Regulamentos 5

Regulamentos 4
10/07/2026

Promessa cumprida: retomamos a relação das principais mudanças nos regulamentos técnico e de competição da F1 e inovações mais notáveis nos carros entre 1983 e 2013, com seus efeitos nos tempos da pole. Aqui o começo da história:

Regulamentos 4

 

93

Reduzida a largura dos carros, alcançada principalmente pela redução da largura dos pneus traseiros, em 7,5 cm. Há novas medidas também para aerofólios e asas e outras partes do carro, incluindo o apoio de cabeça para os pilotos (!)

A medida era resposta às pesquisas aerodinâmicas mais e mais sofisticadas, com uso ilimitado de túneis de vento e sistema de simulação e projeto por computadores.

Mesmo com as limitações, a McLaren introduz uma série de aparatos aerodinâmicos em seu modelo, começando pelas laterais (foto acima), uma praga que se alastra rapidamente, até hoje.

  • 93: 1m21, com Prost/Williams Renault

 

94

As mortes de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna em Imola geram uma série de limitações aerodinâmicas nas provas seguintes, que vão sendo implementadas por etapas nos GPs seguintes.

A maioria dos sistemas eletrônicos de controle são banidos da F1: câmbio, suspensão, controle de tração (usado pela Ferrari a partir de 90), launch control, freios ABS (ambos no Williams FW15C, de 93, ainda que alguns entendam que o Ferrari 640 foi o pioneiro no launch control), direção nas quatro rodas (Benetton nas corridas finais de 93), transmissão CVT (testada pela Williams), acelerador e sistemas de ajuste da altura do carro.

Seguiram permitidos câmbio semiautomático, acionado por borboletas no volante, embreagem eletro-hidráulica, gerenciamento eletrônico do motor e telemetria em tempo real.

Reabastecimento durante o GP volta a ser permitido, com uso de um equipamento comum a todas as equipes. Mesmo assim, a Benetton arma um truque, descoberto após o incidente com Verstappen pai no GP da Alemanha (foto abaixo).

As equipes, McLaren à frente, começam a usar elementos da suspensão feitos em fibra de carbono. Também a McLaren é a primeira a usar embreagem no volante. Seus carros passam a ter apenas dois pedais.

  • 94: 1m23, com Alesi/Ferrari

 

95

Motores: voltam os três litros aspirados.

O peso mínimo dos carros passa a 595 kg, incluído na conta o piloto, que tinham o seu peso registrado uma única vez, no começo da temporada. Alguns deles esforçavam-se para apresentarem-se para a pesagem bem acima do peso… Essa forma de cálculo do peso do carro vale até hoje, mas a pesagem do piloto se dá agora ao final de cada prova.

Novas normas para mensuração das dimensões dos carros e também para os fundos planos. As normas seriam aperfeiçoadas nas temporadas seguintes.

  • 95: 1m24, com Coulthard/Williams Renault

 

96

 

Regras para as porcas de fixação das rodas, resposta ao acidente observado nos boxes da Ferrari em Imola 94.

  • 96: 1m24, com Hill/Williams Renault (foto que abre esta coluna, vencendo em Suzuka)

 

97

 

O peso mínimo dos carros passa a 600 kg

  • 97: 1m22, com Alesi/Benetton Renault

 

98

Impostos os pneus com sulcos, que serão usados até 08.

  • 98: 1m25, com Schumacher/Ferrari

 

99

Combustível livre.

  • 99: 1m22, com Hakkinen/McLaren Mercedes (foto acima)

 

00

Motores obrigatoriamente têm de ter configuração V10.

As regras para a formação do grid começam a mudar – e não param mais…

  • 00: 1m22, com Schumacher/Ferrari

 

03

Oito primeiros no GP pontuam.

Grid é formado com carros com tanques cheios; proibido reabastecer os carros depois da classificação.

  • 03: 1m21, com Schumacher/Ferrari (foto acima)

 

04

Um único motor pode ser usado por GP, treinos, classificação e corrida.

  • 04: 1m20, com Rubinho/Ferrari (foto abaixo)

05

Um único motor pode ser usado a cada dois GPs.

Proibida a troca de pneus durante o GP, salvo em caso de furo ou chuva.

  • 05: 1m21, com Montoya/McLaren Mercedes

 

06

Motores 2,4 litros V8 admitidos, junto com os de três litros. Demais regras seguem as mesmas

Troca de pneus de volta, com obrigação de uso de dois compostos durante o GP.

  • 06: 1m21, com Raikkonen/Ferrari

 

07

Banidos os motores três litros. RPM dos 2,4 litros V8 limitada a 19 mil. O objetivo é derrubar a potência dos motores em 20%.

Imposta uma Unidade de Controle Eletrônico (ECU) padronizada, fabricada por uma divisão da McLaren.

Peso mínimo sobe para 605 kg.

O regulamento impõe fornecimento único de pneus.  Bridgestone venceu a concorrência aberta pela FIA.

  • 07: 1m21, com Alonso/McLaren Mercedes

 

09

Rotação máxima dos motores: 18 mil RPM, com uso máximo de oito unidades durante a temporada.

Visando reduzir downforce, são banidos vários artefatos aerodinâmicos. Aerofólio e asas dianteiras têm suas dimensões reduzidas.

Permitida instalação do sistema de recuperação de energia, kers,

Voltam os pneus slick. Obrigatório o uso de dois compostos por GP.

  • 09: 1m24, com Hamilton/McLaren Mercedes
  • 10: 1m22, com Alonso/Ferrari 
  • 13: 1m23, com Vettel/RBR Renault (foto abaixo)

De 2009 até 2013, as regras de motor seguiram as mesmas, convivendo com restrições aerodinâmicas ao sabor, literalmente, do vento, estabilizando o desempenho dos carros.

Em 2014, surgem os motores híbridos, tema para nosso próximo encontro – prometo que não demora muito.

Bom semana!

Edu

Eduardo Correa
Eduardo Correa
Jornalista, autor do livro "Fórmula 1, Pela Glória e Pela Pátria", acompanha a categoria desde 1968

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