
Promessa cumprida: retomamos a relação das principais mudanças nos regulamentos técnico e de competição da F1 e inovações mais notáveis nos carros entre 1983 e 2013, com seus efeitos nos tempos da pole. Aqui o começo da história:
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Reduzida a largura dos carros, alcançada principalmente pela redução da largura dos pneus traseiros, em 7,5 cm. Há novas medidas também para aerofólios e asas e outras partes do carro, incluindo o apoio de cabeça para os pilotos (!)
A medida era resposta às pesquisas aerodinâmicas mais e mais sofisticadas, com uso ilimitado de túneis de vento e sistema de simulação e projeto por computadores.
Mesmo com as limitações, a McLaren introduz uma série de aparatos aerodinâmicos em seu modelo, começando pelas laterais (foto acima), uma praga que se alastra rapidamente, até hoje.
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As mortes de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna em Imola geram uma série de limitações aerodinâmicas nas provas seguintes, que vão sendo implementadas por etapas nos GPs seguintes.
A maioria dos sistemas eletrônicos de controle são banidos da F1: câmbio, suspensão, controle de tração (usado pela Ferrari a partir de 90), launch control, freios ABS (ambos no Williams FW15C, de 93, ainda que alguns entendam que o Ferrari 640 foi o pioneiro no launch control), direção nas quatro rodas (Benetton nas corridas finais de 93), transmissão CVT (testada pela Williams), acelerador e sistemas de ajuste da altura do carro.
Seguiram permitidos câmbio semiautomático, acionado por borboletas no volante, embreagem eletro-hidráulica, gerenciamento eletrônico do motor e telemetria em tempo real.
Reabastecimento durante o GP volta a ser permitido, com uso de um equipamento comum a todas as equipes. Mesmo assim, a Benetton arma um truque, descoberto após o incidente com Verstappen pai no GP da Alemanha (foto abaixo).

As equipes, McLaren à frente, começam a usar elementos da suspensão feitos em fibra de carbono. Também a McLaren é a primeira a usar embreagem no volante. Seus carros passam a ter apenas dois pedais.
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Motores: voltam os três litros aspirados.
O peso mínimo dos carros passa a 595 kg, incluído na conta o piloto, que tinham o seu peso registrado uma única vez, no começo da temporada. Alguns deles esforçavam-se para apresentarem-se para a pesagem bem acima do peso… Essa forma de cálculo do peso do carro vale até hoje, mas a pesagem do piloto se dá agora ao final de cada prova.
Novas normas para mensuração das dimensões dos carros e também para os fundos planos. As normas seriam aperfeiçoadas nas temporadas seguintes.
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Regras para as porcas de fixação das rodas, resposta ao acidente observado nos boxes da Ferrari em Imola 94.
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O peso mínimo dos carros passa a 600 kg
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Impostos os pneus com sulcos, que serão usados até 08.
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Combustível livre.
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Motores obrigatoriamente têm de ter configuração V10.
As regras para a formação do grid começam a mudar – e não param mais…
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Oito primeiros no GP pontuam.
Grid é formado com carros com tanques cheios; proibido reabastecer os carros depois da classificação.
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Um único motor pode ser usado por GP, treinos, classificação e corrida.

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Um único motor pode ser usado a cada dois GPs.
Proibida a troca de pneus durante o GP, salvo em caso de furo ou chuva.
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Motores 2,4 litros V8 admitidos, junto com os de três litros. Demais regras seguem as mesmas
Troca de pneus de volta, com obrigação de uso de dois compostos durante o GP.
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Banidos os motores três litros. RPM dos 2,4 litros V8 limitada a 19 mil. O objetivo é derrubar a potência dos motores em 20%.
Imposta uma Unidade de Controle Eletrônico (ECU) padronizada, fabricada por uma divisão da McLaren.
Peso mínimo sobe para 605 kg.
O regulamento impõe fornecimento único de pneus. Bridgestone venceu a concorrência aberta pela FIA.
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Rotação máxima dos motores: 18 mil RPM, com uso máximo de oito unidades durante a temporada.
Visando reduzir downforce, são banidos vários artefatos aerodinâmicos. Aerofólio e asas dianteiras têm suas dimensões reduzidas.
Permitida instalação do sistema de recuperação de energia, kers,
Voltam os pneus slick. Obrigatório o uso de dois compostos por GP.

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De 2009 até 2013, as regras de motor seguiram as mesmas, convivendo com restrições aerodinâmicas ao sabor, literalmente, do vento, estabilizando o desempenho dos carros.
Em 2014, surgem os motores híbridos, tema para nosso próximo encontro – prometo que não demora muito.
Bom semana!
Edu