Revisionismo histórico

Todos os fatos têm três versões: a sua, a minha e a verdadeira
(provérbio chinês)

O ano de 2018 tem sido um prato cheio para quem se interessa por história: nas eleições brasileiras, por exemplo, vimos momentos e movimentos históricos sendo invocados por diferentes lados (não apenas dois) da moeda, cada um atacando o que lhe conviesse, escondendo o que não interessasse: fascismo, nazismo, ditadura militar, comunismo, socialismo, imperialismo, invasões americanas, declínio venezuelano, capitalismo, marxismo, fome, exploração, materialismo, Palestina, Israel, eleições de Trump, debates presidenciais, Guerra Fria, Privatizações, prisão de Lula, Impeachment(s).

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De Melbourne a Abu Dhabi

No início de 2001, eu estava no auge dos meus 15 anos. Estava no auge de minha paixão pela Fórmula 1, também. Desde a morte de Senna eu não tinha aquela sensação de varar madrugadas esperando pelas corridas, ainda que tenha acompanhado os campeonatos e sido marcado por vários momentos, bons e ruins. No entanto, a chegada de Barrichello à Ferrari, no ano anterior, me fez resgatar o interesse frenético pela categoria.

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Pra ninguém

Em 1997, em seu disco “Livro”, Caetano Veloso lançou a canção Pra ninguém, na qual faz um curioso “mapa” da música brasileira: ele vai citando intérpretes ao lado de canções que considera terem sido as melhores interpretações de cada um.

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