De Melbourne a Abu Dhabi

No início de 2001, eu estava no auge dos meus 15 anos. Estava no auge de minha paixão pela Fórmula 1, também. Desde a morte de Senna eu não tinha aquela sensação de varar madrugadas esperando pelas corridas, ainda que tenha acompanhado os campeonatos e sido marcado por vários momentos, bons e ruins. No entanto, a chegada de Barrichello à Ferrari, no ano anterior, me fez resgatar o interesse frenético pela categoria.

Continue reading

Pra ninguém

Em 1997, em seu disco “Livro”, Caetano Veloso lançou a canção Pra ninguém, na qual faz um curioso “mapa” da música brasileira: ele vai citando intérpretes ao lado de canções que considera terem sido as melhores interpretações de cada um.

Continue reading

Croácia, campeã do mundo

Não me lembro (nem mesmo na Copa do Mundo de 2014!) de ver tamanha unanimidade entre os torcedores brasileiros em finais “estrangeiras” como aconteceu no mundial da Rússia. As justificativas que vinham após o “vou torcer pela Croácia” variaram do “eles nunca foram campeões antes, merecem” ao “jogaram três prorrogações”, passando por “é um país pequeno” e “com passado de guerras e sofrimento”. Houve até apelos à figura da presidente do país.

É de fato um fenômeno engraçado esse que acomete os esportes, mais do que a qualquer outro tipo de entretenimento: preferências — ou torcidas, no caso — vêm acompanhadas de justificativas. Como se fosse, de fato, uma escolha racional, e não meramente passional, como o termo sugere.

Continue reading