Quando Jim Clark tentou – e não conseguiu

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Graham Hill foi o único a conquistar a tríplice coroa do automobilismo mundial, e Emerson Fittipaldi o primeiro a vencer o mundial de F1 e a Indy 500 duas vezes. Mas poderia ter sido Jim Clark.

Na história da F1, alguns feitos se tornaram, pra além de grandiosos, únicos. Os dois mais impressionantes, que já podem ser considerados impossíveis de serem repetidos, foram aqueles conquistados por Jack Brabham (campeão com o próprio carro) e John Surtees (campeão mundial nas duas e nas quatro rodas).

No campo da realidade, as mais simbólicas conquistas são daqueles pilotos versáteis, que transitaram com desenvoltura e sucesso na F1 e em outras categorias: Mansell e Andretti foram monstros tanto na Indy quanto na F1, sendo campeões em ambas; Jacky Ickx conseguiu históricos triunfos nos protótipos e quase “chegou lá” na F1. Mas dois nomes se destacam acima dos demais quando se fala nessa transição: Emerson Fittipaldi e Graham Hill.

O brasileiro é o único (e provavelmente o será para sempre, a não ser que Alonso e Vettel tentem e sigam tentando) a vencer o mundial de F1 e as 500 Milhas por DUAS vezes. E Graham Hill é o único homem sobre a face da terra a vencer em Indy e Monte Carlo – onde mitou, sendo “penta” – e em Le Mans (somente Juan Pablo Montoya parece, hoje, ter chances de repetir isso).

Mesmo sem a tríplice coroa de Graham Hill ou as duas dobradinhas de Emerson, Jim Clark entrou para a história de modo bastante singular: como fantasticamente descreveu Mario Salustiano, o escocês é o único piloto a vencer as 500 Milhas e ser campeão mundial de F1 no mesmo ano.

No entanto, poucos sabem mas Jim esteve muito perto de deixar as marcas de Hill e Fittipaldi em segundo plano.

24 Horas de Le Mans

Clark fez o caminho inverso da maioria: quando estreou na F1, em 1960, ele já havia participado de uma edição da maior prova de turismo do mundo, e estava prestes a tentar pela segunda vez.

De uma forma geral, seu currículo na lendária corrida pode ser considerado bom; mas, assim como em Mônaco, a mítica pista francesa não tem a honra de ostentar o nome de Clark entre seus vencedores.

Em 1959, com apenas 23 anos, Clark se juntava a John Whitmore a bordo do Louts Elite nº 42. A dupla completou um total de 257 voltas, terminando na décima posição geral, e em segundo na classe. Naquela edição, a dupla vencedora foi Carrol Schelby e Roy Salvadori, a bordo de um Aston Martin. Salvadori convidaria Clark para formarem dupla no ano seguinte.

Os britânicos, correndo com um Aston Martin – número 7 –, tiveram um desempenho excelente: completaram 306 voltas (apenas 8 a menos que os vencedores), terminando a corrida na terceira posição geral, e novamente o segundo lugar na classe.

A importância da performance de Clark e Salvadori pode ser percebida pelo fato de que nas 7 primeiras posições havia seis modelos Ferrari 250. O único diferente foi o deles.

A terceira e última participação de Clark em La Sarthe aconteceria no ano seguinte, quando realizava sua primeira temporada completa na F1. Pilotando novamente um Aston Martin — nº 5 –, desta vez correu ao lado do bicampeão das 24 Horas de Le Mans, Ron Flockhart.

As expectativas, porém, foram frustradas: a dupla abandonou na 132ª volta. Colin Chapman, que também dirigia as equipes de Clark em Le Mans – Border Reivers –, acusou o Automóvel Clube do Oeste de favorecer os fabricantes franceses.

No ano seguinte, Clark era um dos inscritos: ele correria ao lado do experiente Trevor Taylor (2º colocado no GP da Holanda de 1962) no Lotus 23 número 47. Porém, a equipe não passou na inspeção dos comissários e não puderam largar.

Se mera coincidência ou motivada pela dura afirmação de Colin Chapman, o fato é que Clark jamais pilotaria em Le Mans.

E assim ele perdia a chance de tentar se tornar o primeiro piloto a alcançar a Tríplice Coroa do automobilismo mundial.

O GP de Mônaco

Em postagem na nossa página do Facebook sobre o aniversário da primeira pole de Clark, perguntei se o fato de ele nunca ter vencido em Mônaco de alguma forma diminuía sua brilhante carreira. Os leitores acertadamente disseram que não.

Não há como negar, porém, que uma vitória nas ruas do principado tornaria sua mística ainda maior.

Apesar de nunca ter terminado na primeira posição, Jimmy só obteve menos pole-positions que Ayrton Senna: o escocês largou na ponta em 4 oportunidades – em seis participações! (Senna conquistou 5 em 10 treinos).

Na edição de 1961, Clark largou em terceiro. Na partida, ele conseguiu se manter em sua posição, mas ainda na primeira volta a bomba de gasolina começou a apresentar problemas e o piloto teve de ir aos boxes. Ele voltou em último e não conseguiu terminar a prova, abandonando a 11 voltas do fim.

Para 1962, a primeira pole. Mas com o tempo instável a pista úmida, Clark caiu para segundo, sendo ultrapassado por Willy Mairesse. O belga, porém, quase perdeu o controle do carro na primeira curva, o que obrigou Clark a diminuir. Assim, o escocês se viu na sexta posição. Ele chegaria a segundo, mas nova falha (embreagem) o obrigou a abandonar na volta 55.

Em 1963, as coisas pareciam ser diferentes: Clark novamente marcou a pole. Na largada, foi superado pela dupla da BRM (Graham Hill e Richie Ginther), mas aos poucos conseguiria se aproximar e retomar a ponta: ele passou Ginther na volta 5 e Hill na 18ª. A primeira vitória parecia próxima, mas a caixa de câmbio travou na volta 78 e o escocês virou passageiro, abandonando após batida.

Um ano depois, a terceira pole consecutiva. Desta vez, Clark conseguiu manter a ponta. E foi assim até a volta 36. Então, ele precisou ir aos boxes – estava com problemas na barra estabilizadora –, perdendo muito tempo (caiu para terceiro). Ele chegou a segundo no giro 62 e começou a ter problemas 31 voltas depois, abandonando com o motor quebrado a 3 giros do fim.

Imaginar que algum piloto desistisse do GP de Mônaco para tentar vencer as 500 Milhas soa piada: com os compromissos exigidos por Tio Bernie mais o glamour e os pontos em disputa na pista de rua, nenhum deles sequer cogitaria a hipótese. Mas foi justamente por isso que Clark não disputou o GP de Mônaco de 1965. Ele foi à América e venceu.

Em 1966 não houve conflito de datas, e Clark foi pole outra vez (notem que era sua 4ª pole consecutiva!). Mas o terror das largadas voltara: a caixa de câmbio apresentou problemas e ele caiu para último. Em apenas 10 voltas já era o oitavo, e no giro 37 chegou à quarta posição. Na volta 60, porém, teve de abandonar com uma falha na suspensão.

Sua última participação em Mônaco aconteceu em 1967, quando teve seu pior treino: fez o quinto tempo. E outro começo desastroso: na primeira volta o motor de Jack Brabham estourou, e no segundo giro Clark escaparia da pista, caindo para último. Ele novamente teve de escalar o pelotão, chegando a 4º na volta 29. Mas abandonou na volta 42 com uma suspensão quebrada.

6 provas, 4 poles, 6 abandonos. Não parece haver uma explicação lógica para desempenho tão abissal.

E assim Jim Clark terminava sem conquistar a mais prestigiosa corrida do calendário da Fórmula 1.

E as 500 Milhas de Indianápolis?

A primeira participação de Jim Clark na mítica prova foi em 1963. Naquele ano, ele foi escolhido Rookie of the Year, largando em segundo e liderando 28 voltas. A prova foi amplamente dominada pelo vencedor, Parnelli Jones, mas a polêmica é grande: o carro de Jones derramou óleo na pista, causando pelo menos um piloto a rodar.

Se fosse comprovado que a quantidade de óleo vazando do carro de Jones realmente causou o acidente e a equipe nada fizera para evitar, o americano seria desclassificado. Porém, os chefes da equipe convenceram os comissários de que era um vazamento pequeno e que seria consertado nos boxes. Como em Le Mans, Colin Chapman afirmou que havia uma conspiração para favorecer os da casa.

Em 1964, Clark voltou com muitas ganas de vencer: marcou a pole position mais rápida da história do circuito até então, e se tornava o primeiro estrangeiro a vencer o Pole day desde 1919. Na prova, ele liderou no início, até a volta 6, e retomaria a ponta na volta 40. No entanto, na volta 48 uma roda se perdeu na curva 1. Abandono para ele.

A vitória finalmente aconteceria em 1965. É uma performance muito reconhecida e celebrada, como salientou Salustiano.

Passado um ano, Clark foi tentar o bicampeonato.

Nas práticas, conseguiu novamente um ótimo resultado, largando na primeira fila. A largada apresentou um dos maiores acidentes da história da Indy 500, com 14 carros envolvidos e 11 deles tendo de abandonar.

Feita a relargada, o escocês voador chegaria à liderança no giro 17, e se revezaria na ponta com Lloyd Ruby (foram os dois a mais liderar voltas, Ruby com 68 e Clark com 66).

Ao assumir a primeira posição pela primeira vez, Jimmy liderou até o começo da volta 65, quando Ruby tornou-se líder pela primeira vez. O motivo: Clark rodou inapelavelmente na curva 4. O escocês, porém, não deixou o motor morrer e, passando pelos boxes para averiguação de eventuais avarias e reabastecimento, conseguiu retomar a prova em boa posição – a bandeira amarela foi acionada e durou 4 voltas.

Clark voltou ao primeiro lugar na 76ª volta, e liderou por mais dez giros. O filme foi o mesmo da volta 65: Clark rodou novamente, desta vez na curva 3, a bandeira amarela foi acionada outra vez, o escocês mais uma vez evitou que o carro morresse, e outra vez passou pelos boxes enquanto Lloyd Ruby ascendia à liderança.

Clark retomaria a ponta uma última vez na volta 133, até ser superado, desta vez sem rodar, novamente por Lloyd Ruby, na volta 140. O americano seguia como favorito, até começar a ter problemas no carro que o levaram ao abandono na volta 166 – vazamento de óleo. Quem assumiu a ponta no lugar de Ruby foi Jackie Stewart.

O tricampeão parecia que iria vencer, mas teve uma falha na bomba de óleo a apenas 10 giros do fim. E quem tomou a ponta? Graham Hill. Clark terminou a prova em segundo, a 41 segundos de Hill.

Mas a vitória de Hill só foi confirmada no dia seguinte: um protesto da Lotus pedia revisão do resultado. A equipe de Colin Chapman acreditava piamente que a vitória fora de Clark. Até hoje existe uma controvérsia. Segundo os comissários apuraram, nas duas vezes em que o escocês rodou e teve de ir aos boxes, Graham Hill recuperou o giro de desvantagem que tinha para o futuro companheiro de equipe.

Em 1967, Clark teve sua última e mais frustrante participação na Indy 500: largando apenas em 16º, jamais chegou à liderança e abandonou com um pistão quebrado na 35ª das 200 voltas previstas.

E assim Clark perdia a chance de ser o primeiro “bi” do maior campeonato e da maior corrida do automobilismo mundial.

No fim das contas, Clark não era invencível, como teria afirmado Stirling Moss. Mas é justamente por isso que ele é um personagem tão histórico e marcante.

Onde quer que tenha competido, com o carro que tenha utilizado, contra os adversários que tenha disputado e às condições que tenha se submetido, Jim Clark sempre foi um candidato natural à vitória.

Motivo mais do que suficiente para quem queira votar nele como “o melhor de todos os tempos”.

Marcel Pilatti
Marcel Pilatti
Chegou a cursar jornalismo, mas é formado em Letras. Sua primeira lembrança na F1 é o GP do Japão de 1990.

10 Comments

  1. Mário Salustiano disse:

    amigos

    e não é que ontem assisti um documentário que relembrou as 500 milhas de 1964, uma senhora atuação de Clark , pena que a roda o deixou na mão

    Muito legal a sua abordagem Marcel, infelizmente nos dias de hoje por amarras contratuais dificilmente um piloto vai se dispor a essa versatilidade para participar da tríplice coroa.

    abraços

    Mário

  2. Fernando Marques disse:

    Marcel,

    é possível que poder ter na sua pratilheira troféis como o de vencedor da Indy 500 e/ou das 24 Horas de Le Mans não parece encantar nenhum top driver da Formula 1 atualmente … e talvez o maior argumento seja o lado financeiro,… afinal a quantia de dinheiro que os top drivers ganham são infinitamente superiores do que ganhar uma bolada em Indianápolis e muito mais em relação ao prêmio simbólico de Le Mans … só que acho que existe uma outra razão muito forte que reside no fato de há muito tempo não aparecer na Formula 1 um piloto top driver com espírito aventureiro queira ser vencedor nas 500 milhas e/ou Le Mans e também colocar seu nome num patamar como de um J. Clark, G. Hill e Emerson Fittipaldi … são todos uns “cagões” …
    Não se faz mais hoje em dia pilotos como antigamente …

    Fernando Marques
    Niterói RJ

    • Marcelo C.Souza disse:

      Assino embaixo,Fernando!

      Infelizmente a maioria dos pilotos da F-1 atual são mais “enfeitiçados” pelo dinheiro mesmo! Seria muito divertido se houvessem mais pilotos como o Nico Hulkenberg,por exemplo. Sem dúvida alguma,até a própria “categoria rainha” do automobilismo mundial sairia ganhando se nela houvessem pilotos versáteis como Nigel Mansell,Emerson Fittipaldi ou Mario Andretti,pois assim os seus fãs teriam como provar que é dela de onde saem os “Top Drivers” do mundo.

      Um forte abraço a todos do GPTotal !!!

      Marcelo C.Souza

    • Mauro Santana disse:

      Perfeitamente Fernando, Perfeitamente!!

      Hoje estes pilotos são uns cagões mesmo, até porque pra pilotar um F1 de hoje, é muito mais fácil do que até o final dos anos 80.

      A grana pode pesar também, mas e aí, aonde fica a questão do cara cravar o nome dele pra sempre na história do automobilismo?

      Por isso também, que a audiência vem caindo, porque o nível de pilotos na F1, esta muito baixo.

      Abraço!!

      Mauro Santana
      Curitiba-PR

  3. Mauro Santana disse:

    Belo texto Marcel!!

    Interessante também na prova de 1966, estarem lutando pela no final da prova, nomes como Jackie Stewart, Graham Hill e o próprio Jim Clark.

    Ou seja, três FERAS estrangeiras judiando dos americanos.

    Muito legal!

    Abraço!

    Mauro Santana
    Curitiba-PR

    • Marcelo C.Souza disse:

      Com certeza,Mauro!

      O Jackie Stewart e o Jim Clark(ambos eram escoceses) juntamente com o Graham Hill(que era inglês) formaram o “mega trio dos invasores britânicos” que esmagou sem piedade os pilotos norte-americanos naquela edição de 1966 da Indy 500!

      Muito legal mesmo!

      Um forte abraço!!!

      Marcelo C.Souza
      Amargosa-BA

    • Fernando Marques disse:

      Mauro veja só … até Nigel Mansel enfrentou o nosso Emerson Fittipaldi nas 500 Milhas … o Nelson Piquet também se aventurou e se não fosse aquele acidente, bem que poderia ter tido outra historia de sucesso … o Ayrton Senna ao menos testou um carro da Indy, tá certo que o dinheiro falou mais alto e ele ficou na Formula 1 mesmo, mas ao menos foi lá e testou … e como voce mesmo disse que show foi quem pode ver o J. Clark, G. Hill e J. Stewart lutando pela vitoria em 1966 …
      Já pensou Alonso, Vettel e Hamilton brigando pela vitoria das 500 milhas em 2016? … acorda … que nem em sonho isso pode acontecer …

      Fernando Marques

      • Mauro Santana disse:

        Pois é Fernando, bem isso.

        Ver este ano o Hulkenberg vencendo as 24 horas de Le Mans, bateu um pouco do saudosismo de quando os pilotos de F1 corriam também na Indy 500 e principalmente em Le Mans.

        Até o Senna disputou os 1000km de Nurburgring em 1984, e até o início dos anos 90, víamos muitos pilotos disputando o mundial de marcas simultaneamente ao mundial da F1.

        Tudo bem que nomes como do Prost, Piquet, Senna, Mansell, e Berger, focavam somente na F1 naqueles anos.

        Mas muitos outros pilotos que não estavam em equipes de ponta na F1, corriam de Porsche, Jaguar, Toyota, Nissan, e Sauber Mercedes.

        Martin Brundle comentou uma vez, que eles corriam fora da F1 porque o salário que eles ganhavam na categoria da pequena raposa, não era o suficiente, e assim, correndo em outras categorias, o salário que recebiam ajudava a fechar o orçamento.

        Fora o prazer de pilotar um Porsche 956/962.

        Abraço!

        • Fernando Marques disse:

          Mauro,

          os pilotos novos em inicio de carreira, ou mesmo aqueles que não obtiveram sucesso na Formula 1, já perceberam ou estão redescobrindo que há vida de piloto de corrida fora do circo do Tio Bernie. Me parece que de certa forma o automobilismo mundial ao menos está voltando a ser o que era nos anos 60 e 70, onde os pilotos corriam em diversas categorias para se manter como pilotos profissionais … Pergunta se o Mark Webber não está feliz como piloto da Porsche …
          Possivelmente esta realidade é que deve estar preocupando o Tio Bernie em relação ao futuro da Formula 1 … ela pode estar deixando (ainda não é o caso) de ser a menininha dos olhos de todos os pilotos de corrida do mundo … e com isso um piloto deixar de ter a fama de ser o melhor do mundo só por que foi campeão na Formula 1 …

          Fernando Marques

  4. Lucas Giavoni disse:

    Belíssimo relato, meu amigo.

    Ainda haverá um terceiro texto sobre Clark, e tanto seu relato quanto o do Mário me ajudam a construir este novo.

    Quanto a Clark desistir de Le Mans, ele mesmo não se entusiasmava com a corrida. Ele contou certa vez que considerava endurance uma modalidade mais perigosa que o Grand Prix com monopostos.

    A razão é bastante peculiar e revela que sim, Clark era minimamente consciente de seus “superpoderes”: ele simplesmente afirmava que em uma corrida como Le Mans, não havia 120 pessoas no mundo com talento e capacidade suficiente para correr provas como aquela, e que a F1 reunia o que de melhor havia em termos de talento num limite de 20 25 pilotos de várias partes do mundo.

    Devemos somar a isso a falta de possibilidade de Colin Chapman em medir esforços com Ferrari e, mais pra frente, não bater de frente com a própria Ford e o projeto GT40.

    Soma-se a isso que o prêmio em La Sarthe é quase simbólico, enquanto Indianápolis sempre foi uma tremenda bolada – lá sim Chapman tinha todo o apoio da Ford para ser competitivo.

    Abração!

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