Colunas inesquecíveis – Leitores 5

A primeira de Lando em 2026 (coluna + YouTube)
27/07/2026

Seguimos homenageando os milhares de leitores que prestigiaram o GPTotal em nossos 25 anos.

A seguir, mensagens recebidas no 2º semestre de 2008.

Abraços, queridos leitores

Edu

Olá, Ico!

Muito boa sua coluna sobre a BMW, acho até que eu deveria formular melhor estas considerações, mas por falta de tempo segue agora.

Já sabia da participação da BMW na Fórmula 1 na década de 1950, mas não havia dado a devida importância, nem conhecia a foto do carro. O mais interessante foi descobrir que ele possuía o motor traseiro. Suas formas, respeitando a classe para a qual foi projetada, remetem ao Auto Union Type D de 1938 e 1939, e parecem seguir as linhagens de carros de motor traseiro projetados durante e logo após a Segunda Guerra, como o Alfa Romeo 512 e o Cisitalia, não esquecendo também o Sokol, carro soviético, considerado o ultimo Auto Union – ver em www.forix.com
Outra coisa que chama atenção é sua grade frontal, muito parecido com o vitorioso Mercedes W154 do pré-guerra, que competiu em 1938.
Além disso, o carro me levantou outras questões: as cores nacionais de competição foram instituídas no Troféu Gordon Bennett de 1900, ficando o branco representando a Alemanha. Nos triunfos do país em GPs até o inicio da década de 1930, seus carros eram pintados desta cor, se destacando os Mercedes no GP da França de 1914 e nas primeiras vitórias de Rudolf Caracciola com o Mercedes SSKL. Isto mudou em 1934, com a instituição do prateado pela Auto Union e pela Mercedes, virando uma tradição. Mercedes e Audi a utilizam até hoje.
É aqui que surge uma interrogação: não tenho conhecimento se as representações do automobilismo alemão instituíram oficialmente o prateado no lugar do branco. Assim, imagino que o fato da marca utilizar nos dias atuais o branco na carenagem dos seus carros (mesmo à época dos Williams/BMW) se deve ao fato de buscar manter a tradição original da cores de competições da Alemanha.
Então por que o BMW 328 é prateado? Qual a cor do modelo de F-1 da década de 1950? Também parece prateado, estou certo?
Para terminar: lembra da historia sobre da gasolina da Brabham/BMW do Piquet em 1983 (foto que abre esta coluna)? Já li que o combustível utilizado nas ultimas corridas teria vindo do programa de foguetes da época da Segunda Guerra, o que deu a equipe condições para superar a Renault de Prost.

Verdadeira ou falsa, o fato é que os alemães conheciam muito de combustível de competição. Mercedes e Auto Union utilizavam na década de 1930 misturas ultra-secretas, um verdadeiro coquetel explosivo, que causavam más sensações para quem fazia o reabastecimento durante os pits. O motor dos carros da Mercedes também precisava ser lavado após a prova.
Sobre a Cooper uma pequena nota: meu amigo Marcio Madeira me disse da sua participação no GP Mônaco 1950, com H. Schell, fato que confirmei, mas não sei dizer se tinham motor frontal ou traseiro.

Abraços

Annibal Affonso, Rio das Flores

Edu e camaradas,

Eu tenho acompanhado a guerra entre Max Mosley e Bernie Ecclestone cujo a ápice está sendo a “possível” criação de uma segunda categoria de acesso a F1: a finada F2.
Pra ser sincero, acho pouco provável que Max consiga peitar a FOM dessa forma, todavia, a proposta dele é bastante coerente: baixos custos dariam maiores chances a pilotos não-pagantes, isso pra mim é mais da metade do Grid da GP2, bons pilotos que têm limitações orçamentárias poderiam ter chances mais reais de chegar a F1, não seria esse o flagelo da F3000/GP2? Ser uma categoria que enche os bolsos com os pilotos comerciais e joga o nível técnico lá embaixo?
Muito provavelmente Mosley está blefando, não penso que ele conseguiria manter uma categoria com baixos lucros apenas para dar continuidades ao seu cabo-de-guerra. Mas, olhando pelo lado romântico do automobilismo, seria muito bom, ou será que o baixo custo diminuiria também o aparato tecnológico da categoria, distanciando-a de um de seus objetivos que é fazer com que jovens pilotos tenham experiências com carros que arremetam a um F1?
Ps: isso seria bom para o Sergio Jimenez e o Luiz Razia que são bons pilotos e parecem não ter “amparo$” a altura de seus talentos.

Abraços,
Sidinei Gadelha, Taguatinga

Olá, caros amigos do Gepeto

Acompanho o site de vocês há um bom tempo, desde 2003 ou 2004, eu acho, e considero um dos melhores sites sobre Formula 1 da atualidade.
Estão nos meus favoritos as matérias espetaculares que fizeram sobre os carros e pilotos mais espetaculares ainda, como a McLaren M23, as atuações do efeito aerodinâmico dos bicos altos, histórias sobre a Copersucar e os irmãos Fittipaldi que o Divila descreve tão bem. E comparações e mais comparações, relatórios que nem a FIA é capaz de produzir. Guardei e imprimi muitos deles, nos meus dossiês sobre essa categoria que tanto amamos.
Vi minhas duvidas e sugestões publicadas no ar, procurei fotos pela internet com vocês, esmiucei sistemas de freios e motores incitados por vocês. Até sobre patrocínios conversei com o Edu, me sentindo como um de vocês, só por ter uma idéia minha levada em consideração.
Mas de um tempo pra cá, notei que está faltando alguma coisa no site. Algo mais técnico, mais curioso, coisas que só os admiradores – e não os fãs de Massa e Cia. – sentem falta. Como, por exemplo, para que serve os chufrinhos da BMW, ou como funciona o novo bico da Ferrari, ou ainda, que tipo de empresa patrocina a Force India, essas coisas.

Senna foi um dos grandes bastardos do automobilismo. Jogou muito sujo em 85, 86, 87, 88´, 89 e 90. Discordo de voce, Edu. Não sei por que criticar o Martini e o Trulli e aliviar para cima do Senna.

Abraços.

Jun Nohiro, São Paulo

Olá, pessoal.

Em resposta ao conterrâneo Ruy, que pede uma foto do capacete de Ignazio Giunti, sugiro uma passada pelo site www.statsf1.com.
Na seção sobre pilotos, procure pela ficha do Giunti que lá tem uma foto do capacete dele. Está muito de lado, mas dá pra ter uma idéia razoável do design.
A navegação do site é muito simples e ele pode ser acessado em diversos idiomas.

Julio Lima, Belo Horizonte

Caro Edu

Interessante o seu ponto de vista (Eu quero uma hegemonia).
Se me permite, em um primeiro momento, discordar um pouco dizendo que o que me tem feito ver corridas atualmente é justamente a imprevisibilidade do resultado. Se houvesse uma hegemonia, este campeonato seria um saco visto que, se não chover ou alguém se acidentar, o resultado da primeira curva quase sempre é o resultado final. Não sou a favor de medidas artificiais para dar uma animada nas corridas, mas esses imprevistos colocam em prova os melhores pilotos e, é claro, mudam o resultado final.
Comemorei como se fosse uma vitória o terceiro lugar de Barrichello e o segundo de Piquet Jr. São brasileiros (é bom ver um Alonso pilotar mas nada como um brasileiro na frente) e pilotaram como gente grande. Foram casos de sorte mas também de aproveitar o momento certo na hora certa. Piquet fez a melhor volta dele na prova no penúltimo giro e conseguiu manter uma vantagem para os demais. Nada como uma certa imprevisibilidade.
Em outras épocas, a hegemonia poderia ser bacana. Mas era melhor ainda quando alguém incomodava essa hegemonia como Senna em 93 (pra mim o melhor ano dele na F-1), ou ainda, a hegemonia de um carro estar dividida entre dois pilotos rápidos. Melhor ainda se estes dois pilotos tiverem características diferentes como Piquet (pai), mais cerebral, e Mansell (foto abaixo, atrás de Piquet e à frente de Senna), muito rápido, como aconteceu em 1986 e 1987. Nada como uma certa competição entre os melhores carros-pilotos.


Mas no final das 18 provas acaba prevalecendo a hegemonia do melhor conjunto carro-piloto. Afinal de contas, se a imprevisibilidade tomar conta de todas as corridas… fica previsível.
Bom, vou na lotérica fazer uma fezinha. Afinal, vai que dá o improvável nesta semana.

Abraços

Julio Oliveira, Campinas

Olá caros amigos e leitores deste site

Eu como um apaixonado por velocidade que sou venho lhes dizer que até que enfim estamos tendo um ano muito interessante no que diz respeito à velocidade na F1. Falo isso porque hoje a FIA vai ao contrário do propósito de corrida, que é diminuir velocidade a cada ano que passa. Não faz sentido uma corrida ir devagar, vocês não concordam?
Em relação ao campeonato, como é bom ver o Hamilton andar nas flechas de prata. O cara anda forte e quem anda forte está sempre sobre o fio da navalha. Mas traz boas recordações de um tal Ayrton que por lá acelerou também. E era como ele mesmo dizia ¨Todo piloto tem o seu limite, mas o meu é um pouco acima do dos outros¨. E é este sentimento que eu tenho quando saio para acelerar também já que sou piloto de carros e aviões agrícolas (profissão que escolhi).
Em relação a Felipe Massa, melhorou muito sua pilotagem, tanto é que seguidamente vem colocando tempo em seu companheiro de equipe, mas ainda falta sangue nos olhos para almejar o que todo piloto de ponta quer. E o Schumacher: o cara mais sortudo da história da F1. Talvez o que se aproximou mais do Senna, em minha opinião, porém em relação a sorte eu nunca vi outro igual. De todas as suas vitórias pelo menos umas trinta caíram no colo dele de mão beijada. Depois, correu sozinho mais uns 5 anos e quando achou alguém a altura para competir com ele, ele perdeu. De resto foi aquilo que vocês viram nesses últimos anos, além do que ele me lembra em muito o Dick Vigarista.
Obrigado pela possibilidade de poder esboçar a minha opinião no site. Falaremos em breve. Fui

Gustavo Fabris, Bandeirantes

Simples e tocante a pequena mensagem postada pelo colega Adão Luiz, do Rio de Janeiro.
Caro colega, isso nada mais é do que o reflexo de uma categoria que deixou de ser humanizada há muito tempo, para ser mais mecanizada do que linha de produção da Ford ou da Volkswagen.
Nem foi preciso muito esforço de busca na minha memória. Além dos casos que você citou, lembrei-me de imediato de Graham Hill e Emerson Fittipaldi tentando socorrer Peter Revson em Kyalami 74 (fato narrado pelo próprio Emerson no DVD especial sobre seu bicampeonato lançado pela Editora Abril em 2002), Mike Hailwood retirando Clay Reggazzoni das chamas na África do Sul 73, James Hunt e o mesmo Reggazzoni retirando Ronnie Peterson da Lotus destruída e incendiada após a largada de Monza 78 e ainda Didier Pironi tentando fazer alguma coisa pra salvar a vida do italiano Riccardo Paletti, já morto e envolvido em fogo após o acidente na largada de Montreal 82.

Isso que eu lembrei de imediato, talvez outros colegas aqui mais bem informados que eu possam até se lembrar de outros casos. E sem falar nas imagens dos boxes das décadas de 60 e 70, onde pilotos rivais conversavam, vestindo só uma bermudona ou mesmo encostados em seus carros e conversando com algum curioso apaixonado que estava por ali nos boxes. Você consegue imaginar uma cena dessas envolvendo Kimi Raikkonen e Fernando Alonso, por exemplo? Não dá, né?
Ao ver o vídeo da trombada do Raikkonen na garotinha e a postura totalmente fria do finlandês (será que isso é mal dos nórdicos?) senti o mesmo que você. E me pergunto: a atitude seria a mesma se estivesse caído uma garrafa de Moet Chandon?
E continuo sentindo saudades da Fórmula 1 pela qual me apaixonei há mais de 25 anos, mesmo sabendo que ela nunca mais voltará.

Grande abraço.

Cleiton, Poços de Caldas

Não tenho tido tempo de ler as colunas e comentários dos colegas do GPTotal mas li outro dia um que trouxe contentamento: foi sobre o piloto Alesi (foto acima).
Gostei do comentário, ficou muito bom. Gostava da forma com que Alesi pilotava e até falava com tranqüilidade. Acredito que seu melhor desempenho na chuva foi em 1992, na Espanha, Mansell conquistando essa vitória, igualando-se a Jim Clark e, por ser a quarta consecutiva, também ao recorde de Senna; ele guiou por 65 voltas sem cometer erros e com inteligência que não lhe era peculiar. Nesta prova, treze pilotos abandonaram inclusive o maior mestre das pistas molhadas. Lembrando que a suspensão ativa fazia muita diferença em pisos irregulares, nesta, igualada a uma mesa, a vantagem de tal suspensão não se fazia muito distinta. Avantagem das Willians era grande em todas as áreas, o motor Renault era fantástico e elas dominaram a prova. Patrese em segundo, cola no retardatário e perde pressão aerodinâmica e roda, batendo, deixando Schumacher em segundo com o seu B192.
Mas Alesi nesta prova foi fantástico, largando em oitavo, pulando para terceiro na primeira curva (largou debaixo da ponte, o seu lugar estava seco…). Ouvi boatos que Alesi contava as mudanças de luzes como quando crianças contamos os segundos, impondo ritmo, e que Regazzoni também fazia isto.
Alesi rodou duas vezes na pista. Senna, ainda que tenha se esforçado para colocar o seu McLaren a 1,5s de Berger e a 1,2s de Mansell, a duas voltas do final, acossado pela ameaça de Alesi que encostava, rodou e preferiu deixar os três pontos do quarto lugar na caixa de brita.

O novato Wendlinger era muito talentoso e conseguiu colocar sua carroça entre os 10 melhores. Com o tempo muito instável no início, houve muita indecisão quanto aos pneus slick ou biscoito. Na largada, Alesi toca roda com Senna na chegada da curva Elf, mantendo a posição até o final da primeira volta seguido de Schumacher, Senna, Brundle, Berger, Capelli e Comas.
A pista secava formando trilhos e nestes que muitos chegaram à sua volta mais rápida como Cesaris, Brundle, Boutsen, Herbert, Patrese,Gugelmin, Morbidelli, Grouillard, Gachot, Comas, Capelli, Schumacher e Mansell (exceto os quatro últimos, os demais abandonaram antes de completar a metade da prova), com o tanque cheio, pouco apoio aerodinâmico, suspensão não muito dura, com pista por demais lisa, os pilotos estavam forçando bastante no início causando rápida deteriorização dos pneus, mas Mansell desde o início demonstra cautela, buscando as partes molhadas das retas para conservar os pneus biscoitos.
Mesmo assim, surpreendentemente rápido, na oitava volta já ultrapassa o retardatário Chiesa. Schumacher, na volta anterior ultrapassa Alesi na freada da Elf. Alesi fora a única exceção por apostar em regulagens para pista seca. O aumento da garoa o faz baixar o ritmo e à décima terceira volta colide com Berger disputando posição. É a sua primeira rodada, com habilidade que só vi pronunciada em Mansell. Dá uma rápida pirueta e volta à trajetória. Todos balançam, Senna e Berger aproximam-se de Schumacher. À vigésima volta, em segundo Patrese roda e Schumacher está em segundo a 16s de Mansell, Senna está em terceiro com Berger à tiracolo.
À trigésima segunda volta, Alesi troca os pneus e chuva e à quadragésima primeira, ao tocar roda com Hakkinem disputando posição, acontece a sua segunda rodada, ambas por causa de toques em disputas de posições. De garoa a chuva se faz pronunciada, Alesi recupera as posições e Mansell diminui a vantagem, administrando-ª No entanto, Schumacher diminui sua diferença de Mansell em pouco menos de dez voltas a diferença de 20s para 4,5s à 50ª volta, nesse instante, Schumacher e Sena são mais rápidos que Alesi e Mansel, com Schumacher aumentando em seu retrovisor.
Alesi voa sobre a outra Ferrari, de Capeli, e aproxima-se de Berger a mais de 4s por volta passando-o com facilidade e já está no encalço de Senna, que sabendo, acaba de passar o arado nas britas a poucas voltas do final. Alesi já tinha lhe tirado 14s de vantagens em duas voltas, a duas voltas do final, quando viu o tricampeão e rei das chuvas dar uma bela errada. Mais feia ainda foi a sua desculpa: estava cansado, com problemas no ombro direito e meio lento de reação, desta vez não reagi rápido…a batida foi por minha culpa.
Neste instante, Alesi está a 20s de Schumacher, na seguinte 11,6s e na bandeirada a 2,5s. Alesi foi fantástico, Schumacher foi arrasador desde o início, Senna foi decepcionante. Mansell fez sua melhor volta em 1.42,503 na 10ª volta, Schumacher 1.42,989 na 11ª, Senna só fez a 9ª melhor volta, 1.43,176 na 38ª volta. Pela telemetria da evolução da prova que consegui, Alesi acompanha em desempenho Senna, Berger, Mansell e Schumacher até a 35ª volta. A partir desta, os quatro rendem bastante, parece-me algo mais de 2s por volta, até a 50ª quando vertiginosamente decaem. Alesi mantém sua linha de evolução praticamente retilínea, principalmente onde os quatro citados demonstraram força, o que indica que enquanto estes estavam limitados ao rendimento dos acertos/pneus e as condições provocadas pela chuva, mesmo de Ferrari, e Capelli junto destes, foram os únicos que apresentaram evolução. No entanto, foi Alesi quem fez no molhado aquilo que Schumacher fez no seco, incrivelmente constante e rápido do início ao fim.
Espero ter errado menos e não ter ofendido ninguém desta vez, nem mesmo a matemática que me foi tão certa. Sempre quando posso venho ler, é gratificante encontrar bons comentários, tem bastante gente talentosa neste País assistindo a F1, ainda que raramente encontremos alguns fanáticos que tentam fazer da memória da F1 uma religião, adicionando até Teorias de Conspirações em suas despóticas opiniões. O GPTotal é fantástico.

Saulo, Vitória

Em imagens antigas, podemos ver Graham Hill ajudando no resgate de Jim Clark, David Purley no de Roger Willianson, Senna no de Comas e hoje vemos Kimi derrubando uma criança e saindo fora sem ao menos ver se ela havia se machucado! Tempos bons os de antigamente, ou hoje se eleva a ídolos quem não merece o status. Creio que antigamente o ser humano ficava em primeiro plano! Que saudades!

Adão Luiz, Rio de Janeiro

Esperei uma semana de propósito para deixar a poeira baixar – ou, numa imagem mais apropriada, o spray de água desanuviar – para comentar o show de horrores representado pela corrida de Felipe Massa – e muitos outros – em Silverstone.
De lá para cá, Felipe já foi chamado de lixo por Anthony Davidson, já foi posto mais uma vez para fora da Ferrari, que em 2009 deve contar com a dupla Kimi-Alonso, e até mesmo uma versão fantasiosa, tortuosamente explicativa, publicada num jornal carioca aponta o dedo para o (ultimamente patético, risível) esquema de previsão meteorológica de baixo custo adotado pelas equipes para justificar o mico pago por Massa, Piquet, Kubica e Cia. Ltda.
É todo mundo comendo pelas bordas. Ninguém se atreve a questionar os métodos da Fórmula 1 moderna, onde o piloto, na maior parte do tempo, se vê reduzido ao papel de privilegiado apertador de botões numa corrida – na maior parte do tempo – de autorama, onde se forma uma fila indiana depois da largada que só é alterada em função de eventuais acidentes ou estimulantes estratégias de paradas nos boxes.
Por mais que os carros tenham se complicado, tecnologicamente falando, e por mais que se despeje dinheiro na categoria, o público quer mesmo é ver a atuação de uma equipe onde o piloto é o ponto principal, ainda que este seja um esporte de equipe. E isso é fácil de entender: o objetivo final da Fórmula 1 é testar novas tecnologias e torná-las viáveis para que eu e você, pilotos de nossos carros no dia-a-dia, possamos sentir ainda mais prazer ao dirigir.
Uma vez que concordemos que o piloto é o ponto principal de uma equipe de F1, podemos então compará-lo a um chefe que reúne seus assessores (a telemetria, a previsão meteorológica, a troca de idéias com os boxes via rádio, etc), avalia cada opinião mas tem a palavra final sobre que rumo dar àquele país, àquela empresa, àquele carro na pista. É preciso se modernizar sem abandonar certas tradições, e especialmente não se esquecer de que numa democracia ou num trabalho em equipe alguém precisa ter a palavra final – senão, todo o esforço descamba para o assembleísmo inconseqüente. Na F1, especialmente em circunstâncias como as registradas em Silverstone, essa palavra final tem que ser do piloto – o herói do jogo.
Em Silverstone, o diálogo que as tevês deveriam ter reproduzido entre Felipe Massa (ou qualquer outro pobre diabo que se viu rodopiando sem rumo, naquela tarde) e os boxes deveria ter sido o seguinte: (piloto): Estou entrando nos boxes na próxima volta. Quero pneus para chuva pesada”. (boxes): Mas a previsão do tempo está dizendo. (piloto): Não interessa. Eu estou pilotando dentro de uma piscina, e isso aqui vai demorar pra secar! (boxes): Ok, então. Estamos prontos”.
A tecnologização da F1 fez com que a maior parte das pessoas (pilotos, inclusive) se esquecessem de que, mais do que qualquer telemetria, é o piloto quem tem a palavra final sobre o desempenho do carro. É ele que está na pista lutando com (e às vezes contra) o equipamento para chegar à bandeira quadriculada. É o piloto – e não a telemetria, nem o chefe da equipe nos boxes – quem sabe se o pneu a ser usado é o extreme ou o intermediário. Resta saber se o poder do dinheiro vai manter os principais atores desse esporte como carneirinhos submissos ou se, em algum momento, alguém vai se insurgir e incorporar o papel que verdadeiramente lhe cabe dentro do cockpit.

Renato Monteiro, Curitiba

A Eduardo Correa

sobre seus comentários na coluna Dercy Piquet, já tinha assistido a esse vídeo e encontrei o original: é um documentário bacanissimo chamado A Era dos Campeões. Tem no youtube, segue o link das partes, assista inteiro que vale a pena!

http://www.youtube.com/results?search_query=a+era+dos+campeoes

Vendo inteiro, com as declarações no contexto em que foram ditas, você verá que o sentido é um pouco diferente. Acho que metade desta fama do Piquet em ser boca dura e até mal educado, despertando raiva entre alguns fãs do automobilismo, vem do mau hábito de se propagar as frases soltas, sem contexto. Como foi feito nesse vídeo-resumo, como a imprensa, os anti-piquet e até mesmo seus admiradores o fazem.

Daniela Gragnato, São Paulo

Caro Edu

Com todo respeito… Que desperdício de tempo e verve jornalística, este seu artigo Dercy.
Quem gosta do esporte e se ressente de um pouco mais de humanidade nas corridas de automóvel certamente deseja, talvez até de forma inconsciente, um pouco do cheiro de oficina, um pouco da porralouquice dos moleques imberbes e os carros dos pais que viajaram. O politicamente correto e o em nome da imagem, deixou tudo com um gosto de McDonalds, sem graça ou autenticidade.
O grande Piquet foi a redenção para àqueles que como eu, gostavam das coisas mais naturais, dos acertos mais inesperados, dos ídolos mais humanos.
Entendo seu ponto de vista, mais acho ele careta. Talvez algo relacionado a idade.

Grande abraço

Martin, São Paulo

Caros amigos,

Que pena esta falta de sorte do Felipe Massa (foto acima). Fez tudo certinho, mas no final… Como eu disse em outras oportunidades, o que é um esportista sem a parceria da sorte.
Eu li uma recente opinião do David Coulthard, dizendo que o ideal seria não haver mais reabastecimento, pois quando todos largavam com a mesma quantidade de combustível, tinhamos corridas mais emocionantes. Eu também acho que o abastecimento é uma furada, nunca gostei. Gostava de corridas que tinham apenas troca de pneus. Eram oportunidades que os pilotos para arriscar não fazer parada nenhuma para trocar pneu e assim tentar uma boa colocação no fim da corrida. Certa vez, li e vi uma reportagem falando sobre a primeira vitória do Berger com a Benetton no GP do México de 86, onde correndo com pneus duros da Pirelli, ele não precisou fazer pit-stop e venceu o GP. Qual a opinião de vocês? Vocês também acham que sem o reabastecimento, com todos largando com o tanque cheio teríamos uma competitividade maior?

Um abraço a todos

Alex Cristiano de Sá, Santo André

Democracia no GPTotal

jamais vou entrar aqui para criticar alguém ou sacanear também. Acho que o espaço é mais para falar de pilotos do passado e do futuro, dando opiniões e não criticando ninguém.

Por exemplo: Barrichello. Quem viu ele nas categorias de base e apostou as fichas nele não estava totalmente errado. Vocês que entendem de Fórmula 1 e gostam realmente dela sabem do que estou falando. Pilotar ao lado do Shumi jamais conseguiria ser campeão, principalmente com o mesmo equipamento, já que quem dava as cartas era ele – ou vocês se esquecem que Irvine poderia ser campeão antes do alemão, mais a Ferrari o boicotou.
Quem não lembra de Barrichello na pole com o cavalete embaixo na hora da volta de apresentação ou do pneu que esqueceram no pit ou ainda do vexame da Áustria? Ele poderia ser campeão? Sim, poderia. Não foi por que não deixaram. Ou vai me dizer que os patrocinadores iriam querer o investimento menor deles sendo campeão? Jamais.
Quanto ao Piquet Pai, era boca dura sim, falava m… sim, era uma Dercy sim… mais foi tri – e ponto. Ele era pura propaganda, um cara brincalhão, bonachão mais raçudo demais. O Piquet Jr, pelo amor de Deus gente, o cara começou ontem; dá um tempo, senão corremos o risco de ver uma repetição da trajetória do Rubens por pressão de todos os lados. Além do mais, ele tem simplesmente um Fernando Alonso ao lado dele e já está andando junto com o bicampeao. Tem muito futuro…

Massa, mesmo caso do Shumi e Rubens. Patrocínio, contratos, interesses, muito estranho um motor da Ferrari que eu nem me lembro a última vez que tinha estourado, justamente estourar no meio do campeonato, quando o Massa iria assumir a liderança do campeonato, deixando definitivamente o finlandês para trás – e sabendo que essa prova seria a decisão da equipe para quem iria dar a preferência no resto da temporada. Ou seja: se Massa quer ser campeão, vai ter que correr contra o Lewis, contra Raikonem e contra a Ferrari.
Não esqueçam: a Fórmula 1 é linda, maravilhosamente apaixonante mais em primeiro lugar ela hoje é um negocio.
Bruno Senna. Tem determinação do tio, sabe o que quer, vai ser um bom piloto como esta sendo na GP2 mas nada além disso. Talvez, se o nome o ajudar a ter bons contratos, se sentar em um carro tipo o do Mansell em 92, que ate um macaco pilotava, será campeão. Do contrário, estaremos esperando outra geração de pilotos. Quem sabe Di Grassi…
Mais ai fica meu recado: vamos parar de criticar e vamos colocar coisas que agente realmente entende e gosta – história, pilotos, apontar soluções, ver quem ta chegando.

Edinho Stolfo, Francisco Beltrão

Caros amigos,

Sempre que se abre uma discussão sobre automobilismo brasileiro escutamos diversas opiniões contrárias a Stock Car, chamando-a a categoria de ridícula, etc. Pergunto: Por que ela é ridícula? Por trazer público aos autódromos? Por popularizar o automobilismo brasileiro? Por trazer de volta os pilotos brasileiros? Por permitir que pilotos vivam de automobilismo no Brasil?

Como sempre acontece no Brasil culpamos as pessoas erradas. A Stock Car não é ridícula. Ela esta salvando o automobilismo no Brasil que está destruído por culpa das montadoras, que nunca apoiaram-no e não por culpa da própria Stock.

Gustavo Homrich, Porto Alegre

Seis pontos separam o Massa do Lewis, vale a nossa torcida para que o título seja decidido aqui no Brasil, onde Massa entra com muuuuito mais força ou que ele traga o caneco mais cedo, por que não. Já tenho quase o meu favorito: ainda acho cedo mais a certeza é de que o melhor momento é do brazuka, espero que continue assim.
Hip Hip Urra pra Massa! E força ao Nelson e ao Rubens! Valeu pela paciência
Fui…

Rômulo Rodriguez, São Paulo

Lendo a coluna da Alessandra Alves, Massa Mudou, tive um insight para uma dúvida que a muito tempo me assolava: Por que o Rubinho nunca foi campeão? Ou ao menos nem mesmo esteve em condições ou cotado para disputar o título?
Embora existam várias respostas óbvias à questão, que vão desde o prestígio do qual Schumacher gozava na Ferrari (sem entrar em juízo de valor sobre a existência ou não de privilégios) até a inegável má sorte que o acompanhou ao longo de sua carreira, vejo um problema estratégico na gestão da sua carreira: Barrichello (foto abaixo) nunca possuiu espírito vencedor.

Antes que alguém me apedreje, vamos a alguns fatos. Em 1993, o então jovem Barrichello iniciou a sua carreira na Fórmula 1. Dono de um currículo invejável, muito bem conceituado (ao ponto de ter sido cotado para juntar-se a Schumacher na Benetton em 1992), escolheu a modesta Jordan para sua 1a. temporada. Já em sua 3a. corrida obteve um desempenho memorável em Donington Park, onde provavelmente seria o 3o. colocado se não ocorresse uma pane em seu carro.
Ao final da temporada, declinou de uma proposta da Benetton para acompanhar Schumacher na temporada de 1994 alegando que seu carro seria beneficiado com as mudança de regulamento. Foi um equívoco, porém, até aí nada diferente de alguns campeões como Ayrton Senna, Nelson Piquet, Mika Hakkinen ou Fernando Alonso.
A temporada de 1994, contudo, foi a crucial à sorte de Barrichello. Com um carro nitidamente inferior, o brasileiro destacou-se em inúmeros duelos contra as McLaren de Hakkinen e Brundle, as Ferrari de Berger e Alesi, e por vezes, inclusive contra as Willians de Coulthard e Mansell. Tendo feito uma pole position, um pódio e garantindo a 6a. colocação no mundial de pilotos (atrás apenas da Benetton de Schumacher, da Willians de Hill, das duas Ferrari e da McLaren de Hakkinen), Barrichello (talvez ao lado de Frentzen) era a grande aposta de um novo campeão na geração. Alguns boatos colocavam-no na Willians, outros na Benetton, outros na Ferrari, porém, a grande porta que abriu-se para Barrichello foi a McLaren Mercedes.
Neste ponto, Barrichello demonstrou não possuir espírito de campeão. Após ter um pré-contrato assinado com a McLaren, Barrichello novamente declinou da proposta de um time grande. Não faço juízo neste caso sobre os termos que regiam tal contrato, mas, tal atitude, andou na contramão dos campeões, que ousam arriscar.
Exemplos neste sentido são abundantes, como o caso de Piquet e Senna que trocaram equipes onde reinavam absolutos (Brabham e Lotus, respectivamente), por estruturas campeãs como Willians e McLaren sob o desafio de encararem outros pilotos de ponta na busca pelo título, podemos também citar outros como Alonso, Massa e Hakkinen, que sujeitaram-se ao posto de pilotos de teste, em busca de melhores vagas na fórmula 1, ou ainda, porque não falar de Schumacher, que tinha uma Benetton vencedora em 94 e 95, trocando pela icógnita que era a Ferrari em 96?
Entendo que Barrichello nunca digeriu esse acontecido, e desde então ao invés de amadurer no relacionamento com a impressa, começou a prometer vitórias (sem possuir equipamento para isso) e desgastar-se posteriomente com a equipe através de declarações que levavam a entender um favorecimento ao seu ex-companheiro Irvine.
O ano de 1995, foi pobre e frustrante para Barrichello, ao ponto de mendigar vagas na Ferrari e Benetton ao fim da temporada. Nos anos seguintes, Barrichello resignado, parece ter iniciado um amadurecimento, à duras penas com a Jordan em 96 e Stewart em 97, 98 e 99, sendo premiado ao final desta temporada com a vaga na Ferrari em 2000.
Aquilo que parecia ser a tábua de salvação, tornou-se tragédia quando Barrichello iniciou, novamente, bravatas junto à impressa, prometendo um agora ou nunca, não ser o piloto 2, mas sim 1B, mesmo sabendo que do outro lado, tinha um bi-campeão mundial, gozando de extremo prestígio na equipe, a ponto da mesmo ter praticamente abdicado do título de Irvine em 99 apenas para que este fosse conquistado por Schumacher.
Novamente, Barrichello não soube utilizar essa vitrine como fizeram, por exemplo, Hakkinen e, pasmem, Damon Hill. Iniciou bem a temporada, com um 2o. lugar na Austrália, mas logo, uma série de abandonos foi o que bastou para que iniciasse ataques públicos à Ferrari, insinuando que os problemas ocorriam apenas no seu carro e não no do Schumacher.
Conseguiu uma (merecida) vitória em 2000. Mas a alegria da temporada de estréia foi dando lugar à frustração de quem notava que nunca seria o cara na Ferrari, mas por outro lado, não acharia carro melhor no mercado. Desta forma, ao longo de 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005, tentou convencer a todos e, mais do que isso, se convencer de que era a opção de futuro na Ferrari quando Schumacher parasse.
Pouco a pouco, Barrichello foi se desmotivando e sua transferência para a Honda, deu-se mais pelo fato de ver-se livre de Schumacher e sua turma, do que em função de enxergar na montadora japonesa um potencial carro vencedor (algo semelhante ao que fez no fim de 1996).
Hoje, em uma modesta equipe, Barrichello goza do respeito e simpatia de todos no ambiente da fórmula 1, além da minha modesta admiração por sua longevidade na fórmula 1 e também simpatia pelo seu empenho, carisma e porque não reconhecimento pelo árduo fardo que carregou ao longo de 11 anos (1994-2005) após a morte de Ayrton Senna. Contudo, creio que ninguém aposte (nem ele mesmo) que um dia será campeão de Fórmula 1 novamente.
Em grande parte por sua resignação e falta de ousadia nas escolhas, hoje Barrichello compara-se a pilotos como Alesi, Frentzen, Patrese, Berger e Reutemann, quando poderia comparar-se a outros como Mansell, Prost, Piquet, Senna, Schumacher ou seu próprio mentor ao longo dos anos de 97 a 99, Jackie Stewart. Isso é que chamo de não ter o espírito vencedor. Em outras palavras, ao longo de sua carreira, Barrichello não mudou.

Bruno Jordão Falanghe, São Paulo

Fala Pessoal do GPTotal

Primeiramente queria dizer que o comentário do Chiesa sobre o Felipe Massa foi sensacional, muito inteligente e talvez o volume dos comentários citados ainda não chegaram em um tom maior, talvez por que muita gente ainda não crê que o Felipe chegue no final com chances reais de ganhar o mundial, talvez o momento certo (numa possível decisão do título com o Hamilton e no Brasil) dê a tônica exata de todo seu comentário.
Mas gostaria de fazer, se você me permite, um acréscimo. Todo esse ceticismo em torno dos atuais pilotos por críticos, sejam leitores, jornalistas, enfim… É produto do estereótipo fabricado por todos esses do piloto-mártir que teve em Rubens Barrichello (na minha opinião) sua representação mais fiel.
Desde a morte do Ayrton Senna até seus últimos GP´s na Ferrari, o trato dele em relação às expectativas, resultados e opinião dos torcedores (público) era tamanha que no início da carreira na F1 quando corria de Jordan e com certa frequência era superado por Eddie Irvine, não se via tanta impaciência do público, até declarações do tipo de que Irvine era favorecido por que o dono da equipe era conterrâneo chegaram a ser soltas. E Rubinho foi poupado por muito tempo até a sua ida para a Ferrari, e continuando com suas declarações de que seria o piloto 1B e de que poderia brigar de igual para igual com Schumacher ou sempre antes das largadas do GP Brasil soltava alguma frase que sugeriria que ele iria ganhar, até que o público encheu a paciência e virou motivo de gozação.

O negócio é que a crença que o povo adotou, na minha opinião, é de que não só de que Rubinho não era bem sucedido, mas que nenhum outro brasileiro irá igualar o sucesso de um Senna ou um Piquet, talvez pelo complexo de vira-lata que se martelou durante anos a fio de seca de títulos e desculpas dessa ou daquela natureza.
A grande vantagem dessa geração, e em especial do Felipe Massa é que parece já vir vacinado desse misto de mártir e herói daqueles que vendem a opinião de que a Fórmula 1 foi exclusivamente criada para glorificar brasileiros. A reação do Massa quando venceu o GP Brasil foi fantástica, simplesmente soltou uma frase do tipo Foi a corrida mais fácil da minha vida.
Talvez isso explique por que conseguiu manter a cabeça depois de ser duramente criticado depois de duas atuações inúteis nos GP´s da Austrália e Malásia. Se ganhar o título, não vai ter carro de corpo de bombeiros, nem subir na rampa do Palácio do Planalto ou coisa do tipo… Assim como se perder, vai pegar umas merecidas férias com a esposa em alguma ilha do Pacífico depois de um ano trabalhoso.
Deve estar c… e andando pro que a imprensa italiana, inglesa, espanhola, brasileira, leitores pensam a respeito do seu desempenho, se não dá mais show do que Hamilton, ou se teve sorte, etc… Talvez se alguém lhe perguntar por que ganhou o campeonato, talvez ele se saia com essa a lá Piquet Ganhei por que fiz mais pontos, e o regulamento diz que quem faz mais pontos é Campeão, a F-1 não é um Show de Calouros em que os Jurados decidem quem deve ser campeão por Nota.
Deve estar c… e andando por que não tem nenhum patrocinador brasileiro que tenha que bajular ou tirar fotos promocionais, ou vender jet-skis, motos, lanchas, relógios com sua marca ou biscoitos, chinelos e papéis higiênicos com seu personagem miniaturizado feito para o público infantil. Ou talvez esteja c… e andando por que deva estar mesmo pensando ser um saco virar um herói nacional.

O mesmo se aplica aos outros pilotos brasileiros, Nelsinho Piquet ainda está em sua primeira temporada, depois de um ano apenas de testes, sem competição (tanto que o Di Grassi foi recolocado na Gp2 para não perder o ritmo) e já virou imprestável na F-1 segundo os críticos. O Mansell mesmo passou seus três primeiros anos com desempenhos fraquíssimos e ainda sim era a promessa inglesa do futuro (e se confirmou). Quando pilotos como Bernoldi, Ricardo Rosset, Diniz tiveram desempenhos comparativamente (guardadas as devidas proporções) piores, não se via tanta taxação negativa, mas voltando no mesmo caso do Massa: quem está preocupado com isso agora?
Então essa fase de queridinho da torcida e herói já passou aqui no Brasil e deixemos que os que ainda não tiveram a chance de ter o seu que o façam, como os espanhóis e ingleses. Eu às vezes penso que se o Felipe Massa um dia ler os comentários contestando suas atuações, sorte, etc. ele deve soltar um suspiro e dizer “Caramba, ainda bem!”

Bom pessoal, sem mais! Valeu!

Bruno Pagiola de Oliveira, Vitória

A respeito das voltas mais rápidas do Senna, meu comentário é o seguinte:
O Senna correu a vasta maioria de sua carreira em carros extremamente rápidos, mas também frágeis, beberrões e sem inúmeros auxílios eletrônicos que viriam a facilitar a vida do piloto. Guiar na corrida em ritmo de classificação, extraindo o máximo do carro, era sempre um risco imenso, seja por quebras ou panes secas. Por isso que o Senna anotou poucas voltas mais rápidas. Ele era perfeitamente ciente dos riscos e, como na esmagadora maioria das vezes largava na frente do pelotão, não tinha porque arriscar e jogar um pódio ou vitória fora.

Tirando o Prost, possivelmente o piloto de mais apurado race craft de todos os tempos, todos que fizeram muitas voltas mais rápidas naquela época também quebraram seus carros pra danar e cansaram de voltar a pé aos boxes. Inclusive os campeões.
Isso mudou com a introdução do reabastecimento, já que dar voltas rápidas antes das parados nos boxes passou a ser a regra entre os pilotos. Uma, duas, ou três vezes por corridas, todos tinha motivos para andar o mais rápido possível por algumas voltas. Na grande maioria das vezes a volta mais rápida ficou com o piloto do carro mais rápido. Se somarmos a isso o incrível crescimento da confiabilidade dos carros desde então, temos a explicação da banalização da volta mais rápida e a modesta posição do Senna nessa estatística curiosa e sem muito valor.
PS: em Estoril 1992, Senna (foto acima) fez a volta mais rápida após parar nos boxes umas 2 ou 3 vezes próximo do fim da corrida reclamando de problemas de dirigibilidade. O carro era rápido com pneus novos, mas logo se deteriorava e tornava inguiável. Daí a explicação dessa volta mais rápida numa corrida em que não teve a menor chance de vencer.

Érico Calixto

Bom, pessoal, vou fazer apenas alguns breves comentários:

1.º – “Ele só pode ser guarda-noturno porque vai ter tempo sobrando assim na guarita do condomínio! Meu chapa, tem um tanque de roupa suja pra lavar aqui em casa, tá desocupado?”
Sinceramente, não entendi o texto acima como desrespeito a guardas-noturnos e/ou empregadas domésticas. O que entendi – e acho que todos aqui entenderam assim – foi que, por trabalharem à noite (noturno vem de quê?), teoricamente eles possuem a manhã e a tarde livres (teoricamente, pois há aqueles que trabalham nesses horários também); e quanto ao tá desocupado?, provavelmente o leitor está sem empregada e fez a proposta – em nenhum momento desrespeitando as empregadas domésticas;
2.º – Ricardo Rosset foi muito, mas muito pior que o Nelsinho nesse retrospecto de largadas atrás do companheiro de equipe – não lembro quantas, mas ele perdeu os 16 primeiros treinos para Verstappen (1996), o único contra Sospiri (1997) e os seis primeiros, se não estou enganado, para Takagi (1998);
3.º – o GP de Cingapura será o de n.º 800 mesmo. Cheguei a ficar em dúvida, pois fiz as contas a partir de Austrália/1990 (GP n.º 500) e a soma só dava 785. Até que a anta que vos escreve percebeu que, se incluísse os 15 primeiros GPs deste ano (até Cingapura), chega-se a 800…

Márcio Vilarinho Amaral, Olinda

Desculpe Edu

com o maior respeito à sua opinião na coluna Uma decisão política, permita-me discordar:

1º) que “a trajetória do Kimi justifica a decisão de Hamilton, de cortar a chicane”. Entendo que ele deveria ter freado, entrando atrás do Kimi para contornar a curva.

2º) Mesmo tendo “devolvido a posição” ao Kimi, e a regra não dizendo nada além disso, entendo que o Hamilton levou vantagem ao atacar em seguida, aproveitando-se do favorecimento criado por ele mesmo. No mínimo faltou-lhe ética. E mais, segundo matéria publicada no site do Terra, em reunião realizada em Monza, os pilotos deram total apoio à decisão dos comissários. Para os pilotos, ainda que não estivesse 100% explicita no regulamento, ao fazer uma passagem pela chicane, o piloto é obrigado a esperar pelo menos uma curva para tentar a ultrapassagem.
Quanto ao fato de que o “cara é dominado inteiramente pela doença incurável do impulso da vitória” concordo plenamente, só que, além de já ter visto esse formidável impulso no Senna e no Schumacher, já vi a mesma coragem em muitos e muitos pilotos. Quem sabe as demonstrações de destemor do Hamilton não sejam facilitadas pelo fato de ser apadrinhado do Ron Dennis e ter tido a oportunidade de aparecer na F-1 em uma equipe de ponta, consequentemente com muito maior visibilidade para demonstrar suas habilidades e têmpera de campeão.

Nicolau, São Paulo

Eu sou das antigas, de Emerson (foto acima) com um bom 72D! Sabe de uma coisa? Eu estou começando a pensar que a Ferrari esta fazendo um papel de teatro para dar este titulo para a McLaren…
Ela, Ferrari, já fez este papel ridículo em 99 quando o Schumy bateu na Inglaterra, Mika Salo foi para lá, tapar o buraco e fizeram aquela memorável troca de três pneus no carro do Irvine. Não dava pra fazer um irlandês campeão já que boa parte da grana vinha da Shell e da Marlboro e elas pagavam muito para ter o Schumy e para ser campeão! Onde se viu a Ferrari fazer aquela cena patética de levar só três pneus para um pit stop de um piloto que disputava o titulo?
Agora que estavam livres para disputar títulos teve aquele caso de espionagem. Alguém viu o depósito da multa paga pela McLaren para os cofres da Fia? Então, ela, a toda poderosa e soberba Ferrari, está fazendo uma outra cena mais patética ainda.
Nunca se errou tanto para fingir que está nervosa ou atrapalhada ou com falta de sorte e acabou deixando escapar um título para quem errou menos porque quando quis mostrar competência e velocidade não deixou dúvidas que sempre teve o melhor carro e o melhor piloto (começou errando mas foi buscar e calando todos nós, dando-nos esperanças) e com tudo isso, quem pagou foi o Felipe – e duas vezes…
Ano passado deu a vitória para o Kimi em Interlagos para não perderem o título para a McLaren e de lá para cá, sabe-se lá qual foi a conversa naqueles padocks. Ok, vamos abrir mão deste ano/titulo para acertar as coisa$$$…
É o que está parecendo para mim.
Eu estou torcendo para o Felipe Massa, não para a Ferrari! Assim acaba logo este acerto de contas e tudo poderá voltar ao normal. No próximo ano quando os carros sofrerão profundas modificações, quem sabe eles todos, podem começar uma nova F1! Até os pneus slicks estarão de volta.
Quero deixar um grande abraço a todos. Sempre que posso eu passo aqui para ler os comentários. Parabéns a todos vocês, que não são jornalistas mas de alguma forma, dão alguma contribuição à este espaço!

Valeu pessoal.

Chico Santos, Praia Grande

Depois de três anos sem escrever, digo três coisas:
1) Tá cada vez mais difícil ler comentários dos leitores aqui no Gepeto. Por exemplo, os do Firmo Neto, que se auto-intitula o único conhecedor de Formula 1 aqui do site. Quanta arrogância. Dizem que quem cala consente, né?. Pois bem: consenti demais com seus comentários, mas não mais. Que ele me desculpe por ser ignorante em F-1.
2) Quanto às viúvas do Senna, como o Paulo Vargas, nem ligo mais, são dignos apenas de pena. Como a maioria dos torcedores brasileiros de F-1. O LAP deve ter dormido no bidê de tanta preocupação. Porque esse pessoal não deixa o Senna morrer em paz?
3) Eu sinto falta daquelas colunas tipo carta endereçada, quando o Panda escrevia para o Edu e vice-versa. Claro, hoje temos o Ico e a Alessandra, mas o formato era legal.

Abraços

Rubergil Jr, Campinas

Excelente a coluna do Tite O bom e o bonzinho. Fiquei um pouco contrariado no início do texto, mas as considerações feitas no final deixaram o texto fantástico.
Bem, fiquei contrariado quando ele disse que fair play é coisa de esporte chique, mas depois entendi o contexto. Na minha visão, fair play é o jogo limpo, honesto, a disputa na pista, mesmo que dura, mas limpa. Fugir do fair play é querer vencer a qualquer custo, utilizando-se, se for preciso, de atitudes desonestas e sujas.

Já vi os grandes pilotos, como Senna, Schumacher e cia, terem uma atitude mais dura na pista sem serem desonestos, assim como já vi atitudes completamente desesperadas dos mesmos pilotos.
Penso que devemos separar bem o joio do trigo, e deixar bastante claro (o que é dificílimo) o limite entre o fair play e o jogo sujo. Nesse contexto eu concordo com uma proposta feita à FIA, para que os comissários de pista sejam ex-pilotos. Ninguém melhor que eles para saber qual é esse limite.

Um grande abraço a todos!!!

Júlio Rissa, Foz do Iguaçu

Bom dia camaradas!

Resolvi escrever um negócio aqui só pra saber se alguém concorda com minha opinião.
Quero ver se consigo dar um basta na comparação de épocas de pilotos e carros da F1 com uma má e singela comparação:
Pensando nos pilotos de avião de hoje em dia e nos pilotos do começo da aviação…Quem é melhor? Os de antigamente que voavam em máquinas que desafiavam as leis da física e pilotavam sem nada de instrumentos, sem radar, sem auto – rudder, sem nada, ou os de hoje que tem toda uma parafernália eletrônica? Já repararam na cabine dos aviões modernos? é tanto botão que eu fico tonto só de pensar…
Levando pro campo da F1, agora: Como saber quem era melhor, quem tinha mais colhões? Os malucos do começo da F1, que pilotavam carros a 250km/h, que saiam de traseira até na reta, os evoluídos da meia geração, que andavam de carro turbo a 350 km/h, sem controle de tração, sem aquecer pneus (ave Piquet!!), ou os moleques de hoje que além de colhões tem que ter uma concentração e rapidez de raciocínio absurda pra pilotar, e apertar botões dos mais diversos?

Dá pra imaginar a cena? Imagina só: Tá lá o Massa, por exemplo, perseguindo o Hamilton. De repente, um mecânico vira pra ele e fala:
— Felipe, senta o dedo nessa p***! (traduzido do inglês pro favelês, só pra dar uma graça na situação).
Aí, o Felipe entra na curva, fazendo punta-taco, virando o volante, reduzindo marchas, pegando o vácuo do Hamilton, aí ele tira do vácuo do inglês maluco, toma uma cacetada do vento nas idéia, acelera, marcha pra cima, acerta a mistura de combustível pra aumentar a potência do motor, depois começa a reduzir e freiar, depois ainda aperta o botão do rádio e manda pro mecânico (com aquela vozinha anasalada e infantíl de paulistinha playboy que ele tem):
— Meu, deixa comigo… Vou ultrapassá-lo, fica tranquilo!
E 1 segundo depois, com a ultrapassagem já consolidada, aperta o botão de novo e fala, desta vez com voz de macho:
— Agora vê se não f*** me pit stop, hein , c******!!!
Hehehe…
E aí?
Qual época teve os melhores pilotos?
Dá pra imaginar o Fangio nesta situação? Ou o Clark? E o Senna?
Olhando o Hamilton eu até imagino o Senna…mas aí logo depois lembro que ele é inglês e lembro do Mansell…

Abraço a todos!

Leandro P P Souza, Resende

Prezados Amigos

vi no site a seguinte pergunta: “Na edição de 4 de maio, a Folha publicou com destaque a notícia sobre a extrema-unção de Senna. No texto aparece escrito que Leonardo, seu irmão, teria pedido a extrema-unção porque o piloto era “um grande católico”. No mesmo dia, as emissoras de TV mostraram no velório de Senna um culto evangélico. Quem errou: a imprensa ou o irmão do piloto? (Luiz Antonio Galhardi, Santo André, SP).
Segundo o livro Ayrton Senna, o herói revelado, Ayrton foi convertido a religião evangélica instruído pelo também evangélico Alex Dias Ribeiro, com apoio de sua irmã. Curioso que na primeira corrida em que o Alex resolveu benzer o carro de Senna, ele quebrou, o gesto nunca mais se repetiu.
Quanto a extrema-unção, ela realmente foi dada por um padre Italiano, mas não a pedido do Leonardo, também seguindo a informação constada no livro de Ernesto Rodrigues. O padre aliás, não foi nem um pouco discreto, saiu pelo saguão do hospital dizendo que a cabeça de Senna estava do tamanho de uma bola de basquete, e foi contido por Berger se a minha memória não está falhando agora.
Espero ter ajudado! GPTotal pra sempre!

Abraços!

Thiago Valério, São José dos Campos

Que piloto!

Abraços

Ricardo Divila

Gostaria, me desculpem por voltar ao assunto, de complementar minha opinião pedindo: Vamos TODOS torcer pelos brasileiros, pois SÃO NOSSOS, não importa se o Massa, o Nelsinho, o Bruno ou o Di Grassi, ou ainda Barrichello, o importante é que vença um brasileiro.
Lógico que tenho e sempre tive em cada geração um piloto que mais gostava. No início só tinha o Emerson para torcer e eu torcia por ele e pelo Stewart (sou fã deste escocês) e ficava realizado pois durante 4 temporadas vi os dois se alternando no campeonato e nas vitórias. Mas o Pace era o piloto do coração e como eu torcia… Mas devido a todos os fatores de conhecimento geral, ele era só um coadjuvante. Então torcia para que daquela vez ele conseguisse resultado, mas nem por isso secava o Emerson ou o Stewart.


O Alex Ribeiro (foto acima, com seu F2) foi outro por quem torci muito, fomos colegas de escola na adolescência. Quer saber? Eu torcia era para que os brazucas ganhassem 1º, 2º, 3º, 4º. Fosse quem fosse o vencedor, o segundo ou o terceiro desde que fossem brazucas! Por ter sido criado em Brasília, tive minha preferência pelo Piquet, que brincou muito de autorama com meu irmão. Morávamos ambos na SQS 107. E tem mais! Ele preparou um fusca 1600 pra mim quando ainda era mecânico da Camber, oficina que pertencia ao Alex.
Mas nunca deixei de vibrar com as vitórias do Airton! Sempre reconheci nele um fora-de-série, assim com o Piquet. Lembro de entrevista do Piquet no dia do acidente do Airton em que disse, não me lembro as palavras exatas: Um piloto com as qualidades do Airton, não erraria aquela curva-reta. Completou tecendo elogios à habilidade do Airton, externando publicamente, o que nós que privamos de alguns momentos com ele, já sabíamos. Não dá para dizer qual dos dois era melhor, porque ambos eram fora-de-série e brasileiros!

Aliás quem era melhor, o Rato ou o Pace? Alex ou Ingo? Boesel ou Marques? Burti ou Barrichelo? Massa ou Nelsinho? Bruno ou di Grassi? Na minha opinião todos, pois chegaram lá! Sem contar Castro Neves, di Ferran, da Matta, Bia (che pilota!), PP Diniz (sim até por ele eu torci muito) e vou parar por aqui para não cometer a descortesia de esquecer de citar algum outro.

Abraços, e como diriam os italianos FORZA BRASILIANI!

Augusto Lage, Parnaíba

Vou ser o chato da vez.
Não há como negar a qualidade do Rubinho como piloto. O cara é realmente bom e demonstrou isso em diversas oportunidades.
Entretanto ele é o único e grande responsável pelo fim de carreira melancólico que está tendo. Sua postura profissional é absolutamente oposta à sua qualidade em lidar com as baratinhas. O cara foi um verdadeiro desastre na condução de sua carreira.
Começou comprando para si (ou aceitando que lhe fosse imposta) a responsabilidade de substituir Senna. Depois de boas performances na Jordan e na Stewart, ele assinou contrato com a Ferrari (contrariando alguns sábios conselhos, inclusive do Stewart) e depois vendeu a idéia (ou novamente aceitou que lhe fosse imposta) de que poderia vencer o Alemão e trazer novamente um título para o Brasil. A realidade foi outra. Ao contrário do que muitos dizem ele nunca foi melhor que o Schumacher e quando o foi, teve que fazer o jogo de equipe que todos consideram natural quando é favorável a um brasileiro. O Alemão sempre estava na disputa pelos títulos e cabia ao Barrichello ajudá-lo. Seu papel estava claro, só que ele insistia em vender a imagem do injustiçado, do brasileirinho passado para trás por um esquema maligno. Pobre Barrichello!!! Quanta diferença podemos ver nas declarações do Massa.
Saindo da Ferrari não deu sorte com os carros que arrumou na Honda. Nesse momento da carreira deve concordar que a sorte não lhe sorriu. Agora, veterano, sem charme para o marketing e com a imagem manchada por diversas declarações desastradas e infelizes, a F1 não o quer mais.
Para piorar ele ainda fica insistindo em continuar e se rabaixando para arrumar um lugar em uma categoria que não o quer mais. Fazendo isso ele desrespeita a sua própria carreira que, se não foi gloriosa, merece destaque na história da categoria.
Rubinho se considera um injustiçado, mas deveria perceber que se ele não conseguiu atingir tudo o que imagina que mereceria, o grande culpado foi ele mesmo.

Saulo Caram, Brasília

Olá amigos do gpto

Concordo com todos aqueles que admiram o Rubinho, pelo seu caráter, sua determinação, sua força de vontade enfim, pela ótima pessoa que ele é.
Mas gente, como piloto, ele foi e, sempre vai ser, LENTO.

Abraços

Christian Feltrin, São José (SC)

Não precisa nem ser um expert em automobilismo para reconhecer nas palavras do Ernesto Rodrigues, na coluna Bate neles, Rubinho!, a maior verdade que poucas pessoas contaram tão bem e tão precisamente.
Obrigado pelo presente de despedida ao Rubens (espero que não ainda) e a nós que conseguimos enxergar sem voz o que foi escrito

Carlos Eduardo Mariano, São Paulo

A Fórmula 1 tal como a vida tem este véu de subtileza, que não nos permite definir regras gerais para todas as situações. É esta subjectividade latente que permite a diversidade de interpretações que levam ao confronto de idéias, ou seja tudo depende da perspectiva de onde nos encontramos. A grande questão é que para tudo há um equilíbrio, a isso poderíamos chamar bom-senso.
Onde eu quero chegar?
Nos últimos tempos, Rubens Barrichello tem se multiplicado em entrevistas onde declara que vai contar toda a verdade sobre a sua passagem na Ferrari e afirma que não fossem os condicionalismos impostos poderia ter sido campeão contra Schumacher. Adiciono a isto um suposto cântico pouco dignificante durante a celebração do titulo de construtores da Ferrari.
Sinceramente havia uma coisa que gostava no Rubens: a sua capacidade de ser rápido, e de ter momentos de inspiração realmente notáveis. Relembro com especial carinho Hockenheim 2000, corrida notável! No entanto, nunca o considerei um piloto ao nível de Schumacher, o alemão era de outra galáxia. Convenhamos: há pilotos como Gilles Villeneuve, Ronnie Peterson ou Stirling Moss sobre os quais é possível especular que poderiam ter sido campeões dadas as suas capacidades.
Infelizmente, muitos anos a ver Fórmula 1, dizem-me que Rubens Barrichello não é um desses pilotos. Creio que está mais próximo de Eddie Irvine, sendo que este teve hipótese de lutar pelo campeonato mundial (1999), beneficiando da ausência de Schumacher (lesão) e do desnorte de Hakkinen (acumulou desistências por erros não forçados), e mesmo assim quando só dependia dele, num circuito de perícia (Suzuka), não foi capaz de ganhar. Lembro que Barrichello nunca esteve em posição de lutar pelo titulo, e se muitos me irão recordar Áustria 2002, eu direi que isso não é desculpa, fosse Rubens um piloto com carácter e não teria tirado o pé na recta final. No fim do dia para se aspirar a ser campeão é preciso ter personalidade.

De qualquer forma a performance de Barrichello ao longo das várias épocas foi sempre intermitente misturando rasgos de inspiração com algumas prestações medíocres. Compreendo que queira agora tentar mudar a sua imagem publica, retocando-a mais de acordo com aquilo que sempre defendeu: ser o próximo Brasileiro a ganhar o campeonato de F1. Porém, eu devo alertar para uma coisa: ele nunca foi campeão, e nunca esteve perto.
As últimas intervenções de Barrichello parecem mais um grito de revolta e de frustração acumulada pela incapacidade de vergar um adversário, que talvez tenha sido só o melhor de todos os tempos. Nunca conseguiu provar que era o digno sucessor de Senna, e durante anos foi massacrado pela imprensa do seu próprio país sem nunca conseguir dizer basta! A imagem que tinha de Barrichello deteriora-se rapidamente, perdendo-se toda a simpatia que tinha por ele.
A glória fica para os campeões, mas é preciso ter a noção de que por ano só há um campeão de F1 e se calhar há 6 bilhões de pessoas que o ambicionavam ser… No fim do dia é preciso ter orgulho por se ter estado entre os que foram derrotados por esse piloto. Aqueles que não têm este bom senso, acabam a um canto, insanos, a espalhar veneno à sua volta e a destruir tudo o que levaram anos a construir…
Parece-me a descrição perfeita das ultimas semanas do Rubens Barrichello.

João Soares, Lisboa

É isso aí! Acaba com eles, Rubinho, solta o verbo cara!
Parabéns ao Hamilton e principalmente ao Massa (nosso campeão)
Ao Rubinho, espero que esteja ano que vem na F1, mas mesmo não estando, você sempre terá seu lugar cara, por isso, acaba com eles. Assim como o Rambo não tem piedade, espero que você também não tenha, pra cima deles Rubinho.

Desabafei – hehe

Rômulo Rodríguez, São Paulo

Olá Edu

Gostei de ver as pinturas dos Turner, que já conhecia das revistas inglesas. Os caras são demais mesmo.
E para continuar no nível, te aconselho a procurar fotos de corridas do inglês Geoffrey (Geoff) Goddard, se é que você já não conhece. Nem sei se o cara ainda está vivo mas é o maior fotógrafo de corridas para mim. E para terminar queria saber se voce já ouviu falar no maior jornalista inglês de corridas e pilotos, Dennis Jenkinson, Jenks para os íntimos.
Ele foi o navegador de Stirling Moss na Mille Miglia, que venceram com um tempo jamais batido. Jenks, que tinha feito outras Mille Miglia antes, conseguiu anotar detalhes do percurso pelas estradas italianas e as colocou num rolo de papel comprido, as pontas presas a dois cilindros. Acondicionou esse aparato numa caixa metálica com tampa de vidro e através de manoplas externas ia girando um dos cilindros (que por sua vez desenrolava o papel e puxava o outro cilindro enrolando o que já tinha sido lido).
Pois bem com essa traquitana no colo, ia recitando o caminho para Moss e assim venceram com o célebre Mercedes 300SLR número 722 (hora da largada na Brescia, sete horas e vinte e dois minutos (partida e meta da corrida). Jenks devia medir não mais do um metro e 50 e olha lá e usava uma barba enorme, parecendo a encarnação viva de um gnomo.
Tenho uma foto dele muito legal. Tem um comando de válvulas de um Duesemberg (carro antigo de 12 cilindros) colocado de pé no chão e Jenks está ao lado, apoiado nele. Sua altura ultrapassa a do comando em poucos centímetros. Evidentemente ele pousou para a foto com o intuito de (se) divertir e aos amigos… Ele entrou no mundo da velocidade em 1949, quando foi o contrapeso do campeão mundial de side car (lembra? motos com o carrinho ao lado). Daí se encantou com o ambiente de corridas de carros e iniciou uma das maiores carreiras jornalísticas da Inglaterra e do mundo. Era adorado pelo pessoal do metier, pilotos, mecânicos, dirigentes, e trabalhava para jornais, revistas e publicou grandes reportagens sendo a maior de todas sobre a Mille Miglia que venceu com Moss. Escreveu ainda uns quantos livros de altíssimo nível e nos deixou, se não me engano, em 1997.
Esse era o Jenks, Dennis Sargent Jenkinson.

Um abraço, Boas Festas a todos

Alexandre, Ilhabela

QUANDO COMECEI A GOSTAR DE AUTOMOBILISMO

Março de 1993
Então com sete anos de idade, tinha que participar (por livre e espontânea pressão), das comemorações do aniversário de Poá (Cidade da Grande SP). Município esse, vizinho à Ferraz de Vasconcelos (Onde resido), e onde estudei nos ensinos básico, fundamental e médio.
Estava muito desanimado para ir nessa comemoração, pois sou uma pessoa pacata, e que leva o lema minha casa é meu castelo muito à sério. E além do mais, ficar em pleno domingão, parado no meio da rua segurando uma bandeira, com aquele sol escaldante em cima, sem direito nem à um copo d´água. Ninguém merece!
Lembro que estava me arrumando para tais festividades, quando aproximadamente às 13h, passei pela sala e vi meu pai assistindo a formação do grid de largada para o GP Brasil de F-1 daquele ano. Sempre observava que meu pai gostava muito de acompanhar corridas, tanto F-1, como F-Indy, sendo que eu nunca tinha assistido nenhuma corrida com ele, pois não me chamava atenção assisti-las.
Foi então que nesse domingo, os acontecimentos foram me fazendo mudar de idéia. Quando estava me preparando (resignado) para sair, numa verdadeira obra divína: caiu uma grande chuva na região de Ferraz de Vasconcelos, impedindo que eu fosse para o aniversário de Poá. E como estava dentro de casa, comecei a prestar atenção na corrida que acabara de começar.


Percebia que meu pai estava tenso, e reclamando da equipe de Ayrton Senna, na época, a McLaren, pois vendo a corrida, começava a perceber um sufoco do inglês Damon Hill (foto acima), o qual eu chamava il por causa do H não ter som na língua portuguesa, mas eu não sabia, é que na língua inglesa a maioria das palavras que tem o H tem som de R. Mas caramba! Eu tinha sete anos!!
Continuando…
Na primeira posição estava o francês Alain Prost, da Williams, companheiro de Hill e que estava abrindo grande vantagem para Senna. Meu pai com o espírito patriota lá no alto, odiava o francês, mas tinha muito respeito por ele, e sempre dizia que Prost era muito técnico.
Na 1ª parte da prova, Prost abriu grande vantagem, e Senna acabara de perder a segunda posição para Hill, deixando meu pai cada vez mais irritado. Foi quando (de novo!!!) em uma obra divina, ficou tudo escuro em Interlagos e a mesma tempestade que impediu que eu fosse para as comemorações da cidade de Poá, começou a cair no autódromo, para alegria dos brasileiros, do meu pai e minha também.
Logo, os pilotos começaram a trocar pneus de pista seca, para os de pista molhada. Mesmo assim, se viu um festival de acidentes, fazendo com que a prova fosse interrompida. Um pouco antes, eu notei que o carro de Prost não entrou nos boxes para troca de pneus, para nossa alegria.
Foi quando uma volta depois, eu notei que o Williams de Prost estava atravessado no meio da pista, junto com um carro branco, no qual não sabia quem era (no caso a Minardi do brasileiro Christian Fittipaldi). E como meu pai estava no banheiro e não viu o ocorrido, começei a chama-lo aos berros:
O Prost bateu! O Prost bateu!
Dali pra frente as coisas começaram a mudar, e meu pai meio profético disse: Agora o Senna vence!
A chuva, como já disse, foi muito forte, ao ponto de fazer Senna sair da pista e quase ficar de fora da prova. Fazendo meu pai falar um palavrão de espanto.
Baralho!
Prosseguindo, Damon Hill herdou a primeira posição, seguido por Senna e Michael Schumacher com a Benetton. Apesar de forte, a chuva que caiu em Interlagos, durou pouco, e quando parou, a pista foi secando rapidamente, Vendo essas transformações, a McLaren chama Senna para a troca de pneus novamente, ao mesmo tempo o terceiro colocado Schumacher também foi fazer a parada. Terminada a troca, Senna sai a caça de Hill, e Schumacher, com problemas em sua troca, caiu para o sexto posto.
Na volta seguinte, foi a vez do líder Hill fazer sua troca, e sair imediatamente um pouco à frente de Senna, mas como o inglês estava com seu bólido com os pneus frios, Senna se aproximou rapidamente, colocou o carro de lado passou o piloto britânico, para ao delírio da torcida brasileira, incluindo meu pai e eu.
Observei o brasileiro abrir uma vantagem considerável.
Comecei a perceber a recuperação de Schumacher, subindo da sexta para a terceira colocação, com um show de ultrapassagens, com destaque para sua briga com o inglês Jonhy Herbert da Lotus. Faltando duas voltas pro final, meu pai chama minha mãe pra acompanhar a volta final, e então para alegria dos brasileiros e de toda minha familia, Senna vence, com Hill em segundo e Schumacher em terceiro.
Vi a invasão brasileira na pista, e a festa da vitoria de Senna, vi a emoção dos meus pais pelo feito de Ayrton, e assisti pela primeira vez em sã consciência um pódio da F1, com a execução do hino nacional brasileiro e a festa do champagne. Para mim o pódio só existia nas Olimpíadas.
A partir desse dia, comecei a interagir mais com o automobilismo, e a ver tais corridas com outros olhos.
Tive o privilégio de acompanhar as últimas corridas de Senna, com destaque para grandes pegas, como no GP da Inglaterra e também curtir suas ultimas vitórias (Europa, Mônaco, Japão e Austrália).

Como muitos amantes da velocidade, chorei sua morte no GP de San Marino de 1994, fato culminante para meu pai não assistir mais corridas. Mesmo com a perda de nosso grande ídolo, continuei a querer saber mais sobre o automobilismo em geral, (F1, F-Indy, Stock Car, etc). Comecei a pesquisar o histórico das principais categorias automobilísticas e também comecei a pesquisar sobre motociclismo.
Recentemente, depois de muita luta, consegui assistir o meu primeiro GP Brasil de F-1 em Interlagos. Fato que ocorreu no ano de 2006. Coincidentemente, um piloto brasileiro venceu esse GP, depois de um jejum de 13 anos, sendo que a ultima tinha sido no ano de 1993. Ano passado, fui em Interlagos assistir o GP Brasil, no qual se não fosse as circunstâncias daquele campeonato, iria com certeza festejar mais um triunfo de Felipe Massa. Mas nas estatísticas estou bem, com dois pódios.
Espero que nesse ano eu possa comemorar, se possível em Interlagos, o título de Felipe Massa ou pelo menos, possa (de novo!) ver mais uma vitória brasileira em São Paulo, quem sabe de Nelsinho Piquet, (para a alegria do senhor Firmo Neto).

Um grande abraço a todos!

José Jurandir Junior, Ferraz de Vasconcelos

Fangio versus Schumacher: quem foi melhor?
Juan Manuel Fangio talvez tenha sido o maior piloto de todos os tempos. Digo isto porque ele conquistou cinco campeonatos mundiais em uma época em que não havia praticamente segurança, início dos anos 50, e os pilotos eram verdadeiros heróis ou, podemos dizer, sobreviventes.
Naquela época, era comum morrerem dois, três pilotos por ano, não havia capacete e nem cinto de segurança nos carros. Os freios eram precários, não havia tecnologia embarcada e nem fibra de carbono. Os circuitos, muitas vezes, eram estradas comuns, sem guard-rail, sem ambulância, helicóptero e esquemas de segurança. Nesta época, o maior medo dos pilotos era morrerem queimados, presos dentro das ferragens de carros batidos.
Seu recorde de títulos perdurou durante décadas, até ser superado por Michael Schumacher, que conquistou seu sétimo e último título em 2004. Entretanto, pesa a favor do argentino a grande diferença de nível entre as gerações de pilotos. Não que os grandes rivais de Schumacher fossem ruins, mas a geração de Fangio foi composta por nomes do quilate de Farina, Ascari e Stirling Moss. Farina foi o primeiro campeão do mundo de Fórmula 1, Ascari faturou dois títulos e Moss, conhecido como o campeão sem título, foi quatro vezes vice-campeão mundial.
Outro fator que conta a favor do argentino é a questão de ter ganho seus título por várias equipes diferentes – Alfa Romeo, Ferrari, Maserati e Mercedes-Benz, enquanto Schumacher venceu seus campeonatos por duas equipes – Benetton e Ferrari. Este fator demonstra a grande facilidade de Fangio em se adaptar a diferentes tipos de carros, impondo seu estilo de pilotagem ao carro e não, como ocorre com alguns pilotos, o contrário.
Juan Manuel Fangio começou na Fórmula 1 com 39 anos e encerrou a carreira com 47, ou seja, o argentino “perdeu” seus melhores anos de pilotagem, pois a F1 foi criada apenas em 1950. Enquanto isto, Schumacher iniciou sua carreira na Fórmula 1 em agosto de 1991, no GP da Bélgica, com vinte e dois anos de idade, tendo sua carreira perdurado até 2006.
No período em que esteve nas pistas Fangio correu 51 grandes prêmios, obteve 24 vitórias, 29 pole positions, cinco títulos mundiais (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957) dos quais 4 foram consecutivos, e dois vice-campeonatos (1950 e 1953) em oito temporadas. Michael correu 250 grandes prêmios, obteve 91 vitórias, 68 pole positions, sete títulos mundiais (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004), sendo cinco consecutivos, e dois vice-campeonatos (1998 e 2006), tendo sido desclassificado do campeonato de 1997 em dezesseis temporadas que disputou.
Analisando pura e friamente os números, algo contestável, visto que são carros diferentes, pistas diferentes, tecnologias diferentes, podemos aferir o seguinte:

– Percentual de vitórias: Schumacher 36,4% e Fangio 42,1%;
– Percentual de pódios: Schumacher 61,6% e Fangio 61,4%;
– Percentual de poles: Schumacher 27,2% e Fangio 49,1%;
– Percentual de melhores voltas: Schumacher 30,4% e Fangio 40,3%.

Como se pode constatar, Fangio leva vantagem sobre Schumacher na análise crua dos números, além disto, Fangio é o único piloto da história da Fórmula 1 que foi campeão com quatro escuderias diferentes.
Durante seus anos de Fórmula 1, Fangio teve como arqui-rival o inglês Stirling Moss. Sobre Fangio, Moss costumava dizer: “muitas pessoas me perguntam por que Fangio é tão rápido. Só posso dar uma resposta: não consegui nunca chegar perto dele o suficiente para entender como Fangio fazia para andar tão rápido”.

Becsom Salles de Carvalho, Belo Horizonte

OS GARAGISTAS

A política neo “quebrou” o sistema financeiro mundial. Eles que pregaram a privatização de tudo que era do Estado, agora, por pura ironia do destino, recorrem ao próprio Estado, como tábua de salvação para a bancarrota. Por uma incrível coincidência, as coisas são semelhantes na F1, na categoria principal do automobilismo mundial.
Os dirigentes da F1 badalaram as grandes montadoras; criaram várias regras de acesso à categoria, até uma taxa de adesão na ordem de 40 milhões de dólares. Praticamente, eliminaram as equipes pequenas, que fizeram a história da categoria.
Festejaram e privilegiaram a chegada da Honda, Toyota, Renault, Mercedes e BMW. Acharam que a paz estava selada para sempre e que todos seriam felizes com seus motorhomes, suas festanças (até orgias, como foi pego o Presidente Max Mosley, certa vez).
Não é que agora, assustados com o pouco comprometimento das grandes montadoras e com a possibilidade real de deserção, eles – os festeiros – apuram-se a correr atrás de “novos” parceiros. Criam a regra do “motorzinho básico baratinho” e recorrem a quem? Aos velhos garagistas abandonados. Aqueles que faziam seus carros de forma quase artesanal, na garagem de casa, mas que marcaram e criaram a história da categoria.
Assim como, os banqueiros, as seguradoras, as montadoras, recorreram ao “velho” Estado; na F1, os dirigentes tentam salvar a categoria, recorrendo aos maltratados garageiros, que desde a década de 50 até a entrada das “grandes” montadoras, mantiveram a F1.
Há um grande risco da F1 em seguir incentivando a participação das grandes montadoras. Assim como elas chegam, saem! Não tem qualquer comprometimento com a categoria. Se o negócio está bom, tudo com elas. Mas, a qualquer adversidade, fim da história.

Vicente Majo da Maia, Uruguaiana

Semana que vem tem mais

Abraços e agradecimentos

Edu

Eduardo Correa
Eduardo Correa
Jornalista, autor do livro "Fórmula 1, Pela Glória e Pela Pátria", acompanha a categoria desde 1968

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