Contraproducente

Um time pode perder, mas dificilmente será goleado num placar demasiadamente elástico se entrar em campo livre de pressões, e concentrado apenas em fazer o melhor trabalho possível, venha o que vier. Já uma postura demasiadamente reativa e tensa, ao contrário, tende a confundir o julgamento na hora de tomar decisões, torna o competidor previsível e suscetível a provocações, e pode se revelar catastrófica quando em situações de adversidade.

Aqui torna-se inevitável lembrar da seleção brasileira em seu vexame nas semifinais da última Copa. Mais do que o desempenho opaco que já vinha sendo apresentado até então, ou a ausência da principal estrela do time, é esse tipo de cenário – o pavor causado por estar perdendo quando tinha a obrigação emocional de vencer, combinado à descrença na própria capacidade de virar a partida – que explica o famoso “apagão” que a seleção brasileira viveu no Mineirão, em 2014, durante o qual sofreu quatro gols em seis minutos.

Certo, mas por que falar disso agora?

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