
Aproveitando as férias da F1, avançamos nas homenagens aos nossos milhares de leitores, que prestigiam o GPTotal desde nossa fundação, em 2001.
Hoje, vamos com as mensagens recebidas no primeiro semestre de 2009. 6ª-feira e semana que vem tem mais leitores, a quem mandamos nosso caloroso abraço.
Edu
![]()
Quando inventaram as corridas
Quando foi mesmo que inventaram as corridas de carro? -Ih! faz tempo… Foi quando terminaram de construir o segundo carro.
Deve ter sido isto mesmo.
Assim que o segundo carro ficou pronto, que foi apertado seu último parafuso alguém deve ter tido a brilhante idéia: Vamos ver qual dos dois anda mais rápido? E o cara que estava dando uma limpadela no primeiro carro construído pensou: “Ora! Por que não?”.
Alinharam as carroças sem cavalo, pediram para que alguém, muito provavelmente um garoto que freqüentava a oficina, dar a largada. Avisar quando eles poderiam começar. O moleque então pega um pano sujo de graxa e se posta entre os dois bólidos e avisa:
-Quando o pano aqui cair no chão vocês saem, ok?
Os dois concordam. Arrumam-se nos bancos com os motores devidamente ligados. Lembre-se que pra dar a partida nos primeiros carros era preciso girar uma manivela que ficava embaixo do pára-choque.
O menino então solta o pano, que pesado de graxa cai rapidamente. Dirão os maldosos que o pano caiu muito mais rápido do que os carros conseguiram largar. Maldade sim, mas não exagero. Na verdade o guri ainda teve tempo de abaixar e pegar de volta o paninho antes que os carros se movessem. Mas se moveram, e ao alcançarem a velocidade máxima de exorbitantes 28 quilômetros por hora.
Então o piloto do primeiro carro chega à frente para contornar a primeira curva, por questão de segurança diminui o ritmo.
Por loucura ou por descuido o piloto do segundo carro não diminui. Faz a curva com o carro de lado, nos mesmo vinte e oito quilômetros por hora. A poeira sobe e encobre os dois. Quando desce a nuvem de pó já estão de novo em linha reta e o segundo carro agora lidera. E vai aumentar a diferença de espaço a cada curva. Havia aparecido também o primeiro piloto, em contraste com o primeiro motorista. Só que aquele garoto que deu a partida para a primeira corrida e assistiu tudo prendendo a respiração a cada curva do primeiro piloto começou a pensar que aquilo sim era diversão. E que ele poderia fazer melhor.
Quando não estava trabalhando na limpeza das ferramentas ou da própria oficina sentava-se no banco de um dos carros e fantasiava estar pilotando, mas não aos prosaicos vinte e oito quilômetros. Mas em sua fantasia ele ia a cem; duzentos quem sabe trezentos quilômetros por hora… Não… Trezentos não… – Ele pensa. – Nunca uma maquina vai se mover a trezentos quilômetros por hora.
Mas e se existir uma maquina que chegue a isto? Como doma-la? Até onde pisar no pedal do acelerador? Por quanto tempo segurar o pedal sem aliviar? Quando aliviar? E o quanto aliviar? Pisar no freio? Mas ele tem de esperar por sua vez de comandar uma maquina daquelas. Alguns anos depois a chance aparece. Ele está mais velho e o carro agora é muito mais veloz. Já alcança os cento e cinqüenta quilômetros por hora em curvas. Na reta com um pouco de coragem chega aos duzentos.
Então ele se senta. Esperou muito por isto, não vai perder a chance. Liga a maquina e sai. Não são os trezentos quilômetros por hora de seus devaneios, mas que diabos, quem liga?
Ele a doma com a ponta dos dedos. Pisa no acelerador até encostá-lo no assoalho do carro, segura o pé no fundo até se aproximar o máximo e o mais rápido possível da curva e só então alivia, pouco. Apenas toca no freio, o suficiente para que o carro contorne a curva no trajeto e com segurança. E pensa nisto tudo enquanto o carro se movimenta. Tudo ao mesmo tempo. Eis o primeiro fora de série.
Logo aparecem mais construtores de carro, mais pilotos. Só alguns são fora de série. Muitos são apenas motoristas. Todos querem correr. Todos querem ser os melhores. Eis o primeiro campeonato. E é assim até hoje.
Que venham as emoções desta temporada. Que apareçam mais moleques de oficina. Estamos prontos.
Ron Groo, Franco da Rocha
![]()
Grande Firmo,
Você escreveu: Uma das maiores ultrapassagens de todos os tempos na Fórmula 1 foi a do Nelson Piquet em cima de Ayrton Senna, no GP da Hungria de 1986. Essa ultrapassagem merece um comentário especial. Prestem atenção: quem é vítima? Quem é o bom ali?
As imagens são extraordinárias. Nelson segurando o carro que saía nas 4 e ultrapassando o Senna. Quem é a estrela naquele episódio? O Nelson Piquet que tinha o melhor carro do ano e deveria estar na pole, mas não estava? O Piquet que perdeu aquele título para o Prost com um McLaren visivelmente menos equilibrada que os Williams, trocando as disputas nas pistas por uma guerra com seu companheiro Nigel Mansell. Ou Ayrton Senna, que mesmo sem ter o melhor carro, colocava-se à frente de competidores mais experiente e com máquinas mais evoluídas?
Que me desculpem os Piquetzistas mas a grande estrela daquele episódio foi mesmo o maior de todos os tempos, Ayrton Senna da Silva.
Não o há o que dizer. Piquet só fez àquela ultrapassagem, por que o Senna era tão superior a ele que estava na frente, mesmo com um carro inferior. Se não fosse o Senna, não haveria ultrapassagem, pois outro piloto guiando um Lotus naquela temporada, jamais estaria à frente dos poderosos Williams.
Portanto: O Senna só estava na frente porque era o Senna. O Piquet só passou porque o Senna colocou seu Lotus em primeiro, quando o lugar deveria ser da Williams, mais precisamente do próprio Piquet. Não há o que comemorar em relação ao Piquet. Ele tinha mais carro e assim sendo era mais rápido. Quem é mais rápido tem que passar mesmo. Ele tinha que recuperar o que perdeu por incapacidade. Se ele tinha o melhor carro, deveria estar na pole, acertei? E por que não estava? E por que quem estava na pole era um piloto com equipamento inferior?
Pois bem: Senna foi um dos Grandes? Sim, obvio. Desde sempre? Não.
Na época deste fato, 1986, Senna – que obviamente nasceu com um super talento – não era AINDA o melhor entre aqueles que disputavam o campeonato de F1. Nesta corida em particular, Nelson liderou 44 e Senna 32 voltas. Aliás os dois brasileiros estava MUITO superiores nesta corrida aos demais. Enfim…
Creio que a sua observação de que quem foi o melhor no episódio seja imparcial. Um deixa o lado de fora para o outro passar. O outro, por sua vez, faz uma das manobras mais difíceis que se pode fazer com um carro daqueles (a plástica do fato é maravilhosa. Até porque envolvem dois dos maiores pilotos brasileiros de F1 que tivemos) e o melhor é o Senna? E a habilidade, coragem, arrojo do Nelson, onde fica? No lixo? Isso é a mesma coisa de dizer que a culpa por você ter destruído seu carro no poste não é sua e, sim, da Prefeitura por ter escolhido exatamente aquele local para colocar o tal poste…
Na minha modesta opinião, se o Ayrton já fosse em 1986 aquilo tudo que você acha, não teria jogado fora as corridas de Monte Carlo e , principalmente, Monza dois anos depois.
Um forte abraço,
Marcelo Ferreira, Jacarepaguá
![]()
Olá ! quantas saudades…
Esperava ansiosamente a volta a ativa do GP, confesso que ter um email meu citado como exemplo pelo Eduardo Correa na coluna O Site é de Vocês, Leitores, me deixou bastante orgulhoso e me fez visitar a pagina umas vinte vezes para relê-lo, acredito que apenas o Hamilton tenha passado um fim de ano mais feliz que eu (obrigado Eduardo). Um esclarecimento: me perguntaram porque escrevedores, me parece óbvio, escritores são profissionais, escrevedores não.
Mal começa o ano, nenhum carro foi à pista e já temos discussões, ótimo, mas não posso deixar de dizer que fiquei estarrecido com a mensagem do nosso amigo Ricardo Oliveira de Curitiba, indo na contramão a tudo que a coluna supra citada defende, fico estarrecido porque como bom escrevedor sempre quando o faço tenho receio de algo ser taxado como bobagem ou algo não digno de ser lido, e esse site nos dá justamente essa tranqüilidade, essa felicidade de saber que seremos lidos, podemos ser até combatidos mas seremos lidos, como acompanho a F1 a muito tempo (desde os anos 70 mas isso não me da qualificação para nada) algumas coisas que leio aqui classifico como não corretas ou até bobagens,mas, justamente por essas ideias estarem expostas aqui é que demonstra a finalidade e a alma dessa página uma discussão realmente democrática. Mas… já que deixaram a bola na arriada pergunto:
Quem colocaria o guizo no gato????
Durval Pereira, Salvador
![]()
Sobre a dúvida do Diogo Toledo, sobre o comprimento dos carros, elo que se vê, o Edu errou por pouco, conforme dados divulgados no lançamento dos carros:
Toyota TF109
Medidas
Comprimento: 4.636 mm
Altura: 950 mm
Largura: 1.800 mm
Peso (com o piloto, fluidos e câmera): 605 kg
BMW-Sauber F1.09
Dimensões
Comprimento: 4.690 mm
Largura máxima: 1.800 mm
Altura: 1.000 mm
Distância entre pneus dianteiros: 1.470 mm
Distância entre pneus traseiros: 1.410 mm
Peso (com o piloto): 605 kg.
Williams FW31
Peso (com água, lubrificante, câmera e piloto): 605 kg
Comprimento: 4800mm
Entre eixos: 3100mm
Altura: 950mm
Largura: 1800mm

Renault R29 (foto acima, com Nelsinho e Alonso)
Dimensões e peso
Bitola dianteira:1.450 mm
Bitola traseira:1.400 mm
Comprimento total:4.800 mm
Altura:950 mm
Largura: 1.800 mm
Peso total: 605 kg – incluindo piloto, câmeras e lastro.
Não consegui da McLaren e da Ferrari. A Ferrari tem um carro mais curto, mas há um prolongamento das laterais da asa traseira que ao que se comenta é para se enquadrar no comprimento mínimo, que não descobri qual é.
Interessante que excetuando a altura da BMW-Sauber (um metro), todos tem 95 cm (que é a altura mínima), e a largura de todos é de 1,8 m (que é a máxima).
Sugiro que se crie, na futura reelaboração do site, a sessão de discussões pessoais, podendo ser batizada de mesa de bar, geral de estádio (ou de autódromo) ou algo do gênero, já que a ideia é manter o site sem moderação. Assim para lá se deslocariam as discussões que não levam a nada aqui no site, tão presentes atualmente, e que pelo que tenho visto, interessam apenas a quem as redige. Ou talvez desenvolver um sistema de tags, como nos blogs, para que possamos pular essas pérolas. Está insuportável a discussão dos entendidos, que já voltou no novo ano. O que tenho feito é começar a ler e logo pular para o texto seguinte.
Não custa lembrar o texto do Tite.
Um abraço
Cristiano Buratto, Londrina
/![]()
Visito o GPTotal a algum tempo e aprendi bastante a cerca de automobilismo neste espaço, gostaria de responder às críticas de Jun Nohiro e Ricardo Oliveira, ao primeiro resalto que realmente há exageiros sobre Senna, mas não vale desmerece-lo a esse modo, Senna ganhou com carros inferiores e superiores, e tambem foi ultrapassado isso faz parte da carreira de qualquer piloto, mais é inegavel o legado de Senna e a pilotagem fantastica a qual ele demonstrou em inumeras corridas, já ao segundo, gostaria de resalvar que o gptotal (ao menos para mim) não é apenas um espaço onde as pessoas expõe seus conhecimentos e opiniões a cerca de automobilismo, mas tambem é um espaço aonde se aprende sobre automobilismo, os que chegam aqui apenas querendo saber quem foi melhor que quem ou achando que o melhor de uma corrida é aquele que o galvão diz que foi saem do gptotal tendo uma opinião diferente, isso se deve ao espaço democratico aqui no site. Agora dando uma real razão a minha visita, gostaria de sabe se após as restrições aos carros de 2009 , poderemos ter uma reviravolta nas forças da formula 1? E até que ponto seria um beneficio a adoção de três carros por equipe?(seria um tanto curioso um pódio ocupado por 3 pilotos da mclarem por exemplo)
José Rômulo, Teresina
![]()
Li a respeito dos cinco títulos de Senna e me veio a mente pensamentos otimistas que ja tive em relação ao aproveitamento ideal de cada piloto nas temporadas. Revi a carreira de Prost e Piquet e ambos tiveram outras chances bem reais de ser campeão e poderiam controlar a decada de 80.
Vamos lá:
– 1980 – apesar da superioridade da Williams e Jones, Piquet (foto abaixo, perseguindo o Williams de Carlos Reutemann) se dá bem no Canadá após a manobra de Jones e nos EUA apenas controla sua vantagem de pontos.

– 1981 – Piquet foi campeão mas Prost chegou com a pontuação bem próxima. Mais experiência ou sorte com as quebras e poderia ter mudado o resultado. Piquet ou Prost campeão.
– 1982 – Piquet só testa os BMW em treinos extra campeonato e Prost não tem tantas quebras. Piquet ou Prost campeão.
– 1983 – Na África do Sul, de Cesaris acerta Piquet ao ultrapassá-lo e o campeonato cai no colo do francês.
– 1984 – Prost se arrasta em Mônaco e está em quarto lugar, a suspensão de Senna danificada pela passagem exagerada na zebra quando tentava ultrapassar Rosberg se rompe e ele herda o terceiro lugar, Arnoux em segundo, com a desclassificação de Bellof Prost acaba em segundo e com o ponto e meio a mais vence Lauda na ultima corrida em Portugal. Prost campeão.
– 1985 – Prost quase não teve real concorrência.
– 1986 – O pneu de Prost não fura e ele só o troca bem depois junto com Piquet e ambos disputam até a última curva a vitória. O vencedor se sagra campeão. Campeão Piquet ou Prost.
– 1987 – Frank Williams não sofre o acidente meses antes e resolve colocar a ordem na Williams. Piquet campeão com menos dificuldade.
– 1988 – A Honda continua na Williams e acerta um contrato dando maior força à equipe, o carro da McLaren não tem toda a superioridade constatada no ano. Senna sempre entre os dois pilotos. Senna dá show no Japão mas Prost acaba vencendo com Senna em segundo e Piquet em terceiro na Austrália como realmente aconteceu e vence por 1 ponto de vantagem a Piquet e Senna.
– 1989 – Piquet já não se entende bem na Williams e não tem resultados que lhe possibilitem a briga pelo título. Senna é um obstinado pelo título mas Prost controla na experiência. No Japão Senna ultrapassa Prost que não acerta o carro pois o segundo lugar lhe servia para o título. Senna vence também no maremoto Australiano enquanto Prost não larga e vai tirar fotos.
Com isso se prepara o dominador dos anos 90 – Ayrton Senna, imagine como aumentaria a já então superior obistinação para as demais temporadas.
Ainda poderíamos pensar em várias possibilidades, com a não morte de Clark e Ridnt ou o não acidente de Lauda em 76. Mas fatos são fatos e não há mais como mudá-los!
Robinson Araújo, Cuiabá
![]()
Coluna Os 5 títulos do Senna
Fala Edu, sua coluna sobre os 5 títulos do Senna foi mais viajada do que um disco do Frank Zappa!
Abraços a todos
Gustavo Neves, Belo Horizonte
![]()
Amigo Edu
Acredito que o Senna conseguira mais títulos, caso não houvesse ocorrido o fatídico acidente durante o GP de Imola em 94. Mas, contrariando todo mundo, acho que ele esteve próximo de ter disputado até o final e poderia ter ganho o campeonato de 93, se seu McLaren MP4/8 não o tivesse traído em algumas corridas importantes da temporada (como havia ocorrido com seu MP4/5 em 89). Não podemos esquecer que o MP4/8 era imensamente inferior ao fantástico Willians FW 15C, como também, mas em menor grau, ao Benetton B193.
Senna não teve nenhuma chance no Campeonato de 92 (foto que abre esta coluna). Acho que estaria no páreo em 94, mas não tenho plena convicção que ele ganharia, pois apesar de todas as falcatruas da Benetton naquela temporada, as providências e mudanças só foram tomadas depois do GP de Imola, pois até então o Benetton B194 se mostrava superior ao Willians FW 16. Mas nos campeonatos de 95 e 96, ele teria todas as reais possibilidades de ter ganho. Foi sem duvida uma pena, pois Ayrton Senna poderia ter sido penta campeão, se igualando ao seu ídolo Fangio.
Abraços pra todos
Bellissimo, São Paulo
![]()
Edu,
quanto aos circuitos, acredito que os melhores, são como vinho: os antigos !
Nurburgring (antigo, claro) com seu traçado maravilhoso.
Le Mans (anos 60), pela velocidade incrível.
Monza (com o Oval incluído, claro). Esse sim é legal para a F1.
Spa-Francorchamps (antigo também), rápido e perigoso.
Brengartem (bela paisagem e traçado).
Brands Hatch (J. Brabham explica o por que nos extras do DVD Grand Prix).
Hockenheimring (anos 60-70), pelo belo cenário e velocidade.
Fuji (anos 60).
Indianápolis, pela sua importância histórica.
E finalmente, o Templo, chamado INTERLAGOS. Uma verdadeira pista com um traçado incrivel (lógico que falo do velho circuito….).
Poderia numerar outros, mas acho que já dá pro gasto né ?
Carlos Pereira, Campinas
![]()
Comentando o Josenildo Henrique de Melo, Uberaba, na coluna dos Leitores de 17.02.09, ao dizer que “poderíamos raciocinar os nove títulos de Schumacher, se o alemão não se acidentasse em 1999, se não se aposentasse em 07 ou ainda se seu motor não quebrasse na China 06”.
Sobre 1999, prefiro dizer apenas que, no dia em que Schumacher quebrou a perna, o alemão tinha 32 pontos ante 40 de Häkkinen. Além disso, o alemão caiu para quarto e o finlandês estava em primeiro no momento da batida. Häkkinen teria o motor quebrado.
Mas é fácil dizer que Schumacher venceria pois Irvine – aquele cara! – perdeu por dois pontos e teve o tremendo erro da Ferrari em Nürburgring. Quer dizer…
Já sobre 2007, aposto todas as fichas que Schumacher perderia, também: a McLaren não iria bobear favorecendo o Hamilton sabendo que do outro lado estava Schumy e não Kimi ou Massa. A equipe estaria em volta de Fernando, e veríamos um replay do ano anterior.
Mas sobre 2006, claro que o Josenildo deve ter se corrigido sabendo que foi no Japão e não na China em 2006 que o motor de Schumacher quebrou. Agora, é interessante que ainda tenha gente que insista nessa idéia maluca de que Schumacher só perdeu aquele título porque seu motor quebrou… Acho triste, na verdade…
Vejamos apenas esses dois vídeos para chegar a conclusão de que é impossível crer que Schumacher vencesse aquele campeonato, em condições normais:
GP da Hungria:
Abrindo aquela corrida, Alonso tinha 100 pontos, contra 89 de Schumacher. Alonso saiu de 15º no grid para primeiro em 20 e poucas voltas, e essa liderança se consolidou de maneira surpreendente. Schumacher, que largara em décimo-segundo, depois de lutar muito para chegar entre os primeiros, acabou ficando lá pra trás, comentendo erros tolos na disputa com De la Rosa e Heidfeld.
Alonso foi aos boxes fazer sua segunda parada e, num feito semelhante ao da Williams em portugal/91, a Renault simplesmente não aperta uma das rodas do Renault (a traseira direita) e a porca se solta, causando o abandono do espanhol.
Ao fim da corrida, Schumacher foi o nono colocado, mas acabou se beneficiando de uma desclassificação (Kubica) e somou 1 ponto. O que nos mostra claramente que, com a vitória de Alonso, Schumacher não somaria nada, ao passo que o espanhol teria 10 na conta. A diferença iria para 110 a 89. Acabou ficando em 100 a 90.
No GP seguinte, Turquia, Alonso termina em segundo, logo à frente de Schumacher, aumentando a diferença para 12 pontos (108 a 96).
Então, fomos para Monza. Sem mencionar a vergonhosa punição (que fez Alonso cair da quinta para a décima posição no grid), pode-se dizer que a corrida era mesmo de Schumacher – como de fato foi. Mas Alonso, conseguiu um grande feito ao subir 7 posições, e sustentar uma heróica 3ª posição quando, a 10 voltas do fim, o seu motor estourou.
Alonso deixou de marcar 6 pontos e, com isso, Schumacher ficou a apenas 2 pontos do espanhol, dado os 10 que ganhou.
Depois disso, o GP da China, nova vitória de Schumacher, e Alonso em segundo: 116 a 116.
Aí, Suzuka: Alonso vence, Schumacher abandona. Alonso foi a 126 pontos, Schumacher ficou nos 116. Schumacher teria somado 10, Alonso somaria 2 a menos. Ficaria 126 Schumacher, 124 Alonso.
Depois, Interlagos, o alemão não participa do Q3, parte em décimo e termina em quarto, em bela corrida. Dado o desempenho de Massa (1º), podemos crer que Schumacher vencesse, com Felipe em segundo e fernando (que foi segundo) ficando em terceiro. Schumacher somaria 10 pontos (5 a mais) e Alonso 6 (dois a menos).
Isso conferiria o título ao alemão por 6 pontos. 136, a 130.
É nisso que as pessoas se baseiam, se esquecendo dos problemas da Hungria e Monza.
Nessas corridas, foram DEZESSEIS pontos perdidos por Alonso, e Schumy se beneficiou de pelo menos um deles (na Hungria). Somando esses pontos à contagem final que fiz, “corrigindo” Japão e Brasil, Alonso teria 146 pontos, contra 135 de Schumacher. Muito próximo do oficial que foi 134 a 121.
A verdade é: Schumacher não perdeu o título por conta do motor estourado em Suzuka; Schumacher só teve CHANCES de disputar alguma coisa em Suzuka porque Alonso teve a roda solta na Hungria e o motor estourado em Monza.
Isso sem contar o “banimento” dos amortecedores de massa da renault.
Outra coisa que ninguém lembra foi o “corridão” que Alonso fez em Suzuka/2006: partindo em quinto, superou três concorrentes na pista e marcou a volta mais rápida. Pressionou muito o alemão.
Aquele título era do Alonso por mérito inegável. E mais: deveria ter sido campeão com pelo menos duas corridas de antecedência.
Mas, claro, é bem mais fácil dizer: “Foi culpa do motor, foi culpa do motor”…
Roberto Andrade
![]()
Gostaria de parabenizar o GPTotal pelos excelentes textos de Marcel Pilatti.
Acho que eles cativam até aqueles que não são lá muito fãs de Fórmula 1. Continuem com o bom trabalho sempre!
Um abraço
Sara Lima
![]()
Sempre que posso, venho até a este site, há muito respeitado, para colher mais sobre o assunto automobilismo, minha paixão desde infância.
Quero de imediato parabenizar pelo site, um dos melhores na língua portuguesa e dar os parabéns a todos vocês que nos trazem o prazer das corridas para nossas vidas.
Ao mesmo tempo quero, também, demonstrar meu espanto e preocupação com a nossa memória sobre nossos ídolos, que parecem só nos agradar quando correm, vencem, e estão ativos.
A coluna do Ernesto Rodrigues O outro final mostra bem o quanto isto é sério. Li a coluna e fiquei consternado em saber que a sede do que foi um dia a torcida organizada de Ayrton Senna, agora é apenas um ambiente de passagem por turistas estrangeiros que ainda ousam em relembrá-lo.
Temos muito o que tirar de lições em relação à este fato, independente das escolhas de cada um tem quanto a ser fã ou não do Ayrton, acredito que devemos valorizar não somente ele, mas tantos outros que passaram pela nossa história e estão cada vez mais esquecidos, sendo lembrados tão e somente em tiras de jornais, livros e documentários em vídeos.
Fica o rico e impressionante texto do Ernesto, como deslumbre em suas palavras e no relato de tal fato.
Abraços a todos!
Mauro Pena, Cariacica
![]()
Brawn GP: novos tempos para a Fórmula 1
Ross Brawn não é homem de entrar em qualquer negócio sem antes sentir o chão que está pisando. Toda aquela confusão, disse me disse, Bruno Senna, vende a Honda, compra a Honda e… taí um novo team de Fórmula 1.
Vamos começar pelos pilotos, Button e Barrichello: sem comentários, pois são pilotos que não têm mais o que provar nas pistas. Ambos têm experiência e são rápidos, sem falar no entrosamento desde os tempos de Honda. Estão conscientes das dificuldades e trabalhando para a equipe colher resultados nessa temporada e eles vão fazer a diferença.

O BGP001 (foto acima) até agora tem surpreendido nos testes. Claro, não podemos tirar grandes conclusões, mas numa Fórmula 1 totalmente modificada em 2009, eu aposto que vai ser uma grande e agradável loteria essa temporada 2009. Mas a grande arma desse novo time de Brawn está debaixo da carenagem: o motor Mercedes! Confiável, veloz e campeão. Não tenho dúvidas que esse propulsor vai jogar Barrichello e Button para o pelotão intermediário e aí é com eles tirando no braço.
Anotem o que eu digo aqui, 2009 vai ser um ano de muitas surpresas, sem esquecer de Kubica e Buemi!
Abraços
Charles Dantas, Manaus
![]()
O GPTotal é um prazer para mim e para os fãs da F1, Moto GP e da SBK .
O povo japonês gosta da F1 sim, se tiver algum piloto, equipe ou pelo menos um motor japonês. O Senna era um Rei pois tinha um motor Honda e ele sabia vender a marca. Ter um time próprio foi o pior negócio: pouca propaganda e muito pouco retorno financeiro e, para piorar, a Toyota virou a maior do mundo. Foi o golpe fatal. Vender foi a desculpa.
Brawn mexeu e muito nas ideias e ideais da equipe e agora com um motor Mercedes até os japoneses acreditam em pontos e, quem sabe, um pódio. Sobre as motos, posso afirmar que muita tecnologia da MotoGP e SBK estão nas motos vendidas aqui no Japão e alguns outros países. Pena que no Brasil isso seria caro demais e perigoso pela educação no trânsito e pelo governo que cobra muitos impostos.
Saudade do meu Brasil
Carlos, Aichi, Japão
![]()
Cristian e Cleber Peres
Um tempo atrás, me manifestei contra a opinião de um leitor que disse que deveria ter uma espécie de filtro no que nós, os leitores, opinamos aqui neste site. Argumentei que seria uma espécie de censura e já estamos longe dos tempos da ditadura para que isso aconteça, mas depois de ler os comentários de vocês, já estou pensando em mudar de opinião, pois para ver pessoas escreverem *#&@%&! como vocês fizeram, estou achando até melhor ser cego.
Completamente sem noção. Não merecem nem que se perca tempo contestando.
Marco Memoria, Rio de Janeiro – Jacarepaguá
![]()
Para Alessandra Alves
Acabei de ler sua Carta ao editor e adorei. Aliás adoro suas colocações durante os GPs pela Rádio Bandeirantes. Ficava imaginando como seria se minha esposa gostasse e conhecesse de F1 como você. Não conseguiríamos nem discutir a relação…
O Flávio já foi bom, assim como o Galvão já foi bom e alguns tantos (poderia ter escrito: tontos). Decidi que não os ouço ou leio mais. Os caras viram celebridades e se tornam medíocres. Tem outros que são simplesmente humildes, embora a humildade não seja tão simples assim. Penso que é uma questão de equilíbrio, auto-resolução.
Parabéns pra você que sem hipocrisia, sem fazer média e sem ser despeitada colocou muito bem sua posição. Acredito que muitos pensam como você. Isso não é uma cantada!
Paulo Salles, São Bernardo do Campo
![]()
Apesar de assíduo, pouco tenho participado ou comentado aqui no GPTotal. Mas quero falar da última coluna do Edu – Fáceis? – e dizer principalmente que está cumprida mais uma vez a missão do Edu, nos trazer a racionalidade.
De qualquer forma, boa sorte a Brawn e aos sonhos de Ross, Rubens e Jenson.
Abraço a todos
Celso Vedovato, Salvador
![]()
O site é excelente e conheço o Edu, profundo conhecedor de F1, pena que é santista.
O que eu gostaria de saber é se a Brawn GP será uma revelação(?), pois até o momento vêm dominando os treinos. Nós dois sabemos que “treino é treino….jogo é jogo”, mas será que a Honda já está coçando a cabeça e dizendo….”O que é que nós fomos fazer?” . O fato da BGP estourar no Mundial seria uma incrível chance (perdida pelos japoneses) de despontar na mídia, fator importantíssimo quando o mundo se recuperar de suas mazelas momentâneas de quebra de confiança, para que a montadora aumentasse suas vendas capitalizando essa projeção. Torcer pelo “polichinelo” não dá… Seria muito melhor o Bruno ou outro talento revelado pela GP2, arrepiando com um equipamento equilibrado pelo regulamento e daria uma emoção maior ao campeonato.
Agora vamos a pergunta que não cala: A BGP vai pro trono ou não vai? Em segundo lugar: Será que a Globo não vai arranjar um carro para o Ronalducho correr? Quem sabe na Fórmula Truck.
Forte abraço
Pablo, São Paulo
![]()
Gostei muito dos comentários do Rômulo. Gostaria de acrescentar:
1- Rubens (não gosto dos diminutivos, atraem forças negativas quando usados profissionalmente) cala a boca! Em boca fechada não entra mosca. Mostre o que sabe, e vc sabe muito, com ações, não com palavras. Quando se fala criam-se espectatvas.
2- Nelson (continuo a não gostar dos diminutivos, ele é Nelsinho para os familiares, para nós é Nelson, Nelson Angelo, Piquet Jr, qualquer nome, menos Nelsinho) seja mais combativo, acelere, ultrapasse, mais arrojo, cole no câmbio do Alonso, se não pode passar, mostre que não passa porque não deixam e se bobear passe! O vencedor é o que ganha e ganha quem ultrapassa, adversários, limites, imposições…
3- Massa a corrida se ganha na boa largada, que vc faz muito bem, Tendo calma e concentração para não perder tudo numa bobeada ou forçada de barra sem sentido, na hora errada durante a corrida.
O Nelson está na fase de usar mais o coração (a impetuosidade) e o Felipe a experiência (a mente).
Tenho lido muita bobagem ultimamente sobre a Brawn. Tudo fruto da especulação. Que não teriam tempo para fazer o carro, que o carro seria ruim, que este ou aquele iriam comprar a equipe, que o primeiro sobrinho já teria assinado com a equipe… Nada, eu disse NADA se confirmou. Quanto ao carro, lembrem-se que é o primeiro projetado pelo Brawn para a Honda, o do ano passado não foi ele quem projetou, só fez alguns ajustes para continuar competindo durante o ano e passaram logo para o projeto deste carro aí.
As especulações sobre andar com pouco combustível, para fazer tempo, também não procedem, pois fizeram long-runs e ainda assim mais rápido que os outros, o próprio Alonso e o Felipe falaram sobre isso… Então em vez de especular, vamos nos surpreender! E em vez de julgar, vamos aguardar o GP da Austrália. Aí tudo deixará de ser especulação e só a verdade prevalecerá.
Abraços,
Lage, Parnaíba
![]()
Edu
Na minha opinião, no que diz respeito às medidas adotadas com relação à redução de custos na F1 a partir de 2010, com orçamentos de no máximo 42 milhões de dólares e o sistema que privilegiaria o piloto com mais vitórias na temporada, Max Mosley está totalmente certo.
Digo isto pois como todos nós sabemos, os custos da F1 estavam fora de controle com orçamentos de 250 a 300 milhões de dólares e se continuasse assim, daqui a dois ou três anos, teríamos orçamentos de 500 milhões de dólares e meia dúzia de carros no grid de largada. Portanto Max Mosley fez muito bem em acabar com estes gastos absurdos e botar ordem na casa. Você sabe tão bem ou melhor do que eu que se dependesse da Fota não haveria nenhuma redução de gastos. A Fota também não tem nenhuma razão em reclamar de decisão autoritária ou unilateral por parte da FIA pois Max Mosley disse que ninguém é obrigado a aderir a estas regras mas quem aderir terá vantagens como, por exemplo, asas móveis e livre escolha de materiais na construção dos carros. As equipes que optarem pela redução de custos serão obrigadas a serem mais criativas na construção, desenvolvimento e implantação de soluções mecânicas nos carros, ou seja, terão que aprender a gastar cada centavo da maneira mais correta possível e as equipes que optarem pelos orçamentos gigantescos vão perceber que não será muito inteligente gastar uma fortuna para obter os resultados que precisa, porque a equipe do box ao lado estará obtendo resultados iguais e até superiores com um orçamento muito menor.
No passado, equipes como Lotus e Tyrrell viviam esta situação e construíram bons carros, além de obterem vitórias e títulos na F1, mais do que muita equipe oficial de fábrica. A redução de custos vai dar oportunidade também para muitas outras equipes sérias e independentes ingressarem na F1, sendo que estas equipes entravam na F1 porque tinham interesse verdadeiro nela e além disso contribuíram e muito para fazer da F1 a categoria top do automobilismo mundial ao contrário, por exemplo, da Toyota e da Honda que tinham orçamentos milionários, nada fizeram nas pistas e além disso usaram a F1 como instrumento de marketing para promoverem suas marcas e venderem carros de rua. Basta lembrar que das doze equipes que conquistaram o mundial de construtores, sete eram independentes ou não associadas a grandes montadoras de automóveis: Vanwall, Cooper, Lotus, Tyrrell, Brabham, Williams e Benetton, isso sem contar que a McLaren foi, por muitas décadas, uma equipe independente antes de ser adquirida pela Mercedes.
Podemos também lembrar que muitas das mais importantes mudanças nas estruturas dos carros como por exemplo,a adoção do motor traseiro e adoção do efeito solo foram feitas por equipes independentes,no caso, Cooper e Lotus respectivamente sendo que elas não tinham o orçamento das equipes atuais.
No caso do sistema em que o piloto que obtiver mais vitórias ganhar o título, não vejo nenhum absurdo ou injustiça nisto, pois o piloto que quiser ganhar o campeonato vai ter que se esforçar mais, correr mais riscos e ganhar mais corridas que os seus adversários e quanto à possibilidade de um piloto ganhar seis ou sete corridas praticamente seguidas no começo da temporada e o restante do campeonato perder o interesse, eu não acredito que isto vá acontecer por um simples motivo: os chefes de equipe sabem melhor do que ninguém que independente de conquistar o campeonato, qualquer ponto conquistado valerá dinheiro, pois com resultados convincentes e pontos conquistados, suas chances de atraírem interesses de patrocinadores serão maiores. Se uma equipe, principalmente intermediária, não tiver chances de conseguir o campeonato de pilotos ou construtores mas pelo menos conseguir ficar entre os cinco ou seis primeiros, com certeza ela terá uma chance maior de conseguir bons patrocinadores e quem sabe no futuro,brigar por vitórias e títulos. E convenhamos, se um piloto começar a ganhar corridas no começo da temporada, a concorrência ao invés de dizer que o campeonato perderá o interesse ou reclamar da vida, deve procurar uma maneira de reagir para trabalhar mais e ganhar mais corridas. Você tem todo o direito de discordar de mim,mas voçê é um jornalista com muitos anos de experiência e que conhece bem o ambiente da F1,e pode ser que você entenda o meu os pontos de vista aqui apresentados.
Muito Obrigado
Sérgio Marchi
![]()
Caros amigos do GPTotal,
com esse novo sistema de pontuação da F1, que dá o título ao piloto com maior número de vitórias, teríamos mudanças sensíveis no quadro de campeões se a regra valesse em outros campeonatos.
Nigel Mansell seria tricampeão da F1 (1986, 1987 e 1992), e Nelson Piquet não teria título nenhum.Felipe Massa seria o campeão de 2008 ao invés de Lewis Hamilton.
Essa nova regra pode favorecer o brasileiro Nigel Massa, como diz o Edu.
Abraços!
Frederico Augusto Paniza, Jundiaí
![]()
Acredito que o Ross Brawn não sujaria seu nome por qualquer coisa na Fórmula 1, depois de tudo o que ele fez nos anos gloriosos de Ferrari.
Button e Barrichello são excelentes pilotos. Barrichello infelizmente não é valorizado pela população brasileira. Fora daqui, ele é muito respeitado por tudo e por todos, devido a sua disciplina e profissionalismo, apresentado em mais de 15 temporadas na F1.
Acredito que a McLaren terá muitos problemas, pois o carro nasceu errado e até o momento, não pediram ajuda alguma para a Ferrari. rsrsrssrsrsrs. O carro, na minha opinião, apresentará e muitos problemas, pois a atual dupla de pilotos da McLaren é pífia. Hamilton só é rápido com um carro em ótimo estado. Este ano com todas as mudanças que ocorreram na categoria, acredito que ele não irá conseguir nenhum resultado expressivo. Kovalainen é pior ainda. Desde a época da Renault não fez nada pelo time, este ano com todas a mudanças então…
A Force India, acredito que irá surpreender, se o Fisichella tiver sorte e for competente também.
A pontuação, acredito que não mude, pois este ano, acredito que a disputa será ainda melhor.
Grande abraço à todos.
Alvin Kleinschmidt, Palotina
![]()
Rubens corre com Jenson desde 2006 e se compararmos o desempenho dos dois, veremos que nesse período há um grande equilíbrio entre eles.
O campeonato está só começando, é muito cedo para fazer prognósticos agora se o Jenson ganhar na China e Rubens tiver um desempenho ruim ou não pontuar aí já era porque qualquer piloto que comece a temporada com três vitórias seguidas se torna o primeiro piloto seja ele equatoriano, etíope ou qualquer outra nacionalidade.
Creio que se Rubens quiser realmente ser campeão, ele antes de tudo tem que ter uma conversa com o Piquet. Só assim ele pegaria os macetes da malandragem e saberia virar o jogo a seu favor como Piquet fez na temporada de 1987.
Que venha o GP da China e que Rubinho faça dele um divisor de águas em sua carreira.
Ariel Vieira, Jequié
![]()
Com todo o respeito aos leitores/comentaristas do GPtotal e de muitos outros sites/portais de notícias esportivas de todo o país: parece-me que a precipitação e o alarmismo se tornou a tônica para se ter audiência fácil, não? Ora, se estão reclamando da conduta duvidosa de Hamilton e da prateada… pois falta um pouco de ética aos jornalistas de plantão; explico-me.
– Como analisar um campeonato que é composto por quase duas dezenas de rodadas com base nas duas primeiras (um percentual de mais ou menos 10%)?
– Como desconsiderar tão rapidamente o talento de expoentes como Rubens Barrichello, Felipe Massa, e do próprio Hamilton, logo no início do campeonato? Como se a vermelha e a prateada não tivessem recursos e bons profissionais para se reverter um quadro desses…
– Ora, como pré-julgar (se com hifen ou sem, só o Lula e quem aprovou a famigerada reforma ortográfica é que sabe) uma decisão tomada no calor de uma corrida automobilística, em um país tropical, onde se sabe que a chuva é iniciada de forma tão rápida que nem dá tempo pra abrir o guarda-chuva? A decisão da Ferrari (ou de Schumi, ou de quem quer que tenha dado na vermelha) foi, a priori, acertada, e se revelou equivocada por um mero capricho da natureza que transcende a qualquer decisão de natureza humana. Contra motivo de força maior não se pode alegar erro ou imprudência da vermelha. Seria injusto e temerário.
– Julgar a capacidade de um piloto como Piquet Jr. por conduzir uma carroça como a Renault é igualmente temerário, assim como compará-lo com o melhor piloto que a F1 moderna já viu, Alonso, que simplesmente é o responsável por desbancar nada mais, nada menos, que Schumi de seu troninho.
– Talvez o companheiro de Hamilton na prateada esteja tão somente passando por algum problema pessoal que pode ter afetado em sua forma de conduzir. Afinal, todos somos seres humanos.
– O GP da Malásia foi bom em todos os aspectos. A chuva é força maior e derruba qualquer evento, seja automobilístico ou não.
– É impressionante a soberba e arrogância de alguns jornalistas/blogueiros ao comentar a F1 hoje em dia. Um fenômemo assustador. A personificação de um jornalismo chinfrim, meia-boca (com hífen, Sr. Lula?)
– A atitude de Kimi no GP da Malásia foi totalmente dispensável para um profissional. E se a corrida tivesse recomeçado? Deveria estar no Big Brother, de preferência no lado B.
– Incrível como a Williams perdeu o rumo da vitória.
– Desde que o mundo é mundo, desde muito antes da derrocada de grandes impérios da humanidade (babilônio, império grego, império medo-persa e império romano, e, hoje em dia, americano), desde os povos antigos, sumérios, acádios, amoritas, assírios e caldeus, a tônica da humanidade consiste na obtenção de dinheiro, ou do que quer que represente poder na sociedade (terras, na idade média, por exemplo). Uncle Bernie (Cérebro) e Uncle Max (não o do BBB9, por Deus – apesar da F1 atual ser um tanto Lado B do BBB) estão seguindo uma tendência da humanidade: a busca dos seus próprios interesses. E se as equipes criarem uma nova categoria, sempre estarão advogando em causa própria, e, enquanto o homem for homem, a coisa continuará assim.
Um abraço a todos!
Speed Gonzalez, Itabaianinha
![]()
Olá amigos do GP Total…
Costumo sempre entrar no site e ler os comentários e colunas e gosto muito, realmente é um espaço muito bacana para quem é fã do automobilismo. Esta é a primeira vez que comento aqui.
Quanto aos dois primeiros GPs da temporada, muito tem se falado que Jenson Button já colocou Barrichello no bolso, que este já é o segundo piloto, etc.
Entretanto, vale lembrar que estamos falando apenas de duas corridas. Acredito que duas corridas apenas não são um bom parâmetro para se concluir definitivamente sobre uma disputa interna da equipe. Lembremo-nos do ano passado: Massa não pontuou nas duas primeiras provas, enquanto Kimi venceu.
Evidentemente, na época todo mundo taxou Massa de segundo piloto, que não aguenta pressão, a imprensa divulgou que Vettel já estava sendo contratado para seu lugar, Kimi virou campeão antecipado, etc. Porém, ao final do campeonato, o que se viu em Interlagos foi Massa disputando o título e Kimi fora da batalha.
Button foi muito melhor que Barrichello em 2007, e este deu o troco em 2008. Neste começo de temporada, vimos que Button se adaptou melhor ao carro novo, e está vencendo a disputa por enquanto. Mas não achei que Barrichello fez uma prova ruim na Malásia, ao contrário da Austrália, onde ele realmente foi mal e teve sorte em conseguir o segundo lugar. Vi na Malásia uma evolução de Rubens, e acho que ele poderia ter chegado ao pódio se não tivesse perdido 5 posições no grid. Não estou dizendo que Rubens vai se recuperar e vencer Button, apenas estou dizendo que é cedo para considerá-lo fora da disputa.
Acho a dupla de pilotos da Brawn uma das mais fortes e equilibradas do Grid. Se eu fosse colocar em um ranking de equilíbrio entre os pilotos as equipes da Fórmula 1, eu as dividiria em três grupos:
1) Equipes muito equilibradas:
– Ferrari (Raikkonen e Massa) – Kimi venceu em 2007, Massa o derrotou em 2008.
– Brawn (Button e Barrichello) – como já falei, em 2007, melhor para Button, em 2008 deu Rubens.
– Force India (Fisichella e Sutil) – como os dois não conseguem mostrar nada mesmo com esse carro, aparentam-se iguais. Talvez com um carro competitivo veríamos um deles se sobressaindo.
– Toyota (Trulli e Glock) – houve equilíbrio em 2008, apesar da vitória de Trulli, principalmente na segunda metade da temporada. Este ano, não aposto em quem vencerá.
2) Equipes com um piloto razoavelmente superior ao outro:
– STR (Bourdais e Buemi) – como Buemi é um estreante, parece-me que Bourdais levará alguma vantagem, mesmo após chegar atrás na Austrália.
– BMW (Kubica e Heidfeld) – Kubica é melhor, mas Heidfeld sempre consegue bons resultados com estratégias inteligentes, mesmo sem brilho.
– Red Bull (Vettel e Webber) – Vettel é um talento. Superará Webber este ano, porém não acho que com uma margem tão grande.
3) Equipes onde um piloto é muito superior ao outro:
– Williams (Rosberg e Nakajima) – Rosberg é muito melhor, apesar de cair de rendimento nas corridas.
– Renault (Alonso e Piquet) – Alonso massacra.
– McLaren (Hamilton e Kovalainen) – ano passado, um foi campeão e o outro foi sétimo. Sem comentários.
E aí pessoal, o que acham do ranking?
Abraços a todos,
Davi Vidal, Brasília
![]()
Olá pessoal,
para quem gosta de saber por onde andam os pilotos, eu sou um deles: Orlando Belmonte.
A grande maioria desses pilotos estão afastados do automobilismo, porém a vontade e a experiência ainda continuam afloradas. Por isso, montamos uma comunidade no orkut e cada vez mais estão aparecendo os pilotos da extinta Divisão 3. Já estão marcando presença nessa nossa comunidade: eu, Luiz Eduardo Duran, Ricardo Mogames, Luiz Cruz, Amadeu Rodrigues e Rui Amaral Lemos Jr.
Estamos aguardando outros pilotos se juntarem a essa comunidade. Caso você, leitor, seja um ex participante da Divisão 3, entre em nossa comunidade no Orkut. Você vai encontrar em comunidade de Divisão 3 ou pelo nome desses pilotos aqui postados.Cada um deles têm uma pagina de orkut e varias fotos dos fuscas de Divisão 3. Estamos esperando por vocês.
Orlando Belmonte Junior, São Paulo
![]()
Edu
Eu também não estou entendendo muita coisa. Estou esperando com ansiedade pelo GP da Espanha. Depois de 2/3 corridas bem atípicas, vai ser muito útil para ter uma visão mais nítida dessa temporada.
Certeza, por enquanto, só a de que a Ferrari vai fazer figuração até o fim do ano. Hamilton está compensando um carro medíocre com o braço e deve protagonizar muitos pegas com o Alonso no segundo pelotão. Lá na frente, além da Brawn e da Red Bull, também tem a Toyota. Em treino o carro está uma beleza, mas na corrida o ritmo é aquém do necessário. Se eles derem algum passo à frente, vão conquistar muitos pontos e atrapalhar os candidatos ao título. A conferir.
Abraço a você e a todos os gepetos,
Evandro
![]()
Prezados Edu e Panda,
Aquele alemãozinho enganador, o maior “campeão” de todos os tempos, rei das “sensacionais” ultrapassagens dentro dos boxes, deve estar entrando em TODAS as igrejas de Koln, Munich, Frankfurt, Bonn, Berlim & Nürburg, e rezando das sete da manhã às seis da tarde (com intervalo para almoço), agradecendo aos céus e ao Criador, pelo fato de que somente agora os Mosleys da vida tenham inventado esta idéia de acabar com o reabastecimento. Tenho dito! Repito: alemãozinho enganador !
E, antes que alguém o defenda, desafio a mostrar quantas ultrapassagens fez ou quantas corridas o crápula ganhou no braço, fora dos boxes em toda sua “magnífica” carreira ponteada por recordes.
Abraços e vida longa.
Manuel Carvalho, Santos
![]()
Escrevo pela primeira vez ao site, apesar de sempre ler as matérias. Meu comentario/pergunta é sobre Fernando Alonso e sua provável chegada à Ferrari, já em 2010.
Tido e considerado por muitos o melhor piloto do atual grid e exímio acertador de carros, gostaria de perguntar se realmente o piloto hoje é tão importante quanto o projetista. Pois tomando como referências os anos 2005/2006, onde foi bi-campeão, e 2007 na McLaren, fico com sérias dúvidas sobre a real capacidade do espanhol em desenvolvimento.
Senão vejamos: 2005 um ótimo começo da Renault e uma ascendente e constante evolução da McLaren, traída pela fragilidade do carro e do motor Mercedes e uma estagnação da Renault, apoiada nos ótimos pneus Michelin feitos sob medida e nos amortecedores mass-dumper. Em 2006, um repeteco de 2005. Início arrasador e depois uma evolução muito maior por parte da Ferrari, ainda que neste ano tenham pesado as tentativas por parte da FIA e FOM em dar a Michael Schumacher seu oitavo titulo. Depois, em 2007, a McLaren arrasa em seu primeiro ano com Alonso porém creio que aquele ótimo carro se deu muito mais pelas informações obtidas junto a Nigel Stepney.
Pois bem: chegamos a 2008 e 2009, com Alonso de volta à Renault. Uma equipe que gastou uma fortuna pra evoluir o carro na segunda metade do campeonato de 2008 e por tê-lo ao volante era tida como uma das candidatas a vencer corridas nesse ano.
Resumo da ópera: até agora, permanece em mim a ideia de que hoje em dia, por melhor que seja um piloto em desenvolvimento técnico dos carros, nada adiantará se os projetistas errarem a mão. Por isso, lanço uma questão aos amigos do site. Seria melhor a Ferrari investir milhões de dólares em Fernando Alonso ou economizar buscando, por exemplo, contratar Adrian Newey e Sebastian Vettel? Alguém já imaginou como seria a reação do espanhol dividindo, por exemplo, a equipe com Felipe Massa? Ou a Ferrari ira abrir mão do brasileiro e ter o espanhol e quem sabe outro piloto que não o ameace? Hoje fosse eu chefão de alguma equipe grande, investiria antes de mais nada em bons projetistas e técnicos em aerodinâmica e apostaria sim em Sebastian Vettel. Jovem, promissor e, principalmente, sem tendência a pitis como o espanhol que, não nos esqueçamos, foi triturado por Lewis Hamilton em 2007.
Renato, Japão
![]()
Quem diria, a Hortência (a do parmito), disse tudo sobre o Rubinho… A melhor definição dele que li até hoje!
Marcos Roberto Banhara, São Bento do Sul
![]()
Amigos,
sobre a polêmica do teto orçamentário para F1 e a eminência de saída de algumas equipes da F1 tenho uma opinião contrária da maioria.
Eu não acho que Ferrari, Renault ou Toyota vão fazer tanta falta assim. Destes, o único construtor tradicional de carros de corrida é a Ferrari, mas ela pode ser substituída por outros construtores tradicionais de outras categorias. A Ligier não está na F1 atualmente porque os custos são elevados, mas a pouco tempo eles fizeram um carro de F3 excelente e também um esporte protótipo. A Lotus faz um carro esporte que é sucesso na Europa. Ainda temos empresas que constroem chassis como Lola, Dalara, March, Ralt, Reynard, Dome, Tattus, Toms etc (sei que neste meio tem empresa que já encerrou as atividades, não me lembro qual, outras que mudaram de dono e só conservam o nome, mas ainda assim sobram muitas). Ex-equpes de F1 como a Brabham podem voltar a correr (obviamente o Bernie Eclestone pode dar uma forcinha para encher o grid, afinal de contas ele é dono dos direitos de transmissão). Além disso, fabricantes como Peugeot, Audi, Hyundai podem se interessar por uma categoria mais barata e entrar na nova F1 (a Peugeot já mencionou a tempos atrás que a F1 estava cara demais para eles, agora pode ser que comece a valer o investimento).
E quanto aos motores?! Eles podem ser fornecidos por empresas como a Cosworth, Hart, Muggen, além de fabricantes de veículos. Sinceramente, para mim os fabricantes de veículos deveriam limitar a sua participação na F1 ao fornecimento de motores. Construir chassis e dar nome de equipe deve ser exclusividade dos garagistas como Frank Williams, Ken Tyrrell, Wilsinho Fittipaldi, Guy Ligier, Giancarlo Minardi, Roger Penske, Peter Sauber, Eddie Jordan e outros do passado que devem servir de exemplo.
A idéia do teto orçamentário é bacana. O bacana do esporte é fazer um carro mais veloz com os mesmos recursos que os seus concorrentes. Isto é engenharia! Gastando um monte de dinheiro, qualquer um faz um carro bom. É um barato ver uma equipe como a Brawn, que tem o nome do seu fundador (assim como foram a McLaren, Brabham, Fittipaldi, Ligier, Tyrrel e até Ferrari) liderando um campeonato.
Podem me achar maluco, mas torço para o limite orçamentário ser cumprido e a F1 ser invadida por novos garagistas, principalmente se a Ferrari e a Renault deixarem de ser corporativistas, se enquadrarem nas novas normas e participarem do campeonato do ano que vem.
Quanto às demais regras previstas para 2010, discordo apenas do sistema de medalhas….
Um abraço a todos,
Rogério Silva Nacif, Belo Horizonte
![]()
Cara, o pior de tudo é o Button copiar o acerto do Barrica e, na hora da verdade, ser mais competente do que o próprio Barrica. O que o Button fez de tanque cheio foi demais. Acho que seria melhor o Barrica ter abafado essa informação.
O cara só sabe reclamar, chorar. Quer mais inglês em equipe inglesa do que foi o Mansell na Williams em 86 e 87? E nem por isso o Nelsão, tão brasileiro quanto o Barrica, ficou chorando pelos cantos. O cara foi lá e fez valer a competência dele como piloto. Mas é como diz a música: malandro é malandro, e mané é mané…
Alyssa, São Paulo
![]()
Eu lembro que na década de 70, não sei qual ano ao certo,nem em qual pista, nem que média horária, Mark Donohue estabeleceu o recorde mundial em circuito fechado com um Porsche 917 (foto abaixo) da série CanAm, na qual eram campeões, carro e piloto.

O recorde atual creio seja do brasileiro Gil de Ferran, com um F- Indy, quando ele ainda pilotava na fórmula estadunidense. Creio que a marca do Gil, mais de vinte anos depois, é a que primeiro superou a do Donohue.
abs
Fernando Amaral, São Paulo
![]()
Sobre a estrela no capacete do Barrichello, isso começou em 1997, quando lhe falaram que colocando essa estrela no capacete ele iria subir no pódio uma vez no ano (Mônaco…) mesmo estreando na Stewart, e o único piloto que terminou uma prova sem abastecer foi o Mika Salo em 1997 com a saudosa Tyrrell em Monaco, numa corrida chuvosa!
Abraço à equipe que está há sete anos na minha pagina de abertura!
Roberto Taborda, Uruguaiana
![]()
Não, definitivamente a F1 não depende da Ferrari para continuar existindo.
A Lotus, a Brabham, a Cooper, a BRM e outras fecharam e nada aconteceu. Por que seria diferente com a Ferrari? Relembrando o mago Colin Chapman: the show must go on, e vai.
Carlos Ganhadeiro, Vassouras
![]()
O MENINO DA ÁRVORE E A FÓRMULA 1
Repare nos nomes das equipes do automobilismo. A esmagadora maioria delas é batizada com os sobrenomes dos seus criadores, até mesmo algumas montadoras. (Bruce) McLaren, (Roger) Penske, (Frank) Williams, (Enzo) Ferrari, (Ferruccio) Lamborghini, (Jack) Brabham, (Ken) Tyrrell e assim por diante. Algumas exceções remetem a nomes vinculados à natureza ou simplesmente palavras de fácil memorização: Lotus, Pacific, Onyx, Rial, Coloni.
E quando o nome é relacionado a um livro, mais precisamente ao seu livro preferido? Pois a Fórmula 1, no começo da década de 90, quase teve uma equipe cujo nome era o título de uma obra famosa do romancista italiano Italo Calvino. Com vocês, Il Barone Rampante.
Mas o rampante não era o cavalo?
Não. Primeiro, falemos do livro. Afinal, F1 também é cultura.
Il Barone Rampante, ou melhor, O Barão nas Árvores é uma obra publicada em 1957 que conta a história de Cosimo Piovasco di Rondo, um garoto de 12 anos cuja mãe era general na Guerra da Sucessão italiana e seu pai, Barão Arminio, um maluco que abusava dele e de seus dois irmãos. Seu sonho era ver sua filha mais velha, Battista, casada. Para fugir desta obrigação, Battista decidiu virar freira.
A paranóia da família chegava a um ponto em que Battista descontava tudo na cozinha. Assim, as refeições familiares eram compostas de coisas tão inusitadas como ratos e gafanhotos.
O fim da picada ocorreu quando barão Arminio convidou membros da corte francesa para um jantar em sua casa. A sádica Battista fez escargots. Na hora do jantar, Arminio obrigou Cosimo a comer os acepipes nem tão apetitosos. Cansado de tudo, Cosimo fugiu de casa. E subiu em uma enorme árvore.
O caso é que a vida lá era tão mais tranquila que o garoto não quis mais sair de lá. Comia por lá, se divertia por lá, passava a maior parte do tempo observando a vida terrestre. O livro conta toda essa trajetória sob a visão de seu irmão mais novo, Biagio, que faz o papel de narrador e que é a única pessoa a manter contato com Cosimo na árvore.
Eu sou uma m… pra resenhar livros. Mas vá atrás. Ele parece ser melhor do que a minha descrição sugere. Vou comprar um exemplar. Voltemos à equipe.
E a Il Barone Rampante como equipe?
A equipe Il Barone Rampante surgiu no automobilismo no começo de 1991 na Fórmula 3000 Internacional. Liderada por Giuseppe Cipriani, era uma equipe endinheirada, bem estruturada, com vários patrocinadores, bons profissionais, como Enrico Zanella, e dois pilotos promissores. Um deles era Alessandro Zanardi, bicampeão da CART e hoje no WTCC.
A Il Barone Rampante chamava a atenção por suas idiossincrasias. Uma, bastante óbvia, é o nome. Por quê Il Barone Rampante? A justificativa de Cipriani era bem interessante: correndo na ponta, sua equipe observaria passivamente os outros concorrentes atrás se degladiando. Exatamente como Cosimo fazia em cima da árvore. Ah, tá!
Outra coisa bastante interessante é que a Il Barone Rampante era, talvez, a única equipe do automobilismo mundial com orientação religiosa! O catolicismo apostólico romano era regra dentro da equipe, que fazia questão até de ter seu próprio padre! Porém, apesar de ser uma equipe de forte orientação religiosa, a própria origem de Cipriani e seu dinheiro era antagônica a esta orientação: seu pai é dono do famoso Harrys Bar, em Veneza. A maior parte do dinheiro vinha dos lucros desse bar. Por fim, as cores do carro eram amarelo e roxo, uma combinação bastante improvável em um carro de corrida. Quer dizer, era uma equipe estranha de cabo a rabo.
Apesar de excêntrica, o projeto da Il Barone Rampante era sério. Com bastante dinheiro no bolso, Cipriani quis o melhor pacote disponível no mercado, o Reynard-Mugen, e inscreveu seus dois carros com bastante antecedência, exatamente para testar bastante e conseguir se estruturar direito.
Os resultados apareceram já na primeira corrida, em Vallelunga. Alessandro Zanardi largou na primeira fila, superou Christian Fittipaldi na corrida e venceu com maestria. Na corrida seguinte, em Pau, Zanardi obteve sua primeira pole-position no ano, mas acabou abandonando com problemas no semi-eixo. A equipe podia ser estranha, proselitista, mas era competente.
O ano de 1991 acabou sendo bastante positivo para Zanardi. Ele venceu em Mugello e obteve quatro segundos lugares. Nunca largou abaixo da quarta posição. O italiano só perdeu o título porque enfrentou um Christian Fittipaldi inspiradíssimo. No entanto, nem ele nem sua equipe não tinham nada do que reclamar: ambos estavam em seu primeiro ano na F3000 e o resultado tinha sido melhor do que o esperado.
Tão melhor que a Il Barone Rampante já quis dar o salto maior no final do ano.
No final de 1991, algumas equipes da Fórmula 1 sofriam com o aumento de custos e a obrigatoriedade de ter de construir seu próprio carro a partir do ano seguinte. Estas equipes não tinham muitas esperanças e poderiam ser vendidas ao primeiro lunático arrivista que aparecesse. Esse era o perfil de Giuseppe Cipriani.
Cipriani conversou por muito tempo com a Fondmetal buscando uma união de forças para a temporada seguinte. Mas a conversa não prosperou e Giuseppe foi atrás de um peixe bem maior: a Tyrrell. A Il Barone Rampante compraria a equipe de Ken Tyrrell e, de quebra, costuraria um acordo com a Benetton para ser sua equipe B em 1992. Ambicioso, não?
Muito. A intenção desse acordo era exatamente poder fazer um intercâmbio financeiro e técnico com a equipe de Luciano Benetton. O elemento principal desse intercâmbio seria o motor Ford Cosworth HB V8: diz a lenda que a Benetton estava insatisfeita com o propulsor e estava seduzida pela possibilidade de correr com o Jaguar V12. Assim, para não se desfazer dos pobres Cosworth, ela os mandaria para a Il Barone Rampante. O diretor técnico seria Cesare Fiorio e o projetista seria o argentino Enrique Scalabroni. Entre os pilotos, comentava-se a dupla-sensação da F3000, Christian e Zanardi. Nada mal, não?
Mas não deu. Ken Tyrrell deu para trás na negociação, que girava em torno dos 5 milhões de libras. Como a Il Barone Rampante não tinha a intenção de montar uma estrutura nova para a F1, o sonho de Cipriani ficou para trás. E eles seguiram na Fórmula 3000 em 1992.
E o menino caiu da árvore…

A equipe veio mais forte ainda em 1992, com três carros: Fabiano Vandone, Andrea Montermini e, veja só, Rubens Barrichello (foto acima), o então campeão inglês de Fórmula 3. O carro seria um Reynard-Judd. Todo mundo estava morrendo de medo da pretensiosa Il Barone Rampante.
Mas a equipe não disse a que veio. Enquanto outras equipes italianas utilizavam gasolina Agip ilegal e obtinham até 15cv a mais nas retas, a Il Barone Rampante ficava para trás com seu motor Judd e seu combustível Shell. Mesmo assim, Rubinho e Montermini fizeram milagres: o brasileiro fez três pódios. Montermini venceu a etapa de Barcelona.
Em Nurburgring, Montermini se mandou para a Forti, uma das equipes que usavam combustível ilegal. Rubens permaneceu na Il Barone Rampante, que estreava nessa corrida o motor Cosworth Mader, bem mais potente. Barrichello subiu no pódio mais uma vez, exatamente em Nurburgring. Nas outras corridas restantes, terminou todas em 5º ou 6º. Apesar dos resultados parecerem ruins, foi o suficiente para Barrichello ser 3º colocado no campeonato e pra mídia o considerar como um dos pilotos mais promissores de sua geração.
Em 1993, a equipe seguiu sua decadência. Três pilotos, Jan Lammers, Vittorio Zoboli e Eric Angelvy, correriam com Reynard-Cosworth. O experiente Lammers obteve o melhor resultado, um quarto lugar em Enna. Angelvy, porém, foi o que mais chamou a atenção, com uma violenta capotagem em Hockenheim. E Zoboli estava mais preocupado com seu emprego de test-driver na Jordan do que com qualquer outra coisa.
No fim, após uma temporada lamentável, o pai de Cipriani se cansou de gastar dinheiro com uma equipe que não ia mais para a frente, e a fechou sem dó nem piedade. Terminava aí a curta e curiosa história da Il Barone Rampante. Ao contrário de Cosimo, o moleque Giuseppe subiu na árvore, achou tudo bonito mas levou um belo tombo e acabou quebrando a perna.
Leandro Seiji Kojima, Campinas