Berger em 1989

Aí está um piloto que sempre gostei: Gerhard Berger.

Quando ele foi pra Ferrari em 1987, e passou a figurar entre os primeiros nas corridas, eu comecei a nutrir grande simpatia pelo austríaco. Claro que em primeiro lugar minha torcida era por Nelson Piquet e Ayrton Senna, mas torcia muito por Berger também. Era meu “estrangeiro” favorito, talvez porque se mostrasse muito rápido, mas sem ser rival dos brasileiros como eram Nigel Mansell e Alain Prost.

Estreante pela ATS durante 1984, e com uma temporada pela Arrows no ano seguinte com apoio da BMW, Berger se destacou mesmo com aquela linda Benetton-BMW colorida em 1986. Com o carro mais potente da história da Fórmula 1, ganhou o GP do México e chamou atenção de Enzo Ferrari, que queria aquela revelação pilotando para si.

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O primeiro ano do resto de suas vidas

Olá amigos do Gepeto! Essa é a minha primeira coluna de 2017. Quem diria, já falta pouco para o fim de mais uma década, a segunda do novo milênio. É curioso observar como em muitas esferas diferentes, o ano de final 7 costuma romper com os padrões vigentes e aponta os primeiros traços do que veremos a seguir.

Na música temos vários exemplos disso. 1957, por exemplo, foi o ano em que o Rock ‘n’ Roll definitivamente se tornou não apenas o estilo musical mais quente do momento, como um fenômeno cultural. Em 1967, esse mesmo estilo estaria com uma cara completamente renovada, graças novos músicos, tecnologias e costumes na sociedade.

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A última obra-prima de Ayrton Senna

Pingou na net: “Ex-engenheiro de Senna, Schumacher e Alonso elege o mais rápido entre os três”. Prato cheio para cliques e pageviews. Melhor ainda: Pat Symonds afirma que dentre eles o mais rápido foi Schumacher, e Senna estaria atrás também de Alonso.

É a perfeição para a polêmica, para as provocações aos leitores e o início de guerras nos comentários. Os que discordam, relembrando das fases obscuras de Symonds com o espanhol e o alemão. Aqueles que concordam, se apegando ao trecho da entrevista como o mais fanático fiel de alguma Igreja da TV faz com versículos isolados da Bíblia.

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Keynes x Hayek

Acelerando a preparação para o Carnaval 2017, conclui a leitura de Keynes x Hayek.

Ainda que não possa ser elogiado pela fluidez do texto, o livro, escrito pelo jornalista Nicholas Wapshott, inegavelmente lacra, evoluindo com exuberância de detalhes sobre a disputa capital da economia a partir de 1920 e que segue indefinida neste trepidante século que sofremos no momento.

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Doohan, um australiano durão

O esporte é cheio de histórias comoventes de reviravoltas. E diante do esporte a motor e seu alto risco não faltam episódios de pilotos desafiando a lógica e a física para retornarem ainda mais fortes após encararem a morte de perto.

O drama pelo qual Niki Lauda passou em Nürburgring 1976 rendeu livros, comoveu o mundo e recentemente colocou a F1 em Hollywood com o belo filme Rush. Ainda na F1, temos a história de Jean-Pierre Beltoise, que após ter seu cotovelo direito destruído em um acidente, no qual não poderia mais movê-lo normalmente, mostrou aos médicos como queria que seu braço ficasse para poder voltar a correr.

No motociclismo, há a comovente história de Ricardo Tormo e de como ele enfrentou várias adversidades para colocar seu nome na história das categorias menores do Mundial de Motovelocidade. O valente espanhol ainda ganharia uma homenagem póstuma ao ter o autódromo de Valência rebatizado em sua memória.

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O melhor ataque é a defesa – final

Na primeira parte desta coluna, dediquei o texto para identificar quais elementos fizeram de Ayrton Senna um dos mais encardidos e irritantes defensores de posição da história do automobilismo.

Identifiquei quatro elementos, que foram aprimorados temporada após temporada: a (1) obsessão pelo melhor posicionamento de largada, a (2) rejeição quase patológica em ser superado, o (3) alto preparo mental para lidar com a pressão dos perseguidores, e (4) uma habilidade acima da média para reconhecer limites de aderência do carro e dos limites físicos da pista.

Como acabei de mencionar, essa habilidade de defender-se dos rivais foi algo aprimorado com o tempo. O primeiro a reclamar das condutas de Senna como caça foi… Alain Prost. (Já sei, vocês estão super surpresos, né?)

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Conversa no céu

Enzo: Alfred, vejo que a tal da Liberty Media criou uma empresa só para cuidar da Formula 1.

Alfred: Como a maioria dos grandes grupos americanos, o foco vai ser sempre o mesmo: retorno para os acionistas.

Enzo: Muito dinheiro, foco em resultados, mesmo no longo termo. Vão fazer de tudo para dar o maior profit possível para os acionistas. Ainda mais agora que o líder da nação é um bilionário, ele no mínimo deve inspirar certa parcela do empresariado.

Alfred: Imagino que foi por razões como essa que você deixou de fechar negócio com a Ford, não? Na época todo mundo ficou do teu lado. Era o combatente solitário que não se rendia `a força bruta…

Enzo sorri, um sorriso misterioso, e continua: Mas olhe, a Liberty tem mais braços que um polvo e todos são longos, investem em Israel, Brasil, por exemplo, com foco em tecnologia.

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Ansiedade Histórica

Foram meses de férias para os fãs da F1. Muito suspense na expectativa dos novos carros. Mas diferente dos demais anos, tivemos uma temporada de grande notícias nos bastidores.

O jornalismo da F1 não ficou parado. Seu campeão anunciou aposentadoria, grande movimentação no mercado de pilotos, trocas de comando técnico e até (infelizmente) uma equipe abandonando um campeonato.

Não houve descanso no noticiário e a ansiedade vai crescendo. Como serão os novos carros? Como será o equilíbrio entre as novas duplas de pilotos?

A espera está acabando, em mais 7 dias começaremos a ter as primeiras respostas da história que será escrita em 2017.

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Um ano de grandes expectativas!

Olá amigos!

O ano de 2017 mal começou no automobilismo mundial e já temos diversas novidades e notícias surpreendentes no mundo da NASCAR. Em apenas um mês tivemos a apresentação do novo patrocinador principal da categoria, a aposentadoria de um piloto, um ex-campeão voltando a vencer e novas regras sendo anunciadas, só pra citar as principais.

Na tentativa de trazer uma nova imagem para a categoria e atrair um público mais jovem, a NASCAR anunciou a chegada da empresa de bebidas energéticas Monster Energy, que irá dar nome à categoria principal. O anúncio empolgou muita gente, incluindo os pilotos, que esperam uma nova dose de energia e rejuvenescimento da base de fãs. O novo nome é comprido, mas com certeza também bastante atrativo para a juventude: Monster Energy NASCAR Cup Series. Legal, não?

A Monster Energy já patrocinava alguns carros da categoria principal e também da categoria de acesso, porém, aumentou seu investimento entrando de cabeça na categoria como patrocinador principal, no que parece uma disputa “à distância” com a Redbull, empresa de energéticos com apelo bastante esportivo. Essa disputa deve ser bastante benéfica para os fãs de automobilismo no geral, vamos aguardar os resultados.
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O melhor ataque é a defesa – Parte 1

Alô amigos! Feliz ano novo, ou melhor, feliz temporada nova!

Nem bem começo mais um ano escrevendo para o GPTo e meu brother o Marcel Pilatti já entrega a temática da minha coluna num spoiler daqueles dignos de revelar qual personagem vai morrer no capítulo seguinte da sua série favorita.

Mas OK, eu tava merecendo. Foi um justo payback por deixá-lo de castigo para escrever no ano passado a coluna sobre o bisonho GP da “Europa” no Azerbaijão, enquanto escrevi sobre a épica derrota da Toyota em Le Mans – eventos que caíram num mesmo fim de semana.

Brincadeiras à parte, sim, como adiantou o Marcel, pretendo nessa coluna, dividida em duas partes, falar sobre Ayrton Senna e sua habilidade na defesa de posição. Isso porque não tenho muitas dúvidas de que Ayrton, por seu perfil, tinha que se preocupar muito mais em defender-se do que atacar.

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Como amplamente debatido, Ayrton era o que de mais categórico existia de piloto de perfil descendente – termo proposto pelo meu irmão Márcio Madeira e que tem como outros exemplos clássicos os monstruosos Juan Manuel Fangio, Jim Clark, e, mais recentemente, Sebastian Vettel em seus tempos demolidores de Red Bull.

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