Montoya e Zanardi

Monza, a corrida
16/09/2001
Pressões abomináveis
18/09/2001

Edu,

Fiquei contente com a primeira vitória do Montoya na F 1. Vinha merecendo, é um ótimo piloto e ainda vai dar muito o que falar. Agora que quebrou a barreira da vitória, então, vai ser um osso duro de roer.

Ralf Schumacher que se cuide. Além de ter que conviver com o irmão, viu que Montoya deixou de ser ameaça para virar realidade. A cara dele no pódio (que, aliás, acabou acontecendo, mas sem champanhe) não era de consternação pelos atentados nos Estados Unidos, não. Era, visivelmente, uma expressão muito contrariada de quem: 1) Tomou uma ultrapassagem agressiva do próprio irmão; 2) Perdeu uma disputa pelo 2º lugar; 3) Viu seu companheiro de equipe e desafeto vencer.

Montoya parece ser muito respeitado na Williams. A preocupação da equipe em inocentá-lo da quebra de motor na Alemanha (Ralf disse depois da corrida que o colombiano “forçou demais”) é um indício claro nessa direção. Realmente, Ralf tem com que se preocupar.

Barrichello? Acho que fez quase tudo certo. Mesmo sendo mais lento do que podia ser nas primeiras voltas, ficou claro que seu maior problema foi a lentidão da Ferrari no primeiro reabastecimento. Se não fosse isso, teria vencido. Sua vantagem sobre Montoya era muito grande.

O fim de semana foi triste. Alessandro Zanardi teve as pernas amputadas por causa do acidente em Lausitzring. É o tipo de coisa que não se deseja a ninguém. Veja o que é o destino: ele estava visivelmente desmotivado e parecia certo que ia parar de correr no final do ano. Aí acontece uma coisa dessas.

É inacreditável: a pista foi aberta este ano e já tem duas ocorrências trágicas em sua história (foi lá que o Alboreto morreu este ano). Mas não se pode dizer que o problema é da pista. O acidente de Alboreto foi causado por um pneu furado e Zanardi rodou e foi atingido em cheio pelo Tagliani.

É algo que pode ocorrer em qualquer pista e em qualquer categoria. Em 1995, aconteceu com o Fabrizio Barbazza em uma corrida da IMSA em Elkhart Lake e naquele mesmo ano um piloto alemão, Kieth Odor, morreu em uma corrida de turismo (acho que em Avus, na Alemanha) nas mesmas circunstâncias.

Espero que nossas próximas cartas tenham um astral melhor.

Abraços,

Panda

PS – O hino da Colômbia é lindo! Espero ouvi-lo mais vezes nos próximos GPs…

GPTotal
GPTotal
A nossa versão automobílistica do famoso "Carta ao Leitor"

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