns, a Williams é a decepção da temporada. Realmente, Hartley deveria levar esse título. Esperava-se mais, por tudo que ele vinha fazendo na Porsche e no WEC. Depois de todas as especulações de sua substituição já no Canadá, ele pode aproveitar a oportunidade pra virar o jogo!
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Um campeonato aberto e emociante. Em uma pista cheia de variações de táticas e com a grande possibilidade de aparição de ao menos um safety car, a prova do Canadá pode ser um dos pontos altos da temporada de 2018
Quem vocês acham que leva o GP nesse domingo?
Abraços, Flaviz Guerra – @flaviz
2 Comments
Bela coluna Flaviz!!
Amanhã teremos o seguinte pódio!
1° Raikkonen
2° Alonso
3° Vettel
Hehehe
Abraço e um excelente GP a todos!
Mauro Santana
Curitiba PR
Flavio,
antes de responder a sua pergunta ao fim de sua excelente coluna, queria falar de Alonso.
O que se passa na cabeça dele? … O cara faz o que ama, se diverte e ganha dinheiro pra chuchu … com o status que ele tem, e sejamos sinceros ainda faz nas muito por merecer, ele faz algo que há muito tempo não víamos no circo da Formula 1 … ele não é mais exclusivo do circo … ele agora também é da Indy 500 e da 24 Hs de Le Mans …
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A minha aposta para a corrida de amanhã … Dá Vettel ou Hamilton … Gosto mais do Alemão mas sei lá os treinos mostraram ao contrário … Vettel tem mais chances …
Fernando Marques
Niterói RJ