GPTotal entrevista: Alex Dias Ribeiro – 1a parte

Que despedida! (coluna + YouTube)
24/08/2026

Marcel Pilatti e João Carlos Viana entrevistam Alex Dias Ribeiro. Foi a segunda grande entrevista publicada em nosso canal com um piloto, realizada dois anos atrás. Nessa primeira parte da entrevista, Alex relata sua trajetória inicial no automobilismo, a forte ligação com sua fé cristã e os bastidores das categorias de base europeias e da Fórmula 1.

A primeira parte da entrevista pode ser vista em sua íntegra aqui

Mais abaixo, com ajuda do Gemini, temos os principais destacados com os respectivo link

Abraços

➡️ Fé Cristã e o Início no Automobilismo

  • Conversão precoce: Criado em lar cristão, Alex relata que teve sua experiência de conversão pessoal aos 8 anos de idade, no interior de Goiás, após o sermão de um missionário (2:39).
  • Promessa a Deus: Diante da falta de recursos financeiros da família para arcar com um esporte tão caro, ele fez uma promessa: se Deus viabilizasse sua carreira nas pistas, ele seria um proclamador do evangelho pelo resto da vida (11:53).
  • “Cristo Salva”: Ele passou a correr com mensagens de evangelização estampadas em seus carros e, posteriormente, em seu capacete, após restrições de patrocinadores na equipe Hollywood (50:18).

 

➡️ A Oficina Camber e o “Patinho Feio”

  • Nascimento do mito: Ao se mudar para Brasília, Alex se apaixonou por carros em uma corrida de inauguração da cidade em 1960 (5:24). Anos depois, ele e um grupo de amigos construíram de forma artesanal um carro de corrida usando o chassi de um Fusca acidentado de seu pai (23:54).
  • Sucesso inesperado: O carro, esteticamente exótico, recebeu o apelido de “Patinho Feio” por uma jornalista (29:47). Na estreia, largando em último, Alex terminou em 2º lugar nos 500 km de Brasília, superando equipes paulistas e cariocas muito mais ricas (31:08).
  • Cunho de campeões: A oficina de quintal do grupo, batizada de Camber, tornou-se um polo que revelou três pilotos brasileiros para a Fórmula 1: o próprio Alex Dias Ribeiro, Roberto Moreno e o tricampeão Nelson Piquet (33:53).

 

➡️ Carreira na Europa: F3 e F2

  • Fórmula 3 Inglesa: Financiado pela Souza Cruz após liderar o ranking nacional, Alex correu na Europa e conquistou dois vice-campeonatos ingleses de F3 (57:31). Ele detalha a intensa e destrutiva rivalidade de equipe com o sueco Gunnar Nilsson (59:15).
  • Fórmula 2 e a corrida da vida: Em 1978, correndo com uma equipe própria e verba extremamente limitada, Alex disputou a prova de Nürburgring (o antigo e perigoso circuito de 22 km) (1:23:15). Em uma disputa épica e milimétrica contra a equipe oficial da BMW (que contava com Keke Rosberg e Eddie Cheever), ele venceu a corrida por “meio carro” de vantagem, gravando seu nome na placa de vencedores do circuito (1:23:23).

 

➡️ Passagem Frustrada pela Fórmula 1

  • O “Mack Mouse”: Alex estreou na F1 no fim de 1976 e fez a temporada de 1977 pela equipe March (1:03:44). No entanto, o carro sofria com graves erros de projeto aerodinâmico e problemas de tração crônicos (1:11:17).
  • Conflito com Max Mosley: O chefe da equipe March (a quem Alex apelidou jocosamente de Mack Mouse) culpava abertamente os pilotos pelo fracasso, o que prejudicou gravemente a reputação de Alex no automobilismo europeu (1:02:31). Ribeiro confessa que guardou profunda mágoa e raiva de Mosley por anos, conseguindo perdoá-lo e abraçá-lo emocionalmente apenas décadas mais tarde, no paddock de Interlagos (1:20:42).

Concluímos a entrevista na semana que vem

Bom final de semana a todos

 

 

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A nossa versão automobílistica do famoso "Carta ao Leitor"

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